Poema com Soneto sobre o meio Ambiente
CLAUSTRO
No silêncio do claustro solitário
Do vazio acerado desta morada
Numa vastidão da noite calada
Sombria aflição urde o cenário
Nele vagueio, e levo vergastada
Da tristura, desfiada num rosário
De lágrimas, sem um destinatário
Em cinzas de uma época passada
Na cíclica ladainha do fado vário
Aí, rezada em oração desfilada
Os ás da solidão do proprietário
E pelo claustro, a lacuna é criada
Em saudades, ausente no sacrário
Silenciado em uma muda fachada
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
09/07/2018
A fauna do bem tem que ir além;
Além do que imagina nossa vã filosofia.
Nutrida à problemas e dificuldades num eterno vai e vem;
Causando transtornos e gerando utopia.
Chorar não resolve, brandir a espada é exagero;
Povo que grita unido jamais será calado.
Largue a espada, exerça os direitos com clareza e esmero;
Que o os próprios atos jamais ficarão de lado.
Direito é um bem tão antigo quanto a humanidade;
E só se nega onde prolifera mente promiscua.
Coisa de terra regada à temor, bandalheira e falcatrua!
Mãos hão de se unirem na garantia de lei maior e igualdade;
Onde direitos se instalam à bem do clamor e da verdade.
Para o felicidade do povo e plenitude geral da nação!
Bom dia anjo de amor....
Dia de alegria e semana de muitas emoções positivas, realizadoras.... inenarráveis!
Doce recato
É desafiador seu recato
Para esse pobre rapaz
ingênuo e insensato
Que nunca sabe o que faz
Desafiador, de fato
D'um jeito que tira a paz
Quando sinto pelo olfato
O cheiro bom que tu traz
Me pede, que te acato
De um jeitinho fugaz
Através de um simples ato
Me vendo por bem barato
Assim, me satisfaz
Com o teu doce palato.
A Maria, jardineira das flores do próprio túmulo.
Co'a lata na cabeça parte a moça,
(na estrada triste e torta ela se some)
que tem ela, Maria, senão força?
que tem ela, Maria se não nome?
A lata bate forte e se encerra
Um tambor ruge vulto no estombo
Mal se difere a moça e a terra.
Se entortece Maria e o seu lombo.
Enquanto pinga gota da lata
e gota até do corpo dela,
No chão vasto pisado nascem flores
Quando a noite cai co'a lua prata
E a morte desce rude em sentinela
morrem latas, Marias e amores.
SONATA DE OUTONO
Versos de folhas caídas
Circuito de vida, na vida
Folhas mortas, já vencidas
Num balé de vinda e ida
Vão ao chão, são paridas
Trilha de ilusão descida
Na melancolia, ouvidas
Numa inevitável corrida
Do fado, no seu instante
Duma outrora agonizante
Em apelos da mocidade
De tão veloz, e vai avante
No seu horizonte gigante
Os outonos e a saudade...
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2018, 13 de março
Cerrado goiano
Um amor que não existe
Amor maior que o meu não existe
Pois não me deixa esquecer de você
Quando a noite chega fico triste
Pois você não existe.
E se a saudade bater forte
É o coração que se apaixonou
Me resta apenas a morte
Se você nunca me amou
Um amor louco, machuca!
Machuca, não apenas o corpo
Mas deixa a mente louca.
Constante fiel, és meu amor
Te quero, sem medida
Na minha vida, por favor.
Alexandre C.
Poeta de Libra
Desse jeito é meu jeito
Eu fico aqui só no meu mundo
Você pode entrar nele se quiser
Pode até tentar me compreender
E não me ver como um ser absurdo
Sou autista sim e sou assim
Deus cuida de você e de mim
Me respeita e me queira bem
Eu sou gente e sinto também
Nós somos todos diferentes
Eu sou de tal forma ausente
Até mesmo sou um distante
Mas, me acolhe que existo
Tenho sim esse meu jeito
Mas mereço amor e respeito
Nos jovens sonhos meus
Nos jovens sonhos meus, ideada prosa
Parecia, que, a poética jubilosa, agora
Perdida no outrora, seria mais, embora
Fantasiosa, sempre foi muito charmosa
Amorosa, de uma poética tão carinhosa
Com emocional verso do coração afora
Sussurrava com a escrita que ri e chora
Cântico sentido, e uma ilusão orvalhosa
Todavia, já madura a poesia, irrequieta
Completa o vão da emoção e o desafia
Suspira, recria, mesmo triste que seja
E segui, devaneia, tem reserva secreta
Tão cheio de sentimento e de cortesia
Que vive a sonhar onde o amor esteja.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
02 junho 2024, 08’27” – cerrado goiano
A terceira guerra mundial
A terceira guerra mundial
fanfarrou intrépida, quieta
mas o mundo todo em alerta,
sob epidêmica virose fatal!
Pandemia da clausurada panacéia,
se viu enclausurada a economia
instituiu no universo a miséria
e todos ficaram sem companhia!
O pavor nas mídias alertadas
entre bilhões de infectados,
mortes insurgiam encomendadas...
Tudo por ganância e poder
em tubos de ensaios testados,
ameaçadora arma pra morrer!
Poço
Os arranhões na parede do poço
Mostram como tentou subir um dia,
Não conseguiu pela culpa, embora moço,
Poderia chorar até transbordar, e sairia.
Sucumbe aos delírios da solidão,
Cansado, machucado e um dia caído,
Busca ao longe ajuda, sorriso ou mão
Alguém que lembre que tenha vivido.
E na corda que poderia subir
Resolve apertar o nó do pescoço,
Mas a tristeza não deixa voar e cair.
Transbordando as lágrimas de desgosto,
E os arranhões na culpa do moço,
Mostram a parede, embora no poço.
NEOWISE
(Dedicatória ao cometa que passa nos céus)
Passei a noite vendo o cometa.
Sentado bem no topo do monte,
olhei para a linha do horizonte,
e vi o Neowise de minha luneta.
Aos dez anos, criança espoleta,
vi o Halley por alguns instantes.
Como eles, somos só visitantes
por tempo certo nesse planeta.
Como era linda a cauda brilhando!
Nem acredito que era só de poeira!
No alto do céu lembro dele voando!
Mas é triste e dói na alma inteira
sentir todo o mundo ir passando...
Tal qual cometa, vida é passageira!
A natureza bela, perfeita,
A nos trazer tanta beleza,
a esse mundo em prosas,
Traz o cheiro de rosas.
E lá no alto, no meio das matas
As belas cachoeiras, cascatas
Trazem as belezas dos floridos ipês.
Quem vê, impossível esquecer!
Mas o homem é um ser traiçoeiro
Destrói tudo no universo
Na ganância nunca está satisfeito.
Em meio as aflições, terremotos, maremotos
A lua se mostra e celebrarmos a vida.
O que o ser humano precisa é amor e empatia.
Noutro dia...
Num verso sentido, na poética, figura
Sussurrado da emoção em um talvez
A saudade que sente a dor sem cura
De outrem. Uma sensação de nudez
Enquanto na prosa ao acaso procura
O otimista verso suspirado, e que fez
Dantes a poesia sem aquela tristura
Incessante agrura e sem ter a rudez
Então, surge a madrugada, ritmada
A ilusão, sobre o chão, desfolhada
Guiando a trova, criando-a especial
Ó esperança de atraente formosura
E, ante ao escrito vazio de aventura
Traz noutro dia, inspiração virginal...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
27 agosto, 2023, 13’26” – Araguari, MG
Quando eu partir
Quando eu partir, encontre - me no Google,
no Facebook, no Instagram ou no Twitter,
estarei nas nuvens postada no meu blogue
em milhares de poemas, se quiseres ler...
Quando eu partir não precisa me curtir,
afinal a morte não se curte, se lamenta,
mas, talvez minha falta não possa sentir
e diga que fui tão ardida feito a pimenta!
Quando eu partir o que importa o que diz,
deste tudo que sou, ou nada que mais ser...
Ser...ou não ser, eis a questão que não fiz,
por não ser igual a ninguém no meu viver
sendo apenas eu mesma! Este ser feliz!
Depois é vida eterna no alcance ao morrer.
II
Depois, na vida eterna no pleno existir
estarei na ar, no mar, no céu e no luar,
estarei no movimento: no ato de ir e vir;
quem sabe serei uma estrela a brilhar!
Depois, na vida eterna verei tudo de lá
estarei junto de Deus que tudo pode ver;
que sabe o tudo quanto é, foste ou será
e numa incógnita apenas o eterno viver!
Depois, na vida eterna o ser sem corpo,
o viver sem matéria, plena só para amar,
Espírito eterno de luz, um ser no Olimpo...
Depois, na vida eterna sem Cruz da vida,
vida de Jesus Cristo o pregador do campo
depois na vida eterna, a vida sem dúvida!
III
Quando eu ressurgir a viver a ressurreição,
reencarnação do Espírito que prega o amor
poderia ser quem reconhecer a alucinação
ou a verdade na remissão de ser pecador...
Aquele que vem buscar o seu polimento
pagar seu débito carmático e carismático
porque foste reivindicador de pensamento
na pregação de um sábio ou um lunático!
Caso eu não ressurgir, então reze por mim
faça orações e preces em minha memória
porque santificada será a alma deste fim,
em que alcancei a perfeição e toda a Glória!
Mas, se eu ressurgir, outra vez partirei enfim
e outra vez morrerei até ser eterna memória!
Um proposta de amor
Somos parte da natureza divina,
crescer continuamente é natural,
porém se há deserto e há ruína...
é porque falta - lhe bem espiritual!
Bem espiritual é semente de amor,
é evolução e crescimento virtuoso
em que tudo nasce com resplendor,
floresce e germina pleno e glorioso!
Viva de acordo com a natureza viva,
porque viver é ser feliz, pleno e total
tendo gratidão ao sol e a doce chuva!
Não enfureça na seca e pela tristeza
nem vá contra o lançar de uma ogiva,
pois, o desequilíbrio desfaz a natureza!
Não quero ser a vodka
Não sou seu remédio
Só quero ser seu futuro
Não o pretérito.
Não sou a vodka.
Não me tome como tal,
Não a farei esquecer
Não o apagarei
O que lhe oferecerei
É que apenas no seu futuro estarei
Um futuro em que você fará o que desejar
Um futuro que sonhar
Como já disse não sou vodka
Não me use pra esquecer,
Pois o que me lembro da vodka
É o que não quis fazer ontem
E essa tremenda dor de cabeça.
Que ainda hoje me resta.
Relatos de um leão 🦁
Um dia eu fui um leão
Seu dourado amanhecer
Não sei se o amor foi em vão
É que caiu noite por escurecer
A luz dos teus olhos clarão
Não brilhava sobre minha juba ao entardecer
Já não quero ser Leão
Posso ser Sol para te aquecer?
Jamais esqueça desse amor
Foi tudo que tinha pra você
Meu amor teu sabor nosso calor
Amor quente nunca clichê
Queria te entregar tudo sem pudor
Pena não querer esse romance em turnê
Marcelo Di Troia
Passarinhar
No céu aberto voam, leves, pássaros,
De galho em galho, em dança sem razão.
Trazendo à mente alívios tão escassos,
Silenciam o ruído da tensão.
A ciência diz: faz bem contemplar
O voo calmo, o trino sem pesar.
Jesus já disse, ao mundo a escutar:
“Por que, ansiosos, vivem a penar?”
Ali, na rama, habita a paz divina,
O instante puro, o tempo que se inclina
Ao simples ser, sem ter, nem pretensão.
Se queres cura, basta te entregar:
Vai para o campo, aprende a passarinhar
—Com alma leve e livre da aflição.
Edson Luiz ELO
São Paulo, 24 de Maio de 2025
INEFÁVEL
Você, oh oliveira florescente
Bonita, oh mais bela
Te enfeitaste
De frutos lindos
Te amei desde a noite com sol
Os teus cabelos são cheios de gavinhas
Tua pele sensível
A dormideira sensitiva
Brilho do luar
Teu colar é feito de estrelas
A terra namora o teu satélite
O galo invocará o teu sol
Ele se regozijará até de tarde com cantos
Tantos cantos em vários cantos
DATA: 31/08/2021
CIDADE: PARAÍBA DO SUL - RJ
A RAINHA
Eu não vou mais tirar
A minha coroa da minha cabeça
Nem do meu dedo o anel
O sinete
O meu colar de ouro
Não sairá mais da minha garganta
E as minhas roupas nobres...
Estarão impecáveis
Porque o seu trono está do meu lado
Você é o brilho das minhas jóias
Diamantes, rubis, esmeraldas
Teus olhos são opalas
Que miram os meus de ágata de fogo
Minha espada é forjada no teu fogo
DATA: 31/08/2021
CIDADE: PARAÍBA DO SUL - RJ
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