Poema com Soneto sobre o meio Ambiente
Vida meia boca
Sigo uma vida no meio-termo
Toco piano bem meia boca
Sei tricotar mais ou menos
Escrevo de forma mediana
Nunca me arrisco a alcançar
o extremo mais alto
Seria por incapacidade ou por medo
de não ter mais o que aprender?
O mundo do meio entre os opostos
Entre treva e luz.
Pelo raiar do sol e a inundante chuva.
Casado e solteiro.
O luar mais belo e a nuvem negra.
Lati e miar.
Cantar e silenciar.
Céu e inferno.
Deus e satanás.
Homem e mulher.
Deserto escaldante e uma floresta radiante.
Espada e escudo.
Freio e acelerador.
A brisa mais suave e o aspecto da dor.
Sim, é verdade, entre os opostos.
Vivemos risos e momentos indispostos.
Vitórias e derrotas.
A enfermidade e o semblante mais saudáveis.
A loucura e a sanidade.
Taí um embate.
Da força e fraqueza.
Quem deveras tem razão.
O que de fato avalia cada coração.
O mistério mais profundo.
As agonias do mundo.
Se falo não me escutam.
Se não falo condena me a ser mudo.
A liberdade.
A prisão.
É perigoso gritar.
Tem ouvidos cheio de ódio.
A inveja que envenena.
A bondade serena.
Enfim.
Somos tomados e desafiados.
O devaneio insensato de ignorar o irmão.
A sociedade impõe a condição.
Tudo vã, banal, naufragados na ambição.
O egoísmo vivo, o medo, a covardia.
E continuamos a ser navegantes.
Enquanto isso.
O próximo do próximo.
Que está a machucar o semelhante.
Giovane Silva Santos
e impressionante ser a filha do meio a filha que em alguns momentos não e nada e em outros e algo
Ser a filha que cria a irmã mais nova
Ser filha de 15 em 15 dias
Ser filha no momento coviniente
Ser largada ao mundo com suas dúvidas
Não ser mais que o mais velho
Pais por favor nos notem e não nós larguem ao mundo
O amadurecimento, não é uma questão de idade, ele surge quando se percebe que a felicidade não é um fim mas um meio, uma oportunidade de fazer sorrir alguém”
Ney P. Batista (USA- BR)
Jan/12/2022
Mulheres Meio Ananda
Nós, mulheres meio Ananda,
queremos ser sentidas, não apenas vistas.
Queremos alguém que decifre nossos silêncios,
que ouse atravessar o mistério por trás do olhar,
e encontre, ali dentro,
a vastidão de um universo que pulsa.
Falamos da vida — sim, falamos —
mas não nos resumimos a palavras.
Há em nós um canto que nem mesmo sabemos entoar.
Um desejo sem nome,
uma sede de viver com leveza e fúria,
com beleza e verdade,
tocando com os olhos, os dedos, a alma,
as maravilhas que o mundo esconde.
Nós, mulheres meio Ananda,
aprendemos a nos amar com o mesmo cuidado
que um dia esperamos receber.
Nos amamos no espelho e no silêncio,
nos cuidamos como se fossemos jardim —
flores e espinhos, sol e sombra.
Desejamos ser amadas assim:
sem podas, sem medo, inteiras.
Nossos sonhos — mesmo os mais banais —
carregam o peso doce do coração.
Somos de instantes e de eternidades.
Queremos o alto de um prédio em Nova York,
e também um chalé rústico,
banhado pelo pôr do sol,
ao lado do mar,
com um cabrito chamado Tobias
e um golden de olhar fiel.
E ainda que não leiamos sempre,
amamos a ideia de uma biblioteca —
não pelas palavras, mas pela beleza quieta que ela carrega.
Afinal, o que queremos, nós, mulheres meio Ananda?
Queremos viver com sentido,
rir com o corpo inteiro,
colecionar momentos que fiquem na pele.
Queremos lembrar por que estamos vivas,
ser compreendidas sem precisarmos nos explicar.
Queremos — apenas isso —
ser felizes.
O equilibro é o que acontece
Entre
O sim e o não,
O Amor e a indiferença,
A Alegria e a tristeza,
O Sucesso e o fracasso,
A Luz e a sombra,
A Força e o vitimismo,
O Plantar e o colher,
A Paz e o conflito,
O Sorriso e o choro,
A Vida e a morte,
Agradecer ou deixar para lá,
Equilibre-se!!!
A virtude é sempre o meio termo!
Giovana Barbosa
CONTO DO MEIO
Quando pequeno, eu estava no aniversário de um amiguinho
e pus meu dedo no bolo.
Não coloquei e tirei. Não passei o dedo.
Apenas enfiei a ponta do indicador naquela parte branca.
O dedo permaneceu lá, parado, enfiado, intacto.
Todas as mamães me deram um sorriso falso.
Os papais estavam bêbados no quintal.
O único homem ali perto era o tio Carlos.
Tio Carlos se escondia atrás dos óculos e da câmera fotográfica.
Era bobo, agitado e gorducho.
Quase sempre sorrindo.
Tinha poucas, raras, nenhuma namorada.
Tio Carlos atrás dos óculos, da câmera e de namorada.
Meu braço esticado era a Golden Gate.
Uma conexão entre minha consciência
e aquele montante de açúcar.
A ponta do dedo imóvel, conectada, penetrada no creme branco.
Uma das mamães resolveu liderar a alcateia
e me pediu para tirar o dedo.
Pra que tanta coragem, perguntou meu coração.
Porém meu dedo,
afundou um pouco mais.
Olhei-a nos olhos sem docilidade.
Meu corpo imóvel.
O dela recuou.
Minha mamãe, sem graça,
falou que isso passa.
Eu atravancava, ria e dizia:
- Vocês passarão, eu... - estendia a aporia.
Eu era a Criação de Adão na Sistina.
Era mais que Michelângelo,
Era Adão no Bolo,
Era Bolo em Deus.
Mamães desconcertadas. Olhando umas para as outras.
O silêncio reinava,
o reino era meu.
Mamães desorientadas. Olhando para mim.
Tio Carlos com a câmera fotográfica
olhava para as mamães.
Acho que ele era apaixonado por umas três mamães,
ou mais,
ou todas.
Esperei um não.
Esperei um pare.
Ninguém era páreo
para um rei.
Tirei.
No fato de anteontem,
o eu de ontem
acerta em cheio.
Ele enxerga o buraco,
onde o eu de hoje
só vê o meio.
O sofrimento está em buscar o fim através do meio.
O equilíbrio está em seguir o caminho do meio para atingir o fim.
E o erro está em nem começar.
O meio que não soma subtrai...
O meio que te consome, te mata...
O meio que te julga não te absolve...
O meio que te absorve não te alimenta...
O meio não é o fim, mas o fim pode ser o meio.
conheço-me sob os gessos
escaloneio as moedas d'ouro
e nada peço
só esperneio
não abuso da vontade
sou intensa e sou o meio
o muro a ser vencido
o embaraço
o escanteio
Lindóia do Sul
Jóia serpeante avistada
pela imigração italiana
que a escolheu como morada
quando a exclamou
ao ter visto o Rio Engano.
Das madeiras, da ervateira
e do moinho que te mantém,
Lindóia do Sul absoluta,
sublime e minha adorável
cidade brasileira e torrão
poético, acolhedor e amável.
Onde o Sol se enamora
no Meio-Oeste e o meu
coração canta todo o amor,
Do Alto Uruguai Catarinense
és jóia em todo o esplendor.
Tua agricultura ergueu
esta cidade e a indústria
está abrindo caminhos
para o futuro e por tudo
que fostes, és e serás
a minha Lindóia do Sul
que jamais deixarei de amar.
"Um dia no meio do caminho eu encontrei o amor.
Porém troquei de caminho e encontrei a solidão"
Haredita Angel
17.07.14
Então, pequena Amélie, os teus ossos não são feitos de vidro. Podes levar algumas pancadas da vida. Se deixares escapar esta oportunidade, eventualmente o teu coração vai ficar tão seco e quebradiço como o meu esqueleto. Então, vai apanhá-lo!
Pode ficar irado como um cão raivoso da forma como as coisas acontecem... pode praguejar e amaldiçoar o destino... mas quando chega perto do fim... tem que perdoar.
Enganamo-nos ordinariamente sobre a intensidade dos bens que esperamos, como sobre a violência dos males que tememos.
- Relacionados
- Poemas sobre saudade para transformar ausência em palavra
- Frases de despedida para refletir sobre finais e recomeços
- Frases Bonitas sobre Saudades
- Charles Chaplin sobre a Vida
- Charles Chaplin Poemas sobre a Vida
- Frases sobre idiotas que mostram seu talento para a estupidez
- 87 frases sobre educação provocativas e transformadoras
