Poema Casa
Quando entro numa casa lotérica e vejo na fila preferencial um monte de velhinhos, já lá na casa de seus 80 para 85 anos de idade ou até mais, com bilhetes preenchidos de jogos da loteria Federal, cheios de esperança em ganhar, viver e usufruir seu prêmio, penso se nisto não está a resposta de que a vida é realmente um preciso DOM! Que deva ser vivida até sua última gota.
09.04.2020. Às 19:25 h
Digamos que você tenha seis animais de estimação. Um deles é o teu predileto que não sai de casa de forma alguma. Já os outros cinco, transitam onde querem mesmo que você tenha o receio de que não voltem mais ( ou morram de alguma forma).
Percebe agora, o porquê Deus tem sempre uns "humaninhos" de Sua estimação que Ele nunca permite que saiam de Sua presença?
Qual desses "humaninhos" você é? O que vai para aonde quer ou o sempre detido em Sua "casa" ( presença)?
Das Profundezas de um Tormento
Caminhando pelo estreito túnel tenebroso,
Que conduz à casa do forte Hércules!
Deparei-me com um ser cuja existência, se mostrava nitidamente atormentada.
Tal tormento, para mim, mui conhecida,
Era na verdade ou parecia ser, um reflexo do que se passava em minha Alma!
Senti certa dose de paz ao perceber o tormento dele.
Mas, ao contrário de mim, ao me ver, perturbou-se ainda mais e sumiu; desapareceu sem ao menos eu o conseguir avistar! Misteriosamente!!!
Compreendi então que seu tormento,
me deu certa paz. E o meu tormento, aumentou ainda mais o seu.
Às 10h42 in 22.04.2024”
Sabe, me pediram para dizer quem sou eu… Oxe, não adianta olhar, tem que sentir…
Sou casa acesa no meio da memória,
janela aberta para o futuro.
Carrego nos olhos a profundidade
de quem escuta os mais velhos
e, ainda assim, ri com a leveza
de quem sabe brincar com o vento.
Meus cabelos são como raízes que dançam,
guardam histórias,
sustentam mundos invisíveis
e florescem pensamento.
Entre livros, mapas e símbolos,
eu costuro os saberes com delicadeza firmeza e
mãos de cuidado,
postura de quem não se curva ao esquecimento.
Sou mulher-território.
palavra que vira ponte.
presença que ensina sem impor.
Em mim, a ancestralidade respira.
E o amanhã aprende
a nascer com dignidade. Sou Eli Odara Theodoro
Um dia você é jovem e
no outro você só quer chegar
em casa, tomar banho,
deitar na cama, vestir a sua
roupa de mendiga e
esticar o que sobrou da coluna.
BRUXA SEDA BRANCA
Era um dia normal, acordei tomei meu banho, fui trabalhar voltei para casa rotina de sempre, mas às 19:30 começou a ansiedade de meus pensamentos coração batendo forte. Fui tomar mais um banho para ver se amenizava a ansiedade, e ansioso para ansiedade terminar, fui me deitar, dormi rápido o que não era de costume, mas aí que as coisas começaram a ficar estranhas, fora do meu controle, senti algo andando na minha cama, mas relevei até porque tem uma coelha e ela sempre sobe na cama para dormir comigo, mas quando abrir meus olhos, e vi nos meus pés, sentada tão serena, calma me olhando linda, bela, rosto angelical, com um lindo véu, de seda Mulberry, pensei que era um anjo. Até o seu rosto se cobrir com o véu, que vinha de trás dos seus cabelos, aquela face horrenda apareceu, ela ria e andava em volta da minha cama, voava toda noite, dentro do meu quarto e no meu sonhos, ela parecia e me perseguia em meus sonhos, parecia cão e gato, um desespero só. Quando eu acordava ela estava na beira da cama, como se dissesse eu ainda estou aqui! O desespero, agonia e a ansiedade aumentavam, lá estava ela me esperando.
Bruxa seda branca.
E ficamos em casa para conseguir acabar com a Pandemia, que quer acabar com a população.
(...) Quando criança, o mais alto grau do castigo, era o confinamento: "Fica em casa e pensa no que você fez!" , em voz alta, minha mãe falava... Ecoava por toda casa. Não brincar na pracinha, me levava ao mais profundo sentimento de tristeza.
Estamos de castigo pelo que fizemos ou não fizemos...
Não temos certeza de quanto tempo vai durar...
Não sabemos quantos vão entender.
Em confinamento ou não, precisamos entender que não somos diferentes!
Muito mais do que possuir e consumir,
precisamos de empatia!!!
Que ela ecoe para sempre!
A ARTE VISTA { soneto}
Será que minha arte e' igual a tua? será?!.
A vejo em casa, no trabalho, na rua...; nua.
Me vejo... a vejo... ensejo de ser, arte crua.
Queria só por hoje saber, Minh 'arte... será
Igual a tua? Vistes por fora melhor que dentro.
Então!. A visão que vês e' a arte forjada ao léu.
Os saberes, que atuam por olhos, sob o céu.
Além... delineando as cores, sóbrio pelo centro.
Despojais de jugos, e dizei-me, dizei-me vós:
Que arte e' esta? Persegue-me a todo lugar,
Na pintura, poesia, rachadura, até mesmo ar.
Deveras devo preocupar-me, estou sem saber.
Moldar-me-ei com outra visão senão a minha.
Será que tinha arte igual a tua? Tinha?!.
poeta_sabedoro
Na vida nós podemos ter uma ex-mulher, ex-namorada, ex-amigo, ex-casa, etc!
Mas, nunca teremos: ex-mãe, ex-pai, ex-irmão ou ex-irmã!
Enfim, apesar das nossas diferenças, família é família!
Por mim, podem ter a aparência mais bonito, melhor rosto liso, melhor roupa, melhor casa, melhor salário, melhor de tudo que existe em material.
Mas em mim, existe um melhor: é ser quem sou eu, sem esconder a verdade, saber amar o próximo, que saiba respeitar, que busque conhecimento, ser a pessoa leal.
O que existe na terra, é aceitar o que vier, e não julgar o próximo.
Cada um e responsável pela sua vida, e pelos seus atos. E saber melhorar sua imagem pessoal.
A Casa Nua
O presente sempre
Faz a chamada
Para o retorno à casa.
As lembranças impulsionam
Para a corrida do esconde-esconde,
Onde o passado tenta se apropriar,
Mas o seu espaço inexistente
Sedimenta o agora:
A verdade flutuante
Vestida dos afetos construídos.
A casa despida,
Vazia,
Ocupa o destino das horas;
Horas que fluem
Com a pretensão
De atingir a leveza
Do voo,
Nas asas luminosas
Da invisibilidade instantânea.
(Suzete Brainer do livro: Trago folhas por dentro do silêncio que me acende)
O Papai Noel estava na sala da minha casa, rindo e dando presentes para todos.
Eu estava lá olhando pra ele, olhando pra cima; eu era uma das crianças de boca aberta e feliz.
Ganhei um martelo de brinquedo. Ele era colorido e bem legal.
Entre as conversas de adultos e gritos dos meus primos, o Papai Noel se despediu:
- Tchau, amiguinhos !!!
Imediatamente corri até a porta de saída para ele me notar mais uma vez.
Só que o Papai Noel disse tchau e foi para o quarto do papai e da mamãe.
Corri super rápido atrás dele, desviando de pernas brancas pretas amarelas. Para que tanta gente nessa sala, meu deus? Pergunta minha ansiedade.
Mas cheguei na porta do quarto e o vi entrando no banheiro.
- Será que o Papai Noel foi fazer cocô antes de ir embora?
perguntei pra mim mesmo enquanto esperava do lado de fora.
Esperei, esperei e a porta se abriu.
Foi o José que saiu,
José, o meu titio.
Ele não me viu.
Passou arrumando as calças, fechando o ziper e ajeitando o cabelo.
Estava claro pra mim. Agora tudo fazia sentido.
Lembrei das conversas de minha titia.
Ela já desconfiava, ela sempre dizia:
- José tem amante!
Mas, meodeos do céu.
Quem diria que o amante
fosse o Papai Noel.
Acredito que o mistério
e o silêncio,
moram na mesma casa
e descansam na mesma cama da cumplicidade.🤐&🤐
Coração inteligente ama a simplicidade,
vive numa casa pequenina,
no fechar da mão...
Ele aprendeu que paixão
é um cavalo de Troia...
Antes uma casa cheia,
hoje tão vazia.
Ficou apenas uma poltrona,
onde senta a saudade, que diz ser dona
de um SILÊNCIO mortal,
que conta uma história
que anseia
por um raio de SOL...🌾🌞🌻
NATAL MELANCOLICO
A casa grande
o pinheiro enfeitado
sapatinho no telhado
luzes a brilhar.
Bacalhau à portuguesa
vinho do Porto
vovô sentado à cabeceira da mesa
me ouvia ao piano tocar
melodias de Natal!
Presentes na árvore
PAPAI NOEL vai chegar
tilintar de taças
muitas risadas
Missa do Galo
O PADRE A REZAR!
As lembranças me traem
Lágrimas de saudades
me escorrem na face
preciso ser forte
renascer a cada ano
como o MENINO JESUS!
HOJE É NATAL!
E a neve tão fria,
Cansada de ser pisada
No caminho de casa
Resolveu se mudar para outra região.
Revelou para uma nuvem sua teoria.
Gostaria de ser amada, não pisoteada. Daí a necessidade,
De obter o menor contato com a humanidade.
E a nuvem compreendeu a situação.
Disse que durante 9 meses o sossego que tanto procurava, teria,
Embora seria obrigada a voltar assim que o inverno se instalasse.
Só assim para conseguir sua sonhada vida campestre.
E no Alasca, em seu novo lar, aos poucos esquecia
Dos sádicos que sempre diziam: "seria perfeito se hoje nevasse"
Mas eram os primeiros a utilizá-la como faixa de pedestre.
Meu corpo é a casa de meu ser.
Só entra nele quem for, de muito grado, meu convidado,
que saiba apreciar o jardim na porta da frente,
e que limpe a sola no tapete da entrada.
Quando dentro, note que não é na sala de visitas ou quarto
que se encontra a alma e o coração da casa.
É na cozinha, dentro do fogão,
no calor da chama acesa.
Na morada do meu ser,
todo visitante antes precisa de um convite,
ainda que tenha pernoitado 5 noites seguidas.
Nota: o querer vem sempre de dentro, não de fora.
Na morada.
No morar.
Namorar.
Escolha bem seus convidados,
pois seu corpo é seu único lar.
Abra seu coração
Tenha mais solidariedade
Chegue na casa do Perdão
Derramando sinceridade
Assim preferimos a Luz
Aquela que acalma e satisfaz
Por isso nos ajoelhamos perante à Cruz
Deus do Céu é quem nos dá a Paz
Quem quiser venha ver
Quem fala contra vai ter que provar
Se não provar vai se arrepender
Diante da Verdade vai se humilhar
Porque Jesus é a Verdade
A nossa Vida e nosso Caminho
Pagou nosso preço com humildade
Por isso não estarei mais sozinho!
Se ao menos a morte tivesse revistas...
Ela morria tantas vezes
em tiroteios à porta de casa
que já não sabia morrer para sempre
assim
de uma vez só.
Se ao menos se marcasse um dia
para a morte, uma hora certa
como no dentista
que apesar de tudo
nos faz esperar
onde apesar de tudo
não sabemos quando será a nossa vez.
Se ao menos a morte tivesse revistas
e gente na sala de espera
não estaríamos tão sós
tão vivos nessa ideia final
nesse desconforto.
Poríamos o nome na lista
quando estivéssemos prontos
sabendo que seria fácil desmarcar
marcar para outro dia
ou simplesmente
não comparecer.
Depois, ficaríamos com a dor,
com o terror
de passar sequer naquela rua
como ela à porta de casa.
Ela que morria tantas vezes
porque morria de medo de morrer.
