Poema Casa
A Casa Amarela
Tinha uma varanda e uma porta azul
Era tão grande e tão bonita quanto eu desejasse
Tinha, em meio a tanta bagunça e poeira
Um brilho quase alvejante de limpeza
A cor amarela não existia. Não nas paredes e muros
Mas existia quando eu abria a porta dos fundos e o sol entrava
Era um amarelo tão intenso, que às vezes eu fechava a porta
Não porque não gostava, mas porque eu queria preservar a cor da noite passada, que ainda ocupava todos os cômodos
Às vezes, eu sentia pavor. Porque o dia amanhecia e era menos um dia. Só por isso.
Eu não sabia que era saudade de tudo que não existia ali. Não existia, como a casa amarela.
“Se não pode aumentar o salário de um professor,
Diminua então seu serviço,
Eduque em casa teus filhos.
Não coloque nas costas de quem oferece conhecimento,
A tua falta de responsabilidade.”
Um relato
Chove muito rio sobe rapidamente onde moro a casa de madeira fica em cima de
Córrego as madeiras que da sustentação da casa fica beirando o rio e quando enche o rio o lixo bate muitas vezes madeiras provenientes de desabamento ou um sofá velho ou outra coisa qualquer...
Enquanto dormimos a muito barulho parece vai derrubar tudo orações unicamente o que se tem a fazer... Ninguém vem nos socorrer...
De manhã acordo vejo não nada para comer.
Apenas um gole de café de ontem.
Saio para rua acho algumas latinhas de cerveja... E uma senhora joga fora mais algumas coisas acho um chuveiro velho...
No ferro velho vendo a balança está viciada então rouba pouco que consigo de um quilo sobra pouquinho não da muito compro um almoço mais não tenho todo dinheiro para pagar o dono deixa olhando com cara de mal gosto levo para casa divido com minhas irmãos. Hoje não tem aula não tem nada para comer saio novamente ai tenho ir mais longe está ficando tarde... Quando de repente cai mais uma chuva paro num padaria quando vejo na televisão da padaria minha casa sendo levada pelas águas do córrego minha mãe irmãos estão mortos. Agora que a da vida que sobrou nada apenas a vontade de viver.
Remexendo o baú de lembranças, me lembrei de mais uma estada na casa da minha tia avó, Joaninha...Certo dia, enquanto eu estava hospedada na casa da minha tia, ela foi me mostrar o jardim dela, com todo os tipos de roseiras, e plantas..., Sabe aqueles jardins que tem desde a hortelã até a margarida...Nesse dia, minha tia me disse, olha Lú, sei que ama plantas, e da próxima vez que voltar, vou te dar um presente!!! E assim, na próxima visita, minha tia me chamou e me disse, veja o que preparei para você! Lá estava um litro ( vasilhame de óleo de soja) com terra. Eu disse, o que é isso tia? Ela me disse, leva e enterra! Quando eu estiver enterrada minha filha, você se lembrará de mim, pois eu estarei viva na sua lembrança, a cada fruto que essa semente irá lhe dar!
Bem, minha tia avó morreu aos 103 anos de idade há alguns anos, mas até hoje, a mangueira que nasceu daquela lata furtada de óleo, cai em meu quintal, me fazendo lembrar desse dia, dessa doce lembrança que tenho da minha adolescência na casa de tia Joaninha e tio Pretin!
Hoje não só eu, mas meus filhos, comem do fruto e tomam do suco, fruto do amor de alguém que aqui já não está, mas semeou um tesouro que ninguém pode roubar, o amor!
Mais uma semana se inicia..
Vamos entregar tudo nas mãos de Deus,nossas vidas,nossa casa, nossos projetos,nossos sonhos,nosso trabalho.
Que tudo corra de acordo com a vontade de Deus!
Que nossa fé seja renovada,nossas vidas restauradas,que o Senhor esteja a frente de todas as nossas decisões!Que tudo o que for bom aconteça e somente o que vier de Deus prevaleça!
Feliz semana
Quero uma casa na árvore
De madeira maciça
De maneira fictícia
Já a criei na mente
Corro pra dentro muitas vezes
Pinto as paredes
Quebro os vidros
Derramo vinho nos panos de prato
To querendo essa casa
Morar eu, os livros, o gato
Dias metal
Dia danço
Dia o som dos pássaros
Um dia canso
Aí mudo pro chalé na praia
Com a rede e a vara de pescar
Combinar algumas visitas
Me tragam bebida e boas notícias
E uma carga leve
Que ao pesar dos poucos anos de vida
Pesei muito
Sustento o peso do mundo
Quando deveria desfrutar a paisagem
Quero uma casa na árvore
O RANCHO
Uma casa bem pequena
com janelas p'ro terreiro
orações sem ter novena
notas simples de um poema
banho de sol ventos inteiro.
A fumaça do seu café
cheiro do fogão de lenha
radio de mesa antena
interior da casa pequena
simplicidade ali é plena.
Uma casa, sim, pequena
calma chuva no oitão
reina a calma serena
poça d'água, vento pena
molhando o coração.
É lá no vale da serra
bem no centro do sertão
o natural por lá impera
o cheiro é como fera
espantando a solidão.
Antonio Montes
É normal que o caçador de leões volte com leões para casa.
Cada um encontra o que procura.
O Mundo pode ser diferente se procurares por coisas diferentes.
A LABAREDA
Eu tenho querer no meu coração
essa casa digna só para você
ah, como é tão bom essa paixão...
Intercalada nesse imenso querer.
Eu fico a salutar e também crepitar
no meu peito repleto de amor
e o sono ao me levar te ajeita
nesse florido jardim em flor.
Da minha janela, o horizonte
me chamando para a verdade
a recordação vendo os montes
desse coração com saudade.
Penso na caricia, estou na sala
aonde a volúpia, se instalou
delirando com muita lembrança
momento que nosso fogo crepitou.
Na telepatia, tudo acontecendo
eu aqui nas labaredas de você
a salutar o aconchego já fervendo
venha meu imenso amor, meu querer.
Antonio Montes
Você deixa a casa dos pais.
Deixa a rua, o bairro ou o sítio que nasceu.
Deixa a cidade, o Estado o País.
Deixa a mulher e o filho.
Deixa a religião e o time que torceu a vida toda.
Até o dia em que de tantas deixas, deixa o próprio corpo;
O corpo que levou pro trabalho, pra diversão e para tantas aventuras.
Reflexão diária 14/02/2017
Não levantará uma única parede de sua casa se tornar suas expectativas em exigências.
OS BRASILEIROS NÃO CONHECEM O BRASIL...
O Brasil não fez a lição de casa por isso nunca teve um projeto de nação.
Os brasileiros provavelmente conhecem mais a biografia de Che Guevara que a de Zumbi dos Palmares, Antonio Concelheiro e Lampião; Conhecem mais a revolução francesa que as Revoltas do Período Colonial brasileiro.
Historicamente, o povo brasileiro nunca teve que se unir contra uma ameaça externa, como aconteceu em outros países. Mesmo quando o Brasil conquistou a independência, essa conquista foi alcançada para o benefício de um pequeno grupo que lutava apenas pelos seus interesses.
O nacionalismo que os brasileiros valoriza o Brasil, só demonstra amor pela nação nas grandes competições esportivas como a Copa do Mundo... infelizmente!!!
Lição de casa na Igreja
Ser crente é fácil quando se aprende em casa
Ter postura de crente que é o complexo da coisa
De noite vai em busca do céu na igreja
Mas guarda a 7 chaves o inferno em casa , isso não adianta!
Temos família, casa, dinheiro
não pra jogar pelos ares, mas pro básico de tudo
temos espaço, beleza, amor
temos também um desejo profundo.
Ó Deus, as mães não deviam chorar
os filhos não deviam vê-la acabrunhada.
Ó Deus, não devíamos estar felizes,
mas felizes felizes não estamos.
As minhas lágrimas desabam no chão frio
e ninguém vai ouvir seu desabar.
Se eu sofro tanto em segredo, meu amigo
talvez eu também não saiba amar.
Mas a vida, oxalá, a vida
é preciso suportar…
Estou viva, não há nada além de mais,
é preciso resistir pra vivir.
Mas os sábios já disseram sabiamente
é preciso viver, não sobreviver
mas os sádicos, os medrosos, os dementes,
estes só sabem sofrer.
Mas os hindus, os cristão, os mulçumanos dirão
“é preciso buscar ser feliz pelas coisas eternas’.
A eternidade, quem me dera!
Cada um tem uma ideia do que seja!
Tão perto e tao longe!!!
A casa se tornou enorme.
Cozinha vazia,a mesa de jantar vazia e assim sucessivamente, em todos os cómodos da casa só havia ausência...
A cama parecia maior que todo quarto e ao seu lado um enorme vazio, embora aquele homem a quem ela amava, sonhava, desejava , estivesse la, ah cada dnoite e manhã...
Ela se sentia sozinha, pois embora o corpo dele estivesse ali, ao seu lado ele nunca estava presente.
Ele estava ali tão perto e ao mesmo tempo tão longe.
Ali estava um corpo de alma ausente!!!
Daniela Kenia
É um longo caminho para chegar em casa,
Luzes passam pela janela abaixada,
Eu ainda tenho você na minha cabeça.
Comecei a perceber,
Que não importa o que eu faça,
Eu só irei me machucar tentando te machucar.
E se eu aumentar a música,
Só pra te esquecer,
Estou implorando, por favor não toque.
TELHADO DA VIDA
A casa nos abriga das intempéries do tempo bem como faz um abraço terno nos soluços que a vida causa mas, é a união e o amor
que conseguem florir e nos manter firmes e seguros dentro dela.
DÁDIVA
Ser mãe e dona de casa...
Conselheira e sofredora
chorar, enxugar as lagrimas
mulher rendeira ou redentora.
Do sertão ou do agreste
da cidade ou pervertida
parceira do cabra da peste
mulher é símbolo da vida.
Mulher é dádiva divina
mãe do único redentor
por Deus, foi escolhida
pára sofrer a sua dor.
Antes que a vida se acabe
não tem ferias nem descanso
se a turbulência te invade
seu chorar ainda é manso.
Antonio Montes
Casa de vidro.
Poderia ser assim, um inicio ao inverso pra trazer você pra mim, sofrer primeiro, amar depois, aprender agora e viver tranquilo.
Somos como uma casa de vidro, de paredes transparentes que parecem deixar quem olha nos tocar, um leve toque torna nos faz estremecer e até trincar.
Bom seria ensinar o imperfeito que suas cicatrizes eu vou curar, masagear a alma com minhas lágrimas e tocar o coração com meu sorriso.
Invertendo o tempo, trazendo ao topo do mundo o meu sentimento, até chegar a adolescencia onde as paixões não doem tanto.
Moça bonita...
Busque em casa de Dona Filó
Um verso simples, que tenha gosto
Sabor de caminho estreito e reto
Travessa que atravessa o rio claro
Caminho de caminhante sem rumo certo
Ou de certo só tem o rumo
Que deseja nele encontrar
Um pedaço de história ou um nascer de favo
Não me traga em sua volta nada triste
Não me conte coisas que não seja mais
Que boas novas ou que venha em silêncio
Um silêncio falante de tudo o que vistes
Moça bonita
Vá assim mesmo, de sandálias
Saia de chita e cabelos ao vento
Caminhe tricotando sonhos audazes
Ouça mais, sem nada dizer
Dona Filó lhe contará prosas
Histórias de curupira, até de boi tatá
Falará de estrelas, rosas e sonhos
Se quando sair, notares que ronda, insano
Ao acaso um vento frio, vindo do norte
Volte logo, apresse seu passo
Pois é ali que toda brisa morre!
