Poema água
CANOEIRO
Na água doce do rio
Sopra o vento devagar
E La se vai canoeiro
Tranquilo sempre a remar
Rema sem pressa de ir
Tão pouca pressa de chegar
La se vem canoeiro
Tranquilo sempre a remar
Desliza em onda tranquila
Batida de remo a passar
Segue um canoeiro
Tranquilo sempre a remar
De bubuia nessas águas
Destino vai te levar
Manhã tão cinza e noites claras
Canoeiro sempre a remar.
CASSINO GLOBAL
A Terra é partida
Transformada em tabuleiro;
Terra e Água, Bem e Mal,
Xadrez globalista polarizado,
População desigual
Tudo é jogo, legalizado;
Tudo é oculto e o vírus letal…
Sociedades secretas de ambos os lados
Corrompendo o espaço vital,
Com as mesmas regras absurdas,
conspiram pelo domínio global.
Minha dor
Como água é minha dor
Não tem cheiro nem cor
E é abundante como um rio que segue seu leito as águas do mar
E imensa como o oceano
Um oceano cheio de amor para dar
E apaixonado só de olhar
Pois é incapaz de beijar
E se contenta com o simples e leve sopro do luar.
Amor completo
Sou a água que te rega, o sol que te amanhece, o fogo que insistindo em ser soco, te aquece.
Sou a estrela que aparece, o favo de mel que te derrete, e o doce, o doce na boca que o seu delírio apetece.
No final da tarde sou sopro, vento que acalenta, abraço que estremece.
No fim do dia, sou negrume, o mais belo dos perfumes, seu desejo reconhece.
Que seja tudo para ti, o que teu corpo implora e pede, seja fogo e também água, que enternece e te deságua, na mais bela namorada.
O Amor é ...
O amor é como a água
que corre sem parar
num caudal de solidão
no pulsar de um coração
para as águas do mar.
O amor é como a vida
que se dá de par em par
que por vezes é paixão
outras tantas ilusão
de nossos olhos a chorar.
O amor é como a rua
onde passa quem passar
onde chega quem partiu
d'onde parte quem sentiu
tanta dor no seu olhar.
O amor é como as rosas
nas margens do cansaço
umas vezes entre flores
outras tantas entre dores
no leito ou no regaço.
O amor é como a morte
vem de longe num rumor
à procura d'um Poeta
que fala, que confessa
tanta coisa sem pudor.
Afinal o que é o Amor?! ...
É uma coisa inacabada
que alegra e magoa
que nos deixa ir à toa
à deriva pela estrada.
INTUIÇÃO
Olhe para a água e verás
o reflexo da sua imagem.
Através do vento encontrarás
o suspiro da coragem.
Através da água saberá,
dos segredos a relevar.
Acredite sempre na sua intuição,
para não desviar da direção.
Sua intuição vai te guiar
e te alcançar onde estiver
basta sempre avaliar,
os caminhos que passar.
as palavras mais bonitas nascem-lhe nos olhos
como se fossem pétalas a soltarem-se da mãe
ou água a descer por rochas verdes e brilhantes
sonho deslizar-lhe um dia pela rigorosa curva
ou pela silhueta vermelha que sei existir-lhe
porque oiço a ousada adolescência quando fala
o seu aroma хвилясте transporta-me ao mar
eleva o desejo à longa potência do horizonte
desenrolando-lhe a nobreza da pele nos meus olhos
e sendo altar ou santuário ou templo da juventude
se lhe escrevo é porque me inspira pura voz e sorriso
é porque sobre o silêncio das aves cai o seu esplendor
é porque a sua ausência derrama insuportável ácido
é porque das palavras nasce um dos gemidos em que amo
SONETO A MINHA MÃE
Estar sozinho é como estar no deserto
Sem água, sem sombra.
Estar com a mãe é como estar em pasto
Hidratado e cheia a pança.
Mãe acalenta pela presença
Palavras de amor sem pressa
Com paciência aconselha
Demonstrando amor à beça.
Estar com a mãe no deserto
O calor não maltrata
O frio não machuca
O fastio dura um período
Embora sinta um vazio
A mãe abraça com afeto.
Era uma vez, uma fonte corrompida, que nunca soube o que era uma água doce. Até que o tempo se passou, e lhe foi ensinado a jorrar águas amargas, inundando de tormento, tudo a sua volta. Ela esperava que algo lhe construísse para uma nova fonte de amor e grandeza, mas não algo desse mundo, nada poderia preencher aquele vácuo que parecia eterno. A esperança para ela, era como observar uma longa-metragem de fantasia, bonita mas não real.
Sua mente é oficina de numerosos pensamentos, questionamentos, filosofias, histórias e filmes jamais vistos. Por quê? Por qual razão? Essa sou eu? Como devo agir? Você me vê, criador? Por qual motivo, jorro tantas maldições e infelicidades? Poderia ser eu uma fonte tão útil como tuas obras primas, capaz de ser recriada para o bem? Eu me sinto sozinha...
Ela se perguntava com tamanha amargura em seu quase eterno fundo de solidão.
CRIANÇA
De água e mato a vaca faz o leite
de flor e voo a abelha faz o mel
de milho e pena o galo faz o canto
de folha e terra a planta faz a flor.
Uma criança, com seu corpo e alma,
se faz de amor, amor, amor, amor…
Versos de um Futuro Incerto
A água que escorre, a vida que se esvai,
Nas cristas das ondas, o futuro se desfaz.
As geleiras choram, lágrimas de um tempo ido,
E o homem, em seu trono, parece perdido.
Os detritos espaciais, o céu já não é mais puro,
Cataclismos orquestrados pelo homem, obscuro.
O setor de seguros, um reflexo da tempestade,
A insustentabilidade, a face da modernidade.
A mão do homem, em sua marcha audaciosa,
Revela na Terra cicatrizes dolorosas.
A crise climática, o eco de um grito,
Na dança da morte, o homem é dito.
Nos meus versos a revolta se desenha,
Contra a ação do homem, que a Terra desdenha.
A busca pela máquina, pelo progresso sem freio,
Leva-nos a um abismo, num futuro alheio.
E assim, sob o olhar crítico do poeta,
A saga da humanidade, em verso, é completa.
Mas ao fim da jornada, o que restará?
Uma Terra desolada, ou a luz a brilhar?
Numa reflexão profunda, o poeta se vê,
Parte de um todo, na dor e no prazer.
A missão é clara, salvar o que resta,
Antes que a Terra, de nós, se despeça.
Não há dor, não há medo, futuro ou passado
E a água continua caindo por toda parte
E desta vez posso voar até que meus sonhos se esgotem
Isso simplesmente parece certo
- Sound of Rain
Existe um velho ditado popular que diz: nunca diga dessa água não beberei; pois a lei do retorno não falha . Você não só bebe como se lambuza como se fosse melado.
O negócio é o seguinte não jogue pedra no telhado dos outros, pois o seu também é de vidro.
Como essas pessoas antigas eram sensatas no seu pensar, quanto mais eu vivo, mas percebo a sabedoria por trás de simples palavras.
Viver o novo, mas jamais desprezar às experiências dos mais velhos, eles são dotados de muito saber.
Pensamento de Islene Souza
te amo tanto
se a distância nos separa
estamos juntos no pensamento
minha paixão é como água clara
plainando como brisa ao vento
para te tocar a alma com beijo
e braços laçados no contentamento
se de olhos cerrados te vejo
é porque estás dentro de mim
em gérmen de vida e lampejo
um amor infinito, a nós, assim!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
24/11/2014, 07"24" - cerrado goiano
Do dia o calor, da noite o frio
Pouca água não é tormento
Nasci ao relento junto ao rio
Em desafio ouvindo o vento
Do Sobradinho escuto o pranto
Das cidades submersas
Prezo com o rio santo
Os seus ritos, suas festas
Remanso, Pilão Arcado
Casanova, Sento Sé
Danço e canto seu reisado
Rezo nos ritos de fé
Verto a lágrima na taça
Verto o riso em desalinho
Sou o choro, sou a graça
Sou a vida, Sou o vinho
O BARCO ESTÁ AFUNDANDO
O barco está afundando,
O mundo se transformando,
Água surgindo no deserto,
Até o Amazonas precisa ficar esperto....
Uma nova ilha está surgindo,
Vulcões antigos se emergindo,
A distância diminuindo,
A voz de Deus não se está mais ouvindo...
Os direitos estão invertidos,
Cristãos e ateus estão perdidos,
As palmas surgem com alaridos,
Manda quem pode e quem tem um bom partido...
O preso foi solto, mas não devia,
O preso foi pra prisão porque alguém queria.
Não há reza, pajelança, nem simpatia,
Que conserte o mundo, tirando dos homens dessa anarquia...
Os extraterrestres estão chegando,
A vida em Marte se aproximando,
Homens da NASA não estão brincando,
O segredo é grande e muita coisa se ocultando...
Élcio José Martins
Me perguntam:
De onde vem sua força?
Respondo:
Vem das águas,água que me banha,água que habita em mim e muitas vezes até mesmo a que escorre em meu rosto,pois essa chamada lágrima é a certeza que irei dormir como um gato e despertarei como um leão.
Eu Sou o Obstáculo
Certa vez um cão estava quase morto de sede, parado junto à água. Toda vez que ele olhava o seu reflexo na água, ficava assustado e recuava, porque pensava ser outro cão.
Finalmente, era tamanha a sua sede, que abandonou o medo e se atirou para dentro da água. Com isto, o reflexo desapareceu.
O cão descobriu que o obstáculo - que era ele próprio -, a barreira entre ele e o que buscava, havia desaparecido.
Nós estamos parados no meio do nosso próprio caminho. E, a menos que compreendamos isso, nada será possível em direção ao nosso crescimento.
Se a barreira fosse alguma outra pessoa, poderíamos nos desviar. Mas nós somos a barreira. Nós não podemos nos desviar – quem vai desviar-se de quem? Nossa barreira somos nós e nos seguirá como uma sombra. (...) Esse é o ponto onde nós estamos – juntos da água, quase mortos de sede. Mas alguma coisa nos impede, porque nós não estamos saltando para dentro. Alguma coisa nos segura. O que é? É uma espécie de medo. Porque a margem é conhecida, é familiar e pular no rio é ir em direção ao desconhecido. (...) O medo sempre diz: “agarre-se àquilo que é familiar, ao que é conhecido”. (...)
E as nossas misérias são habituais. (...) Nós vivemos com elas por tanto tempo e nos agarramos a elas como se fosse um tesouro. O que nós temos conseguido com isso? Será que não podemos renunciar às nossas misérias? Já não vivemos o bastante com elas? Será que já não nos mutilaram demais? O que nós estamos esperando? (...)
Esse é o caso de todos nós. Ninguém nos está impedindo. Apenas o próprio reflexo entre nós e o nosso destino, entre nós como uma semente e nós como uma flor. Não há ninguém nos impedindo, criando qualquer obstáculo. Portanto, não continuemos a jogar a responsabilidade nos outros. Essa é uma forma de nos consolar. Deixemos de nos consolar, deixemos de ter autopiedade. Fiquemos atentos. Abramos os olhos.
Chuva que chove lá fora
Chuva que molha o chão
Humidade que não vai embora
Agua que trás o pão.
Chuva que desenlaça a terra
Que escorre pro mar
Que esconde e soterra
Agua que corre a andar.
Ó chuva que molhas e lavas
Chuva que entristece
Chuva que tudo agarras
Chuva que trazes a noite que esmorece.
Chuva com lagrimas
Agua desnutrida
Constróis obras-primas
Rios de água bem comprida.
Ó chuva que trazes o Natal
Chuva de inverno
Vais deixando infernal
Com a visão pro inferno.
Ó chuva de Domingo
Que me trazes a saudade
Ó chuva que vais construindo
O tempo que me deixa com ansiedade.
Ó derradeira chuva
Que me viste a crescer
E que agora me preparas a fuga
Antes que me faça mais sofrer.
De ti me vou despedindo
Desta chuva e da indústria
Me levas partindo
Para a minha terra, pra minha Pátria.
- Relacionados
- Poemas sobre Água
- Frases sobre a importância da água para refletir e preservar
- Frases sobre a água que incentivam o cuidado com a natureza
- Frases sobre o Desperdício de Água
- Mensagens sobre a água para entender seu verdadeiro valor
- Frases sobre água salgada: um mar de inspiração
- Poemas sobre cachoeira que despertam uma cascata de emoções ❤️
