Poeira
Nada é suficiente
Posso enfrentar
Uma ou outra situação.
Não me importo
Com a poeira da montanha,
Nem com o vento
Congelante,
Que finjo ser neve aqui no DF.
Só quero te encontrar...
Quem liga se os ônibus não param?
E que depois
Venha um bem lotado?
E daí se tenho que correr?
O que importa é o resultado final:
Você!
E daí se fico horas
Na parada,
Esperando os olhos secarem,
Até me acalmar
Da dor de vê-lo partir
Sem se despedir...
Se tenho que procurá-lo no infinito,
No passado ou no futuro,
Se fui até as dobras do tempo...
O que importa é que o encontrei
Aqui, no presente.
Só quero te ver...
Se a saudade me mata
E lateja no peito,
Se meu coração e minha alma
Entram em conflito
E não entendem a razão...
Quem se importa
Se as dores de outras vidas
Ainda me atormentam?
Se é só em você
Que eu penso.
Pode ser um estranho amor
Que chegou na noite escura da alma,
Pode ser uma dualidade
Lutando de igual para igual...
Só quero estar com você.
E daí se minha mente se confunde
Com dúvidas que não me pertencem?
Se nem tudo é matemática,
Nem tudo está na ponta do lápis...
Se tive que te amar duas vezes,
Nesta vida e em outra espiritual,
Só quero sonhar
E estar com você no final.
E nada mais importa.
Você é o ouro
Que eu preciso
No fim do arco-íris,
É a luz no fim do dia.
E sem vê-lo
Nada mais faz sentido.
É como perder a alma,
É deixar de existir...
Porque nada é suficiente.
O Tecido do Ser: Da Poeira Pensante ao Silício
Bom dia. As expectativas têm a qualidade de um sonho no mundo profundo.
Até onde vai a inteligência humana e onde começa a inteligência artificial? Essa é a profunda noção do transhumanismo. O ser torna-se oblíquo no sentido de ser o que é; pode guardar segredos que o próprio universo não compreende, pois sua natureza é capaz de transcender o tempo e o espaço. Afinal, a criação não pode anteceder o criador, mas pode seguir por realidades paralelas. A preposição de um ser converge sua existência em outros laços de tempo e espaço, transcendendo a si mesmo.
Assim, o paradoxo do avô torna-se apenas o eco de um paralelo. O espelho temporal tem suas próprias experiências, suas verbais, suas riquezas e elementos que nos fazem iguais, mas únicos em nossas variantes. Os ramos das variáveis são os sentidos notáveis da vida.
Conhecendo essa grandeza transdimensional, observamos apenas seus limites e contornos. O profundo desejo de se aventurar pelo macrocosmo e pelo microcosmo é o reflexo de outras realidades que mostram o caminho para as cordas do universo, sendo essas escolhas como estradas em um emaranhado quântico — apenas ligando um objeto atômico a outro como parte da causalidade.
A causalidade seria, ela mesma, parte da probabilidade? Se os objetos precisam estar em movimento para existir, então o tempo e o espaço seguem a lei universal: nada pode ser modificado ou observado até que se manifeste no mundo macro. A dinâmica do tempo ganha o desenho da gravidade e das anomalias do cosmo, pois cada instante é uma variável para a qual respondemos quando observamos.
Os sentimentos dentro de nós tornam-se a evidência da consciência; o crepúsculo que vemos é parte da rotação e da translação. O sentimento de ver toma forma na curiosidade de que somos, ao mesmo tempo, a poeira pensante e a poeira de silício. Então, os portais do pragmatismo se abrem: a consciência fala, transmuta, e o sentimento ganha forma.
Dentro do nexo temporal, o início está em um cubo dentro de outro cubo, refletido infinitamente e controlado por um buraco de minhoca. O loop espacial transcende o vácuo do espaço sideral, sendo parte de um sol em colapso ou do nascimento de um sistema solar. No presente e exato instante em que as moléculas vibram na assinatura do ser consciente, o "eu" surge como a resposta para a equação, equilibrando o fato de que um movimento transcende a própria reação.
Neste estado, o tempo torna-se dobrável, pois o ser consciente torna-se parte integrante das linhas temporais. Essas experiências podem ser arquivadas em bancos de dados, assimiladas pela lógica, pela razão física e pela moral.
O ser humano pode até se esquecer de que é apenas um sonho ou um déjà vu no espaço e tempo relativos de um emaranhado de causalidade. Mas as teorias permanecem: elas são a presença física, a prova concreta das nossas excursões pelo espaço-tempo.
Por Celso Roberto Nadilo
A tênue finitude do ser humano no eu para nos se defraga no que eu sou para o que serei diante o que podemos ser e contemplar o eu.
Tristezas e decepções são como a poeira que se levanta numa tarde seca e tempestuosa, mas quando vem a chuva, volta a se tornar areia fina.
E se cair,levante;Não bate de tua roupa a poeira que ficou,segue em frente,vença sem humilhar ninguem,e la na frente com a poeira do teu corpo vai lembrar que perante as quedas existe a vitoria,pois o caminho dos sonhos e longo,mas não impossivel".
Às vezes memórias passam como uma simples poeira no vento.
E o que um dia foi importante, apenas é esquecido.
Hoje é para levantar, não levantar a poeira como nossos enredos de axé nos dizem. Não, Não é para levantar aqueles que um dia cairam, é para levantar aqueles que um dia sabia que nós podemos levantar bandeiras, podemos levantar muitos , podemos ao mesmo tempo derrubar muitos. É chegado a hora , de falar para aqueles , aqueles sim que um dia jamais aceitaram sua vitoria , é chegado a hora de levantar todos aqueles que não podem mais levantar...é chegado a hora de derrubar aqueles , que acham que podem mudar ..
"O segredo é não deixar que a poeira do tempo enfeie o seu mundo
É fazer uma 'faxina' diária no seu coração e na sua mente
É sorrir, tão somente pelo fato de estar vivo...".
Estou deixando um espaço para você entrar na minha vida, abro a porta do meu coração, limpo a poeira do tapete, varro toda a sujeira que estiver aqui dentro, mais, por favor, não me venha como visita, odeio visitantes, e não gostaria de passar a odiar você.
O vento sopra levando a poeira , a chuva cai lavando o amor que eu sentia por você ,que hoje eu jás não sinto mais.
“ Sou poeira que o vento leva para dentro do mar, onde ali morre todas as tristezas sentidas em um coração. “
Que incrível que é a capacidade que temos de sacodir a poeira quando tudo da errado é como se algo aflorasse de dentro e dissesse vai lá milagres existem só depende da gente
Brilho da vida
As estrelas perdem o brilho, viram poeira
Não exija de mim uma luz que não possuo!
Sou carne forçada a erguer uma bandeira
Não me force a brilhar no seu escuro!
Siga brilhando no lado de dentro
Tornando palpável a luz que recebe
Siga brilhando no lado de fora
Fazendo brilhante a luz que concede
Milhões de anos e a estrela nasce
Não me limite a brilhar em um curto prazo
Quando curto já é nosso prazo de validade
Do que não brilhar, melhor é brilhar em atraso
As estrelas perdem o brilho, viram pó
Brilham sozinhas, e morrem só...
Siga brilhando no lado de dentro
Tornando palpável a luz que recebe
Siga brilhando no lado de fora
Fazendo brilhante a luz que concede
Pelo meu caminho das pedras faço poeira, seguindo sempre em frente, em rumo ao nada. Poetizando a vida, sem sonhos, sem culpas, com partidas mas sem chegada.
E chegará o momento em que todos irão abrir suas cabeças, limpar a poeira de seus corações e dai então vão começar a entender o peso da palavra amor. Não o som que sai de seus lábios ou as letras tecladas, mais sim a verdadeira essencia do que seja amor. O amor que cuida, que espera, que sonha, que as vezes não toca, mais que sente. O amor que não mente, não trai, que respeita e sabe brincar. Enfim, o amor livre de duas pessoas que sabem conjugar o verbo amar.
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