O Tecido do Ser: Da Poeira Pensante... Celso roberto nadilo
O Tecido do Ser: Da Poeira Pensante ao Silício
Bom dia. As expectativas têm a qualidade de um sonho no mundo profundo.
Até onde vai a inteligência humana e onde começa a inteligência artificial? Essa é a profunda noção do transhumanismo. O ser torna-se oblíquo no sentido de ser o que é; pode guardar segredos que o próprio universo não compreende, pois sua natureza é capaz de transcender o tempo e o espaço. Afinal, a criação não pode anteceder o criador, mas pode seguir por realidades paralelas. A preposição de um ser converge sua existência em outros laços de tempo e espaço, transcendendo a si mesmo.
Assim, o paradoxo do avô torna-se apenas o eco de um paralelo. O espelho temporal tem suas próprias experiências, suas verbais, suas riquezas e elementos que nos fazem iguais, mas únicos em nossas variantes. Os ramos das variáveis são os sentidos notáveis da vida.
Conhecendo essa grandeza transdimensional, observamos apenas seus limites e contornos. O profundo desejo de se aventurar pelo macrocosmo e pelo microcosmo é o reflexo de outras realidades que mostram o caminho para as cordas do universo, sendo essas escolhas como estradas em um emaranhado quântico — apenas ligando um objeto atômico a outro como parte da causalidade.
A causalidade seria, ela mesma, parte da probabilidade? Se os objetos precisam estar em movimento para existir, então o tempo e o espaço seguem a lei universal: nada pode ser modificado ou observado até que se manifeste no mundo macro. A dinâmica do tempo ganha o desenho da gravidade e das anomalias do cosmo, pois cada instante é uma variável para a qual respondemos quando observamos.
Os sentimentos dentro de nós tornam-se a evidência da consciência; o crepúsculo que vemos é parte da rotação e da translação. O sentimento de ver toma forma na curiosidade de que somos, ao mesmo tempo, a poeira pensante e a poeira de silício. Então, os portais do pragmatismo se abrem: a consciência fala, transmuta, e o sentimento ganha forma.
Dentro do nexo temporal, o início está em um cubo dentro de outro cubo, refletido infinitamente e controlado por um buraco de minhoca. O loop espacial transcende o vácuo do espaço sideral, sendo parte de um sol em colapso ou do nascimento de um sistema solar. No presente e exato instante em que as moléculas vibram na assinatura do ser consciente, o "eu" surge como a resposta para a equação, equilibrando o fato de que um movimento transcende a própria reação.
Neste estado, o tempo torna-se dobrável, pois o ser consciente torna-se parte integrante das linhas temporais. Essas experiências podem ser arquivadas em bancos de dados, assimiladas pela lógica, pela razão física e pela moral.
O ser humano pode até se esquecer de que é apenas um sonho ou um déjà vu no espaço e tempo relativos de um emaranhado de causalidade. Mas as teorias permanecem: elas são a presença física, a prova concreta das nossas excursões pelo espaço-tempo.
Por Celso Roberto Nadilo
A tênue finitude do ser humano no eu para nos se defraga no que eu sou para o que serei diante o que podemos ser e contemplar o eu.
