Poeira

Cerca de 1047 frases e pensamentos: Poeira

Nada como o vendaval do tempo para soprar a poeira que encobre a verdade.

Sobras da paixão


Quadros são pintados em telas de vidro, de poeira e de algodão,


No detalhe do pincel cores vibrantes e ricas são expostas no quadro de algodão, na estação de verão e da primavera,


No reflexo integro e saudoso dos momentos singulares a exposição de outono foi pincelada e muito aplaudida no quadro de vidro, porém no final faltou brilho,


Então, chegou o inverno, e o que parecia gritar sem vida na tela foi ganhando forma, as gotas de lágrimas que caiam do pincel pousavam como neve densa tomando conta da imagem,


Nas sobras da paixão, o pincel foi se desfazendo aos poucos transformando o quadro na poeira do esquecimento.

Nunca se esqueça: o sapato que você usa hoje já pisou na poeira do início.

O frio do inverno semeia sua poesia como partículas de poeira errantes trazidas pelo vento.

⁠❝ ... Ela carrega a poeira das batalhas não ditas, Dos nãos que se tornaram sim, das lágrimas que irrigaram o chão. Entre as flores de espinho e as lutas mais estritas, Ergue o escudo da fé, que é pura inspiração...⁠❞




----- Poetisa Eliana Angel Wolf

Amigos e amigas de Facebook!

Agora que passou a política, a poeira baixou, o ar parece estar até mais puro, é hora de respirar fundo e fazer um silêncio profundo, rezar, refletir e pensar melhor sobre todos os nossos atos, ações e omissões, pedir perdões pelas escritas ofensivas, falas e exarcebações, para poder tocar em frente sem deixar para trás ressentimentos, mágoas e ilações, haja vista que, no calor das discussões e nas defesas das idéias e dos ideais políticos, nem sempre usamos a nossa cabeça para pensar, ou mesmo, o coração para amar, a nós mesmos e aos nossos semelhantes, razão pela qual, peço-lhes humildemente desculpas e até perdão pelas vezes que ofendi a quem quer que seja, pois, concessa venia, não é de meu feitio ofender às pessoas do meu convívio do dia-a-dia, por mais importante que seja a causa por mim defendida.

Você que acabou de ler agora esse meu recado , sinta-se perdoado e eu, humildemente, aguardo também o seu perdão, pois, está escrito no Livro Maior: "Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento'' (Ef 4,26).

Abraços fraternos.

Desejos de estrada, partir,
poeira ou nuvem,
seguir até onde o coração aguentar,
orando, cantando e em plena lucidez
voar, voar, voar...

Cinzas


Na estrada seguia, grão de poeira
nas retinas a balançar,
qual pássaro voando rasteiro,
pronto para partir e cantar.

As marcas dos passos na terra,
miúdas, sem rumo, cansadas,
qual andante em perdida tapera,
em busca do que havia sonhado.

Na boca o sabor de fel e mel,
nos beijos há muito guardados;
no coração, cinza, mortalha e véu
já cobriam um amor sepultado.

Neusa Marilda Mucci - Poetisa

Do Pó ao Infinito


Do sopro primeiro à poeira final,
Sem o Criador, somos palha no vento,
Um breve vislumbre, um traço mortal,
Um eco vazio perdido no tempo.É Nele que o barro ganha valor,
Na alma que pulsa e busca o infinito.Sem Deus, somos nada, silêncio e dor,
Com Ele, a vida é um laço bendito.

"Você é uma pequena partícula de poeira, passando pela Glória da criação..."




Preto Joia

Crescer é ver as certezas virarem poeira… e seguir mesmo assim.

NÃO HÁ TEMPO!

Não há tempo para lágrimas
Que secaram na poeira
Do chão preto do asfalto!
Não há tempo de chorar
Das lembranças e momentos
Que você banalizou
Que você nem ligou ...
Histórias da própria vida...
Enquanto passa a madrugada
No silêncio da noite
Olhos vidrados no espaço
Viajando os pensamentos:
Entre a chegada ao destino
Ou antecipado o retorno
Calor que engasga a garganta
Ronco de motores
Entre viradas e contornos
Não há tempo ...
Só a pressa de passar
Sem os sonhos nem emoções
Deixando atrás pelo retrovisor
As voltas que já se foram
E que jamais retornarão
Na busca do mesmo tempo
Que não mais teremos
Vida para vivermos novamente
O mesmo tempo jogado fora!

AUTOR – JOÃO BATISTA BARBOSA
MIMOSO DO SUL ES
POESIA

O ambiente não muda o seu valor, mas determina se você será visto como ouro ou como poeira.

Quero amar desesperadamente como um louco solto numa cidade cheia de poeira após um cataclisma. Posso ser louco pra amar quando a distancia se torna lei numa cidade vazia de romance. O amor pega gosto quando há vontade em meio corações desapegados. Há vontade de beber muita água quando o deserto é seco e árido. Há vontade de abraçar muito quando o entorno só se tem paisagens Há muita vontade na falta e a falta pode trazer o valor, o peso e a forma do que é o amor de verdade pra se amar.

Vida, corriqueira vida
Poeira ao vento
Velha avenida
Que era só pó
A corrida, a carreira
O aspirar , suspirar
Ouvir o rangido
Das portas do tempo
O estampido do tiro
Dos poetas
Os hipócritas desapareceram em meio
As cinzas num redemoinho
Enquanto os artistas
Que semeiam
A euforia
Vive seus delirios
Fascinantes
No Gan Éden
Chacrona, mariri
Cânhamo trágico,
Fruto que alucina
daime santo,
O manjar dos deuses.
Nada mudou
Na avenida da vida
O tempo não para
Há agora um deserto
Comumente de certo
surgiste do pó
Puro pó...
A insanidade
A desigualdade
Falácias, falácias, falácias
O buchicho, o bocejo, o nó
A célula, a cédula
A sensura
O desejo
Poeira só.

100126

O fardo que ficou para trás deixou de ser âncora para ser poeira na estrada.

Não somos mais do que grãos, poeira.

Na casa clara da manhã, de poeira se enchia a estrada em um redemionho a levar flores de outono que descansam no solo. Canta a asa branca na planície de uma mata vasta e inebriada. A água calma da lagoa acalma a alma vaga na madrugada. Ouve-se a fala mansa de um arara que chama alta na varanda. No mar uma barca branca e iluminada levava uma menina que sorria. Para ela a vida era linda e infinita. A brisa fria da colina ouvia sinos a vibrar nas igrejas. Um poeta põe-se a escrever rima viva e cristalina, trilha antiga e escondida, que fitava a neblina e a poesia ilumina o dia. A melodia inspira a menina de família unida e querida. O rouxinol cantou de novo no dia solto do outono. No quintal havia um poço fundo e silencioso. Nas montanhas se ouviam coros sonoros de monges. Os olhos eram como sóis dourados, no contorno do horizonte e os opostos formam o todo de um sonho longo e misterioso. A lua despida sobre a rua pairava chuva pura da altura, em escultura de ternura. A bruma azul era música muda à alma. Uma luz profunda e absoluta. Na mesa havia uma fruta suculenta e madura, com uma cursa suave de pintura. O dinheiro era escasso e fortuna busca aventura. Mas esqueça. Uma doçura flutua na memória e o céu sereno e pequeno leva o tempo lento e secreto. Um vento leve sobre o campo, faz o verde crescer em silêncio para futuras festas belas e singelas. Uma estrela revela secredos e a névoa leve desliza pela relva. A terra espera a primavera em um verso belo e sincero. Um menino seguia sozinho, sorrigo antigo e tranquilo. Brilho vivo do destino. E há um caminho florido e bonito. Foi um livro escrito com carinho.

Sou poeira no universo, mas Deus nunca me varreu para debaixo do tapete.

Lembrança


Velho destino, poeira do tempo
Para o olfato, o suor como pimenta
Para o paladar, o corpo todo