Pobreza
O que é bom e belo aos olhos do sujeito imprestável, é repugnante aos olhos do homem que anda em justiça.
O receio é a coragem do sábio, mas a valentia é a fraqueza do tolo, assim como a violência é a ruína do homem insano.
A beleza física da mulher é como um delírio aos olhos do homem cansado, mas seu coração pode ser negro como um abismo, e tem o poder de matar até o varão mais astuto ou o guerreiro mais poderoso.
O evangelho de fato conforta os que choram e sem sombra de dúvida confronta os confortáveis. Se está confortável e a injustiça não lhe incomoda, está na hora de reavaliar algumas coisas, talvez esteja lhe faltando evangelho.
Há quem viva da fachada
que escolheu para ser vida,
onde a farsa emoldurada
é uma imagem fabricada
com pobreza garantida.
Existe um ditado, salvo me engano, salvo me engano , alemão que diz que "o diabo mora nos detalhes". Penso que o diabo faça morada nas cabeças vazias da pessoas que enchem os bolsos e se omitem diante da malversação do dinheiro público, mas isso é apenas um detalhe. Costumo dizer aos meus seguidores que Panelas é hoje uma cidade dividida por um abismo; de um lado estão pessoas exclusivamente ricas e do outro pessoas desesperadamente pobres. Outra miudeza que com certeza seria rebatida pelos portadores dos cabrestos mais modernos e caros.
Não precisamos ser matemáticos, economistas ou sociólogos para perceber que alguma coisa está errada, quando podemos observar com nossos próprios olhos riqueza em uma minoria e pobreza em uma maioria.
A Maria, jardineira das flores do próprio túmulo.
Co'a lata na cabeça parte a moça,
(na estrada triste e torta ela se some)
que tem ela, Maria, senão força?
que tem ela, Maria se não nome?
A lata bate forte e se encerra
Um tambor ruge vulto no estombo
Mal se difere a moça e a terra.
Se entortece Maria e o seu lombo.
Enquanto pinga gota da lata
e gota até do corpo dela,
No chão vasto pisado nascem flores
Quando a noite cai co'a lua prata
E a morte desce rude em sentinela
morrem latas, Marias e amores.
Feira de equinos em Marrakech: Quem conhece um pouco do mundo, sabe muito bem, que os cavalos e as elites são facilmente identificados pelos dentes.
Tracemos um paralelo entre o desenvolvimento do avião e o desenvolvimento sócio-econômico das nações.
No início da aviação, as pessoas discutiam se o melhor modelo eram asas móveis ou eram asas fixas.
Depois de seguidos fracassos as asas móveis foram abandonadas e nem se falam mais nelas.
Parece incrível que no século 21 ainda estejamos discutindo sobre socialismo versus capitalismo, mesmo que o bater de asas dos países socialistas em diversas ocasiões tenha se esborrachado no chão.
É uma perda de tempo gigantesca continuar debatendo sobre ideias que comprovadamente não funcionam, enquanto as asas e turbinas do capitalismo se mostram tão superiores.
DUAS IMPORTANTÍSSIMAS COISAS A PEDIR A DEUS:
7 “Duas coisas te peço, ó Deus;
não me negues antes que eu morra:
8 mantém longe de mim a falsidade e a mentira;
não me dês nem pobreza nem riqueza;
dá‑me apenas o alimento necessário.
9 Senão, tendo demais, eu te negaria, te deixaria
e diria: ‘Quem é o Senhor?’.
Se eu ficasse pobre, poderia vir a roubar,
desonrando, assim, o nome do meu Deus.
(Provérbios 30.7-9 NVI)
Não dá pra andar de carro
com o preço do combustível.
Pobre tem que andar a pé
nesse país tão sofrível.
Com o povo a padecer,
riem os donos do poder,
andando de conversível.
O homem moderno crê experimentalmente ora neste, ora naquele valor, para depois abandoná-lo; o círculo de valores superados e abandonados está sempre se ampliando; cada vez mais é possível perceber o vazio e a pobreza de valores; o movimento é irrefreável. (...) A história que estou relatando é a dos dois próximos séculos.
