Perigo
“Os discípulos de Jesus que relataram as palavras e as ações do mestre... não podiam deixar de aspirar à máxima veracidade e exatidão, já que para eles tratava-se da fidelidade a um imperativo religioso e não lhes era lícito afastarem-se do que realmente aconteceu; deveriam
transmitir, com a maior exatidão, as palavras do mestre... pois se não se ativessem fielmente aos fatos teriam colocado em perigo sua salvação eterna. Não lhes era lícito mentir”
[professor David Flusser - judeu]
PÉTALA POR PÉTALA
"Aprendi a andar sobre à vida sem as mãos, sem nenhum apego ou reflexo de segurança mediante ao perigo. Em minha riqueza de aptidões, a que mais contemplam é a terrível maneira como os cadarços se comportam. Os que se importam: sintam-se importantes. Equilíbrios aos equilibristas. Pra eu que tanto me dou bem e mal - pétala por pétala - sob o papel de malabarista, resta rogar habilidade na dinâmica das instabilidades."
“Sempre gostei de testar meus limites, quanto mais perigoso melhor. Eu gosto de renascer a cada aventura.”
Se algo é segredo, é porque é secreto. Se não foi dito ao quatro ventos, é porque não é para saber, é porque é perigoso, é porque é proibido.
Enfrentar desafios, conscientes de nossas limitações, nos fortalece na busca pela superação e nos protege dos perigos que desconhecemos.
Se Deus diz em Suas promessas que me protegerá embaixo de Suas asas, por que eu vou me desesperar diante do perigo?
Viver é amar, é não ter medo da morte, pois quem teme a morte teme a vida. Não temer o amor é viver, já que não existe risco maior e mais perigoso que este, amar.
O problema é que você só conhece aquilo que as pessoas permitem você conhecer. E é aí que mora o perigo.
DEFEITO
Quando me deparo com o defeito do outro, procuro logo uma maneira de querer consertá-lo.
É aí que mora o perigo, pois não temos esse poder, o máximo que podemos é mudar a nós mesmos para lidarmos com o defeito do outro e aceitá-lo, desde que não nos prejudiquemos, pois, do contrário, o melhor mesmo é sair de perto.
MALDITA SEJA!
Depois de um dia cansativo, eu já estava deitada.
Senti a presença dela, meus olhos estatelados.
Ela, não sei como, conseguiu as chaves das minhas portas.
Eu já não aguentava mais trocar os cadeados e os segredos.
Andou visguenta e ardilosa até a beira da minha cama…
Eu não podia acreditar naquela visita, já madrugada.
Sentou-se na beirada, esticou sua mão e tocou meu corpo.
Estremeci, sentindo o seu toque aveludado e perturbador.
Ela fazia a minha cabeça girar, abarrotada de pensamentos.
Virei para o outro lado tentando ignorá-la.
Ela, não se dando por vencida, aproximou-se ainda mais.
Deitou-se ao meu lado e abraçou-me com toda força.
Quase sufocou-me com os seus longos braços e pernas.
Imobilizada, mal conseguia raciocinar; sentia o hálito quente.
Rememorei os remédios que tomei para livrar-me dela.
Com todo o esforço, consegui me mexer: tudo doía.
De um lado, para outro, e ela ali, feito parasita.
Alcancei o controle e liguei o televisor.
Ela queria atenção e começou a pular na frente da tela.
Levantei-me atordoada e circulei pelos espaços.
Ela ao meu lado, matreira, imitava os meus passos…
Abri a geladeira, peguei algo branco para beber.
E ela ali, sorrisinho sarcástico, não queria ir embora.
Decidi fazer funcionar o chuveiro na água morna.
Despi a minha roupa e senti aquela líquida carícia..
Ela avizinhou-se na porta de vidro e espreitou-me.
Então, trajei uma roupa bem mais confortável…
Toquei os lençóis do leito para ver se ela postulava.
Acendi um incenso forte para ver se ela enjoava.
Peguei o celular e ela, egoísta, o derrubou no chão.
O meu corpo pequeno e moído, eu não consegui mais lutar.
Asfixiada, abri todas as janelas para entrar o ar…
Mas ela sacudia as cortinas, sem parar, sem parar…
Abri um livro grosso, história fastienta, letras bem miúdas.
E ela se acomodou pegajosa no meu colo para ler junto.
Já era tão tarde, e eu tão cansada, madrugada adentro…
Eu não poderia ceder aos seus desencantos.
Tentei concentrar-me nos sons das ruas… Ela sibilava.
Liguei uma música baixinho, e ela tamborilou forte os dedos.
Eu quis morrer só um pouquinho naquele momento…
Juntei as forças que eu tinha e a joguei contra a parede!
Mas ela se levantou imperiosa como se nada tivesse acontecido.
Olhei para a janela e o sol, mansinho, já dizia “bom dia”.
E ela foi-se arrastando, de volta às profundezas das trevas…
Chorei, debatendo-me, abraçada aos travesseiros.
Gritei com todos os meus pulmões: MALDITA SEJA!
– Vá embora da minha vida, maldita INSÔNIA!
Certo dia, um homem fugindo de um leão, subiu em uma árvore e aliviado falou " eu te repreendo leão e creio em nome de Deus que você não sobe nesta árvore". Após 2 minutos o leão subiu e comeu o pobre Homem.
Resumo: Não acreditar, não significa que não exista ou que não está exposto ao perigo. Usar o nome de Deus em frases de efeito não te livra do perigo que seus atos lhe expuseram!
Devo agradecer por não ter tudo que desejo, pois dez vezes mais perigoso se torna o homem que não têm ambições.
"'Cristãos' que confundem - confundem a si e confundem à outros - os ensinamentos d'O Espírito Santo com os ensinamentos d'O Politicamente Correto são perigosos.
Muito perigosos."
Ser feliz ou Não?
E os pensamentos voam, como se estivesse compondo o último refrão sobre a escuridão.
Como o fim de uma noite turbulenta, que almeja o esplendor de um grande sol.
Não há oque temer,a tristeza me deixou e a grande amiga solidão me abandonou.
Me resta um pouco de medo, não sei oque posso me tornar sem essas grandes companheiros.
Talvez seja apenas medo de ser feliz, passei tanto tempo com a melancolia que não tenho certeza se posso deixá-la para trás.
Oque seria de mim se eu fosse feliz? Qual o grande perigo desse arrisco? Eu realmente não sei!
Mas deixo essa caneta e esse pequeno caderno para arriscar a saber.
Quem sofre do síndrome da ema, esconde-se atrás de um perfil falso no Facebook, achando-se isento do perigo. Na net, qualquer pessoa de má índole ameaça, xinga, e diz asneiras mil com a segurança da máquina que o denuncia!
