Percepção
Temos a sutil necessidade de exercitar o controle em nossas vidas, mas quando nos deparamos com sua falsa percepção, nos damos conta do quanto somos perecíveis.
Na quarentena, a gente percebe que a maior fonte de energia que é o sol, é também a maior fonte de saúde dos seres vivos.
Em infinitas possibilidades
Anseia-se a liberdade
Para compor sua própria música
Em uma escala subatômica muda-se a percepção
Transforma todas as coisas
Somente numa coisa única
Cada segundo uma nota
Cada nota uma cor
A dor é uma experiência quando há distância da essência
No cinema da mente busque ser o diretor
Mas se perdemos o controle do barco
Pensamos que somos fracos
Ignoramos a onda probabilística
Até que percebamos que somos a própria água
O pensamento é a prancha
E que tudo se resume em aprender a ser surfista.
Você é muito especial
A cada dia, quando nos observamos,
Vamos vendo a nossa sutileza,
Sentindo a nossa grandeza
E nos valorizando por perceber que somos especiais: Que somos o supra-sumo da beleza da criação.
Parabéns para todos vocês
Que buscam dar sentido a vida
Que valorizam a dignidade
O respeito pelo Ser
O por deixar florescer
O seu amor pela vida.
Felicidades
Paz no coração
Quem acredita em tudo o que se ouve precisa ter discernimento e reflexão do que acontece ao seu redor para apurar melhor a sua perceção sensorial da verdade e dos fatos.
Acostumamos a resolver a vida com atalhos, mas nenhum atalho te ensina o valor do percurso. Aproveite a vista, ame toda dor que encontrar no caminho, ela te ensinara o valor da sua paz.
Você é fiel e valoroso quando faz escolhas nobres onde ninguém te vê ou julga.
Tudo é um treino, seja na casa física, mental ou emocional.
Perceber tua existência é qual bálsamo suave, enriquecendo o dia e pintando minh'alma. Tua voz, afago sereno, desperta e apazigua, sussurrando calma ao meu ser. Meu amor por ti, profundo qual o mar, suas ondas causam dores que resplandecem como estrelas no firmamento da minha alma. Pois é... Eu te amo tanto, que até dói!
Liberdade é Desobediência
Vivemos sob a ilusão da liberdade, como se o livre-arbítrio fosse um dom absoluto e não uma condição imposta pela percepção. O mundo se constrói sobre dicotomias: real e percepção, relativo e absoluto; mas nós, em nossa finitude, ainda não aprendemos a lidar com isso.
A verdade, tal como é, é que não somos livres. Nunca fomos. Deus não nos fez para a liberdade, mas para o pertencimento, a obediência e a servidão. A liberdade, se fosse real, seria plena; e, sendo plena, não poderia coexistir com leis, normas ou limites. Onde há regra, não há liberdade; onde há ordem, há sujeição.
A própria escritura nos inicia nesta consciência com a simplicidade terrível de Gênesis 2:
"E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim comerás livremente; mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás."
Aqui se revela o primeiro paradoxo: a permissão ampla precedida de uma interdição absoluta. E, novamente, não há liberdade onde há interdição. O verbo “ordenou” ecoa como revelação da condição humana. O homem é posto no Éden para lavrar e guardar, não para escolher o que é ou para não ser. Sua função é ação sob comando, e não criação de destino.
O engano nasce com a serpente, mas floresce na consciência humana...
" [...] se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal."
Até então, vivíamos numa percepção de liberdade, pois não havia transgressão. Não éramos livres, mas tampouco sabíamos que não éramos. Com a queda, descobrimos a medida da nossa servidão. O bem e o mal, antes indistintos, tornam-se fronteiras visíveis, e com elas nascem o medo, o pudor, a culpa e o peso da escolha.
Não se trata de uma questão de estado de ser, mas sim de percepção. Só quem se percebe servo pode ser tentado a ser livre. Quem acredita ser livre passou da percepção ao estado de consciência inerte, desapropriada da realidade, e também da percepção.
Para Deus, talvez, bem e mal sejam a mesma coisa — expressão de Sua vontade e de Sua justiça. Mas, para nós, homens, feitos carne a partir da poeira, são abismos distintos, assim como percepção e realidade. Não sabemos lidar com isso, porque fomos feitos para obedecer, e não para compreender o abismo.
Nebulocoginição
Que vejo eu, se ver é só ideia vã,
Reflexo vão da mente, sombra escura?
Se tudo quanto é mundo se me espelha,
Será o mundo real? Ou só figura?
Quem me afirma que há pedra, céu e chão,
Se tudo é sonho feito em consciência?
Talvez o Sol se apague ao meu fechar,
E Deus, talvez, em mim só tenha essência.
De que me serve a carne e seu quebranto,
Se não sei se é de mim, ou de um invento?
Pois posso ser apenas leve encanto,
Imagem ou curto pensamento.
Fragmento IX - Livre-arbítrio
Que livre sou, me diz minha vaidade, contudo, nasci preso ao vício e à corrente, que me impôs o meu Pai, a minha Mãe e essa serpente. Estou a contorcer-me com isso, como quem no ventre é enlaçado pelo cordão que o alimenta.
Se penso, é pensamento de herança; se creio, é fé que veio por deveras, porque, até onde sei, fui criado em fórmulas austeras de um mundo partido por falsa percepção.
Dizei-me vós, ó sábios de batina: sou livre, ou apenas um desobediente?
