Pequenos Textos sobre o Sol
INOCÊNCIA
Colhia flores
Como dona de suas cores
Colhia as amarelas
E o sol que reluzia em seus cabelos
Colhia as folhas soltas
E seus olhos furtavam os verdes
Colhia as vermelhas
E sua boca se adornava de prazer
Conhecia todas as delícias de um jardim
E as amarguras das flores arrancadas
Mas era efêmera, como as pétalas ao vento
E não consegui salvá-la.
SEARAS QUENTES DE TI
Para me sentir livre
O sol acariciava-me o rosto
No caminho pelas searas
Que o vento silenciava
E deliciava-me de beijos
Trilhos estreitos de pedras
Entre as papoilas de trigo
Cegonhas que pelos lameiros andam
Passos nas memórias perdidas de palavras
Nos longos abraços dados por nós
Sorrisos de lágrimas que se reduzem no silêncio
Entre o musgo já seco entre as fragas
Das horas esquecidas despojadas de nós.
A alfabetização para ser eficaz precisa de duas coisas importantes: um bom mestre e um alicerce sólido.
O mestre conhecerá bem o terreno e a profundidade que irá cavar para fazer o alicerce, para depois subir as colunas e colocar as paredes.
Não adianta querer subir paredes sem os alicerces e as colunas, se assim fizer a casa cairá pois foi líquida demais.
Assim é a alfabetização e o letramento na vida das crianças de hoje.
Gratidão.
Um lugarzinho quentinho,
Quando tem Sol é um frio nas espinhas que alivia a alma,
Quando é frio,
É uma fornalha que aquece o coração.
Dedico meus parabéns,
À todos desse honrado grupo literário.
Para mim não importa se são poemas ou versos,
Só o prazer de escrevinhar rasuras ao céus e poder publicar aqui ou acolá.
Já afaga o gosto amargo do meu paladar,
Adocicando meus dedos para nesse teclado continuar .
Com Amor:.Ricardo Melo
O Poeta que Voa
Me sinto triste
Como uma flor à secar
Não me regam à dias
Estou secando,
Estou morrendo
O sol cada vez mais quente
E mais obcecado por mim
Quer descobrir meu segredo
De desabrochar tão rápido assim
A lua que as vezes piscava pra mim
Agora me deixa solitária
E não me ilumina mais
Nas noites de breu
A terra
Minha única fiel companheira
Tenta fortalecer minhas raízes
Mas está sendo oprimida
Por esse pequeno vaso de porcelana
A LUA
A Lua medonha
Quando este sol se puser
A treva querer dominar
Tu despontarás e mudará tudo
Porque tu és
O brilho na penumbra
O maior branco celestial noturno
O braseiro que acende os corações
Cada noite que desponta
É unicamente especial
Individual, nos dois
Que aproxima toda distância
Pois trazes a cadencia da espiritualidade...
A assim, trás Ela pra bem perto de mim!!!!
Do alto plácido
vem meu recomeço.
Do alto esplêndido
vem o sol aquecer minha razão.
Despindo-me da pérfida verdade,
permaneço respirando esperança.
Sombras de nuvens passageiras
ensinam-me a triunfar diante
deste momento deserto.
Ouço cantos de esperança:
logo este tempo vai findar;
logo vou respirar.
Chuva de inverno
Na manhã do inverno...
O sol em sua magnitude
Abriu a porta para a chuva entrar
Ela chegou só e bem
De mansinho foi ocupando todo espaço livre
As flores do jardim estão a sorrir
Com um leve balançar
Para cada gota de chuva a lhes tocar
E a chuva...sem se tocar
Acabou de se instalar
Com ares de quem veio para ficar
Que visão mais linda ... !
Seus fios dourados ,se confundem com a luz do sol gradativamente.
Seu vestido sobrepõe em seu corpo com harmonia sinfônica dégradé.
E se mistura em tons que brilha o resplandecer dos corações perdidos iluminando com ordenanças de clarim.
E seu interior ,transborda ,refletindo o exterior com nuance de amor sem fim.
Aluaram-se
Antes do eclipse se completar
Ela era lua
Ele também
Não tinha sol nem ninguém na rua
Talvez um passante a testemunhar
O corpo deles a aluará
Ela lua dourada ... Estelar
Ele lua branca ... De altar
E naquele eclipse a história veio a mostrar
Do corpo dos dois nada
Uma lua irão virar
Para a eternidade nunca mais separar
Flores familia e tristeza
Ela é tão linda que flores murcham a lua lhe quer imitar,
E o sol sai de trás das nuvens para vê-la e fustiga-la.
Mais parece o nascer do dia do que seu findar.
Talvez a tristeza volte para inveja-lá.
E se as flores do jardim tiver humildade
O nascer do dia será uma perfeita aurora.
Asterales a família das Florescidade
A tristeza para, passa e vai embora
...e cá estou Eu de lanterna em punho a iluminar o sol.
Pensais que vos falo do astro rei o Sol que ilumina a esfera terrestre?
A vós indago sobre este, que aí está entre nuvens em tua mente!
Este que em teu caminhar deixa apenas que apareça entre frestas de luz.
Afasta de tua mente tais nuvens.
Estas aí que impedem que de fato vejas teus caminhos, o perceptível e louvável.
"E como flores secas
E como um rio sem água
E como um dia sem sol
Uma noite sem lua
Você é como uma droga
Me mata todos os dias
E tão ruim ficar longe de você
E tão ruim
Saber que nunca posso te ter
A cada sopro
A cada batida do meu coração
Eu vivo
Eu morro
Por você "
RECIFE TEU E MEU!
Pernambuco onde o SOL é teu.
Recife dos sonhos meus.
Do Capibaribe de João Cabral.
O poeta de Recife impessoal.
Em Surubim, o Capiba viveu.
Belos casarios na Rua Aurora.
Visitam teus fãs toda hora.
Antônio Maria na Rua dos Judeus.
Na Bom Jesus, o FREVO floresceu!
A madrugada, o Galo da Ponte.
O Carnaval de Olinda, no horizonte.
No Marco Zero, foliões a dançar.
As belas águas de Itamaracá!
Que Reginaldo Rossi um dia escreveu.
Outrora já
Fui
Humano
Vivia
Sentia
Amava
Era quente
Como os raios de sol
Bela como a lua
Profunda como
O mar,
Amava a vida
Adorava o
Cantar dos
Pássaros
E amava
Ah como
Eu
Amava
Era movida pelo amor
Amei até
Os últimos tempos
Hoje não
Amo mais
Meu sol se
Apagou
Minha lua já
Não brilha mais
Os pássaros
Se foram,
Me afoguei
No mar de meus
Pensamentos
Como o passar do tempo
Me tornei isso
Um reflexo de quem
Eu já fui um
Dia
Hoje sou apenas
Um...
FANTASMAS
Meus inimigos tentam sempre me ver mal
Mas minha força é como o fogo do Sol
Pois quando pensam que eu já estou vencido
É que meu ódio não conhece o perigo
Mas enquanto o Sol quiser brilhar
Eu vou querer a minha chance de olhar
Pois se eles querem meu sangue
Verão o meu sangue só no fim
E se eles querem meu corpo
Só se eu estiver morto, só assim
Não poder falar desse amor, é como tentar esconder o próprio sol sob o céu que vivemos
Não poder falar desse amor, é como tentar conter uma erupção com um simples copo d´gua
Não poder falar desse amor, é como tentar navegar o oceano todo em um barco de papel
Não poder falar desse amor, é como tentar conter um tsunami com um simples muro de concreto
Afinal não poder falar desse amor, é impossível pois agora viver sem você não é mais uma opção.
Agosto
Brisa suave
sol mansinho
mente serena
sentir equilíbrio
na leveza do dia
silêncio das árvores
no sopro do vento
pele desfruta
frescor de agosto
caminhar na rua
sentir a poesia
no beijo do vento
sorrir pra vivência
saborear a longevidade
degustar a permanência
descortina-se
acaricie
povoar amor
@zeni.poeta
Vestido branco
Mar calmo, sol escaldante,
pernas a vista, capelos espalhando charme e seu perfume através dos ventos sem freios,
na escadaria feita para os passos de uma Deusa seu vestido branco revela a chegada do grandioso momento,
no horizonte, a cúpula em cor azul da igreja beija a orla e abençoa o mar com a sensação de uma brisa em meio a uma miragem.
Um raio de sol aquece o coração
O mesmo que se derrete
Com o filhote de cão
Na cabeça ideias mil
Caminhar até Machu Picchu
Dormir numa rede no Acre
Subir a montanha mais alta
Catar conchas no Caribe
Remar até a Austrália
Conhecer de perto o aborígene
Cantar na igreja no Queens
Dançar na festa nordestina
Louvar no festival Hare Krishna
Peregrinar na Irlanda
Tantas coisas cabem em mim
Sou todas elas,
Na verdade as faço a todas
Sempre que fecho os olhos
Em um momento só meu
Minha alma realiza
Começa na imaginação...
