Pequeno
O pequeno rio não tem medo de entrar no mar por que ele sabe muito alem de sua vontade terrena, que o mar é uma parte do grande oceano que desde sempre surgiu e continuará a se preservar vivo pela entrada de todos os rios do mundo.
Não sou mais que um pequeno e frágil pé de bambuzinho verde, que quando passa a suave brisa da manhã eu me curvo até o chão mas meus irmãos e amigos, eles sim são gigantes, fortes e poderosos, são como arvores centenárias frondosas e me protegem sempre das piores ventanias e tempestades.
Desde bem pequeno sei, que a arte dos artistas populares e a arte nativa indígena devem vir para ocupar espaços nas grandes metrópoles brasileiras e do mundo inteiro. No entanto os artistas, não. Cada um deve permanecer na atmosfera de origem, pela produção em si e pela integridade de sua vida simples e de seu pensamento.
O espirito de um colorista segue com amor o bailar de um pequeno beija-flor, indo de lugar a lugar, em todos os momentos da vida, levando cores. Por mais que em nossa inquieta trajetória, muitas vezes entre medos, dores e perdas, acinzentem nossa estada, é com as cores vivas e fortes, que reinventamos nosso paraíso de ir além, bem. Coloridamente bem. A arte de colorir está impregnada, naturalmente na alma da gente.
Desde pequeno gosto de ser muito bom com todos aqueles que foram esquecidos, abandonados e se tornaram infelizes pelos caminhos. Sempre soube que os que muito precisam, são tão carentes que não conseguem ter agradecimento e reconhecimento, fácil. São os ossos da dor onde qualquer pequeno gesto de amor, carece. Mas a vida segue, e um dia eles percebem.
Eu sou bem menos do que muitos imaginam, eu sou verdadeiramente pequeno e sei muito pouco de tudo, frente a um mundo moderno de aparências digitais, onde a maior parte da humanidade optou escandalosamente e vergonhosamente, não ser nada.
Me apaixonei por você e sabendo que não poderia te ter, destruí meu coração com um pequeno martelo pedaço por pedaço, mas nunca por inteiro.
Sabendo que não poderia te ter, me contentei com o reflexo da Lua no mar, mas se um dia a Lua descer, não sei se o mar a deixaria voltar.
Oh! Porteiro do céu,
Permita-me falar com o pequeno pastor
Para tocar uma canção para meu amor
Uma doce melodia, alegre e poética.
Contratar-te-ei para tocar para ela
Todas as manhãs.
Veja, meu amor, a flauta do pastor que tocará para ti.
Alegra-te sempre, pois és tua essa melodia perene.
No silêncio do pensamento buscamos as palavras que completam um pequeno instante, elas poderiam ser digitadas a um metro de distancia ou a quarenta e cinco anos atras. O sentimento nunca muda, pra ele o tempo nunca passa. As palavras são imortais enquanto forem ditas, enquanto forem sentidas. Seu coração pra sempre irá bater neste pequeno momento, que chamo de meu amor.
Por um momento, o que parece ser pequeno no menor ponto de partida carrega toda uma verdade que se multiplica ao infinito à medida que avança.
Amor II
Seu amor, amor!
É amor frágil
Amor possessivo
Amor pequeno demais.
Seu amor, amor!
Não é amor de luta
Amor consistente
É amor de pouca labuta.
Seu amor, amor!
É amor para as "Helenas"
Pessoas pequenas
Com pequenos dotes que lhes interessam.
Seu amor, amor!
É amor arranjado
Amor dependente
Amor de boteco.
Seu amor, amor!
É amor passageiro
Amor de agradecimentos
Não é amor das Marias
Meu amor, amor!
É amor que suplanta as suas baixas ideologias
Que perdoa a sua insignificância
É amor cá de dentro.
Para o seu futuro amor, amor!
Não serão os haveres aos quais pertence
Que superarão as suas dores
Sempre serei eu, que estarei aí dentro.
Ao doce o sal
Não escrevo em pares e muito menos por partes. Escrevo à mansidão o seu pequeno recato. À insuficiência a sua grande abadia. Ao contriste os galhos secos de uma linda árvore. Às pessoas comuns o excepcionalíssimo momento atual. Agora é a hora de afofar as lágrimas nas gotas de água que caem do céu e nos afogam pouco a pouco como aquelas preces que nunca chegam a serem atendidas.
Um pequeno animal, embaixo de uma árvore, esfregava suas presas
contra o tronco desta. Uma raposa, que passava naquele
instante, perguntou-lhe o motivo de estar ali afiando suas
presas se não havia nenhum caçador, cão de caça ou qualquer
outra ameaça rondando o local. O pequeno animal respondeu: "eu faço
isto periodicamente para não ser forçado a afiar minhas
armas no exato momento em que tiver de usá-las contra o inimigo.
Os cristãos deviam seguir o exemplo e manter as suas armas
espirituais afiadas. E isso é feito com oração, leitura da
Bíblia, ida à igreja, busca da presença de Deus, etc. Assim,
sua armadura espiritual estará afiada e pronta para ser
usada no momento de necessidade. O inimigo gosta de atacar
os cristãos quando estes estão fracos, despreparados e
distraídos espiritualmente.
Até que ponto temos nos preparado para as batalhas da vida?
Costumamos buscar a Deus, procurando viver uma vida de
santidade e obediência, conscientes de que, desta forma,
jamais seremos apanhados de surpresa pelo inimigo de nossas
almas ou somos displicentes e só lembramos de Deus na hora
da aflição e do sofrimento?
O nosso amado Senhor nos preparou uma armadura e nos
prometeu que, com ela, estaríamos aptos a resistir a todas
as investidas do inimigo, sendo, em Seu nome, seriamos mais do simples vencedores, pois somos filhos de Deus e perante aos filhos do senhor o mal treme...
Indiferentes ao Senhor, somos fracos e presa fácil contra o
adversário. Revestidos com Sua armadura, somos guardados e o
inimigo se afastará.
Sua vida tem estado preparada? Se a resposta for não, então volte-se as coisas do pai e arme-se contra o inimigo, estamos entrando em uma nova era, e o mal vira com forças avassaladoras sobre a humanidade, e se você não estiver preparado com os escudos do senhor certamente serás arrastado pela malignidade...
Nene Policia
Um aroma úmido,
um pequeno nada,
exala o singular cheiro de terra molhada.
Composto de chão de terra, britas e
fragmentos do cotidiano.
O perfume da chuva
tem aroma de óleo de sândalo,
restaura lembranças
ao passo que apaga os rabiscos do chão.
Perfuma o vento
no entardecer das cores,
limpa a lousa da calçada e da vida,
hidrata nossa esperança
e restaura nossos sonhos.
Assim como um pequeno barquinho que zarpa perdido sem destino, sobre as ondas ferozes buscando um caminho, na esperança de almejar um pedacinho de ilha, a natureza não é a única arma mortífera onde o mais forte que sobrevive é o mais esperto que escapa.
Coitado daquele que acredita na eternidade do amor, o amor é momento, é um passaro pequeno, saltitante que pula de galho em galho livremente.
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