Pedir em Namoro
"Se o amor ao próximo for pedir demais para o seu egoísmo de estimação, que pratiquemos ao menos o respeito mútuo."
“Discernimento é fazer o certo sem anunciar, sem pedir aplausos — apenas deixando que a espontaneidade revele quem você realmente é.”
Roberto Ikeda
Na vida, evite pedir favores para não ser devedor de ninguém, porque há quem goste de fazer de quem pede um refém de seus caprichos.
Sem pedir a arte
das tuas mãos
tu haverá de me dar
com a liberdade
Sem ócio e sem
quartel quero amar
cada território seu,
Do jeito que Deus
te fez e me deu.
Amar-te bem mais
do que do que
demais ainda não
será o suficiente:
Só quero loucuras
de amor entre a gente.
Entrar sem pedir licença,
sem ser notada e incorporar
a sedução perigosa
para abrir o seu coração
dando espaço à insídia
contra todos os conhecidos
manuais de conquista
com o perfume da minha
pele dotada de malícia.
Levar à tona o desejo
que ainda não se declarou,
que paralisa, que te põe
absorto em total torpor,
que te refaça convicto
mais forte para cumprir
o total roteiro do amor
como o absoluto norte.
Não conter por muito tempo
o sortilégio e o veneno,
no afã do adormecer pleno
a castidade da tua alma,
pô-la presa em meu corpo
e nas correntes invisíveis,
para o acordar sereno
o profano ocultado em ti
com uma porção de Uxi.
Olhando no fundo dos teus
lindos olhos e desenhando
nas linhas das palmas
das mãos com os meus
dedos e oferecendo
a canção do meu silêncio,
para que faça de mim
a nossa habitação eleita
sem nenhuma distração;
durante o interstício,
para o desejável reinício,
para colocá-lo rendido
sob o Solstício carinhoso.
Para que fique confortado
e siga acordado a um passo
de se desfazer da realidade
de vez da miragem que é;
reagindo para se abrir
a eflorescência daquilo
que tenho para oferecer
- o mais alto desafio -
que é se envolver comigo.Entrar sem pedir licença,
sem ser notada e incorporar
a sedução perigosa
para abrir o seu coração
dando espaço à insídia
contra todos os conhecidos
manuais de conquista
com o perfume da minha
pele dotada de malícia.
Levar à tona o desejo
que ainda não se declarou,
que paralisa, que te põe
absorto em total torpor,
que te refaça convicto
mais forte para cumprir
o total roteiro do amor
como o absoluto norte.
Não conter por muito tempo
o sortilégio e o veneno,
no afã do adormecer pleno
a castidade da tua alma,
pô-la presa em meu corpo
e nas correntes invisíveis,
para o acordar sereno
o profano ocultado em ti
com uma porção de Uxi.
Olhando no fundo dos teus
lindos olhos e desenhando
nas linhas das palmas
das mãos com os meus
dedos e oferecendo
a canção do meu silêncio,
para que faça de mim
a nossa habitação eleita
sem nenhuma distração;
durante o interstício,
para o desejável reinício,
para colocá-lo rendido
sob o Solstício carinhoso.
Para que fique confortado
e siga acordado a um passo
de se desfazer da realidade
de vez da miragem que é;
reagindo para se abrir
a eflorescência daquilo
que tenho para oferecer
- o mais alto desafio -
que é se envolver comigo.
Sem pedir licença para entrar,
é capaz de nos colocar no túnel
da consciência humana
mais impossível de enxergar,
fazendo zombar com a cultura,
o pertencer e a origem,
mudando até a paisagem
da onde é o nosso lugar,
quebrando-nos inteiro por dentro,
fazendo guerra cognitiva diária,
sem parar de avança contra
os elementos básicos de vida,
para romper a memória coletiva,
apagando o que traz estímulo,
descanso, os nossos sorrisos,
obnubilando todos os juízos,
cortando laços, criando destroços
e conspirando contra os sonhos.
O que estou querendo transmitir
com tudo isso é bem simples:
nasceste com cabeça para pensar,
dois olhos para observar
e o livre arbítrio para não deixar
o Colonialismo Moderno se criar.
A atitude e o silêncio bem
empregados são instrumentos
para ninguém passar por cima
para ocupar o nosso lugar,
e uma nova História inventar.
Do zênite ao nadir sem precisar
pedir fogo para me aquecer,
Tornei-me habitante do mais
profundo e absoluto querer.
Para quando o meu coração
se deslocar todo para o seu,
não ter que passar fome e frio,
e se unir mansamente contigo
até onde permitir o infinito.
Como os tiranos de interesses
escusos estão fazendo
com o povo do Vale do Tirah,
comigo você jamais fará.
Porque estou preparada
para o jogo alto e feito de veludo,
para fazer da sua pele saborosa:
o meu emaranhado seguro,
quente, sem medo e absoluto.
Com o coração despreocupado
sem pedir nenhuma licença,
tenho sido o tão doce hábito.
Que no teu coração floresce
tal qual Guamirim-ornado
no ameno Outono catarinense.
Não tenho receio ou pressa,
porque a glória do amor
está escrita e nos prepara,
tudo sobre ti me faz fascinada.
Com solenidade, poesia
confiança, entrega e alegria
que a Deus pertencemos,
e só para ele nos dedicaremos.
(Agradecermos a Ele o amor
caminho ter nos ensinado.)
Do jeito que está o mundo,
só consigo pedir a Deus:
--- Um melhor "Dia das Mães"
a cada novo segundo
do jeito poético e profundo.
Se pudesse pedir
algo ao firmamento,
pediria de joelhos,
que o trajeto esteja
escrito tal como
Linhas de Nazca
apontando o infinito
para que o amor
em paz seja percebido,
para que não seja
desencontrado e perdido.
Estou nas flores de Jenipapo
desabrochadas em novembro,
Percebo que sem pedir licença
ainda ocupo o seu pensamento.
Passei a ser todo aysú na sua
mente, alma, corpo e coração,
Não conhece mais na vida
na visa nenhuma outra direção.
Sem pedir licença entrei
na escuridão íntima,
Tua habilidade tem feito
de mim a Via Láctea
com coroa galáctica.
Minha doce e amável
fantasia embaladora,
Em retribuição tenho
deixado me iluminar
pela tua corte sedutora.
A tua presença
tão intensa
abre rodas sem
pedir, me tira
para dançar
e faz do meu
coração um tambor
para acompanhar
a sua música sem parar.
sobre amar e ser livre.
A luz atravessa a janela sem pedir passagem.
O cheiro da chuva permanece no ar mesmo depois que o céu se abre. Uma música termina, mas, por algum motivo, continua acontecendo dentro de mim.
Talvez ela pertença a essa mesma categoria.
Não porque seja distante, mas porque existe nela alguma coisa que não pode ser alcançada pela matéria.
Eu posso conhecer seus hábitos, saber o que ela gosta, reconhecer sua voz em meio a outras, decorar suas pequenas manias. Posso conhecer os caminhos que ela percorre, os silêncios que prefere, as palavras que costuma escolher.
E, ainda assim, existe uma parte dela que permanece intocável.
Uma espécie de território sem mapa.
É justamente essa parte que mais me interessa.
Não aquilo que ela oferece ao mundo, mas aquilo que existe quando ninguém está olhando. A pessoa que permanece depois que todas as expectativas desaparecem. O pensamento que ela não diz. A versão dela que não precisa ser compreendida para continuar sendo verdadeira.
Talvez seja ali que ela realmente more.
Não em uma casa, nem em uma foto, nem nas lembranças que consigo organizar.
Mas naquele lugar estranho onde ela se tornou uma influência silenciosa sobre mim.
Ela não precisa estar perto para existir em mim.
E isso não tem nada de tristeza.
É quase o contrário.
Existe uma beleza imensa em descobrir que ela pode atravessar minha vida sem precisar ocupar todos os meus espaços. Como uma constelação, distante, impossível de tocar, mas capaz de mudar a maneira como atravesso a noite.
Talvez eu goste dela justamente porque nunca consigo terminar de entendê-la.
Existe alguma coisa muito bonita em não possuir a explicação completa de alguém.
O mistério não está naquilo que ela esconde.
Está naquilo que, mesmo quando revela, continua profundo.
E talvez seja esse o tipo de amor que eu aprendi a reconhecer nela, aquele que não tenta transformá-la em propriedade, certeza ou destino.
Um amor que olha para ela e pensa
eu não preciso ter todas as respostas para reconhecer o que isso significa.
Porque o que sinto por ela não pede conclusão.
Pede que, por alguns instantes, eu pare de tentar definir o que sinto e simplesmente permaneça diante daquilo.
Como quem observa o oceano sabendo que jamais poderá carregá-lo.
Ainda assim, entra na água.
Ainda assim, fica.
Talvez porque eu tenha entendido que o valor de certas coisas nunca esteve na possibilidade de possuí-las.
O céu não é menos bonito porque não posso guardá-lo.
A lua não me pertence porque a contemplo todas as noites.
E ela também não precisa ser minha para ser profundamente minha em algum lugar que a linguagem não alcança.
Existe uma parte dela que não é minha.
Nunca foi.
E talvez seja exatamente por isso que eu a ame tanto.
Porque não posso tocá-la.
Não posso prendê-la.
Não posso pedir que permaneça exatamente onde a encontrei.
Só posso reconhecê-la quando aparece.
Na maneira como ela existe.
Naquilo que ela desperta.
Na pequena alteração que acontece dentro de mim quando o mundo, por alguma coincidência, me devolve alguma coisa que lembra ela.
Talvez amar seja aprender essa delicadeza:
saber que ela é livre, e ainda assim escolhê-la.
Saber que ela pode ir, e ainda assim não transformar o amor em uma prisão.
Saber que não tenho o direito de possuir seus caminhos, seus pensamentos, seus silêncios ou qualquer parte dela que queira permanecer somente dela.
E talvez exista uma liberdade ainda maior em amar assim.
Não porque eu queira amá-la de longe.
Mas porque quero que, quando ela estiver perto, seja porque escolheu estar.
Quero sua presença sem precisar da sua obrigação.
Seu carinho sem precisar da sua promessa.
Sua permanência sem precisar segurá-la pelos braços.
Quero que ela possa continuar sendo inteira, mesmo quando estiver comigo.
Porque, no fim, talvez amar alguém seja justamente isso:
não tentar diminuir o tamanho do mundo dela para caber dentro do meu.
É olhar para ela sabendo que existe um universo inteiro acontecendo por trás dos seus olhos e, em vez de querer possuir esse universo, sentir admiração por poder conhecê-lo.
Algumas coisas foram feitas para permanecer conosco sem jamais permanecerem ao nosso alcance.
E, ainda assim, eu escolho olhar.
Escolho sentir.
Escolho ficar alguns segundos a mais diante dela, diante de tudo aquilo que não posso segurar.
Porque, no fim, talvez o que realmente permanece nunca seja aquilo que consigo possuir.
Seja aquilo que, mesmo depois de partir de todos os lugares possíveis, continua existindo em mim.
E talvez amar e ser livre seja exatamente isso
eu não preciso prender ela para querer que fique.
Não preciso chamá-la de minha para saber o quanto ela significa para mim.
Não preciso ter posse sobre nada que exista nela para reconhecer que, entre tantas coisas que a vida poderia ter colocado diante dos meus olhos, foi ela quem conseguiu permanecer dentro deles.
E talvez seja essa a forma mais bonita que encontrei de amá-la:
deixando a porta aberta,
não porque eu queira que ela vá,
mas porque quero que ela saiba que, se ficar,
será livre para ficar.
"A força de quem odeia pedir favores não vem da vaidade, mas do medo profundo de descobrir que o auxílio do outro tinha um preço que a sua alma não quer pagar."
@Suedson_Corey
