Paixão x Amor
Sempre será paixão somente, quando não existe o compromisso de aceitação completa qualidades e defeitos do ser amado obviamente. Concluísse que Amar não gera desequilíbrio e sim uma harmonia perfeita entre a:
- Paixão= atração química e
- Compromisso= Responsabilidade com Confiança e Dedicação que irá suportar com o ser Amado. agora multiplique isso vezes o infinito, e leve para as profundezas do Eterno, e terá um deslumbre da visão sobre a definição do Amor em minha terminologia.
MEU NORDESTE
Eu nasci lá no nordeste,
poesia é a minha paixão,
serei sempre nordestino
de corpo, alma e coração.
Trago em minha essência,
a dor da minha ausência
e a poeira daquele chão.
E naquele quarto era só suor e paixão.
Mistura ardente que matava nossa solidão.
A cada beijo palpitava mais forte meu coração.
Seus doces suspiros me traziam à tona todo tipo de emoção.
"És minha", sussurrava eu, em vão.
Acordo desolado desse sonho, vã ilusão.
Tentando encontrar você nos lençóis frios da minha imaginação.
A cama vazia, infelizmente, não se iguala ao coração.
As lágrimas, na madrugada, afogam aquela paixão.
E eu, mais uma vez, durmo nos braços da solidão...
"És me chuva, tempestade, trovoada.
És me amargura e paixão desenfreada.
És me luz na escuridão de uma noite gelada.
És me voz no silêncio da madrugada.
És me as cores do arco-íris, em uma tarde pálida.
És das minhas ilusões, a única que, eu queria realizada.
És no fim de tudo minha deusa.
És minha amada..."
A gente nasce com uma certa taxa de hormônios da paixão, e essa taxa possui as doses certas para cada apaixonamento. Na vida, a gente vai se apaixonando e desapaixonando. E quando a gente se desapaixona por alguém, acabou, não há reposição hormonal para se apaixonar pela mesma pessoa.
Fora disso pode ser desequilíbrio hormonal, ou carência, ou problema de baixa autoestima, ou ideia fixa, ou até mesmo sentimento de posse.
E a saudade rega o sentimento com as águas da solidão, semente cresce e colho o fruto doce da paixão.
O coração reclama à alma, a todo instante, querendo te ver, na brisa leve, o cheiro doce faz lembrar você.
Me pego em prantos, imaginando tal desatino do destino, destino esse que cruelmente você comigo não quer ver.
O martírio, que tenho vivido, é dia e noite desejar você.
O meu martírio é ver até o Sol, em plenitude, invejar seu brilho, brilho que me ilumina, calor que me aquece a tez.
Meu martírio, é adeus, te dizer mais uma vez...
Convicto
A paixão: Em cada coração que passei sei que deixei uma imagem boa refletida nos momentos de saudades.
A saudades: Sentimento por vezes duro, por vezes amável e em cada visita ao meu cérebro se comporta em alta voltagem.
O amor: Tão bom de ser vivido quanto imprevisível de ser durável, entre tantos elementos e conjuntos de forças que o fazem existir em cada um de formas e maneiras diferentes, apenas uma afirmação posso fazer, "é maravilhoso sentir!"
Muito já sorri, não pouco eu chorei. Pesadelos já sofri, lindos sonhos já sonhei.
Na paixão me iludi, no amor realizei.
Diante de toda insensatez que nos provocam, as dores do coração e da paixão, uma verdade simples eu vos digo, quem nunca chorou por amor, que atire a primeira flor.
Somos crentes, cegos e fieis a todas mentiras ditas no arder da paixão.Afinal os mais puros diamantes são criados pela vida dentro do inferno de fogo no coração do vulcão.
O som deste poema é auto
de confissão de uma paixão,
A viola é a haste de letras
tão irisadas quanto doídas,
A vida poderia ter nos unido
de tanto que nos amávamos,
Os versos que saem em todos
os tons e o peito que alto
Se declara culpado por não
ter os desafios por ti enfrentado.
Bailarina da minha dor,
Poetisa sem rima,
Concubina da Literatura,
Declaro ao Universo:
- Eu te pertenço, ainda sou tua!
Profetiza de um amor,
Fiel sem pastor,
Colombina sem Pierrô,
Declaro ao Inferno:
- Eu vencerei a pena com louvor!...
O tom que grita este poema e auto
de confissão deste coração,
É viola que cairá nas mãos
do violeiro amado,
O exílio que te forçaram
nunca fará de ti um amor
Esquecido e deste peito apagado.
Eu sou movida à paixão,
não temo caminhar ao sol.
Eu sou amante da vida,
te querer é a minha religião.
Em ti resiste a fogo brando,
- e a brasa mansa [recolhida
De uma paixão impensável
Por minh'alma [feminina.
Eu sou aquela [criatura],
que se perfuma para te ter.
Eu sou aquela [ternura],
que vira de verso para te ter.
Do melhor de mim para ti
oferto-te o meu inalterável:
o meu amor feito de poesia
Sublime, ardente e honorável.
Na dança das horas confirma-se:
O calendário mostrou a sua força.
A paixão findou com o tempo,
O destino varreu-me com o vento.
O teu telefonema vale este poema,
Para dizer que nunca tive vocação
De "Carolina na janela" que por noites,
E, que por causa da tua indiferença:
Aguardei, aguardei com paciência
O baile da rosa e do beija-flor,
Eu vestida de fino perfume,
Poderia ter florescido o amor.
Eu fui reduzida ao teu caleidoscópio
Repleto de egoísmo, e talvez até de cinismo
Com a minha boa fé de moça você brincou.
Doravante, mais amadurecida
Não me farei de convencida,
Por causa da tua aproximação,
Destarte o que fazes da tua cor
De cravo e canela - morena,
Que vale muito mais de um poema,
Não vai virar mais a minha cabeça,
E nunca mais há de me fazer cair em tentação!
Eu sou dona do meu próprio destino,
Você não é mais um menino,
Não darei-te o meu tempo e o meu ouvido.
Porque eu encontrarei o Astro Rei
Que me trate com fino gaúdio,
Porque eu encontrarei o poeta
Que talvez não me escreva,
Mas que me invada com poesia.
Trazendo afeto e novo sentido a minha vida,
Coroando a minha madrugada de estrelas,
E vestindo-me de mil cometas e rendas
Com o fino afeto que as conchas são carregadas
Pelo mar do oceano de amar;
Entenda, quem não me fez feliz na juventude
Jamais me fará feliz na maturidade.
A cada gota perfumada
Fundem-se os aromas
Cálidos em plena erupção,
A cada toque de paixão
Tocam-se as melodias
Refugiadas no Balneário,
A cada tom de emoção,
Assim trazes-me pela mão:
Ofereceste-me o teu corpo,
Fisguei o teu [coração]...
A cada balanço das ondas
Chegam os beijos das sereias,
Tilintando viram conchas
Porque nós somos divinos;
Filhos do imprevisível,
Somos dia sol e tempestade,
No Universo estamos escritos,
Sabemos o que queremos:
- Estamos famintos.
A cada asa aberta na Terra,
Somos a tal liberdade,
Nascemos para o amor,
Sublime, intenso e eterno;
Este é o nosso segredo,
Do jeito que me trazes
- pelos cabelos -
A cada arco-íris dos instantes
Reinventamos os desejos...
Prometo escrever uma canção:
Feita de areias, mar e paixão.
Para ser cantada pela morena
Nascida para a tua rota acenar,
E tomar conta do teu coração.
O Farol em dias de Sol,
E em noites de luar e calma.
Ao som de uma boa prosa
E malemolentes sambas de roda,
O vigia será sempre o Farol.
Chamego os versos para você:
Versos que ainda não escrevi
Ainda na Bahia eu não vivi.
O cheiro, o cafuné e o beijo,
E o banzo para embalar a alma.
O Farol da Barra que vive brilhar,
Do Céu provém a inspiração,
Eu sinto a emoção marulhar
Na Bahia de Todos os Santos,
O encontro na beira do mar.
Esqueço e deixo tudo para trás,
Jogo firme a rede no mar,
Sou embarcação para navegar
Sou o vento a enfunar,
O Axé, a poesia e a paz...
Disseram muitas coisas...,
O Forte é de Santo Antônio.
Ainda vou até a Bahia,
Encontrar este meu sonho.
Dizem quem já foi à Bahia,
Não se esquece mais;
Se enamora para sempre,
E não volta atrás.
Os mistérios
do Universo
e a escuridão
das noites
sem você,
sem luar,
e sem paixão
na caatinga
doce e bendita.
Nada jamais
terá o poder
de te afastar
da minha
íntima mandala
onde és inteiro
e pacífico
milagre total
do coração,
e fascinação.
Nada deixa
menos infinita
a inspiração
para trazer
a melodia
dos astros
que encante
e nos reúna
até a próxima
noite de Lua
neste sertão.
Divina atração
que nua faz
coreografia
domina
e entretém
o meu coração,
vou trazer
você para mim
e irás cair
como peixe
na minha
rede de sedução.
