Paixão
Eu falo de amores, dores e paixões ...e elas são minhas, me pertencem. Acaso você tenha um sentimento semelhante dentro de você elas se abração no espaço, e nós seremos mútuos. Você me lerá, me saberá, me sentirá. Esse é o grande mistério da escrita. A atração e a repulsa...está dentro de nós. Alguns leem de amor e sentem amor, alguns leem de amor e sentem inveja. Alguns leem de violência e se aborrecem, sentem asco , outros se alegram e vibram, desejando sangue. É na essência que o escritor toca, é na essência de cada um que vibra todo o seu mal e todo seu bem.
Fogo em Brasa
Que início de paixão
Um romance de televisão
Um mundo a prometer
Todo dia vem me ver
Fogo em lenha vira brasa
Diminui, mas não se apaga
O seu novo não voltou
Alegria se afastou
Quero mais para me animar
Só um beijo ao seu encontrar
Brasa queima e brasa apaga
Falta lenha e tudo acaba
Carinho o que restou
Lindo tudo e não durou
Um dia tive tudo, enfim
Hoje, só lembranças do seu fim
Soneto da paixão recente
É felicidade plena,
senti logo de início,
por ti, todo sacrifício,
se torna coisa pequena...
Você faz valer a pena,
tudo... Qualquer artifício,
mesmo sendo malefício,
ou qualquer insensatez terrena.
Por ti faço o que for...
Afim de que resolva,
abrigar-me em teu calor.
Vem... Me leve, me envolva...
Inebria-me com teu amor,
e nunca mais me devolva!
O homem ama naturalmente a verdade e o bem, e deles só se aparta quando as paixões o arrastam e extraviam.
Sou apaixonada pelo modo especial que Deus tem de nos cuidar.
Pela forma como nos mostra que jamais nos abandona.
E confesso que, geralmente, são nos pequenos
detalhes desta vida que percebo este zelo todo.
"Jamais deveremos deixar que derrubem o espírito imbatível e a paixão pela vida.
Temos sempre que saber o significado da luta pelo que realmente acreditamos.
Por mais que o percurso seja de altos e baixos na vida, temos que permanecer humilde e feliz."
Olhe para o céu, preste atenção às estrelas, elas são flores incandescentes
Que demonstram a paixão de um ser divino...
No espelho o reflexo às vezes me assusta
O que riscou tanto o meu rosto?
HISTÓRIA DAS PAIXÕES
Estive pensando em sair pelas praças,
Escrevendo o teu nome,
Poemas e dedicatórias,
Revelando o que todos já sabem dessa história...
Tristão e Isolda modernos,
Romeu e Julieta, enlouquecidos...
Estive pensando em como fomos plagiados,
Em como fomos assassinados,
Por romancistas consagrados...
De forma leviana e exagerada,
Que torna o amor assim, um consumismo desvairado
Quantas vezes fomos jogados do oitavo andar
Quantas vezes nos envenenaram
Quantas serpentes nos picaram...
Janete Clair tinha finais felizes,
Dias Gomes cometia pecados capitais,
Épicos casam príncipes com plebéias,
Ou princesas com plebeus
Agora só porque meu nome é Tadeu
Sou concunhado do Elizeu
Só porque imaginam que sou ateu
E não tenho dotes
Tenho que escalar paredes
Nas caladas das madrugadas.
Estive pensando diante do click do semáforo
Que me faz perder tempo de beijos
E poderíamos estar fazendo filhos
Ou tentando entender constelações
E a harmonia de nossos signos
Mas paro diante do verde
Presto atenção no amarelo
E sigo no vermelho
A alma empenhada ao spc...
Os olhos perdidos nos outdoors
Com mirabolantes ofertas
Que só me impõem impossibilidades...
Então me apego a esse amor
Como única forma de prazer seguro
E penso em escrever nos muros
Sem querer morrer de novo
E me recusando a pensar que
Daqui a mil anos...
Diante de um firmamento tenebroso
E um crepúsculo cinzento
Observando as ruínas da terra
E o limiar da humanidade
As histórias das paixões ainda serão as mesmas...
meus cabelos pratearam
mas minha paixão se arrasta
feito criança
e o tempo que eu tenho
é o que me resta de esperança...
Linda ilusão
Dolorosa paixão
Por que me abandonou
se era linda a ilusão
a falar dessa coisa infinda?
hoje fico a sonhar
com o que não me restou
e deliro com o prazer do passado
te vejo a caminhar
sobre o meu coração
governando o meu país
comandando a nação
me fazendo feliz...
lindo era o raiar do dia
teu corpo era o horizonte
onde a lua se punha
por onde o sol se erguia
a fonte desta energia
hoje fico a sonhar
sem nenhuma ilusão
não tenho força,
não tenho músculos
o horizonte sou eu mesmo,
sou eu esmo o crepúsculo...
AMORES E PAIXÕES
Tenho visto tanta dor em seus olhos...
Essas divas que semeiam os campos,
Que passeiam nas praias,
Que enfeitam jardins,
Que paqueram vitrines,
Que colorem as tardes...
As Mulheres são divas vindas do espaços,
Dalguma estrela de diamantes...
Donde herdaram tanta luz,
Seres divinos de algum paraíso, enviadas por Deus
Para fazer-nos felizes
Tenho visto tanta dor em seus olhos...
Enteadas da solidão, nas cozinhas da vida,
Nas varandas dos sonhos,
Dos desejos de amantes e de esposas, de filhas e de mães...
Tenho visto tanta dor em seus olhos
E esses olhares perdidos nos horizontes,
Num crepúsculo, no vazio de suas introspecções,
Preocupações e angústias por filhos e filhas,
Por maridos, namorados, pelos seus homens,
tenho visto tanta dor em seus olhos,
por amores e paixões...
Depois do Jô, quando as paixões diárias já foram esquecidas, e as batalhas do cotidiano já foram decididas, sei que já não sou mais o mesmo; sou menos tolerante, menos arrogante, menos aquele ser de antes, menos eu mesmo; morri mais um dia... vejo-me tentando entender esta criança sob um temporal de chuva raios e trovões, que não consegue abrir a porta da casa, este é um retrato de uma adolescencia cheia de temores e impossibilidades; hoje abalos císmicos me sacodem e a terra se abre sob os meus pés, uma figura negra armada de tridente nem chega a ser uma ameaça; os meus cabelos de prata, faz de mim um ser surreal imune a fobias, e, nem sei se isso é bom, ou talvez seja bom, mas não emocionante; jamais me sentirei novamente um sobrevivente... corro sob uma chuva de meteoros ou desabo sob avalanche mas estou sempre de pé de espada empunho, sempre atento para um inimigo inatingível e invencível, o tempo...
O COLHEDOR DE OLHARES
Os seres de orion sabem desta insensatez,
Desta paixão, dessa sensibilidade
De colhedor de risos e olhares
Desta mania de contemplar
O inquietante, o esplêndido, o luminoso...
Andrômeda sabe desta qualidade
De perceber o que me inquieta,
O que me fascina, o que ilumina
Sei perceber a noite caindo como uma aeronave,
Esplendida e luminosa;
O que me inquieta
É o gotejar incessante dalguma torneira...
O soluçar angustiante de alguma criança
Rasgando o véu da noite
Nessa eternidade, entre um pingo e outro,
Entre um soluçar e uma lágrima
Se fez ruir Pompeia e cair Babilonia;
Nesse universo os deuses desfalecem,
Os impérios tombam,
A bela e a fera se apaixonam
E a poesia se edifica
Alicerçada pelas constelações, pelas flores
Fazendo germinar risos e olhares...
