Paixão
''Povoávamos almas apaixonadas, sufocávamos a falta de vida nos nossos abraços, colecionávamos armários abertos e fechaduras inúteis. Apenas dois corpos. Parecia um jardim solitário que completava a si mesmo e queimava a si mesmo quando precisava incendiar.''
Essa sou eu. As emoções é que costumam maquiar as minhas e as outras faces. Sou simples, mas exijo grandes risos, grandes sentimentos, grandes verdades. Não sou só, muitos habitam em mim. Estou só até o próximo passo, até encontrar o próximo amor, até abrir a próxima ferida, e cair na próxima esquina, e pular o muro mais alto que há em mim. Estou relativamente preenchida de inconstâncias, de destinos, de fragrâncias, de enredos. Sou simples e complexa para a normalidade. Mas me visto apenas de mim mesma... se agrado ou não, para o azar e sorte de alguns, ser é inevitável para mim.
O restaurante da tia dica na praia grande é um lugar aconchegante. Se vê apaixonados, solitários felizes, leitores, observadores, idealistas, degustadores curiosos, se vê Mirlas...em algum canto mais frio, com uma caneca de chopp, uma bolsa marrom, uma caneta prateada, uma caderneta cheia de processos de campanhas para publicidade, e uma respiração ofegante vestindo um vestido com listras vermelhas, com um cabelo em formato de abacaxi, dançando com o vento artificial do ar condicionado, mas mesmo assim suando decisões difíceis. Entretanto o que mais me chama atenção é a moça da mesa ao lado. Ela tem um sorriso que não cabe na mesa dela. Ela é livre. ❤
Vi estrelas brilhando da janela do meu quarto. Vi um corpo feminino suando apaixonado. De tudo que vi, foram os pequenos e gratuitos momentos, que mais marcaram a minha memória!
Que você, mesmo com todos os contras consiga ser apaixonada pelo seu trabalho. E se você não conseguir, tenha coragem de deixa-lo. Sem dó. Sem medo.
Multicor
cinza
azul
vermelho paixão
tons pastel
preto e branco
verde esperança
os dias não são iguais.
Vou seguindo a vida com as cores que o destino pinta...
A Matéria das Palavras
Na rua do teu peito
caminha a minha
enfurecida paixão
permitida e condenada
por uma mácula de sal
no exílio de uma lágrima
caída e despida por ti.
Nessa deriva em riste
como uma ilha crua
vertida no hino de pedra
que carrega no rosto
a velhice corrosiva
nos endereços da memória.
No caderno aberto do passado
à distância de um destino
no lado desfiado da carne
na rescisão do pacto com o tempo
desce a matéria das palavras
e na rua do meu peito
movem-se por sílabas
as artérias do teu nome.
FILHO DA PAIXÃO
Ei, vou sorrir, respirar, transpirar, degustar, saborear, emocionar me, sou nascido e vivido, cantarei canções para o meu coração falando de amor; amor como daquela mulher que abraça me beija me empolgada, não vou dizer a cor da pele dela nem pouco o seu nome porque o amor não tem definição, ele é o adulto da paixão.
Ame intensamente
Viagem na Paixão
Derrame lágrima, sinta o gosto dela, apresente seu sorriso com gargalhadas imensas, no silêncio ou em multidão. Tenha consciência no nascimento: somos alegria instantânea sem lembrarem.
Na morte tristeza eterna com as lembranças.
“Para mim, seguir escrevendo sobre o Reiki é importante, principalmente, pela paixão ardente que tenho por desmistificar tabus criados por alguns. Acredito que escrever seja minha principal missão.”
Sonhos construídos de ilusão. Mistérios e segredos. Paixão!
Canto da sereia hipnotizando amores feitos na areia. Lua cheia!
Algas marinhas enroladas na mãe d’água. Almas entrelaçadas!
Deusa do mar imergiu na tempestade de trovões. Tremor de emoções!
Gaivotas num vôo incerto e rasante. Corpo em conflito numa alma errante!
Por do sol no horizonte desaparece. Vidas que sobem. Mortes que descem!
Sou sugada pelas ondas gigantescas do oceano imenso. Mergulho intenso!
PAIXÃO INSANA...
Vejo emoções coloridas entrando pelas frestas
do meu corpo fechado que orbita num mundo
cinzento…
Penso em voce…
E aí?
- sensações insanas e libidinosas
despertam-me e estremeço nesse momento…
ZÉFIRO
Paixão de vento é como dormir e ter um sonho tão real e
palpável que você acredita ser a deusa Clóris que espalha a beleza das flores pelo mundo a qual deu cores perfumes, mas basta despertar e constatar que foi apenas um delírio o qual por alguns instantes sentiu o sopro de Zéfiro o deus do seu pensamento que não lhe dizia absolutamente nada, pois vento não sente e tampouco fala...
