Paisagem
"A vida é como uma paisagem vasta e diversificada, onde cada perspectiva oferece uma nova paisagem para explorar. Ao abraçarmos diferentes pontos de vista, expandimos nossos horizontes e enriquecemos nossa jornada com uma variedade de experiências e aprendizados."
Raphael Denizart
Terça-Feira, Madrugada
Noite enjaulada
A Cidade parece escondida
Paisagem parada
Não vejo sinal de vida
Trancaram todos os portões
Estou sozinho comigo
Chego a ter medo dessa paz
Que se abriga em todos os quintais
Todo Mundo foi dormir mais cedo
A cor da luz da noite
É daquelas que se vê raramente
E eu ouço aquele característico
Som que sempre emana do silêncio
Seu tímbre tem algo de místico
Abafando os ruídos da noite
Estalidos e crepitares
Imagino ouvir distantes
Quebrares de ondas que vêm de algum Mar
A Lua tem ar suspeito
Daqueles de quem sabe algum segredo
Mas não conta pra ninguém
De jeito algum
Há anjos em pé, por sobre as nuvens
Fachos de luz, quase que imperceptíveis
Cruzam os Céus em movimentos lentos
Modorrentos
Parece que a qualquer momento
Virão pairar pertinho da janela
E anunciar que é hora de partir
Pra algum lugar
Onde eu não quero ir
Desejo boa noite
Apago a vela
Vou dormir
O meu tédio é como se fosse uma paisagem sem cor, sem vida... Que se dá na variável do mais do mesmo;
Ou um choque anafilático sem as sensações derradeiras, nos intensos...
O meu tédio tem princípios cardíacos, nivelando um estado psíquico na entrega de um sentimento inventado!
Sinto a vontade de não ter vontades que me incluem na exclusão de um querer sem juízo.
Poeticamente falando, sou visto como um verso sereno, quanto um talento desperdiçado em qualquer canto;
Eu busco ser o meu próprio líder no qual, eu possa governar a mim mesmo, sem a liderança de ninguém!
Meu tédio, faz com que os meus pensamentos, se confundam com a razão de mim mesmo;
Porém a minha loucura tem tamanha coragem de entregar as únicas armas que eu possa lutar contra.
Talentos de peneirar todas as palavras pensadas e escrever o melhor delas;
Para poder olhar a paisagem
Acima das nuvens
E imaginar como agem os anjos
Descobrir como é feita
A chuva
Contemplar as imagens perfeitas
das coisas que acontecem
de maneira natural
Desvendar
Se existe ou não
Receita
Pra criar as coisas que aparecem
como se ninguém mandasse
Assim como nascem as paixões
Ilusões e amizades
Que põe nos nossos corações
Saudades tão doídas
Quando, de repente
O dia nasce
E renascem recordações
Das ruas
onde nunca mais passei
Sonhos nos quais acreditei
Histórias que parecem
Sempre
Ter chegado ao fim
e mesmo assim
Sobrevivem nas paisagens
Aonde
Há desenhos singulares
Criados em momentos
de ímpar inspiração
Que a gente somente percebe
Quando finalmente
Elas simplesmente desistem
de chamar a nossa atenção.
Olhando pela janela
Contemplo a paisagem parada
da viagem que prossegue
A gente não consegue parar o tempo
Não adianta querer e nem tentar
Escolher o próprio destino
O caminho já estava traçado
Pode parecer que não
E alguém dizer que havia escolha
As folhas não escolhem
A direção dos ventos
Seguindo meu coração
Pois não sou folha
Acabei por seguir a direção
Que alguém traçou
Levou-me pelas mãos
Talvez estejamos todos perdidos
ou os trilhos traçados
estejam seguindo, enfim
pelos caminhos
Que o tempo vai traçando assim
Enquanto passa por mim
Pode ser que eu
traga aqui, nesse coração despedaçado
desde o início
O caminho por onde passa o tempo
mais nada
E é por isso que olho pela janela
e vejo a paisagem parada
A terra vai secando
ao calor da tarde clara
de vez em quando chove
nada se move na paisagem
Nem mesmo a imagem de um anjo
Que mesmo assim, não mostra a cara
De repente um bando de pássaros
aparece em busca de água
e a bebe aos cântaros
A tarde se torna um Pântano
Infestado de ìcaros
Maltratado por tardes passadas
Que somente silencia
No calor da madrugada
Nesse espaço de tempo
Eu percebo que perdi tudo
Não há mais nada a fazer
e eu, portanto, nada faço
Os pássaros carregam
Um curto espaço do dia
Quando vão
e eu não sei pra onde vão
se esconderam no desvão que havia
entre o Céu e o chão.
Janela
Paisagem distante
Tem coisas que não dá
Pra enxergar ou definir
Espaço e tempo
Prenúncio de tempestade
Um buraco no Céu
O Sol ainda arde
Mas agora é tarde
Difícil
Segundo a segundo
O dia escurece
Não se pode dizer
Quando a chuva cai
Mas é fácil dizer que ela vem
Janela aberta
Paisagem distante
Nada ou ninguém
Calado
Penso no passado
Tem dias que tudo passou
Eu murmuro uma oração
Ela há de ecoar pra sempre
A janela se fecha
Deserto por dentro e por fora
Agora só me resta uma certeza
Fechou-se a janela certa
A tarde parecia tão morna
Noite morta
Esquecida eternamente
Essa sensação parece boa
Somente a oração
Que no silêncio ecoa.
Edson Ricardo Paiva.
Vou fazer uma viagem, conhecer linda paisagem, você vai comigo ou fica? vou te dar uma dica: meu coração tem mensagem que a palavra não explica.
Na verdade a gente se apaixona pela paisagem que a colina nos proporciona, mas no fundo no fundo para amar, a gente ama cada pedrinha dos defeitos e qualidades que a montanha pode nos proporcionar
Vai no meu olhar
olhar a minha alma...
e a paisagem tão serena é uma miragem
que a ansiedade banha no açude;
fiz o que pude e o que não pude,
mas o amor segue nessa estrada infinita
a se perder nos montes,
é uma vadiagem que o coração permeia,
o meu amor é tão vadio,
é tão vazio de vazios,
numa alma tão pequena a abrigar o mundo,
e apenas num segundo
o meu amor cabe no que não vejo,
mas me intui este desejo de te amar
Céu azul infinito e profundo Salar de Uni faz seu espelho real
Olha o cabisbaixo
Paisagem que o impressiona
Olhos sobre à tela
Quadro impecável
Vem cá ver crianças...
Não se pode modificar ou alterar o visual, a paisagem de um pôr do sol, mas nem é necessário, pois a natureza é sábia.
Não se pode alterar ou modificar a paisagem, o visual do firmamento, um ceu estrelado, mas nem é necessário pois a natureza é sabia.
A aurora boreal, o arco-íris, o nascer e o pôr do sol, não se pode alterar, modificar a paisagem, o visual do horizonte, porém não é necessário pois a natureza é sábia.
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