Outono
SONETO DE OUTONO 3
Quanto aperto em meu peito
Quanta agonia em versos presos,
Quanta lacuna entre meus desejos
Quantos sonhos fulgurados perfeitos.
Outrora saudade envelhecida
Em gotas de versos rabiscados,
Hoje tormento de outono malgrado
Entre doces primaveras entristecidas.
Lembranças de incensos amargos
Exalam sobre os versos
D’um soneto de perdição,
D’uma alma triste e abatida
Como pétalas doces feridas,
D’um amor que arde no coração.
Lá ao fundo, estava a casa com a porta da entrada coberta de folhas...caidas, deixadas, pelo outono....
..
Estações do ano.
Primavera de flores...
Verão de amores...
Outono de sonhos...
Inverno ciumento...
Deixe a primavera florir...
Deixe o verão amar...
Deixe o outono passar...
Deixe o inverno ser...
Quero amar nas manhãs de outono...
nas noites mais frias de inverno...
colher as flores primaveris...
molhar-me nas noites quentes do verão!
Que Outono nos traga bons
ventos, paz e harmonia para
nossos corações e leveza
para nossa alma.
Que troquemos as folhas
mas que sejam mantidas
as raizes e os valores.
E que seja renovada a
esperança e a convicção
que é sempre tempo de
Recomeçar!
A árvore abriu-te os braços e eu despi-te
o verde como se eu fosse a mão do outono
e dei-te o suco branco da inquietude
e amor como palavra fome.
Deixa que o verbo rebente
como tu dentro do eu língua de terra gramática de onda
nascemos da espuma de uma frase
Pedro Sena-Lino
Boas idéias flutuam como folhas no outono...
Quando as folhas são arrancadas das árvores pelos fortes ventos, morrem antes de completar o espetáculo.
Assim completamos nosso ciclo de vida, crescendo e envelhecendo com sabedoria, os fundamentos que importam é a legitimidade do que somos, que criamos e fazemos sem censuras, mas em determinado momento bruscamente tudo pode ser interrompido.
ODE AO OUTONO
Como quem quisesse cantar um segredo
Pulastes e Voastes em sossego
Do alto de um galho
Saudades de Brumário
O vento que nina as árvores
E que carrega rios
É o mesmo que varre o chao.
Colore de amarelo a estrada da solidao
O Lírio que decora velório,
Tu é o mais fiel expectador
da expectativa da dor
da vida do que foi e
dos que tentarao
em vao ser saos.
O que tu és se nao um torpor de verao?
O que tu és ingrata agonia?
Se nao a curva que a estrada rasga o chao?
És a sintonia da ironia
A insonia devida
de vida
da Vida.
Era um entardecer de céu avermelhado, findos de outono, mas com brisas de inverno. O cheiro das folhas caindo se misturavam ao cheiro de jasmim no quintal, fechei meus olhos e por um instante senti o seu cheiro, cheiro de saudade. Mesmo sozinho com talvez, uma ou duas estrelas pontilhando levemente o horizonte, estendi meus olhos por sob a grama. Gramado verde, assim como seus olhos ficavam quando ficava ao sol, uma linda lembrança. E, assim, as folhas escorriam pelo chão e se dissolviam do meu olhar, da mesma forma que as lembranças do meu coração.
" O vento que vem tecendo o tempo de quem anda só, o mesmo vento que traz a paz do outono, o sossego em silêncio. Esse vento que assobia nos meus sonhos o caminho dessa longa espera, da vida breve primavera."
Ricardo Cabús
Outono Vacilante
(Cacos Inconexos)
O Sol continua lutando contra um outono vacilante
Dois dias de Sol
Seguidos
Dizem que amanhã também será
(Será que amanhã também serei?)
O Sol que ilumina as ruas faz curva ao passar por mim
Hoje as flores exalam aroma,o verão se transformou em outono,as borboletas sobre minha cabeça,vejo o jardim verde não como antes,e cada sorriso da criança é o que mais desejo,a alegria em trovejo,....nao é nao um sonho,é o meu aniversárioooooo
Deixe-me viver o Outono, deixe que minhas folhas amarelem, deixe que elas caiam, preciso poupar energia para o inverno humano, que anda cada vez mais rigoroso, e o amor cada vez mais frio.
O amor é como a primavera e o outono, as flores só aparecem se as folhas secas tiverem caído primeiro.
FIOS DO LUAR
Pelos fios do luar
No sossego outono
Anda de efémeros sons
Os juncos de lama negra
Pelo plutão perdido no espaço
Charco de vales sombrios
Nos lençóis quentes da cama
Poesia de caído véu
Poeta purificado em urano
Essa lua brilhante da noite
De beijo dado no escuro
Abraço de espasmo cego
Num enxame de leitura efémera
Armadura de giz em Vénus
Pelos versos feitos de raiz
Alma de mercúrio vermelho
Na fogueira de velho centeio
Outono
Chegaste ao outono
Da vida.
Na primavera me mostraste
Os campos de
Teu perfume.
Abandonaste-me no inverno
E meu coração
Congelou.
Restou o mapa de sua nação
De nossas intenções
Tatuado
Maculado em meus seios.
Hoje sou lagarta
Sem verão
À procura de seu coração
Para
Fazer
Transformação.
Chegaste ao outono da vida
Mostraste-me a primavera
Nos campos de teu perfume
Abandonaste no inverno de incertezas
Meu coração, este inverno.
Inferno congelado
Não acha o verão.
Chegaste ao outono da vida
Mostraste-me
Na primavera
Os campos de seu perfume
Um território que eu desconhecia.
Livro Pó de Anjo
Autora: Rosana Fleury
Em mais uma Primavera de nossa existência
Teu abraço reconfortante me aquece no frio do Outono.
Teu amor irradia o calor que emana do sol e traz em si a sutileza da poesia.
Protege-me e resigna-me das tempestades da impulsividade e
Eleva-me no Inverno que a vida por vezes nos apresenta.
