Os Velhos Carlos Drummond de Andrade
Declaração
Player 1 Mariana para Player 2 Ed Carlos
Sabe garoto, quem diria que estaríamos aqui agora, realizando nossos desejos, sonhando juntos, apoiando um ao outro. Fomos contra o universo e conseguimos ser maior que ele, nosso amor repleto de carinho e amizade conseguiu ser maior...
Temos um no outro um amigo, um amor, amante, companheiro, temos um paixão que pode modificar o dia um do outro, tu sabe bem disso...
Bom, mais uma vez te digo que lhe amo meu menino, muito, muito mesmo, estarei sempre aqui...
De sua chata
O NÃO NA VIDA
Carlos Alberto Pio
O não parece que não, mas é em vão
Pode ser do pai, da mãe ou do irmão
Você quer hoje, mas eu não, eu quero amanhã, você não
O filho apela para o pai, mas ele diz: “hoje não”
Amanhã o pai quer ser bom, estende a mão
Mas o filho diz: “hoje não”
A esposa quer passear, mas o marido dá o recado: “hoje não”
Amanhã ele quer pescar, mas a lua imprópria faz uma cópia: “hoje não”
Amanhã, vamos à praia? O dia nublado dá a resposta: “hoje não”
Liguei para o consultório, o médico está no ambulatório
A resposta à minha necessidade é pura realidade: não
Preciso chegar rápido ao meu destino, mas todos os carros no meu caminho estão insistindo
Será que vou conseguir? Talvez seja em vão
Mais uma vez pode ser não
Achei-te muito atraente, queres ficar comigo?
Fico na dúvida, está confusa
Acho que é o não que se usa
Gostaria muito de lhe fazer feliz, mas errei
Não sei o que fiz, o não pede bis
Estudei muito para a prova, a professora não veio
Que feio! De novo o NÃO interveio
Queria tanto te ver! Pode ser?
Ou estás muito ocupada?
Não fiques preocupada, a resposta já está estampada
O não, não desanima
Melhora a autoestima
Se quero conseguir, preciso insistir
Isto me move, não me comove
Preciso de incentivo
Porque o não eu já tenho
Atrás do sim é que eu venho
Carlos viu Maria,
Que viu Tereza
E correu para contar que o Carlos
Estava sozinho.
Sozinho estava Paulo
A espera de Tereza
Que por causa de Maria
Atrasou o encontro.
Amargura Carlos Gaida
Gurizada me ouçam!
queria ser patrão, não consegui nem ser peão
Norteiem suas vidas longe dos erros
timoneiem a canoa da vida pelo rio do conhecimento
enriqueçam seus espíritos
para não cair na armadilha que estou.
A janela é pequena e gradeada
A porta foi trancada pelos outros
por isso não posso te convidar para entrar
o mate é lavado pois a erva nova é rara
Meu futuro é incerto
as vezes penso que morri
é quando grito e vejo o nada em meu rosto
quando aqui cheguei era jovem
meus companheiros também,
hoje vejo no caco de espelho
do canto enegrecido pelo mofo
mechas de cabelos brancos
Quero que minha voz saia
campeando a liberdade que perdi
e ensinando atalhos para que outros
não cheguem aqui
o único amigo que me ouve, ao falar
só é escutado pela minha consciência
suas palavras calam fundo
o arrependimento é abismo
mas parece que os homens
tiraram as escadas das saídas
a velha chora e suas lágrimas
ferem meu peito como ferro em brasa
o velho não chora, mas seu silêncio
denuncia que sua alma não o acompanha mais
Um exemplo de governante é o imperador Carlos V que ao não conseguir realizar seu projeto político decidiu abdicar do trono do Sacro Império Romano-Germânico e se mudar para um mosteiro.
Eu te amo muito Ed Carlos, e dizem que não é certo ter seus sonhos em cima de uma pessoas, mas digo que os meus estão juntos a ti..
Fico mal pra caramba com nossas brigas eu tendo culpa ou vc, não importa.. Só quero que saiba que vc é importante demais pra mim..
Eu te amo, Elton Carlos..
Te amo! Por que vc é meu tudo, porque és o motivo do meu sorriso. Te amo todos os dias..todos as horas, todos os minutos Eu Te Amo de Janeiro a Janeiro.
Carlos
Sabe, Carlos, o amor é sacrilégio!
Também ouço, do meu quarto,
os desiludidos desferindo tiros,
e, olhe, há sangue por todos os lados.
Abutres, à espera de desgraça alheia,
sentam-se, ao redor, do desamor,
do caos que o amor alimentou.
O inferno turvo
( da tua poesia)
Reincidi
( na minha)
em dose única.
RETORNO
O seio da mãe que simboliza o mar.
Carlos Anísio Melhor: "Elegia a Hart Crane"
Nasceram-me gaivotas nos sentidos
E, todo iridescente, fui ao mar
Buscar a vida e o sonho milenar,
Que jazem sob as águas esquecidos.
A luz da madrugada singular
Banhava os areais adormecidos.
E os ventos eram cães enlouquecidos
Uivando nos rochedos ao luar.
Eu me elevei ao mais alto rochedo
E, sem medir efeitos e sem medo,
Gritei uma palavra ritual.
O mar abriu-se, então, de lado a lado.
E eu mergulhei no abismo sossegado.
Como quem volta ao seu país natal.
A última Helena de Manoel Carlos.
Essa história veio chutar a cara da gente. Vinte anos passa tão rápido que as vezes nem percebemos. Se pensarmos, vinte anos é pouco pra viver, porém muito pra esperar. O tempo não volta, mas usa retorno pra buscar quem ficou parado no ponto. A vida talvez cobre explicações, mas é o tempo que esfrega na cara a sua fraqueza de não ter encarado as horas de dores. Pra quem costuma enfiar situações no bolso e ignorá-las por medo, um dia as vestes estão frágeis pelo desgaste do tempo, e nos obriga a pegar e olhar, e finalmente, decidir o que fazer pra todo sempre.
DO PROGRAMA "PÃO COM MANTEIGA" (autoria:Zambujal, Carlos Cruz, José Fanha, etc)--1980
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De hora a hora Deus melhora. Ainda bem, porque um Deus doente não serve para nada.
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A carne é fraca, mas o molho é uma maravilha
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A segunda circular é a que se manda a quem não respondeu à primeira.
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Um lar só com uma assoalhada é um singular.Ao maior lar que conhecer, chame-lhe maxilar.
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O carteiro é um homem que trabalha por correspondência.
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Quem à tarde ama, noite lhe parece.
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--O ar está tão calmo!
--É assim em toda a parte: não há vagas
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Depois de muitas diligências, inventou-se o combóio
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Peta era antigamente. Hoje é mentira. Qualquer dia é verdade
Tributo à Roberto Carlos
Quem nunca numa noite olhou ao luar
Ouvindo Roberto Carlos, suas belas canções
Observando as estrelas, apaixonado pôs-se a sonhar
E foi envolvido por tão fortes emoções?
Quem nunca num momento de romantismo ou solidão
Quando a dor ou a alegria invadia o coração
Ao ouvir Emoções, Detalhes, Como é Grande Meu Amor por Você...
Mergulhou fundo nos sentimentos permitindo lágrimas correr?
Quem nunca num momento de intimidade com Deus
Nas canções com palavras de fé, de amor e devoção
Sentiu-se no coração a resposta que Deus Lhe deu?
Enfim, quem nunca chorou, encantou-se, emocionou, amou...
Ao ouvir Roberto Carlos com sua voz suave, amável...
E agradeceu Deus pelo presente que Ele nos proporcionou.
Em alusão a frase de Carlos Lacerda, em 2 de agosto de 1954.
"Somos um país de trabalhadores falhos, corruptos e fadados a vingança. Governado por ladrões éticos e canalhas, exímios pastores de ovelhas ou peões de gados."
Thiago Oliveira (1986a)
“Precisamos falar sobre o Carlos. E também sobre os irmãos do Carlos. E ainda, sobre o pai do Carlos e a madrasta do Carlos. Enfim, precisamos falar sobre toda a família do Carlos. “
“O rei Carlos Magno perseguiu os saxões, executando milhares de nobres que se opunham à cristianização forçada, e tornou-se líder dos cristãos europeus, sendo coroado pelo papa como imperador et augusto, antigo título dos césares. Depois da sua coroação, ele iniciou sangrentas cruzadas cristãs na Irlanda e no Leste Europeu, convertendo os povos a ferro e fogo, destruindo templos e locais de culto e matando os pagãos que resistiam ao batismo cristão.”
O Templo da Cruz:
As sombras dos homens estranhos.
Invadem o horizonte, rumo à baía de Asa.
Em cavalos pomposos cavalgam.
Com cruzes em seu pescoço e fala serpentina.
Sem respeito aos Deuses, não pouparam mentiras.
“Não há mais Deuses nem mitos.
Estes há muito os deixaram e agora jazem falecidos.”
Falaram os soldados da trapaça.
A esperança se findava com os meses.
Dos templos sobraram as lembranças mortas.
Para quem se recusou a abandonar os Deuses.
Ardidos foram os chicotes nas costas.
Espadas cobertas de sangue, covardia lastimável.
Infeliz o dia da coroação de Magno, o miserável.
Duas moedas para cada, foi o preço.
Para a construção de um novo templo ao Deus da cruz.
Em duzentos dias. No exato local do antigo foi erguido.
Uma imponente construção de madeira.
Anunciando os terrores de uma outra bandeira.
E todos diziam: Fique tranquilo meu amigo,
essa maravilha contentará o Deus da Cruz.
Certamente ele vai ficar muito satisfeito conosco.
Tire a neve do capuz, compartilhe o brilho que seduz.
Saúde o templo, o templo da cruz.
“E então fora do círculo formado pela multidão,
um velho homem mantinha-se em pé.
Ele olhava pelas águas,
enquanto tapava o sol com uma mão.
E os seus velhos olhos quase podiam enxergar
os navios-dragões a navegar.
E os seus velhos ouvidos quase podiam ouvir,
massas de homens
a bradar saudações a Odin.
E, todavia ele já soubesse, tornou sua face ao céu
E sussurrou palavras esquecidas lá do alto.
“Uma vez erguida a casa do Deus da cruz,
eles deixar-nos-ão em paz”.
Embora tenha ele ouvido de algum lugar nas florestas
um velho corvo de sabedoria a dizer:
"Povo de terra de Asa, tudo isso apenas começou!”
