Oração do Milho
MILHO...
Tem sabor de poesia
é fonte de vitamina
da ao homem a valentia
faz a mulher virar menina
o pão nosso de cada dia
o cuscuz é a magia
da culinária Nordestina.
O milhoo e a Galinha
Milho: Nascido de família tradicional, bem criado, educado, e repeitado.
Galinha: Família tradicional, educada, bem criada, respeita, porém tem reputação de que não presta.
Milho: Não faz mal a ninguém, quer apenas o bem perante todos e há todos.
Galinha: Só come, e se importa apenas com seus desejos particulares, e o resto é resto.
-Quero ser um milho.
Cada um colhe o que plantou, ou você acha que plantando feijão irá colher milho? E isso não é sobre plantação.
Das coisas belas que vi,
Nunca esqueço uma só:
U'a roça de milho verde,
E o bonito pôr do sol.
No terreiro uma galinha
Fazendo cocoricó.
Fé Ralada
Fé de verdade
não é mantra.
É ralador de milho
na madrugada,
mão girando
contra a lâmina cega,
enquanto o dia,
cru,
se desfaz em fios
fios
fios
no fundo da tigela.
É o que sobra
quando o milho acaba:
o punho dormente,
o metal gelado,
e a esperança,
branca e úmida,
pronta para o fogo.
Se uma espiga de milho for adubada de modo errado, ela pode dar um milhão de coisas ruins. se, porém, for adubada de modo certo pode se colher um milhão de coisas boas.
Pense em um investimento simples: um grão de milho dá centenas de espigas; assim deve ser seus recursos aplicados à longo prazo, seguidos e administrados durante o tempo do seu plantio.
"A lei da natureza é perfeita e justa, se plantamos milho, haveremos de colher milho, e isto resulta em satisfação, em felicidade. Contudo, se plantamos milho e esperamos colher feijão, seremos estúpidos, e isso resulta em decepção e infelicidade."
Ao pé da letra
Sob a mesa estava o radinho sem pernas
E sobre ele havia uma única espiga de milho
E ela à espreita sentadinha no braço do sofá,
Quando, o pé da mesa atingiu a bola do olho.
Que não satisfeito, arrancou os cabelos do milho que voou para o céu de sua boca.
A bichinha ficou com as maçãs do rosto rosadas
E foi parar no céu da boca do malvado.
Por fim, sua historinha permaneceu ao pé da página.
Ou é apenas uma língua de trapo?
Pobre bichinho.
NAIR
Minha mãe
Era como o papel de seda cobrindo a pipa,
Era o milho verde feito canjica
Canela em pó por cima da papa
Bife mal passado sobre arroz branco,
Figado acebolado cheirando
Café coado no pano,
As doces canções de moacir franco ...
Cabelo em desalinho,
Zêlo em forma de carinho
Cocada morena e branca
Em forma de coração
Como uma declaração
De amor a humanidade
Sua voz marcante e grave,
No ofício de nossa senhora,
Minha mãe carregaria se fosse preciso,
O mundo sobre os seus 44 quilos;
Abraçaria ao olhar, adotaria ao sorrir...
Minha mãe Nair
Mãe dos meus irmãos,
Mãe das suas irmãs...
Mãe da sua mãe!
