Olho
O olho que Odin sepulta no poço de Mímir só se torna visão quando o espírito reconduz, pela lógica, a dispersão do mundo ao círculo que a contém; antes disso, até as Nornas tecem no escuro um destino que ninguém sabe ler.
Arranca-toco, bate-boca, castra-língua, dedo-negro, espanta-alma, fura-olho, grito-das-trevas, e outros demônios alfabéticos até a letra z, de zumbi-zaragata, são
hóspedes do diabo.
O nacionalismo é uma forma sútil de violência: começa-se amando, com um olho fechado, a própria pátria, e termina-se desprezando, com ambos os olhos fechados, todas as outras.
Olho para o copo de vinho à minha frente e vejo o reflexo de uma saudade que teima em não passar. Dizem que o tempo cura tudo, que as memórias desaparecem, mas comigo aconteceu o contrário. Quanto mais os dias passam, mais nítido é o teu sorriso na minha memória e mais pesada é a tua ausência no meu peito.
Fiz tudo o que estava ao meu alcance para seguir em frente, para encontrar um novo norte, mas a verdade é que ainda preciso de ti. Preciso da tua voz, que ainda acalma o meu coração, e da tua presença que, por si só, fazia o mundo parecer um lugar mais certo. Sem ti, sinto o meu coração partir-se em mil pedaços, num processo lento que só para quando me perco em pensamentos sobre nós.
Tu tinhas o dom de me fazer sentir invencível, como se o mundo estivesse na palma da minha mão. Hoje, sinto-me pequeno, a tentar encontrar conforto onde ele não existe, apenas para conseguir esquecer, por uns instantes, que já não estás aqui.
Onde quer que estejas, sabe que o meu amor por ti permanece intacto, guardado naquele canto da alma que ninguém consegue tocar. Sinto a tua falta em cada brinde e em cada suspiro.
Eu fico aqui tentando encontrar o ponto exato onde a nossa estrada se dividiu. Olho para trás e vejo tudo o que construímos — cada olhar que dizia mais do que qualquer palavra, os planos que fazíamos para um futuro que parecia tão certo e ao alcance das mãos.
Eu me entreguei por inteiro, sem armaduras. Coloquei em você um tipo de amor que a gente só tem força para viver uma vez na vida; aquele que não guarda reservas e não conhece o medo. Eu realmente acreditei que o que tínhamos era inquebrável, que o nosso "nós" seria capaz de atravessar qualquer tempestade.
Mas a vida, com sua ironia silenciosa, mostrou que a vontade de um nem sempre é o destino do outro. Aceitar que não foi o suficiente é, sem dúvida, o exercício mais doloroso que já enfrentei. Quando você partiu, não foi apenas um relacionamento que terminou; sinto como se uma parte de quem eu era tivesse se perdido pelo caminho, e hoje eu caminho um pouco mais incompleto.
Fica esse vazio, esse silêncio no peito que grita o seu nome nas horas mais inesperadas. É uma saudade que não tem para onde ir, um amor que não encontrou mais o seu porto. Talvez eu nunca mais consiga olhar para alguém e sentir esse mesmo incêndio, essa mesma entrega. E tudo bem, porque entendi que esse amor... ele continua guardado em você, onde quer que você esteja.
Olho para onde estamos hoje — dois estranhos que um dia souberam tudo um do outro — e confesso que ainda não aprendi a caminhar sem o peso da sua falta.
Te deixar ir foi a decisão mais difícil que já tomei, e a mais dolorosa também. Queria que você soubesse que a minha partida nunca foi por falta de querer ficar. Às vezes, a vida nos coloca em encruzilhadas onde o amor, sozinho, parece não saber o caminho de volta, e a gente acaba se perdendo tentando se encontrar.
Sinto falta de quem eu era quando estava com você. Sinto falta das nossas conversas sem nexo, das brincadeiras que só nós entendíamos e até das brigas que, no fim, sempre mostravam o quanto a gente se importava. Tínhamos aquela coragem bonita de quem achava que nunca se perderia, mas o destino teve outros planos.
Hoje vivemos vidas separadas, sem notícias, sem o "bom dia" ou o "como foi seu dia?". É estranho como o mundo continua girando enquanto uma parte de mim ainda está estagnada naquele último adeus. Dói perceber que nos tornamos desconhecidos com um passado compartilhado.
Não sei se nossos caminhos vão se cruzar novamente, mas, se o acaso permitir, espero que a gente se encontre com o coração mais leve. Até lá, guardo as memórias como um refúgio. Você foi, e sempre será, a minha melhor companhia.
Acordei pensando no quanto o nosso amor tem poder. Olho para você e vejo mais do que eu jamais imaginei merecer. Quero passar o resto dos meus dias ao seu lado, reafirmando esse 'sim' e cuidando para que o nosso lar seja sempre o nosso refúgio. Obrigado por ser meu abrigo e por fazer a vida ser tão linda assim.
Sabe, toda vez que eu paro e olho bem no fundo desses seus olhos doces, eu sinto uma paz que não consigo explicar. Neles, eu vejo um tipo de amor que o dinheiro nenhum no mundo consegue comprar; é algo raro, precioso e só nosso. Basta um olhar seu para que eu me sinta levado para longe de qualquer problema, e a única coisa que eu realmente peço todos os dias é que você esteja aqui para ficar.
Eu quero que você saiba, com toda a certeza do meu coração, que tudo o que você quiser e tudo o que você precisar, você terá. Se estiver ao meu alcance, é seu. Absolutamente qualquer coisa.
Sempre que eu te abraço, tudo faz sentido. Cada detalhe seu me diz que eu sou o seu homem e que nasci para estar ao seu lado. Eu vivo a minha vida para você, porque ninguém mais no mundo consegue fazer as coisas que você faz ou me fazer sentir do jeito que você faz.
Sou tão grato por poder te entregar o meu amor e por saber que você sente o mesmo por mim. Você tem o meu mundo em suas mãos
Às vezes, eu olho para o seu rosto e percebo que o mundo tem sido um pouco duro demais. Eu vejo quando o brilho nos seus olhos diminui porque alguém foi injusto, ou porque as pressões da vida parecem ter nublado o seu "céu azul".
Quero que você saiba de uma coisa: eu estou aqui.
Se o mundo parece frio e cruel hoje, deixe-me ser o seu cobertor. Se as pessoas dizem coisas que machucam, deixe que a minha voz seja a única que ecoa na sua mente, lembrando o quanto você é incrível. Eu prometo estar aqui para enxugar cada lágrima amarga e afastar esses medos que insistem em roubar o seu sono.
Sabe, a vida tem esses ciclos estranhos — a chuva sempre vem, mas o sol nunca esquece de aparecer depois. E, enquanto a tempestade não passa, saiba que o nosso amor "brilha em vermelho e dourado". Perto do que sentimos um pelo outro, todo o resto é apenas detalhe, apenas ruído de fundo.
Quando eu me sinto perdido, é para você que eu me volto. Você dá sentido ao meu caos. Por isso, meu amor, não deixe o peso do mundo curvar os seus ombros. Segure a minha mão.
Por que se preocupar agora? Nós temos um ao outro, e isso é tudo o que realmente importa.
Olho para as estrelas e questiono: onde está o meu amor, que ainda não cruzou o meu caminho para iluminar o meu céu
Dizem que as melhores coisas da vida vêm de Deus, e quando olho para você, tenho a prova de que Ele caprichou no meu presente.
Um grande amor não se define pelo estado civil, mas pela eternidade do querer. Mesmo longe dos olhos, você nunca sai da minha mente. Onde o pensamento se encontra, a saudade vira presença.
Olho para nós e vejo que cada capítulo valeu a pena. Amar você é o meu destino, e o nosso sonho? Esse não tem fim.
Palavras não bastam para o que sinto; se estivéssemos olho no olho, nossos olhares se entenderiam e os nossos lábios selariam o que o coração nunca esqueceu.
Hoje o dia pertence a você, e o meu pensamento também.
Olho para o calendário e sinto o peso exato de tudo o que fomos. Quero, acima de tudo, celebrar a sua existência. Desejo que este novo ciclo traga sorrisos sinceros, paz no coração e conquistas maduras. Você merece a imensidão.
É preciso honestidade para admitir: existem caminhos que se separam, mas marcas que o tempo não desgasta. O mundo seguiu, os dias correram e sei que você constrói agora uma nova realidade, longe dos meus braços. Respeito profundamente a sua jornada e a sua escolha. Ver você avançar é um aprendizado diário sobre a natureza do afeto.
Contudo, mentiria se dissesse que o passado virou fumaça. Minha memória guarda, intacto, o som da sua risada e a calidez do seu abraço. Há amores que funcionam como solstícios na vida da gente: dividem a nossa história entre o antes e o depois de acontecerem. Você foi, e sempre será, a única mulher que marcou o meu coração. Nunca consegui, e no fundo jamais desejei, apagar os vestígios da sua passagem pela minha alma.
Não escrevo isto para prender seus passos ou pedir retornos. Escrevo por pura devoção à verdade do que sentimos. Torço por sua felicidade de forma genuína, mesmo sabendo que não sou o autor dela.
Feliz aniversário. Obrigado por ter sido o capítulo mais bonito da minha vida.
Olho para o que fomos ontem e percebo que o tempo só confirmou o que eu já sabia: nossa ligação não depende de barulho ou de grandes cenários. Ela acontece nos pequenos intervalos, naquele instante exato em que o mundo se transforma e meu pensamento busca o teu abrigo. Tu és a calmaria que reordena meus caos internos, a certeza bonita de que caminhar acompanhado faz a jornada ter outro sentido.Não existem fórmulas prontas para explicar essa sintonia. É apenas a vontade constante de partilhar a vida, dividir os sorrisos bobos e segurar tua mão quando o vento lá fora soprar mais forte. Meu peito encontrou no teu abraço um porto seguro, um lugar onde posso desarmar todas as minhas defesas e apenas ser. Obrigado por caminhar ao meu lado, por iluminar meus dias com essa tua luz única e por me fazer perceber que o afeto mais bonito é aquele que se cultiva na simplicidade do cotidiano.Quero agradecer por cada vez que teu olhar me leu sem que eu precisasse dizer uma única palavra. Obrigado pela paciência nos dias em que estive nervoso, pelo respeito ao meu tempo e por transformar momentos comuns em memórias inesquecíveis. Tua presença me reconecta com o que há de melhor em mim, e sou imensamente grato por escolheres dividir teus passos, teus planos e a tua doçura comigo. Ter você aqui torna qualquer recomeço mais leve e cheio de esperança.
OLHO DO FURACÃO
Como eu queria estar escrevendo sentimentos bons, mas a vida me trouxe aqui, para mais uma reflexão um tanto quanto avassaladora, com a qual talvez muita gente se identifique. Meu sentimento agora, eu diria que é deveras triste e solitário, mas dizem por aí que as melhores escritas vêm de dias cinzentos. Sendo assim, olho pela janela e me pergunto: por que as pessoas têm tanto medo? Por que insistem em se esconder atrás dele, a ponto de não estarem dispostas a viver?
Pois bem, todo ser humano desta Terra tem medo; todo mundo, sem exceção, sente, já sentiu ou vai sentir esse sentimento, e está tudo bem, é a coisa mais natural do mundo. Mas agora é que vem o problema: muita gente por aí perde a chance de sentir, fazer e experimentar por causa do pânico.
Tomemos como exemplo uma estação de trem e uma pessoa com um destino predeterminado. Se esse indivíduo não estiver na hora e no momento corretos, corre o risco de perder o trem. Chegando atrasado, pode ser que tenha a sorte de ele também estar fora do horário de partida, o que é uma rara exceção. No pior cenário, aquele que é o mais provável, infelizmente ele terá de esperar sentado no banco o próximo trem passar, porque nenhum maquinista espera ninguém infinitamente. Mas será que esse novo trem vai levá-lo ao mesmo destino? Provavelmente não, e talvez o primeiro nunca mais volte à sua estação.
Nesse compasso de espera, criam-se as desculpas para o atraso. E sim, de fato, algumas coisas está tudo bem perder, mas deixar ir tudo e qualquer coisa por se esconder atrás do medo de embarcar? O preço, no futuro, pode ser alto demais. Como eu disse anteriormente, todo mundo tem medos, mas há quem esteja disposto a enfrentá-los. Quem realmente quer, tenta, continua, persiste, dá um jeito. Por mais impossível que seja alcançar aquele vagão, por mais pedras que haja no caminho, por mais árdua que seja a caminhada, quem quer, vence! Mas aí vem a pergunta: o que eu faço com meus medos, inseguranças e traumas? Coloca no bolso e vai. Enfrenta, seja corajoso, não deixe passar a oportunidade da tua vida por causa de um sentimento desses.
Entretanto, a vida é difícil mesmo; é uma batalha diária, não é um conto de fadas para ninguém. O meu conselho para mim, para você, leitor, e para qualquer pessoa deste mundo é: viva, arrisque, permita-se sentir, mas não espere estar pronto para tudo, não espere o momento ou a fase certa da vida. Experimente tudo em meio ao caos da rotina, do mundo; enfim, vista o arquétipo do louco e vai para cima. Se não for no meio do olho do furacão, então nunca vai ser. Caso contrário, a vida cobrará o preço por meio do arrependimento, que pode não ter mais volta. Então, se prefere ficar seguro, fique; quem não sai da zona de conforto não muda a vida nem para melhor, nem para pior. Na minha visão, prefiro passar pelo medo da mudança, mesmo que isso pareça infinitamente difícil — porque é, eu sei que é —, do que ficar estagnada em um só lugar pelo resto da minha existência. O não dar certo vira experiência e história para contar; é disso que precisamos: bagagem. Que graça tem a vida sem enfrentar aquilo que tanto tememos? No final, o maior fracasso não é tentar e dar errado, e sim deixar o medo decidir por nós mesmos.
pródigo.
Eu não pareço com ele.
Pelo menos não quando me olho.
Algumas pessoas dizem que sim.
Dizem que existe alguma coisa no meu rosto, no meu jeito, em alguma expressão que faço sem perceber.
Eu escuto.
Talvez elas estejam certas.
Talvez exista alguma coisa.
Mas eu nunca soube enxergar.
Quando olho para mim, não vejo ele.
Vejo a mim.
E talvez seja justamente isso que me faça pensar tanto nele.
Porque, se existe alguma coisa que eu realmente herdei, não foram os olhos, nem a voz, nem o rosto.
Foram os vícios.
Os malditos vícios.
Talvez essa tenha sido a única herança que encontrou um jeito de chegar até mim.
E é estranho pensar nisso.
Porque eu não herdei as conversas que poderiam ter existido.
Não herdei conselhos.
Não herdei lembranças de infância ao lado dele.
Não herdei aquelas pequenas coisas que parecem tão banais até você perceber que passou a vida inteira sem elas.
Mas herdei isso.
E, as vezes, parece que meu próprio corpo conhece caminhos que eu nunca quis aprender.
Eu tento parar.
Consigo por um tempo.
Depois volto.
E quando volto, existe aquela sensação incômoda de que talvez eu esteja repetindo alguma coisa que começou muito antes de mim.
É aí que ele aparece.
Não na minha frente.
Dentro da minha cabeça.
No subconsciente.
Naquela parte de mim que funciona antes que eu consiga pensar.
Uma reação.
Um impulso.
Uma escolha.
E, por um segundo, eu paro e penso:
“Isso veio de mim?”
Ou veio dele?
Eu odeio não saber.
Talvez seja por isso que eu não consiga perdoá-lo.
Não é só pela ausência.
É pelo que a ausência deixou.
Porque é fácil imaginar que alguém que foi embora simplesmente desapareceu.
O problema é quando a pessoa vai embora e alguma coisa dela continua funcionando dentro de você.
Aí você não sabe mais se está tentando esquecer alguém ou tentando arrancar uma parte de si mesmo.
E eu não quero ser ele.
Nunca quis.
Não quero olhar para as minhas próprias mãos e encontrar as escolhas dele.
Não quero reconhecer nele aquilo que existe em mim.
Não quero que os meus erros tenham o nome dele escondido em algum lugar.
Mas talvez eu precise admitir uma coisa.
Talvez algumas pessoas estejam certas.
Talvez eu realmente carregue alguma coisa dele.
Só que não é isso que me define.
Porque eu também carrego tudo o que veio depois.
As pessoas que me ensinaram.
As que me machucaram.
As que eu amei.
As escolhas que fiz sozinho.
As vezes em que consegui ser diferente.
As vezes em que falhei.
Tudo isso também sou eu.
E talvez seja essa a parte que ele nunca vai conseguir tocar.
Ele pode ter deixado os vícios.
Pode ter deixado perguntas.
Pode ter deixado uma raiva que ainda não sei onde colocar.
Mas não pode decidir o que eu faço com tudo isso.
Talvez eu nunca consiga perdoá-lo.
Talvez um dia consiga.
Hoje eu não sei.
E talvez eu não precise saber.
Porque perdoar não pode significar fingir que nada aconteceu.
Nem transformar ausência em presença só porque seria mais bonito contar a história assim.
Ele não esteve.
Isso também faz parte da história.
E eu não preciso inventar outra para conseguir seguir.
Talvez um dia eu consiga me livrar de tudo aquilo que herdei sem escolher.
Talvez um dia eu olhe para algum vício e não reconheça nele nenhuma sombra.
Talvez eu consiga pensar nele sem sentir que alguma coisa dentro de mim se contrai.
Mas, enquanto esse dia não chega, eu continuo tentando.
Não para provar que sou diferente dele.
Mas porque quero descobrir quem eu seria se não precisasse passar tanto tempo tentando não ser.
Porque eu não sou ele.
Mesmo que exista alguma coisa dele em mim.
Mesmo que às vezes eu me reconheça em coisas que gostaria de não reconhecer.
Mesmo que o subconsciente ainda saiba o nome dele.
Ele pode fazer parte daquilo que explica de onde eu vim.
Mas não precisa fazer parte daquilo que eu vou me tornar.
E talvez seja isso que eu esteja tentando aprender:
eu não escolhi o que herdei.
Mas ainda posso escolher o que fica.
Sempre que me levanto da cama, dobro meus joelhos ,olho para o céu e agradeço ao pai todo poderoso . Obrigado !
