Olho

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DESEJOS SECRETOS
Olho-te com ternura e desejo
A ternura das crianças que não possuem maldades
O desejo da mulher que ao teu lado transforma-se em fêmea
Desejo por anos olhar tua face e observar as marcas do tempo tatuá-la
Desejo olhar teus cabelos negros pouco a pouco tornando-se brancos
Desejo tocar sua pele não mais tenra e ainda deseja-la
E no momento em que eu abandonar este corpo para a minha grande viagem
Desejo ir sorrindo
Feliz por ter encontrado ao teu lado a maior força existente na Terra
A força do Amor

Eu olho para o espelho e o que eu vejo é só uma imagem. Eu olho para as minhas pernas, mais uma imagem projetada. Os objetos são a projeção dos meus olhos.

Haverá dias em que precisaremos sentar e olhar olho a olho e dizer um ao outro coisas que, diante da plateia, não poderão ser ditas.

⁠Não olho mais
para o calendário

Esperando por você
espalho o meu perfume

Como Lila florescida
sou absoluta poesia.

Beijo com zelo o seu olho esquerdo,
a sua testa e o seu olho direito,
E você retribui com seus lábios,
convidativos a beijá-lo com tudo
do nadir ao ao zênite, da cabeça aos pés,
com um erotismo efusivo e profundo,
fazendo vibrar em todos os seus hemisférios,
para a partir deles estabelecer perenes
a paixão e todo o amor sem mistérios.

olho pro céu a procurar
nenhum brilho lá se vê
triste 'star sem você

"Parece que a gente vive num mundo onde a regra é um olho no peixe e outro no gato, porque ninguém mais confia nem na própria sombra."

"Família é um prato quente, fervente
e apimentado.
Por vezes se engole com lágrimas nos olhos."
☆Haredita Angel

Quem carrega o IDE não teme cara feia, nem olho torto — teme almas perdidas.

Olho para o mundo e tenho medo dele. Acho que no fundo tenho medo da felicidade ou ela de mim. Sempre que estou muito feliz fico desconfiada. Desconfio secretamente e vou-me afastando para que ela não acabe por si só. Prefiro eu correr dela, assim não corro o risco da felicidade me deixar.

Fico em silêncio por um longo tempo e procuro saber o valor dele. Há tantas coisas que eu queria escrever, mas, não posso. As palavras me deixam com medo, por isso fico calada. Há tantas coisas que nunca escrevi e que morrerão comigo. Este silêncio é a minha garantia. Dentro dele está o meu EU gritante.

Quero explodir para que as palavras se libertem. Seria uma loucura as palavras soltas por aí. Ninguém entenderia nada, porque elas se misturariam. Às vezes quero a verdade outras vezes o oposto dela me alimenta. O cotidiano me mata de tédio, por isso me reservo e escrevo.

A vida é tão passageira! É como um sopro. Sopramos e ela se vai. Não entendemos nada da vida e isso me deixa angustiada. Pensar que a vida é um sopro, logo vem à minha mente uma bolha de sabão solta no ar. Tocamos nela e ela explode.

Ficam no ar apenas pedacinhos que vão se desintegrando um a um. Assim imagino o sopro da vida. Uma película muito fina, quase invisível, transparente, brilhante com multicores como se fosse um arco-íris. Duram apenas alguns segundos e explodem.

São os segundos mais belos que nossos olhos já fotografaram e guardaram na gaveta do tempo. Assim é o sopro da vida. Simples, intenso e belo. Se deixarmos passar em branco ele se vai sem deixar nenhum vestígio.

O arrependimento é um espelho que desafia a ação futura. Olho-o, aprendo a não repetir a cena que me arrependeu. Não quero expiar para sempre, quero transformar decisão. Por isso deixo o arrependimento virar combustível, não prisão. E sigo com mapas novos, desenhados por cuidado e costume.

Olho as estrelas que tremem de amor e de esperança, e sei que a tua alma as espelha na escuridão.

Quando me olho no espelho, o reflexo traz um mapa antigo. Marcas de batalhas que ninguém viu, trilhas sem sinal. Ainda assim, há um brilho tímido como vela em igreja pequena. A esperança é um resto de luz que insiste em ser farol. Sento-me e soube que, ao menos, sei esperar.

Quando olho minhas cicatrizes, percebo que elas não são falhas, mas mapas de lugares onde um dia a minha esperança foi reduzida à poeira e ainda assim se recosturou.

Quem foi avião de papel
No olho do furacão,
Não tem medo de ventania que arranca folhas.

⁠Continuar a colher boas
sementes de Seringueira,
sementes de Olho-de-cabra
e para você me enfeitar inteira,
Nem mesmo o mau tempo
irá na vida me fazer desistir,
E não há absolutamente nada
que me faça esquecer de ti,
Não é mais segredo que te
pertenço e sempre pertenci.

Preto sombrio,
Sombra de pavio,
Escuro labor.

Noite de breu,
O dia escureceu,
O olho esmaeceu.

Ausência de cor,
Tom de calor,
Sem seu furor.

É preciso ser feliz!

Olho para o passado
e vejo tristeza, desprezo e tormento.
E, mais uma vez,
isso me faz sofrer.

É preciso esquecer o passado,
olhar para frente
e viver, simplesmente,
o meu presente.

Esse presente
que não sei ao certo
quanto tempo vai durar,
pois também, um dia, passado se tornará.

Não sei se sonhar é possível.
Não sei que futuro me espera.
Mas sei que, antes de tudo,
é preciso ser feliz!

O muro

Em cima do muro
me vejo pensativa...
Se devo mesmo descer
ou ficar aqui...

Olho para um lado
e para o outro...
E lá não vejo,
não me encontro...

Talvez no muro
eu pudesse viver,
erguer algo sólido
e nunca mais descer.

Não carrego dúvidas,
nem guardo rancor,
mas é aqui, no alto do muro,
que encontro meu valor.

É a minha forma
de me proteger:
não me ferir novamente
e ainda sobreviver.

No muro
vou me equilibrando...
Segurando-me na vida
para não cair.

E assim permaneço,
tentando descobrir,
enquanto o tempo passa,
uma maneira de ser feliz.

JANELA DO TEMPO
(A brevidade dos ciclos)

Olho para trás e tenho certeza de que tudo passa; nada é para sempre. O dia pode ter sol, chuva ou ser nublado; são apenas dias que nascem e morrem, em constante metamorfose — ora casulos, ora borboletas. Simplesmente observo, calada, na janela do tempo.

Lu Lena / 2026