Olho
Está tão difícil ver as pessoas de fato, lendo, ninguém lê, passam o olho no texto e não interpretam nada. A leitura é a dignidade que a vida nos deu de presente.
Uma justiça com um pé fora da verdade e um olho no bolso deixa de ser justiça; torna-se apenas um negócio vestido de lei.
Daniel Perato Furucuto, 2026
Na varanda do quintal
Igual a tantos ontens
Hoje escondo um olho à luz do Sol
E vejo um pouco mais aquém
E penso por um segundo
Que nunca olhei tão profundo
Enxergo em olhar marimbondo
Levando pra sob o telhado
A alguma coisa que Deus lhe deu
E concluo aqui comigo
Se esse voar fosse meu
Eu voava até o fim do mundo
Chegando o final do dia
Dizia pro meu amor
Por favor, se ainda não me esqueceu
Se eu fosse você, não esquecia.
Abelha a fazer mel na telha
Desde que sumiste
A chama da vela
Bailando tão triste
Madrugada que ainda clareia
Na areia das horas
Caminho de volta
Não há nada que eu faça
Ou que possa fazer
O monstro da Santa Agonia
É fumaça de vela a também ir embora
Aquilo a que tanto eu queria
Vou querer por mais outro dia.
Edson Ricardo Paiva.
Olho para ti hoje e vejo uma história que nenhum livro seria capaz de narrar com a devida justiça. Passamos pelo vale mais sombrio que o destino poderia ter colocado em nosso caminho, e é sobre essa jornada que preciso falar.
Lembro-me de cada detalhe daquele dia em que o mundo pareceu parar. O diagnóstico, as palavras técnicas, o medo que gelou a alma. Vi o teu brilho vacilar, vi o cansaço roubar-te o sorriso e a dor tentar convencer-te de que eras um fardo. Mas quero que saibas, agora e para sempre, que tu nunca foste um peso. Tu foste, e és, a minha âncora e o meu propósito.
Houve momentos em que o desespero sussurrou no teu ouvido para que me deixasses ir, alegando que eu merecia alguém 'inteira'. Mal sabias tu que, mesmo em pedaços, tu eras a única pessoa que me completava. Lutar ao teu lado, carregar-te quando as tuas pernas falhavam e transformar cada pequena vitória numa celebração foi a maior honra da minha vida. Aprendi que amar não é apenas desfrutar dos dias de sol, mas segurar a lanterna com firmeza quando a escuridão parece eterna.
Hoje, quando vejo a tua superação, a força que renasceu e a vida que insiste em florescer novamente, sinto um orgulho que não cabe no peito. As cicatrizes que a luta deixou não são marcas de derrota, mas sim as tuas medalhas de honra. Elas contam a história de uma mulher inquebrável e de um amor que se provou no fogo.
Vencemos. Não apenas a doença, mas o medo e a incerteza. Saímos deste abismo mais fortes, mais unidos e com a certeza de que nada neste mundo pode apagar o que construímos. Obrigado por me deixares lutar por ti, e obrigado por lutares por nós.
Com todo o meu amor, para além do tempo e de qualquer dor.
Título : Medo de Amar
Yeah, é o medo de novo...
Olho pro visor, seu nome brilha e eu hesito
O coração acelera, mas o medo é meu grito
Já estive nesse palco, já conheço o roteiro
Entrega total, pra depois ser o passageiro
De um trem descarrilado, sem freio, na contramão
Amor é investimento, mas cansei da inflação
De sentimentos vazios que drenam minha paz
Eu quero o seu "pra sempre", mas o "nunca" me atrai
Eu tenho medo de te amar e me perder de mim
De ver o nosso "olá" virar um triste fim
A mão que me acaricia é a mesma que pode soltar
Eu tô no raso, baby, com receio de mergulhar
E você chega com esse jeito, desarmando o meu forte
Dizendo que o destino é questão de escolha, não sorte
Mas o histórico é sujo, cicatrizes não mentem
Eu sou um campo minado onde poucos se sentem
Seguros pra pisar, seguros pra ficar
Eu construí um muro que você tenta escalar
Mas cada tijolo é um erro que eu jurei não repetir
Você traz a primavera, eu só quero me cobrir
Será que é real? Ou é só mais um tombo no meu degrau?
Eu sinto o fogo, mas temo a queimadura
Tua luz é linda, mas eu prefiro a minha sombra escura...
Eu tenho medo de te amar e me perder de mim
De ver o nosso "olá" virar um triste fim
A mão que me acaricia é a mesma que pode soltar
Eu tô no raso, baby, com receio de mergulhar
Talvez amanhã eu atenda...
Talvez amanhã o medo se renda.
LETRA:
(Intro)
Yeah, é o medo de novo...
(Verso 1)
Olho pro visor, seu nome brilha e eu hesito
O coração acelera, mas o medo é meu grito
Já estive nesse palco, já conheço o roteiro
Entrega total, pra depois ser o passageiro
De um trem descarrilado, sem freio, na contramão
Amor é investimento, mas cansei da inflação
De sentimentos vazios que drenam minha paz
Eu quero o seu "pra sempre", mas o "nunca"
Me atraí
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Quando olho para dentro de mim, não encontro motivos para me achar superior; encontro motivos para agradecer pela graça.
O arrependimento é um espelho que desafia a ação futura. Olho-o, aprendo a não repetir a cena que me arrependeu. Não quero expiar para sempre, quero transformar decisão. Por isso deixo o arrependimento virar combustível, não prisão. E sigo com mapas novos, desenhados por cuidado e costume.
Quando me olho no espelho, o reflexo traz um mapa antigo. Marcas de batalhas que ninguém viu, trilhas sem sinal. Ainda assim, há um brilho tímido como vela em igreja pequena. A esperança é um resto de luz que insiste em ser farol. Sento-me e soube que, ao menos, sei esperar.
Quando olho minhas cicatrizes, percebo que elas não são falhas, mas mapas de lugares onde um dia a minha esperança foi reduzida à poeira e ainda assim se recosturou.
Às vezes olho para trás e não sinto saudade de quem eu era. Sinto pena. Pena daquele homem que acreditava que a dor tinha um propósito, sem saber que algumas feridas simplesmente acontecem, permanecem e envelhecem conosco.
Eu te amo, como quando olho o mar com as ondas mais altas nos meus sonhos e aprendo a surfar.
Mesmo se for um tsunami, eu te amarei até meu último suspiro, meu amor 💘
O Sol, a Pedra e a Rosa
Eu olho uma flor
E vejo suas pétalas
Enxergo no broto
O talo da vida
O chão que eu piso
Pisou tantos outros
A flor que eu vejo
É rosa vermelha
O orvalho que de mansinho
Amacia a rosa
A rosa que pendurada
No caule é rosa vermelha
O sol que aquece a pedra
Incandeia a rosa
A mão que afaga a rosa
É bruta...
A bruta que é pedra
Sosleia a rosa
O vento sopra e carrega
O pó que cobre os pés
No caminho
O caminho que
Lápida a pedra
A pedra bruta deságua
No fundo do mesmo espinho
E a rosa resiste ao tempo
Vermelha de sangue e calma
Enquanto a mão que a machuca
Também lhe entrega a alma
Ysrael Soler
#israelsoler
#ysraelsoler
Hoje eu olho pra trás e vejo tudo que passei.
Só posso dar Glória a Deus por tudo que superei.
Se estou de pé agora, não foi por minha força, não.
Foi a Mão de Deus me guiando e segurando minha mão. Welerson Machado.
Olho para o espelho e não me reconheço. Tento falar, mas o medo me cala… porque, no fundo, não tenho medo de alguém responder. Tenho medo de descobrir que quem está do outro lado nunca fui eu.
