Ócio
Mesmo o ato mais inútil que fizermos, não será um total desperdício, quando contemplado. Há; no ócio, na improdutividade ou no fatorial descaso; uma importância construtiva de ser, pelo menos, humano!
A felicidade depende do lazer, uma vez que trabalhamos para poder ter momentos de ócio, e fazemos guerra para que possamos viver em paz.
Não fomos feitos para o ócio, que é descanso puro e simples – e necessita de trabalho cansativo que o justifique; nem feitos para o trabalho puro e simples, que é a contraparte do ócio, fardo e cansaço.
Fomos feitos para o trabalho prazeroso, poderoso para quebrar esse ciclo dicotômico e restaurar a fluição edênica.
Não é questão de fazer parte ou usar um rótulo. É uma questão de liberdade sem negócio. Ócio que liberta. Palavra descoberta, encoberta o que mantém alerta. Se flerta é porque deseja, se rejeita é porque anseia. Não é ceia nem encanto de sereia. É dourado como ouro ou o mel de abelha. A grama verde é manchada pelo sangue que a avermelha. Tenho ideias que agradam a plateia, mas escrevo justo as que ela odeia. Desconstrução de barreiras, fuga da caverna. Me vi em mais uma alma aprisionada por si mesma.
Pouco tempo, muito trabalho, pouco ócio, muita responsabilidade... Ainda assim, prefiro a correria ao marasmo. Minha alma é guerreira e não foge à luta.
A maioria dos homens não reflete sobre a vida, eles passam a maior parte do tempo ócio na frente da tela se entretendo
e quando acontece algum problema perdem o controle emocional causando autossabotagem.
Estrela do Ócio
Estaria, tal insígnia,
estrela do ócio,
que floresce, espalha e acalenta,
vagueando docemente
pelos jardins em poesia.
Um sentimento ardente,
de expressão ávida
e toque cálido,
onde reside o calor,
de velada ousadia.
Seus registros,
impressos com certa polidez
no papel carbono,
acalentam os dias,
apesar do sopro,
constante e contumaz,
de um sereno frio de outono.
A vitória não se colhe no jardim do ócio. A vitória se colhe no canteiro do esforço, do treino, da dedicação, da persistência...
Ainda prefiro o estresse ao tédio, o ativismo ao ócio, a frustração de não ter conseguido à de não ter sequer tentado.
Eu sou um livro de enigmas do qual exige muito do ócio das pessoas para tentarem me decifrar. Eu sou o perigo em noites de lua cheia e o anônimo que vaga por ruas desertas. Eu sou a contradição, sou a revolta escondida dentro de um coração partido. Porém, admito que já tive vida, já tive brilho, mais de que vale tudo isso se não para ser desperdiçado com pessoas inúteis? Eis um pequeno detalhe a meu respeito; eu não sei me explicar. Eu me privo de desejos que possam me arrancar um sorriso, eu me previno de decepções. Olhe bem para os meus olhos ao me julgar, pois você enxergará seu reflexo e verá a quem realmente está julgando.
Máscara partida...
Nas fendas do ócio te esculpi...
Nas brumas do tempo vendaste meus olhos.
Chorar por mim não enobrece a lágrima vertida sob teu manto;
não anula o instante perdido frente aos escombros.
Agora, o que faço...
O que faço eu, sem a tua proteção?
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