Óbvio
Um óbvio que deve ser dito sempre:
Ninguém tá nem aí pra você!
- Nossa vai me ver vencer, sim!
- Vence sozinho! Ninguém liga para a sua vitória. Vai lá e vence quietinho, na sua.
- Quem me viu cair, vai me ver levantar!
- Ninguém nem te viu cair. Todo mundo está cuidando dos seus “corres”, das suas vidas.
- Ah todo mundo está falando mal de mim.
- Quem é todo mundo? Que todo mundo é esse? Esse todo mundo não existe, está somente no seu imaginário e você não se dá conta. É você que está criando.
- Está todo mundo com inveja!
- Inveja de que? Preste atenção!
As pessoas estão para si próprias. O que fulano, ciclano ou beltrano está fazendo ninguém se importa por muito tempo. Às vezes mostra um breve interesse por causa de algumas regras sociais. Enfim, cada um está interessado em viver a própria vida da melhor forma.
Depois dos trinta é tudo muito óbvio e minimalista. Não queremos muito, além das nossas coisinhas, os lugares que nos sentimos seguros e os seres que nos tratam e querem bem em reciprocidade.
Se eu deixei de te amar? E óbvio que não,
Por que estou tão frio? Pra não doer mais,
O que tá doendo? O simples fato de você não perceber o quanto eu pedia pra você se amar e me amar, o tanto que eu tentei te amar mas você só matou esse sentimento com rajadas de vento levando meus sentimentos, agora tudo acabou e o que sobrou foi um menino sofrendo se perguntando como vim parar aqui dentro.
Olhando pra cima a luz da saida se distância.... Sera que eu deixei de amar ?
Se eu deixei de te amar? E óbvio que não,
Por que eu estou frio ? Pra não doer mais,
O que ta doendo? O simples fato de você não perceber o quanto eu pedia pra você se amar e me amar, o tanto que eu tentei manter esse sentimento vivo mas você sempre me deu rajadas de vento pra apagar essa sentimentos. Agora o que sobrou? Um simples menino perdido tentando entender onde ele errou...... Acho que infelizmente nada sobrou
“NÃO,
Acordar não é óbvio.
Respirar não é normal.
Andar não é trivial.
Dar bom dia não é uma mera formalidade.
Estar com a família não é um dado adquirido.
Encontrar poucos amigos não deve ser subestimado.
Enquanto você ignorar o que parece óbvio, nunca encontrará o verdadeiro sentido da vida.”
O óbvio não é a coisa mais difícil de enxergar ou perceber, mas sim conveniente de ignorar. Isso remete à resistência humana em questionar dogmas, seja por medo, comodismo ou interesse. Afinal, quem está disposto a enfrentar a verdade quando ela ameaça todo um sistema de crenças?
Aquilo era óbvio, agridoce e destinado a acontecer.
Aquilo era muitas coisas.
Mas aquilo, não era muito mais coisas.
Apenas um tolo,
para se encantar
diante de algo tão tentadoramente
destrutível
Há de se ter, um pouco disso, e daquilo, mulher que passa. Além do obvio do dito.
Um pouco do não dito, dito e feito.
E um pouco de uma graça, na taça.
E também de um perfume, sim, mas não tanto que repila, nem tão pouco que nem instiga, mulher tem que ter, a média do equilíbrio, para levitar.
E tem aquele algo também, é como assim, dizer sem nem falar. É feito a suavidade de uma brisa, que chega. Silenciosa. Com uma escuta fina de vento. E um olhar de tempestade.
Nuance, um lance, uma mulher quando encontra a si, se vislumbra assim, devagarinho, sem pressa de fazer sentido, sendo uma coisa dela, livro escrito, com páginas em branco, espaços, janelas… e esconderijos indecifráveis.
Sim, estou solteiro. Indisponível para o óbvio, porque padrão nunca me atraiu. Meu coração não é território fácil. Se quiser entrar, tem que ser foda o suficiente pra ficar.
Eu que sempre defendo a filosofia de dizer o óbvio, agora estou no dilema entre meus desejos, receios e minhas convicções. Eu já revelei o que sinto em muitos sinais, gestos, sinônimos, recitei quase todas as palavras, falei cantando, mostrei cuidando, flertei brincando... Eu disse tudo, menos o óbvio. Agora eu entendo que o óbvio por mais simples e correto que seja, ele dá medo. Ele assusta porque é uma variante... ou ele cria um ponte ou ele levanta uma muralha... Ou ele une, ou ele sempara. O óbvio tende a ter resultados distintos, seu delta nunca tende a zero e por isso dá medo, uma vez na equação o óbvio sempre resulta em transição. Nosso medo não é do óbvio em si, mas da mudança que ele pode provocar. Por isso, reformulo minha teoria: O óbvio deve ser dito sempre que sua mente estiver preparada para perda na mesma intensidade com que anseia pela conquista e independente do resultado, seja fiel aos seus princípios!
SEQUELAS
O óbvio estava claro, tão claro, que embaçou o seu olhar;
A percepção da realidade era turva e distorcida, fincada nos arranha-gatos espinhados na soberba;
O compromisso de uma primavera florida, voou na cacunda do vento;
As emoções coloridas subjugaram o cálice do juízo e da razão;
Um era um, não dois em um!...
Somente após a partida e o corte umbilical da cegueira, veio a percepção de quão grande era o amor que não dava e que sempre existiu. Ele era imperceptível no ego da fantasia.
Num passe de mágica e sob o poder da alquimia, pedras se converteram em ouro e diamantes. Era o instante da virada...
Perfumes hipnotizantes jorraram fluídos de alegria, exalando seu fulgurante cheiro de ervas raras;
O retrato na parede, que era opaco, sem luz e sem cor, brilha como o orvalho da manhã;
A cama antes rude, que era apenas espinhos, reluz como a alvorada da madrugada, em seu lençol de seda, expelindo contentamentos;
Suas noites de luar que eram apenas penumbras do passado, rabiscadas com as dores da insensatez, rejubilam candura, como o reflexo da lua cheia no pântano da existência da noite escura...
Na conversa com o tempo, desnuda a brisa da manhã, briga com o silêncio da noite, faz poesia em sua mente borbulhante,
mergulha nas águas turvas da intolerância, ultrapassa o limite do fundo d'alma, retornando límpido e puro do mais fundo do poço...
A chave do seu coração, perdida no firmamento das ilusões, foi reencontrada, aberta a caixa-preta do amor companheiro;
O médico da alma descobriu a cura, o remédio o seu efeito, a cura surgiu no horizonte da felicidade;
A comida que estava insossa e o café amargo, regozijam-se com o novo paladar;
O verde carpe a tristeza com as ferramentas do prazer;
A rosa que estava murcha, renasce, linda e faceira;
O vento levou a poeira embriagada de sentimentos tolos, trazendo, em seu bojo, a brisa de um novo tempo...
A neve derreteu as lágrimas de alegria, formando um vasto rio de amor, companheirismo e esperança...
Élcio José Martins
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