Coleção pessoal de Marc7Carl6Rod9
Enquanto a sociedade não amadurece, continua mostrando sinais de infantilização, muitas vezes influenciada por religiões que criaram tabus em torno da natureza humana e fizeram alguns parecerem melhores que outros. Talvez esteja na hora de criar uma terceira opção e não transformar isso em um problema para ninguém, afinal, as necessidades fisiológicas são iguais para qualquer ser humano. Pelo que se observa, poderia haver um espaço reservado no banheiro masculino, já que no feminino isso pode gerar maior constrangimento.
Todos nós, sem exceção, ainda estamos presos de várias formas em um mundo real que é feito de armadilhas, com gente falsa à espreita.
Seguir o materialismo parte da ideia de que só devemos aceitar como real aquilo que pode ser demonstrado, testado e analisado empiricamente. Se o que existe é aquilo que pode ser observado e comprovado, então a matéria se torna o ponto de referência para a realidade. O problema surge quando alguém tenta provar a existência do “nada”, do vácuo absoluto ou do vazio metafísico, algo que, por definição, não pode ser demonstrado como uma entidade real.
Diante disso, pode-se propor um acordo simples: eu mostro aquilo que tenho de forma empírica, analisada, testada e existente; e você mostra aquilo que possui no campo abstrato, psicodélico, surreal ou puramente conceitual. Assim, cada um apresenta suas evidências e seus fundamentos, e a conversa continua em um terreno mais honesto, onde o que pode ser demonstrado dialoga com o que é apenas pensado ou imaginado.
Gente burra existe. E isso é óbvio!
A verdade não precisa de aplausos nem de multidões para existir; ela só precisa resistir à prova da razão. E é justamente isso que diferencia o crente do pensador: um busca consolo em sua necessidade de pertencimento ignorando evid cias e os fatos, o outro busca a coerência baseando-se nos fatos e nas evidências.
Povo humilde, desprovido de lógica e razão, acaba tornando-se presa fácil para aqueles que os conhecem e compreendem os tipos que são. O perigo não está na humildade em si, mas na falta de acesso à reflexão crítica e ao questionamento. Quem entende as limitações cognitivas e sociais alheias pode manipular, explorar ou conduzir sem grandes resistências. A lógica e a razão não são privilégios de poucos, mas ferramentas que, quando negadas ou desperdiçadas, deixam qualquer grupo vulnerável.
O curioso é que, quanto mais o indivíduo se liberta das correntes mentais da fé cega, mais é considerado “louco” pelos que ainda vivem acorrentados. A ironia é quase poética: o lúcido é tratado como insano por enxergar o que os outros se recusam a ver.
A religião, ao longo do tempo, trocou o valor da sabedoria pela moeda da conveniência — nivelou o saber por baixo para manter o controle por cima. O que chamam de loucura, talvez seja apenas lucidez demais para um mundo que prefere sonhar acordado.
Reclama dos preços altos e de levar menos sacolas de compras para casa, mas não questiona os dez por cento que entrega ao pastor como dízimo, quando isso poderia ser usado apenas para alimentação.
A religião é um pé no saco para quem não tem crenças e precisa ouvir irracionalidades de quem acredita sem provas. Cada fé diz ser única e absoluta, chamando todas as outras de falsas — e, paradoxalmente, é nisso que todas concordam. Milhares de religiões, todas afirmando ter a razão, moldam mentalidades com ideias infantis e fantasiosas, sustentando bolhas de crenças irracionais.
Velho otário, enganado por ratos alados, que, ao derrubar as peças, cagaram no tabuleiro e, de peito estufado, ficaram arrulhando como se cantassem para alçar voo e, do alto, cagar novamente em nossas cabeças.
Esse raciocínio abre uma trilha curiosa: talvez o maior poder da religião nunca tenha sido a verdade, mas a narrativa. E narrativas, quando bem contadas, sobrevivem até às próprias contradições, pois mentiras ou narrativas mentirosas quando contadas ou ditas mil vezes acabam viram verdade.
Eu abraço sempre as pessoas de quem tenho apreço. Não sei se isso significa algo para elas, mas para mim faz uma grande diferença. Mostro que não sou inimigo nem alguém sinistro, mas deixo claro que isso não é sinal de fraqueza. Pelo contrário: é minha maior demonstração de força.
O gesto de abraçar carrega um poder silencioso. Ele comunica vulnerabilidade, mas ao mesmo tempo confiança e autenticidade. Abraçar não é submissão; é a expressão de alguém seguro o suficiente para mostrar humanidade e proximidade. A verdadeira força muitas vezes se revela na capacidade de se conectar sem medo, de humanizar relacionamentos e de transmitir segurança sem recorrer à intimidação. Nesse sentido, o abraço é um ato de coragem e autoridade emocional.
Não é mais aterrorizante o grito dos que são do mau, do que o silêncio daqueles que em maior número, nada fazem contra suas tirania.
Eu peguei e me converti nessa essência:
O respeito é a base, e o amor é a sua expansão. Amor sem respeito é só desejo, apego ou ilusão. O respeito é a liga — como o cimento que sustenta a construção. Sem ele, o “amor” desmorona em ciúmes, manipulação ou egoísmo.
A mentira só teria pernas curtas se não houvesse aqueles que a sustentam. São como próteses que alongam suas pernas e seus passos e como pulmões que lhe dão fôlego para continuar existindo.
Despertar não é ler qualquer coisa. É saber filtrar, questionar e não aceitar verdades prontas. Quem entrega sua lógica e razão à doutrinação não desperta — apenas sonha o sonho que inventaram para ele.
O universo existe sem precisar ter significado para ninguém. “Deus” é só um nome que damos à nossa necessidade de sentir que há um pai cuidando de tudo — uma ilusão confortadora alimentada por mitos, lendas e superstições.
Não discuta com idiotas, pois eles são tão bons nisso que acabarão vencendo por desistência. Parafraseando Mark Twain
Os idiotas são como pombos: primeiro, derrubam as peças, cagam nos tabuleiros e, como se estivessem cantando para subir, estufam o peito e arrulhando, então alçam voo para cagar novamente — só que desta vez nas nossas cabeças.
A fé cristã não nasceu de milagres, mas de decretos imperiais, sangue e submissão.
Do Sol Invictus ao Édito de Teodósio, das Cruzadas à Inquisição, foi o poder — e não a verdade — que moldou sua história.
Ignorância, hoje, já não é inocência: é escolha.
