Objetos
Muitas pessoas têm transferido seus afetos para objetos hiper-realistas, na tentativa de escapar da angústia que o outro impõe à subjetividade.
A gente pensa que conhece a cor BRANCA. Que ela está em vários lugares e objetos.E então a gente vê a NEVE...
bem de perto pela primeira vez...
ESSE BRILHO!
Quem disse que eles invejam sua casa?
Quem disse que eles invejam seus objetos?
Eles invejam a força com que você se levanta após as quedas.
Eles invejam esse sorriso que insiste em seu rosto.
Eles invejam esse brilho que reluz em ti.
O Natal de um poeta sonhador
Em minha oficina...
De posse de alguns objetos...
Peças e ferramentas de auta precisão...
Vou apertando de um lado...
Me virando de outro.
E tentando pintar a minha coroa...
Garajão de telhado sem goteiras...
Bancada de pura madeira...
Se um dia eu precisar de algo mais...
Vou tentar adotar outras maneiras....
Coloquei toda minha vida na lareira...
De alta temperatura....
Para me derreter e me refazer...
Na labareda...
Um jogo de cartas...
Renovando meus pensamentos...
Forjando e moldando as latarias amassadas...
O Cérebro do motor...
Com as bielas fragmentadas...
Alternador com defeito...
Me impossibilitando de gerar energia...
Caixa de marcha com os sincronizados estraçahados...
Não me deixando sair fora do lugar...
O painel de instrumentos...
Tudo apagado...
A data natalina...
Ela está chegando...
Aos encantos...
De um novo nascimento...
E eu como Poeta sonhador....
Sempre acreditando em dias melhores...
Ao chegar na data esperada...
Vou abrir as portas do garajão...
Vou me testar...
Vou sair acelerado...
Reformado e tudo revisado...
Será uma nova vida que seguirei...
Vou no órgão do governo...
Renovar meu IPVA....
Documentação renovada....
Emplacado com numeração diferente...
Será tudo direitinho....
Só deixarei o extintor de lado...
Caso eu venha pegar fogo...
Que seja então...
O fogo de uma nova vida...
No Natal de um Poeta...
Que se reformou...
Para viver...
Uma nova era....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
As crianças são os seres mais corajosos deste universo. Eles encontram amor até nos objetos, e se não fossem impedidos com toda certeza dominariam o medo.
💎sina💎
Chego em casa
Com garrafas mochilas
Não são meus esses objetos
Ligo o notebook
Tenho que saber mais
Stuart Glass
Ator e produtor
Brilha em série policial
Como detetive
Solteiro
Nada que envolva com
Droga, bebidas, atrizes
Quase nada da vida pessoal
Somente eventos
Premiações
Uma figura pública
Discreta
Uma nota sobre sua
Interrupções na série
Por motivo de saúde
Sei o que o médico falou
Estágio avançado
Transfusões de sangue
Quimioterapia
Febre, dores pelo corpo todo
Somente um milagre
Como uma pessoa que não
Esteve exposta a radiação
A agrotóxicos em níveis elevados
Contrai essa doença
Tem os fatores hereditários
O que eu faço
Deito
Penso no Stuart
Rico famoso sozinho e doente
Cadê seus pais?
O advogado disse
Que se criou em lares do governo
Sempre muito inteligente
Bonito e bom ator
Começou no teatro
Dirigindo pequenas peças
No subúrbio até ser
Notado por um grande
Diretor...aproveitou
A chance e tudo ia bem
Até ela chegar
Muito fraco no corpo
Na fé
Não suportou a dor
E quis antecipar sua partida
Mas não deu certo
E agora eu estou também na sua vida
Stuart Glass
Prazer meu nome é Susy
Nesse mundo tudo é usado
Pessoas e objetos
Pense bem quem vc quer por perto
Não posso dizer que todos são assim
Porém não confio nem em mim
Quero fazer diferente
E compreender como os mesmos erros não cometer
Com eles tento aprender
A escolher o melhor a fazer
Não sou perfeito nem nunca serei
Você também não é
Disso eu sei
Fora isso não sei nada
Porém continuo minha caminhada
Caminho para muito distante
Cada vez fica mais emocionante
Toda ferida cicatriza com o tempo
E viram marcas das lembranças que vivemos
Pois a sociedade pode ser destrutiva
Mas cada gesto de bondade muda uma vida
Como joias na vitrine
Imagine que você está diante de uma vitrine repleta de objetos bonitos. E admirado com a beleza desses objetos, decide levar um deles para casa. Ao chegar em casa, porém, você percebe que, mesmo tendo escolhido com bastante cuidado, o objeto que comprou não parece agora tão bonito quanto todos os outros que ficaram na vitrine. Por que isso aconteceu, se você foi tão cuidadoso? Aconteceu porque cada um dos objetos que estavam na vitrine não tinha, sozinho, todas as qualidades que todos eles tinham juntos. Cada objeto era uma pequena parte, bela, mas ainda carente da beleza maior que existia no todo. Assim, um discreto anel numa vitrine é uma joia exuberante tanto quanto um grande colar de pedras. E o colar, por sua vez, toma do anel a delicadeza que ele próprio não tem. Um pequeno livro de poemas pode ser tão imponente quanto um extenso romance, e este, ao lado do livreto, rouba-lhe um pouco de sua singela poesia. Juntos eles têm a beleza inteira daquilo que representam. Separados, têm apenas o que trazem em si. O mesmo acontece com as pessoas. Cada um de nós é um ser humano único, inteiro e, sim, insubstituível. Mas, ao mesmo tempo, uma pequena parte do que todos somos juntos: a humanidade. E aí está a beleza do ser humano: nas suas diferenças; na sua diversidade; na beleza única de cada um que constrói o todo; e, até mesmo, na insuportável sensação de incompletude que isso causa. Exatamente como as joias na vitrine. Eis que, finalmente, percebemos a existência do que não está em nós, e nos sentimos menos humanos. O mundo é repleto de vitrines, e parece, em cada uma delas, um lugar bonito e perfeito do qual não fazemos parte, onde existe tudo aquilo que não temos e que não somos. É preciso, então, olhar bem mais de perto, para enxergar cada indivíduo e encontrar, nas suas deficiências e imperfeições, a sua humanidade, e então, nos reconhecermos humanos. Somente ao nos reconhecermos humanos é que conferimos aos outros a humanidade que existe em nós, e recebemos, de cada um, a humanidade que nos falta.
Somos muitas vezes comparados com objetos.
Uns melhores ou piores,mais atraentes ou menos atraentes e etc.
Sair ungido objetos e locais, decretando, determinando e profetizando que Deus vai fazer tudo, não é oração da fé, mas superstições do sincretismo religioso.
Estranho é preservar artigos e objetos antigos, arquiteturas milenares, enquanto milhares de seres vivente sem lares sendo desvalorizando.
Usamos, desrespeitamos e manipulamos as pessoas, enquanto guardamos os objetos e passamos a respeitar relíquias e cuidar dos bens materiais para obter um maior valor.
ENLARGUECER OS PASSOS.
Pra evoluirmos, muitas vezes será necessário depor de certos objetos que impedem o enlarguecer dos passos.
Em tudo deixamos nossas marcas. No solo, nossas pegadas. Nos objetos, nossas impressões. No esforço, nosso suor. Na dedicação, nosso tempo. Nas lembranças, nossa história. No coração, a pessoa amada.
Se uma família só tem regras e regulamentos, então a família é uma pilha de objetos mortos. Mas se você adicionar uma relação de sangue, ela estará viva.
A lição da aranha é nunca ser gananciosa. Mostra que objetos de necessidade podem ser objetos de beleza e arte também. A aranha nos ensina que podemos ser facilmente arrebatados por nós mesmos.
É uma daquelas lições que toda criança deve aprender: não brinque com fogo, objetos pontiagudos ou artefatos antigos.
Há rostos que são esculturas vivas, basta olhar para determinados objetos e com atenção deciframos um rosto talhado em situações mais estranhas, curiosidades para um observador que à medida que envelhecemos os nossos círculos sociais ficam reduzidos e verifica-se que os rostos mudam com as agruras da vida, mas os olhos continuam sendo uma janela para o passado.
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