Objetos
Muito se preocupa em descreditar objetos enquanto arte dizendo-se que não são relacionados ao bem. Mas esquecem-se que arte é expressão e não necessariamente é positiva.
Obras de arte de qualidade e objetos históricos geralmente não passam pelas galerias de arte e loja de antiguidades. Afinal o que é raro, muito bom, de grande valor histórico e especial, não tem preço convidativo para que o comerciante possa adquirir e revender. Sendo assim, geralmente os acervos a venda são de obras de fáceis reposições, quase que comuns e adquiridas por preços e valores bem abaixo que os praticados pelo mercado. Outro detalhe importante a saber é que nem toda galeria de arte e loja de antiguidades, é gerenciado e avalizado por um tradicional marchand ou antiquário, pois a exigência e a legislação comercial nacional assim não obriga e não condiz. Sendo assim é imperativo buscar uma consultoria profissional tradicional especializada antes de qualquer incursão financeira com responsabilidade no mercado de arte no Brasil.
Estar de bem consigo mesma é como iluminar um quarto escuro, você sabe de cor todos os objetos que estão no cômodo, mas só depois da luz estar acesa que consegue admirar a beleza das formas e cores descobrindo que elas sempre estiveram ali entretanto, escondidas no escuro não podiam ser vistas.
Cultivamos um hábito pernicioso, ainda que inconscientemente. Costumamos nos apegar a objetos, pessoas e eventos. Damos a eles uma dimensão irreal, passando a viver em função – e por causa deles. Perdemos a capacidade de nos adaptar, de mudar e de crescer. Assim, morremos lentamente...
No Rio e em São Paulo costumam roubar objetos. Em Brasília é pior... roubam almas, futuros e esperanças.
"Raízes do inconsciente
Equiparadas ao porão da alma
Onde se encontram objetos empoeirados,
Esquecidos.
Esconderijo vivo em camuflagem
Guardando também momentos agradáveis.
O inconsciente são gavetas fechadas
Que se abrem na consciência".
Em um breve futuro-agora todos os objetos da criação humana voltarão ao pó.
Feito fósseis que servirão apenas de exemplo pra contar a história de um mundo que não existe mais, e só, esqueletos de aço por toda parte, estupendas obras de arte, antigas ilhas de luxo, hoje pilhas de lixo, completo descarte...
Mas mirem olhos qualquer horizonte, ainda assim veremos o mesmo Sol e a mesma Lua entre os escombros que vivemos.
Mal nenhum mais assola o mundo, só o ar pesado do passado, a memória impregnada em tudo como um fardo do pecado, marca da bestialidade humana e sua insana insensibilidade clara como o céu ao cair do véu, resplandecente a Verdade.
Muitos acabam esquecendo q as pessoas é pra serem amadas,e objetos é pra serem usados.E acabam invertendo as coisas.
“... Os estudantes podem ser comparados a quatro objetos caseiros: Uns são como a esponja: absorvem tudo. Outros são como funis: Recebem tudo por uma extremidade e perdem pela outra. Outros são como a peneira: guardam a farinha grossa e deixam a fina. Os últimos são como o filtro: deixam o vinho passar e retêm a espuma...!”
Suas buscas, incessantes.
Lugares, pessoas, trabalhos, objetos.
momentos, experiências, epifanias.
Perdido, sem êxito, cessou buscar.
Viveu o presente.
E presenteado foi seu futuro.
Algumas pessoas acreditam em amuletos da sorte, números da sorte, até mesmo objetos da sorte... Eu não prefiro acreditar que sou uma pessoa que atrai coisas boas e positivas!
"Acumulador é um transtorno onde a pessoa armazena objetos na tentativa de reaver o que a vida foi-lhe retirando no decorrer do tempo com acontecimentos traumáticos ou desagradáveis. Então, guarda tudo de qualquer jeito e sem nenhum cuidado numa forma desorganizada de punição a si próprio, como se a vida lhe tivesse passado como um furacão , destruindo tudo e arrancado-lhe o sentido de viver. Só conseguirá se reerguer e colocar tudo novamente em ordem, quando perceber que o furacão já passou".
Luiza Gosuen
O verdadeiro amor não se baseia em objetos ou especulações, mas em momentos compartilhados, em sensações, no olhar, no suspiro, no pensamento, no acelerar do coração, em lembrar ao acordar e não dormir sem escutar aquela voz...
Queria colocar numa caixa alguns sentimentos.
Como faço com as coisas que não servem mais.
Objetos que ocupam espaço, sem diferenciar.
São emoções que surgem para desequilibrar.
Juntaria a angústia, a saudade, a lembrança ruim.
O amor não correspondido, as decepções, em fim.
Tudo que me traz tristeza, choro e impede de voar.
Lacraria a caixa e despacharia para o infinito mar.
Apesar de doer, vê-los rondar, dar força para lidar.
Se aparecem, prendo-os num canto com a solidão.
Fortaleço outros sentimentos para sustentar.
É a vez do amor, da paz, da alegria dominar.
A produção exagerada de objetos, apoiando-se na exploração de pessoas que habitam nas margens do capitalismo, aliado a destruição dos recursos naturais, tem provocado um desequilíbrio exacerbado que leva-nos ao limite do suspiro humano.
