O Tempo e o Vento
Saudades do tempo, dos velhos momentos
Dos anos passados que foram com o vento
Sorrisos, lembranças, belos sentimentos
De transformações e de renascimentos
Arrisco versos
No vento,
Para escrever no tempo.
Rabisco versos
Desejando descrever teu sorriso
Em forma de poesia.
E agora, destino?
E agora, destino?
O tempo parou,
a estrada sumiu,
o vento calou,
o fogo apagou,
e agora, destino?
e agora, mistério?
Tu, que teces enredos,
que traças caminhos,
que moves os homens
como folhas ao léu,
e agora, destino?
Teus mapas rasgados,
teus passos incertos,
tua sina de ferro,
teu fardo de névoa,
já não há bússola,
já não há norte,
o mundo desaba,
o abismo desperta,
as sombras se alongam,
e agora, destino?
E agora, destino?
Teu sol não desponta,
tua estrela se apaga,
tua prece é silêncio,
teu sonho é ruína,
teu tempo é areia
que escorre depressa,
e tudo desfaz,
e tudo desanda,
e tudo desaba,
e agora, destino?
Com as mãos estendidas
buscas uma saída,
mas a porta se fecha,
o céu se retrai,
o mar já não canta,
o vento não dança,
o eco não volta,
o chão se dissolve,
e agora, destino?
Se te rebelasses,
se ousasses um grito,
se rasgasses o véu,
se rompesses as grades,
se o caos te engolisse,
se a noite cedesse,
se o tempo voltasse...
Mas o tempo é surdo,
o tempo é pedra,
e tu, destino,
marcharás sem rumo,
errante e só,
sem porta, sem guia,
sem sombra, sem luz,
sem nome, sem glória...
Destino, para onde?
O Eco da Eternidade
Sou o traço que o tempo não apaga,
o sussurro do vento em terras antigas,
sou a chama que dança na escuridão,
o sonho que resiste às madrugadas frias.
Minha alma é feita de auroras e tempestades,
caminha entre luz e sombras secretas,
desenha caminhos onde antes era o nada,
e faz do impossível apenas uma promessa.
Trago em mim o mistério das estrelas,
o peso do silêncio e a força do verbo,
um coração que pulsa na imensidão,
um espírito livre, imortal e eterno.
Ninguém consegue tocar o pensamento, segurar o vento ou o ar por muito tempo; ninguém vê o sinal do wi-fi; ninguém vê a cor dos anjos da guarda... São coisas que existem para além da visão.
Foi
Foi
Só um vento…
Só uma chuva
Só um verão
Só um tempo
Só um raio
Só uma flor
Só um momento
Só uma tempestade
Só um pássaro
Só um tormento
Foi
uma história
que ninguém viveu e que ninguém contou…
foi…
e passou.
Aprenda a andar leve pelo tempo
deixe o que é pesado ser levado pelo vento...
Aprenda a ser alegre mesmo em meio ao sofrimento...
deixe de lado a dor, a tristeza, o tormento
de verdade... não apenas com fingimento.
Aprenda com as pessoas 'cada uma das boas pequenas partes'
que fazem da sua vida uma obra de arte...
aprenda a ver o lado bom,
a escolher o tom...
aprenda a deixar o riso correr solto
aprenda a não deixar a amargura amargar seu coração.
Aprenda a dançar mesmo que sua vontade seja de não tirar o pé do chão.
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E o vento levou...
Cruel o vento.
Gélida corrente o tempo.
Um vento cruel
as paredes derrubou?
Não, foi muito mais cruel...
Foi você que por aqui passou.
Nos rastos... só traços,
Nos traços.... estilhaços
de um amor que no tempo congelou.
E o vento... O vento? E o vento levou.
Cruel o vento!
O Soma da Água:
Quero o barulho da água e o sopro do vento.
A imagem do tempo e o cheiro da terra.
O som do riso e a liberdade do poeta.
Quero amar, orar, cantar e dançar sem ser julgado.
No lugar que escolher para derramar ali minhas emoções em palavras.
Sem travas!
Posso?
Respiro e ando, então vou!
Decido e faço, então sou!
Suspiro meus sentimentos.
Disparo minhas gargalhadas.
Longe de tudo quem me julgará?
O som da água!
Todo dia
.
Se eu me desse a esse vento
Que te cercas a todo tempo
Teria eu o meu contento
Em florear teus pensamentos…
.
A vida sabe ser tão bela
Quando estou ao lado dela,
Onde fulgura a minh‘alma
Nos teus olhos de donzela…
.
Do teu amor eu me cobriria
Um dia e outro e todo dia,
Seria eu amado teu
Como te amo todo dia.
.
Edney Valentim Araújo
"...naquele momento... perdido no tempo... pude sentir no vento...leve brisa perfumando o ar...era teu cheiro...gostoso...me chamando...vêm...vêm me amar...beijar...sentir teu cheiro...na pele...vamos juntos...se entregar...amar."💞
" Eu sinto no vento...na brisa que traz...num tempo qualquer...um aroma diferente...perfume da vida...ou seria da morte...depende do cheiro...e de quem cheirar...e como ira absorver...delicada fragrância...das flores de uma noite...ou do amanhecer."⚘️💖
Canções ao vento do tempo
Escrevi canções com o coração sangrando,
num tempo em que ele era sol nos meus dias.
Agora leio versos que o tempo desfez,
e me pergunto por que a estrada virou bruma.
Ficaram as notas, os ecos, os refrões,
mas ele...
foi embora como poeira no horizonte.
Talvez nem saiba que vive em cada estrofe.
Choro sozinho, como a chuva na varanda,
mas lembro do riso, do jeito de amar o mundo.
Ele era lindo —
não só no rosto, mas na alma que dançava.
Essa canção é confissão e altar,
é onda do mar que quebrou em mim.
Homem feito de céu e sal,
de estrela-do-mar e alvorada.
Ele era arte sem moldura,
jazz tocado por deuses errantes,
riqueza rara colhida em jardins de sonho.
E eu?
Fiquei com a beleza que restou:
a lembrança, o verso,
e o dom de ter amado alguém assim.
Só o amor de verdade resiste a três erosões:
do tempo da separação
do vento que sopram as línguas boas ou más
da água dos sentimentos derramados
Sobre o outono,
Sou o vento que sopra no tempo, a vida
Que envolve o momento, e leva o polém
Que esfria e esquenta, levanta a poeira
Traz de volta o cheiro, balançam as florês
Me junto as folhas e viro forte redemoinho
Com a sua chegada apenas um ventinho
Com chuva então, folhas secas no chão...
E quando tudo pára, ficam as lindas cores
O sol desaparece, vem nuvens no céu
E nelas te vejo novamente em figuras
Formando linda paisagem, como sorriso
Nessa hora que me calo e deslumbro
A noite enobrece, as estrelas aparecem
O dia lentamente secam todo orvalho
Lá tem você de novo, como um presente
Soprando novamente, doando novo brilho
No silêncio demonstrando todo seu valor
Neste momento sou quem muda o tempo
Onde tudo acontece esperando alteração
Novos tempos, novas esperaças, transição
Seguir somente com o que realmente importa.
Por isso sou o outono, entre o inverno e verão
Refletir em você o que precisa ser conservado
Deixar as águas levar o que pode ser levado
Surgir o novo, quando chegar nova estação !!!
O Limiar
No limiar, onde o tempo hesita,
o vento não sopra e o silêncio grita,
há um abismo entre o que fui
e o que, talvez, nunca serei.
Ali, os dias se dobram em espelhos,
refletem rostos que nunca usei,
são máscaras deixadas pela alma
no altar daquilo que não ousei.
No limiar, a luz é frágil,
um fio tênue entre o claro e o escuro,
e os passos ecoam no vazio
como perguntas sem futuro.
O que há além? Um nome? Um rosto?
Um eco que devolve a vida ao posto?
Ou apenas o silêncio denso,
onde tudo cessa, até o intento?
No limiar, encontro-me nu,
despojado de sonhos, de medos, de véus.
Sou pó, sou tudo, sou nada,
um grão perdido entre céus.
E quando cruzo, se cruzo,
não levo certezas, mas sinto o pulsar:
um suspiro que rasga o infinito
e deixa o agora se perpetuar.
E foi assim, veio como um vento sutil e arrogante mas se passou e não houve tempo para deixar muitas lembranças. Sem promessas, sem planos, sem roteiros. Da mesma forma repentina como chegou, se foi. Permaneceu aqui apenas a certeza de que apesar de intensos, nem os melhores momentos duram pra sempre.
Já que os planos as vezes se desviam e se colidem com outros que não estavam em mente .
