O Tempo e o Vento
Saudades do tempo, dos velhos momentos
Dos anos passados que foram com o vento
Sorrisos, lembranças, belos sentimentos
De transformações e de renascimentos
Arrisco versos
No vento,
Para escrever no tempo.
Rabisco versos
Desejando descrever teu sorriso
Em forma de poesia.
Foi
Foi
Só um vento…
Só uma chuva
Só um verão
Só um tempo
Só um raio
Só uma flor
Só um momento
Só uma tempestade
Só um pássaro
Só um tormento
Foi
uma história
que ninguém viveu e que ninguém contou…
foi…
e passou.
Aprenda a andar leve pelo tempo
deixe o que é pesado ser levado pelo vento...
Aprenda a ser alegre mesmo em meio ao sofrimento...
deixe de lado a dor, a tristeza, o tormento
de verdade... não apenas com fingimento.
Aprenda com as pessoas 'cada uma das boas pequenas partes'
que fazem da sua vida uma obra de arte...
aprenda a ver o lado bom,
a escolher o tom...
aprenda a deixar o riso correr solto
aprenda a não deixar a amargura amargar seu coração.
Aprenda a dançar mesmo que sua vontade seja de não tirar o pé do chão.
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E o vento levou...
Cruel o vento.
Gélida corrente o tempo.
Um vento cruel
as paredes derrubou?
Não, foi muito mais cruel...
Foi você que por aqui passou.
Nos rastos... só traços,
Nos traços.... estilhaços
de um amor que no tempo congelou.
E o vento... O vento? E o vento levou.
Cruel o vento!
Todo dia
.
Se eu me desse a esse vento
Que te cercas a todo tempo
Teria eu o meu contento
Em florear teus pensamentos…
.
A vida sabe ser tão bela
Quando estou ao lado dela,
Onde fulgura a minh‘alma
Nos teus olhos de donzela…
.
Do teu amor eu me cobriria
Um dia e outro e todo dia,
Seria eu amado teu
Como te amo todo dia.
.
Edney Valentim Araújo
Canções ao vento do tempo
Escrevi canções com o coração sangrando,
num tempo em que ele era sol nos meus dias.
Agora leio versos que o tempo desfez,
e me pergunto por que a estrada virou bruma.
Ficaram as notas, os ecos, os refrões,
mas ele...
foi embora como poeira no horizonte.
Talvez nem saiba que vive em cada estrofe.
Choro sozinho, como a chuva na varanda,
mas lembro do riso, do jeito de amar o mundo.
Ele era lindo —
não só no rosto, mas na alma que dançava.
Essa canção é confissão e altar,
é onda do mar que quebrou em mim.
Homem feito de céu e sal,
de estrela-do-mar e alvorada.
Ele era arte sem moldura,
jazz tocado por deuses errantes,
riqueza rara colhida em jardins de sonho.
E eu?
Fiquei com a beleza que restou:
a lembrança, o verso,
e o dom de ter amado alguém assim.
Só o amor de verdade resiste a três erosões:
do tempo da separação
do vento que sopram as línguas boas ou más
da água dos sentimentos derramados
Sobre o outono,
Sou o vento que sopra no tempo, a vida
Que envolve o momento, e leva o polém
Que esfria e esquenta, levanta a poeira
Traz de volta o cheiro, balançam as florês
Me junto as folhas e viro forte redemoinho
Com a sua chegada apenas um ventinho
Com chuva então, folhas secas no chão...
E quando tudo pára, ficam as lindas cores
O sol desaparece, vem nuvens no céu
E nelas te vejo novamente em figuras
Formando linda paisagem, como sorriso
Nessa hora que me calo e deslumbro
A noite enobrece, as estrelas aparecem
O dia lentamente secam todo orvalho
Lá tem você de novo, como um presente
Soprando novamente, doando novo brilho
No silêncio demonstrando todo seu valor
Neste momento sou quem muda o tempo
Onde tudo acontece esperando alteração
Novos tempos, novas esperaças, transição
Seguir somente com o que realmente importa.
Por isso sou o outono, entre o inverno e verão
Refletir em você o que precisa ser conservado
Deixar as águas levar o que pode ser levado
Surgir o novo, quando chegar nova estação !!!
O Limiar
No limiar, onde o tempo hesita,
o vento não sopra e o silêncio grita,
há um abismo entre o que fui
e o que, talvez, nunca serei.
Ali, os dias se dobram em espelhos,
refletem rostos que nunca usei,
são máscaras deixadas pela alma
no altar daquilo que não ousei.
No limiar, a luz é frágil,
um fio tênue entre o claro e o escuro,
e os passos ecoam no vazio
como perguntas sem futuro.
O que há além? Um nome? Um rosto?
Um eco que devolve a vida ao posto?
Ou apenas o silêncio denso,
onde tudo cessa, até o intento?
No limiar, encontro-me nu,
despojado de sonhos, de medos, de véus.
Sou pó, sou tudo, sou nada,
um grão perdido entre céus.
E quando cruzo, se cruzo,
não levo certezas, mas sinto o pulsar:
um suspiro que rasga o infinito
e deixa o agora se perpetuar.
E foi assim, veio como um vento sutil e arrogante mas se passou e não houve tempo para deixar muitas lembranças. Sem promessas, sem planos, sem roteiros. Da mesma forma repentina como chegou, se foi. Permaneceu aqui apenas a certeza de que apesar de intensos, nem os melhores momentos duram pra sempre.
Já que os planos as vezes se desviam e se colidem com outros que não estavam em mente .
Serenata de Amor 2024
No tempo o som sopra o vento.
Um sussurro do espírito .
No balanço de um encanto desafogado
sem mácula nem mágoa da culpa do passado.
A espreita no cimo da montanha venço desafio
Confrontos do alheio
Não trago problemas para casa faço as pazes comigo .
Para não ter sofrimento
Nem viver no tormento
A felicidade duradoura
Vem de um sentimento
Está em anar.
Amo proclamo e cito a mais louvável canção de amor.
Amo-te sem limites
Quero abraçar -te
Amo-te e não te perder
Este sentimento tem poder.
É de muito afecto carinho, respeito e cumplicidade.
Tu és doce suave és luz para suprimir a tempestade.
Não tenho dúvida
Minha pulsação
Aumenta a pressão
Quando olho para ti Musa.
A cada seu feito
Clamo por sua presença junto do meu peito.
Partiste e não voltaste.
A cada instante choro.
Beijo distante o corpo
Que deixaste em minhas memórias.
Saio de mim em sonhos
Vagueia meu espírito
Em recantos celestes
Vou a pairar pelas fantasias de mundos ocultos
Já que no natural
Não te encontro
Transcende em mim
O sobrenatural
Mundos paralelos imparelos
Clamo por momentos
vivenciados
Em eternos tempos de espaços da vivências.
A cada palavra um sentimento
Inspiração do meu ser
Mil e um dizer
Corrente de um rio que me inspira
Apesar da ausencia.
És presença no meu viver.
És um ser que me enaltece
Permitindo que na saudade faça mudança
No meu decorrer
Florescem as flores no silêncio do tempo,
Trazendo beleza que o vento carrega.
Breve instante, perfume e encanto,
Vida que nasce e na brisa sossega.
O Soma da Água:
Quero o barulho da água e o sopro do vento.
A imagem do tempo e o cheiro da terra.
O som do riso e a liberdade do poeta.
Quero amar, orar, cantar e dançar sem ser julgado.
No lugar que escolher para derramar ali minhas emoções em palavras.
Sem travas!
Posso?
Respiro e ando, então vou!
Decido e faço, então sou!
Suspiro meus sentimentos.
Disparo minhas gargalhadas.
Longe de tudo quem me julgará?
O som da água!
Apelo!
Espero que você perdoe o tempo
Que vele a favor do vento!
Que você compreenda o destino
Que não haja por extinto!
Espero que você supere todas as mágoas
Que não chore lágrimas amargas!
Espero que você sempre cresça
Que sua fé se fortaleça
Que o bem sempre floresça!
Sua vida prevaleça
De saúde e riquezas!
Ei, esse celular vai te comer vivo, largue ele por aí, dê um tempo, durma direito, sinta o vento, visite a família, cante uma trilha, vá andar na rua, tome banho de chuva... VÁ VIVER.
Não recarregue seu celular com sua energia.
Prometemos eternidade com lábios feitos de vento.
Corpos que se desfazem no tempo sonham com o sempre,
como se a areia pudesse segurar o mar.
Mas é na brevidade que mora a liberdade.
Quando aceitamos a morte como vizinha,
a vida deixa de ser prisão e vira dança.
Ser é ser por instantes —
e isso não é pouco, é tudo.
Pois quem abraça o efêmero
conhece a eternidade que cabe num agora.
