O Silencio de uma Tela em Branco
Temos vivenciado uma luta diária e constante na busca pelo sucesso para auto realização. Nos cobramos, familiares cobram,o mercado de trabalho cobra(qualificação).
A sociedade cobra, aprova, reprova, feri. Feri muito por sinal.
"Nossa, quantos anos vc tem que não casou ainda ? "
"Tão novinho (a) e já casou ?"
"Essa idade sem nem uma graduação?"
"Você optou por um curso carente de oportunidade no mercado"
"Já começou a planejar ter filhos? "
"Ah, vc teve filhos muito cedo."
E assim, dando espaço a uma série de questionamentos e especulações a cerca da vida do outro, seguem.
Nesta busca insaciável pelo "SUCESSO", qual a real prioridade? Sentir-se auto realizado (a) ou sentir-se aceito(a) pela sociedade ?
Acelerar o processo e a ordem natural das coisas nunca foi e passa longe de ser o caminho.
Cada coisa vai acontecer, no momento e no tempo certo. Claro, você precisa fazer algo para que aconteça ( não cai do céu). Mas se angustiar, se cobrar, se julgar incapaz são situações que podem desencadear uma série de adoecimento, seja de ordem física, espiritual ou psicológica. E assim haverá uma desaceleração de suas atividades, esta será obrigatória.
Não existe pré-requisitos para a felicidade, você não recibeu um manual de como lidar com dadas situações e nem queira. VIVER, Esse é o segredo.
Infelizmente muitos vão vivendo atrás de uma máscara chamada "aparência", onde por trás dela às vezes se esconde um futuro promissor com medo de encarar o mundo e as dificuldades da vida.
Todos querem ter uma vida igual a de fulano, mas poucos querem calçar os sapatos de fulano para percorrerem todo o caminho que fulano percorreu para chegar até ali.
Por que fulano tem mais do que eu? Por que fulano sabe mais do que eu? Por que fulano se tornou mais do que eu? Por que fulano colheu mais do que eu?
Certamente, fulano fez mais do que eu, se esforçou mais do que eu, se dedicou mais do que eu e plantou mais do que eu. A vida da gente é uma experiência personalíssima, ou seja, de cada um, única e exclusivamente individual, não tem como eu querer chegar ao topo se eu não percorrer todo um caminho de desafios que fará eu dar valor e reconhecer que foi por merecimento e através dos meus próprios esforços que me levou até ali. As pessoas medíocres têm mania de culpar o destino e a falta de oportunidade para explicar o comodismo, e acabam esquecendo que os autores da nossa própria história somos nós mesmos.
Pode ser que eu siga uma linha de raciocínio minoritária, mas continuo com a certeza de que quem traça nosso destino somos nós, nós somos responsáveis por cada atitude, cada ato e cada decisão tomada. Basta sabermos e por em mente que cada ação tem uma reação, que tudo que fazemos terá o retorno de acordo com o que optamos. Objetivos alcançados é sinônimo de sucesso, que resulta da nossa força de vontade, perseverança, foco, fé e muita determinação.
As vezes a vida lhe fecha uma porta e sem sabermos uma nova nos é aberta. Não perca tempo procurando os motivos pelos quais a primeira porta se fechou. Apenas abra a segunda porta e entre sem medo, não exite. Ao saber que a vida lhe reservou algo melhor ficará respondido o motivo anterior.
A BOLHA BAILARINA
No vitral da minha janela
uma sedutora bolha de sabão
pairava viva e fascinante,
semelhante uma estrela,
revelava na fulgente aparição
seu brilho: um diamante.
Infiltrei meus olhos nela
como viajante da imaginação,
divisei na sutil paisagem
uma fulgurante donzela,
pérola alvadia com irradiação
de luzes: plena miragem.
Neste relumbre de auréola,
de belos matizes à percepção,
sua imagem jazia brilhante
tal qual uma leda aquarela;
era uma bailarina no coração
da bolha: a dançar galante.
Num rompante do desejo
eu almejei libertá-la do balão;
soprei-o, vivaz e risonho,
para romper seu lampejo
dourado e extraí-la da prisão,
mas foi tão-só: um sonho.
Eis que a bolha estourou
esvanecendo da minha visão
a radiosa figura que mirei;
somente o seu vulto ficou
a bailar em minha feliz ilusão
quando: do sonho acordei.
Compreendi então o real
sentido dessa fúlgida alegoria;
a bolha foi toda felicidade
perdida; a bailarina jovial
foi apenas uma breve fantasia,
e o sonho: uma saudade.
Do seu Livro "Cascata de Versos" - 2019
Estava eu e uns amigos, uns casados e alguns que ainda não tem uma vida de casado, só que os casados estavam aconselhando quem não era casado a não casar. Todos que eram casados alegaram mudanças na relação (fatos que vejo muitas mulheres reclamarem também). Uma acomodação que faz com que o motivo que levou a se apaixonar, fosse acabando o "encanto". Os casados falavam que os esforços, os carinhos, as satisfações, a dedicação, ligações, preocupações e etc... Gestos que no começo da relação eram diário, passou a não ser da mesma forma depois de um tempo.
E fiquei analisando o assunto, e passou um filme na minha, e depois de umas horas refletindo sobre o assunto, e me baseando em centenas de casais que conheço cheguei a uma conclusão.
Vida conjugal é uma escolha. Escolher amar é amar os defeitos, às diferenças, é saber decifrar quando o outro não está bem. É dialogar independente do assunto ou problemas ( sejam eles assuntos da relação ou fora). É o homem cozinhar quando a mulher chegar mais tarde do trabalho, é o homem cuidar do filho (a). É reconquistar o parceiro (a) todos os dias.
Fazer às mesmas aventuras que fizeram no início de tudo, beijar, dar risadas, ficar horas na ligação e dizer que ama da mesma forma sempre.
E no final de tudo, quando às adversidades chegar e tudo estiver indo mal, a balança pesará a favor do casal.
Reflitam.
Tempo ao Tempo.
Autopaciência.
A paciência é uma grande virtude... principalmente quando a usamos conosco.
Viver feliz é uma cláusula no contrato que temos com Deus que por descuido ou preguiça nós assinamos sem ler.
“Muitos sonhos para alimentar uma transformação na política brasileiros, mas os cemitérios são enormes para enterrar a esperança escassa.”
Giovane Silva Santos
Recluso
Rachaduras exaustivas
compadeço levando
uma singular vida
mesmo que as vezes o sentido
seja ausência
serei Essência
e não opressão.
O LEÃO E A BAILARINA
Sob luzes vermelhas e holofotes brilhantes
uma galharda bailarina riscava seus passos
no tablado envernizado do Circo Radiante.
Malabaristas, mágicos e diversos palhaços
exibiam seus números em pleno picadeiro,
todos eles, conectados ao show extasiante,
não se deram que um leão escapou do laço
enquanto o seu domador oscilava o roteiro,
ele, ao notar a jaula aberta avisou ofegante,
que a fera estava solta e fora do compasso.
Foi um espavento para todo lado, à revelia,
no palco apenas o leão e a audaz dançarina
permaneciam frente a frente, com valentia.
Ela, sem vacilar afagou de leve a sua crina
e começou a bailar perante sua majestade;
o rei das selvas, atônito, sua dança assistia,
bem hirto no tablado, exibia sua disciplina
de espectador domado e sem agressividade,
urrou para ela não parar a dança que exibia;
pois até um leão aprecia uma bela bailarina.
Do seu Livro "Sua Majestade, o Circo Lírico" - 2018
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