O que Nao Elabora se Repete Freud

Cerca de 612453 frases e pensamentos: O que Nao Elabora se Repete Freud

A infância não desaparece: transmuta-se em paisagem interior.

O afeto autêntico não calcula equivalências: reconhece no cuidado uma finalidade em si.

O amor maduro não promete vencer o tempo; oferece presença enquanto o tempo durar.

Amar alguém é aprender a escutar aquilo que a linguagem ainda não conseguiu dizer.

Esperar não é negar a noite, mas recusar-lhe o monopólio do horizonte.

Algumas madrugadas não anunciam simplesmente outro dia: inauguram outra interpretação da existência.

A esperança não arromba portas: permanece junto delas até que alguma fresta se converta em passagem.

O futuro não se conquista por exigência, mas pela lenta arquitetura das possibilidades.

A serenidade não consiste na ausência do caos, mas na conquista de um centro que o caos já não consegue deslocar.

A paz talvez seja a forma mais elevada de renúncia ao conflito que já não merece nossa alma.

O tempo passa depressa demais. Às vezes, é preciso parar e olhar ao redor para não perder aquilo que o tempo leva consigo.

O cristão é aquele que, tendo aprendido a amar as próprias correntes, já não as reconhece como grilhões, mas como promessa de liberdade.

Como deve o Estado constitucional tratar aquilo que a ciência não pode provar, a religião afirma pela fé e o Direito não pode transformar em verdade oficial?

A verdadeira liberdade não consiste em escolher entre verdades prontas, mas em conservar o direito de questioná-las.

A razão frequentemente chega depois da paixão, não para governá-la, mas para lhe redigir a sentença, conferir-lhe aparência de verdade e, quando necessário, convertê-la em norma.

O homem não é governado apenas pelas leis que o Estado escreve, mas pelas paixões que a consciência oculta; frequentemente, a razão apenas fornece ao desejo a linguagem sofisticada com que ele se absolve.

“Entre a liberdade da consciência e a força do poder ergue-se o Direito, não como simples arquitetura de normas, mas como fronteira moral além da qual nenhum ser humano deveria ser convertido em instrumento de outro.”

A razão não reina sobre o homem; muitas vezes apenas redige, em linguagem lógica, os decretos secretos de suas paixões.

A experiência não nos entrega a necessidade das coisas; oferece apenas a repetição de seus vestígios e nos deixa preencher o abismo com expectativas.

A natureza não assina contratos com nossas teorias; somos nós que, depois de observá-la, redigimos leis para tentar domesticar sua indiferença.