O que Nao Elabora se Repete Freud

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Não somos livres porque desconhecemos nossas determinações; somos livres quando conseguimos interrogá-las.

A razão que não conhece seus limites transforma hipótese em dogma e possibilidade em certeza.

Há fronteiras que não diminuem o pensamento; são precisamente elas que impedem que o pensamento se perca no próprio excesso.

O agnosticismo não é a religião da dúvida; é a disciplina intelectual de não transformar ignorância em certeza.

Não saber não é uma derrota da inteligência; às vezes é sua forma mais elevada de integridade.

A ciência não precisa matar o mistério; basta impedir que o mistério seja falsificado como conhecimento.

Entre afirmar que Deus existe e afirmar que Deus não existe existe um território silencioso onde a razão pode simplesmente admitir: ainda não sabemos.

A mente científica não é aquela que possui respostas para tudo, mas aquela que consegue abandonar uma resposta quando os fatos deixam de sustentá-la.

O desconhecido não é um vazio à espera de qualquer explicação; é uma fronteira diante da qual a inteligência deveria retirar o excesso de confiança.

A ciência cresce não apenas quando descobre o verdadeiro, mas quando aprende a reconhecer o falso.

O universo não se torna menos grandioso porque admitimos que talvez jamais compreendamos sua última arquitetura.

O agnóstico não fecha a porta para o transcendente; apenas se recusa a declarar conhecido aquilo que a razão ainda não conseguiu atravessar.

Há perguntas diante das quais a resposta mais rigorosa não é uma sentença, mas um silêncio cuidadosamente fundamentado.

A dor é estranhamente democrática: não escolhe entre culpa e acaso, homem ou animal. Chega, fica e cobra o seu preço.

Não confundas delicadeza com submissão, nem prudência com medo. Às vezes, ser dócil é apenas uma maneira elegante de não reagir.

A vida não pergunta quantas vezes nos feriram, mas o que fizemos com as marcas que ficaram.

Solidão não é apenas falta de companhia. Às vezes, é o raro momento em que conseguimos ouvir a nós mesmos.

Entre errar tentando e não fazer nada por medo de errar, prefiro o erro de quem teve coragem.

A poesia começa quando a linguagem deixa de tentar explicar tudo e nos devolve ao encanto de não entender completamente o mundo.

Existe uma solidão que não é falta, mas espaço. É nela que descobrimos se nossa própria companhia é abrigo ou condenação.