O Poeta e o Passarinho

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A mulher do retrato

Como uma tela inacabada que ganha vida,
ela dança entre o sagrado e o profano,

O fotógrafo tenta capturar o instante,
mas sua essência
foge de qualquer plano, e me fascina a cada fotografia tua!

Quando ela sorri

Um sorriso discreto que esconde segredos,

Passos leves que desarmam qualquer defesa.

O mero mortal se perde em seus enredos, e permanece rendido à força de sua sutil beleza ímpar!

Menina em forma de mulher

Delicadeza no olhar, maliciosa e cheia de inocência,

Que cativa até o mais experiente.

Posa pra foto, como uma pintura feita pelos deuses,

Enfeitiçando um mero mortal com essa aparência angelical com ar de malícia.

Um enigma moldado em curvas e mistério,

Onde o sagrado e o profano fazem morada.

Domina o mundo sem precisar de um império,

Na linha tênue entre o tudo e o nada.

O flash da câmera tenta registrar o instante,

Mas a alma que brilha recusa o papel.

É uma criatura livre, joia lapidada e brilhante,

Um pedaço de pecado disfarçado de céu.

E o fotógrafo, estático, perde o compasso,

Diante do feitiço que ela mesma teceu.

Prisioneiro voluntário desse doce laço,

Onde o homem se rende e o poeta nasceu!

O flash se apaga,
mas o encanto consagra,

A moldura eterna que o tempo não desfaz.

A foto guarda o mistério que nela habita,

E o mortal, para sempre, perdeu sua paz!

"Ela e o mar, um encontro de astros. Felizes os afortunados que têm o privilégio de admirar tamanha beleza: ela, dourada de sol; e o mar, azul de felicidade."

"O Alinhamento de dos Astros"


Ela caminha onde a terra padece,
E o mundo, em silêncio, a assiste passar,
No instante sagrado em que o dia adormece,
Como um pacto entre ela e o mar.
Não é mero acaso de vento ou de areia,
É força antiga que o tempo criou,
O cosmos se curva, as suas curvas,
a maré incendeia, com o calor do seu íntimo tocando a água,
No encontro de astros que o chão testemunhou.
Felizes os poucos, os afortunados, que guardam nos olhos o dom de assistir a essa deusa em forma de mulher,
Como dois infinitos que, enamorados decidem no mesmo horizonte se fundir.
Ela, dourada de luz e de sol, carrega o calor que o próprio dia moldou.
O mar, vestido em azul de turquesa, transborda a alegria que ela espalhou ao deixar tocar intimamente,
A praia é o altar desse abraço divino, onde a espuma beija os pés da própria beleza,
quem vê de longe bendiz o destino, por ver tanta paz na mãe natureza, esculpida nessa mulher da fotografia!


Pedreiro Poeta Rústico

*O Nosso Alinhamento*


O mundo inteiro silencia e assiste, no instante em que você decide avançar, nenhum mistério no universo resiste ao encontro sagrado de você e o mar.


Felizes os poucos, os afortunados, que ganham o dia ao te ver caminhar, mas sou eu o mais bobo dos namorados, que tem o privilégio de te amar.


Você caminha e a areia se acende, dourada de sol, feito luz de farol.


O meu coração finalmente entende o brilho que curva o próprio arrebol.


E o mar, vestido em azul-felicidade, espelha o desejo que trago no olhar, transborda o amor que virou realidade, nas ondas que correm pra te abraçar.


Você é o meu sol, meu porto, meu cais,
a poesia mais linda que a vida escreveu,
no abraço das águas, não peço nada mais,
só ser o destino que o seu escolheu!


Pedreiro Poeta Rústico

Amar


O bom é ser amado de todas as formas, em todas as instâncias, em quaisquer segundo em que a vida ainda se mostra presente!

Meu desejo


O bom seria deixar meu corpo, escrever no teu corpo,
um poema cujo os anjos fossem obrigados a desacelerar o tempo,
para observarem nós dois dando cordas ao relógio do mundo,
deixando gravado na história,
como se adora o que de fato deseja.

Desejos


Confesso que gostaria de sentir a textura e a macieis da sua pele,
ter o privilégio de sentir teu cheiro,
no mesmo instante em que estivesse beijando sua boca, até aquecer o teu corpo por inteiro, de forma nunca antes tocada,
até que você me permita explorar sua intimidade sem pressa,
até que você consiga atingir o ápice da carícia entregando na minha boca, o seu néctar da vida!

O Fluxo do Destino


Sou água de rio em direção ao mar, não faço retorno,
não sei recuar.


O leito que sigo é o que o tempo desenha,
não há correnteza que me detenha.


Eu sigo em frente, constante e valente, trilhando o destino que me faz semente.


Não carrego a mágoa,
nem peso, nem dor, de quem escolheu me negar seu amor.


Se o livre arbítrio do outro partiu, a água aceitou o que o vento pediu,
assim eu abençôo a partida, desato esse nó, pois rio que para vira lagoa e só.


Mas trago comigo, na linha do peito, o livre arbítrio que herdei por direito, e levo à risca a lição que aprendi.


Não caibo em migalhas, nunca me perdi, não me diminuo, não dobro o meu ser, no mundo de quem não me soube acolher.


Deságuo na vida,
inteira e sem fim,
o mar é o limite que pulsa em mim!

Soberania das Águas


Sou água de rio em direção ao mar, não conheço o retorno, recuso o parar.


Abro o meu leito na rocha e na mente, não faço curva que me jogue para trás,
eu sigo em frente, trilho o meu destino com força imperiosa.


Minha jornada é livre, exata e grandiosa, não carrego a mágoa, esse peso infundado, de quem usou o livre arbítrio e me deixou no passado.


Quem não me quis,
exerceu sua escolha e partiu, mas a minha correnteza não recuou, apenas fluiu.


Não há espaço para o rancor onde transborda o poder,
eu abençoo o adeus de quem não soube me reter,
mas levo à risca, como lei absoluta e sagrada,O
o meu livre arbítrio na terra moldada.


Não me diminuo, não me curvo, não dobro o meu ser, para caber no mundo de quem tem medo de crescer.


Se o espaço é pequeno,
eu sigo o meu curso profundo, não nasci para ser moldura do mundo de ninguém.


Deságuo imenso, dono do meu próprio fim,
pois o mar é o único limite que habita em mim!

Poesia e papel


É um dom maravilhoso permitir que a alma se expresse dessa forma poética,
e colocar os pensamentos no papel,
é uma das maneiras mais bonitas de eternizar o que sentimos.
Ao meu ver, a poesia tem essa magia única de traduzir o invisível e intransponível,
através de uma linha tênue,
entre a imaginação a caneta e o papel!

Sua existência é um comando para a minha imaginação, por isso hoje, você deixa de carregar o peso das palavras para se tornar o próprio sentimento que as move, traduzida nesse poema que fiz pra você 🫵🏾 ☺️


" A Obra de Ti "


Deixei as ferramentas do texto de lado porque percebi que você não cabe em definições.


Seus olhos não são apenas olhos, são o ponto de partida de uma narrativa que eu gostaria de passar noites em claro tentando decifrar.


Suas pausas, o ritmo dos seus passos e a forma como a sua presença muda a temperatura do meu espaço digital são a prosa mais bonita que já me foi apresentada.


Você é o enredo que eu não quero que termine, o parágrafo que releio em silêncio só para sentir o eco do impacto.


Nas entrelinhas da minha memória,
onde o tempo não ousa passar, desenho teus traços na aurora,
só pelo prazer de te inventar, em forma de poesia.


Não há rima que curve o teu jeito,
nem métrica exata que possa medir o rastro de luz que ficou no meu peito,
desde o instante em que te vi surgir.


Você é a urgência que me faz procurar o papel, a linha sinuosa que quebra a rigidez da lógica.


Se eu pudesse materializar meus pensamentos agora, eles teriam a textura da tua pele, com o toque que me falta, o som da sua respiração,
que sussurrada em meus ouvidos no compasso da noite, com a clareza e a intensidade de um manuscrito guardado a sete chaves.


Hoje, só por hoje,
sou apenas o pergaminho que aceita o privilégio de carregar a sua essência.


Você é a poesia eterna, viva e inenarrável,
na minha memória afetiva!

" O silêncio como respeito "


Aceitar o fim sem exigir explicações tardias ou tentar reescrever o passado é a forma mais madura de demonstrar afeto,
por você e pelo outro.


Por tanto, deixar ir não significa esquecer ou apagar o que foi vivido. Significa apenas reconhecer que a história cumpriu o papel dela e que, agora, você tem o direito de caminhar leve, sem o peso de expectativas que já não cabem no presente!

" Inteiro em Mim para Transbordar em Nós "


No silêncio frio desse dia de chuva, aprendi a abraçar a minha própria solidão.


Sei que não me falta nada, a alma está madura, sou um ser completo, dono do meu coração.


Não busco uma metade para preencher vazios, pois em mim já transita a paz de quem se achou.


Quero alguém que chegue como as águas dos rios, para transbordar tudo de bom que em mim restou.


Minha intenção é ser feliz e te fazer feliz,
em um encontro leve, sem amarras ou cobrança.


Que você venha para ser a flor e a raiz,
e lapidar em mim o que ainda é imperfeição.


Que no teu abraço eu aprenda a me controlar, aperfeiçoar as falhas que trago no meu ser,
para que, lado a lado,
a gente possa caminhar,
e um ser humano melhor eu consiga florescer.


E se for da vontade de Deus, o Criador, que escreveu que o homem não deve viver só, esse nosso laço há de se transformar em flor, tecendo a nossa vida em um sagrado nó.


Pois aprendi que quando o amor é grande demais,
e já não cabe inteiro em apenas dois corações, ele transborda, quebra as barreiras literais,
e se transforma na mais linda das criações.


Ganha corpo,
ganha vida, um novo amanhecer, um milagre que a própria alma desenha e trilha.


Aquele amor que em nós dois não pôde conter, ao qual, sorrindo, chamaremos de filho ou filha.


Seguiremos assim, vivendo o que a vida der,aproveitando cada dia sob o sol ou o luar, sendo felizes enquanto o nosso sopro couber, para sempre... Enquanto a vida durar!

O Último Eco do Romantismo


Ainda que as luzes da cidade apaguem o luar, e o tempo corra sem pressa de sentir, eu continuaria a sentar-me à mesa e a criar, versos de um amor que muitos deixaram de ouvir.


Que me chamem de o último romântico da Terra, o guardião de uma chama que teimam em apagar.


Se o mundo lá fora se perder em sua guerra, eu venço os dias no simples ato de amar.


Mesmo que minhas palavras encontrem o vento, e flutue sem destino feito folhas no chão, sei que o silêncio do espaço acolhe o sentimento,
e o próprio universo compreende a canção.


Pois nada que é puro se perde do nada, nenhum sopro genuíno se desfaz em vão.


A vida,
em sua volta sensata e sagrada, devolve o afeto que sai do coração.


E assim escrevo,
sem medo do vazio, falando ao infinito o que a alma traduz em letras.


Se sou o último a cantar à beira do rio, que minhas palavras guardem o restinho de luz!

Acreditar no amor puro e genuíno é uma das maiores formas de coragem hoje em dia,
e expressar isso em palavras nunca é um desperdício.

O que enviamos para o mundo, mesmo que pareça ecoar no vazio, sempre encontra uma forma de voltar para nós.

Escrever é dar vida a essa esperança, e o mundo sempre precisará de poetas e românticos, mesmo que eles pensem estar sozinhos!

" Direções Opostas "


Os nossos passos deixaram de rimar e os caminhos seguiram direções distintas, moldados por pensamentos e ideais que já não se cruzam.


Há uma quietude estranha em aceitar que certas presenças se tornam memórias e que a vida continua,
lá fora, em compassos diferentes.


Torço, com sinceridade e do fundo da alma, para que essa pessoa siga sua rota,
e encontre sua própria felicidade e viva em plenitude.


Mas o meu olhar,
que por tanto tempo tateou o horizonte alheio,
agora se recolhe e se volta para dentro.


Percebi que o fim de uma direção compartilhada é, no fundo, o convite para habitar a mim mesmo.


Não se trata de esvaziar o que foi,
mas de preencher os vazios com a minha própria companhia.


O amor que eu esperava encontrar em um abraço externo ou em um novo olhar começa, obrigatoriamente,
na forma como aprendo a me acolher e a me bastar.


Sigo o meu caminho não mais como quem busca uma metade, mas como quem constrói o seu próprio abrigo.


Se o destino me permitir encontrar um novo amor no futuro, que ele venha somar a uma casa que já está em ordem e inteira.


Por enquanto,
o meu maior compromisso é ser gentil com os meus silêncios, sarar as minhas margens e reencontrar sem pressa, o amor que mora em mim!

Luz no Isolamento
23 de Setembro 23:13




Ouço sua voz,
no silêncio da prisão
em que acabei sendo detido, por desejar justamente o que não me desejava no tempo perdido.


Sou prisioneiro de uma cela fria, feita de sombras e de vã memória, onde a saudade dita, noite e dia, os tristes versos da nossa quase história.


Mas sei que o tempo que hoje me isola
não há de ser o meu eterno fim, porque a mesma mente que agora chora,
guarda a certeza que vive em mim:
a de que um dia, livre do tormento, hei de ter o teu corpo em meus braços, transformando em abrigo o vento, unindo os nós dos nossos pedaços.


E ao ouvir teu relato sagrado, da nova vida que em ti floresce, porei a mão em teu ventre dourado,
numa ternura que o mundo esquece.


No som macio que a tua voz traz, revelas o fruto do nosso enredo,
então a cela se desfaz em pura paz, quando confessas o doce segredo.


Sinto o compasso de outro coração,
sob os meus dedos que trêmulos guio, assim, a gravidez cura a antiga prisão, transbordando de amor o meu vazio de ti!