O Poeta e o Passarinho
Mas na ausência de ti acho que virei poeta. Comecei a ler textos desesperadamente e procurar nalgum deles que o autor falasse um pouco sobre nossa história. Passei a escrever nossa própria história em alguns que eu mesmo criei. Veja só, era saudade, depois ausência e também foi falta. Porém hoje já sai dessa zona, sinto-me curada a teu respeito. Quando ouço teu nome ou fatos que me lembrem você, já não me dói mais. E nem dá aquele desconforto no peito com gosto de amargura ou qualquer ressentimento. Resolvi aceitar o fim, o nosso fim, pois era isso que me faltava. O gostar se foi, a falta do convívio também.A saudade das lembranças foi a última a querer ir embora. Por fim ela entendeu ou melhor eu entendi que com a chegada do fim, se pode dar entrada em novos começos. E sinceramente que bom que existem novos começos.
Maleta de viagem
O poeta veio pro cerrado
foi visto na meseta
em minas foi saudado
nas mãos poemas e uma maleta
O conflito que nos queima a alma, deu-o Antero mais que outro poeta, porque tinha a igual altura do sentimento e da inteligência. É o conflito entre a necessidade emotiva da crença e a impossibilidade intelectual de crer.
Barão de Teive
(do livro em PDF: Fernando Pessoa AFORISMOS E AFINS)
Ser poeta não é apenas escrever. A poesia não é o que foi escrito e sim o que foi sentido.
Ser poeta é desnudar a alma.
Silêncio do Poeta
O poeta fala e a alma escuta
Teus versos de palavra bruta
Lapidados pelo sentido absoluto
Com as tuas rimas em tributo
Grifam a inspiração em poema
Nodoados de satisfação, dilema
Que teu silêncio inteiro trova
Teus amores, alegra, tua alcova
E quando emudece, se acoita
Nas sobras das estrelas afoita
Versejando os teus lamentos
Lamentando teus sentimentos
Com quimeras de um profeta
Nas falas do silêncio do poeta
E no alarido e silêncio em disputa
O poeta cala e fala e a alma escuta
21/10/2015, 21’22”
(Horário de verão)
Cerrado goiano
Poeta
O poeta fala e a alma escuta
Teus versos de palavra bruta
Facetados na rima absoluta
Que no poema a vida tributa
A inspiração quimera e labuta
No alarido e silêncio em disputa
O poeta cala e a alma executa
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
"Amo e tenho de tudo para ser feliz
Sei. Eu é que preciso de melhorias
Sou este poeta, um triste aprendiz"
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
maio, 2016
o sonho não acabou
Pode as flores murcha
O rio pode até secar
Mas a vida de um poeta
Não haverá rio seco
E nem tão pouco uma flor mucha
Pertense a ele o sonho de uma eterna criança
Não vai conhecer a morte
Qundo chegar o seu tempo
Vai procurar seu ca sulo para poder se encantar
Lindas historias contadas
De todos os seus amores
Poeta é canto amoroso
É jente que não tem jeito
Tudo pra ele é soneto
Tudo se torna bonito
Da sempre um jeitinho em tudo
Encanta tudo que ver
Se torna dono dos palcos e das belas dançarinas
Que com jeito gracioso balhão com goso e praser
Por isso o sonho não morre
A um ditado que diz
Que o mundo tem solução
Em quanto existir no mundo
Um louco e um poeta
A maior expiração do maior amor do mundo
maria de fatima
O verdadeiro poeta sabe declamar
Gosto muito de recitar
Nada vai me impedir de sonhar
Deus tudo pode realizar
Minha vida é rimar
O espírito santo sempre irá me guiar
Temos que perdoar
Para ir ao céu tem que amar
Creio que o Altíssimo vai me usar
Jesus Cristo não veio neste mundo para condenar
Ele está no nosso meio para nos salvar
Devemos ao grande Rei adorar
Faça o bem por onde andar
O Todo Poderoso vai te recompensar
O poeta não é obrigado a decorar tudo o que escreve, porque isso limitaria sua criatividade, alem do que, ele não escreve à si mesmo, mas aos que não tiveram o discernimento.
Sou um poeta imperfeito,
Mas no meu sonho acredito;
E canto o amor de meu peito,
Sonhando ser infinito!...
Sou um poeta de poesias livres, livre de pessoas insignificantes, livre de maldade, livre de rancor e livre de amor.
