O Poeta e o Passarinho
Descobri no teu abraço
a vivacidade daquele enlaço
que me acolhe
que me encolhe
que me colhe
e que a colheita não são flores, mas um alimentos que me nutre por inteiro
tras o aconchego
a vontade de serestar.
Sou fruto covarde de uma poesia morta
de uma árvores que joga os filhos fora
de uma semente que não brota
e de uma verdade que não tem fim
sou covarde, mas sou poeta
e aqui estou sem frutos, mas alerta
com flores brotando sem nenhum jardim
Eu perdi o seu amor
mas eu jamais vou te perder
uma história não se apaga em apenas querer
e nenhuma verdade se torna mentira
simplesmente porque eu quero
Eu perdi o seu amor
me perdi,
mas eu jamais vou te perder.
E então eu me verifiquei.
Era então influência.
Chequei tudo
e eu realmente influencia
muitos me ouviam
muitos mesmo.
e tudo fez sentido.
Votos (meus)
Fax tanto tempo que não envio nem recebo (desejos),
Solamente cartões postais de natal, ano novo,
Lembrançinhas douradas, prateadas, de latão,
Delatam à fossa a nossa e a vossa importância.
Ocasiões especiais e comemorativas,
Mensagens automáticas, instantaneamente emotivas,
Os mesmos dizeres, as mesmas paisagens,
Os mesmos parentes que não se parecem conosco,
Cuja distância sagrada e divina nos distancia.
Honestamente em desuso caminha a honestidade.
Os mesmos votos (meus): Paz, saúde e felicidade,
A tríade que em hipótese nenhuma alcançaremos,
É o que desejo-lhe.
Observações
O moço observava rapazes,
O pai do moço observava ninfetas,
A mãe do moço observava vitrines;
Fingindo que nada observavam, Continuavam a observar.
Enquanto eu os observava,
Fazendo minhas próprias observações.
RELICÁRIO DE UM ANJO
... Meu querido Anjo-Huguinho
Há sete infinitos dias você partiu.
Ah! Quanta saudade, quanto ardor!
Hoje, Mamãe veio te trazer uma flor,
Uma Flor colhida no Roseiral de Amor
Que em mim você deixou plantado!
Lembras quando aqui chegaste
Naquela tarde linda de Primavera?
Chegaste cheirando a jasmim...
Parecia até que estávamos em um jardim
Onde girassóis sorriam para mim
Com suas grandes flores amarelas.
Agora entendo meu Anjo-Menino
Ali tua história estava sendo descrita,
Tua missão a mim sendo revelada:
Vieste para ser meu Jardineiro; eu, tua Fada,
A tua flor mais querida e mais amada,
A Rosa que te embalaria nos braços...
Hoje quando o silencio gritou tua voz
Ouvi o meu desolado coração dizer:
Huguinho foi mais que um Jardineiro
Foi ele o teu Menino, o Anjo faceiro
Que te ensinou o Amor Verdadeiro
Que ora floresce dentro de ti.
Assim se fez, cumpriste tua missão!
Contigo vivi os momentos mais dourados
Os mais primorosos anos de minha vida
As mais floridas sensações vividas!
Até que de repente veio à dor da despedida
Que a flecha do destino me reservou.
Teu Pai te manda mil beijos de Saudade
Cheios de mimos, carinho e ternura!
E um Tríplice-Fraternal-Abraço caloroso!
Tu que foste um filho querido e amoroso
Deixaste nele o sagrado perfume afetuoso
Das mais belas flores-amarelas de Acácia.
Teus avos, manos, tios e tias, teus padrinhos
Os vizinhos e toda tua primarada
Também estão aqui chorosos de saudade!
Você que nos trouxe tanta felicidade
Que nos uniu em plena cumplicidade
Jamais se apagará de nossas memórias.
... Meu querido Anjo-Huguinho
Muito obrigado por ter me escolhido...
Eu, entre tantas mulheres fui à agraciada
A Mãe mais feliz e a mais acariciada
Por tuas mãos pequeninas enviadas
Por Deus para nos abençoar!
Deixa agora eu te ninar pra dormir
Papai e Mamãe estarão sempre contigo
Aqui, nas estrelas, no além do infinito,
Na luz, no silêncio, na Matéria ou no Espírito,
Estaremos sempre juntos meu pequenito.
Dorme em Paz meu Anjo-Menino
Beijos de Amor Verdadeiro
De tua Mamãe Bennia e teu Pai Andrés
Poema em Homenagem ao pequeno Hugo Caresto Castro Heufemann,
que cedo atravessou o grande Rio da Vida, transpassou o Espelho,
retornou a Casa Celestial do Eterno.
* 19/04/2017 - † 19/05/2020
Sete é um número forte,
Fui ele durante as chamadas;
A Professora lia, eu respondia presente,
Me chamava atenção suas requebradas.
Sedução adolescente ou recordação recortada,
Recordo os apelidos e palmas nas conclusões,
Lembro antes das palmadas pelas malcriações.
Senhorita apalpada atrás da sala, colo e acolá.
Aprendizados presos aos costumes,
Acostumado com repreensões.
Abandonado por falta de ciúmes,
Quem compreende compulsões ?
Nicotina pra quem não fuma,
Barulho pros que dormem,
Trânsito pra quem apressa,
Obediência na desordem.
Meramente Mafuá
Sete é um número forte,
Fui ele durante as chamadas;
A Professora lia, eu respondia presente,
Me chamava atenção suas requebradas.
Sedução adolescente ou recordação recortada,
Recordo os apelidos e palmas nas conclusões,
Lembro antes das palmadas pelas malcriações.
Senhorita apalpada atrás da sala, colo e acolá.
Aprendizados presos aos costumes,
Acostumado com repreensões.
Abandonado por falta de ciúmes,
Quem compreende compulsões ?
Obrigado ao constrangimento,
Sou grato pelas humilhações;
A difícil fase, face ao descontentamento,
Cria e resolve as perseguições.
E criará...
Nicotina pra quem não fuma,
Barulho pros que dormem,
Trânsito pra quem apressa,
Obediência na desordem.
Fartura sem fortuna,
Firula sem fratura,
Conferindo o ferro que fere,
Ferindo a fé que confere.
Confete é o que há,
Só o que há.
Sol que arde há.
Meramente Mafuá.
Como foram rápido os anos
Levando momentos eternizados
em lembranças sempre presentes em meu coração
Eu fecho os olhos, e volto
Prolongando cada abraço
Hoje tá tudo
bagunçado
Tem aqueles que pisam nos outros,
Tem os que são pisados por outros,
Tem aqueles que apontam quem pisa,
Tem os que não pensam e pisam.
Aqueles que pensam em pisar,
Tem os que pisando pisoteiam.
Entre uma pisada e outra,
Tu leva um pisão.
E os pisoteados que não pretendem pisar
Mas já pisados de imediato pisam.
E o que mais pisou não mais pisa,
Não precisa, já que todos têm ao menos
Uma chance de pisotear e pisoteiam.
