O Poeta e o Passarinho
Você não suporta é a alegria dela.
A felicidade que ela vive mesmo
Sem você do lado.
Não suporta o riso,a volta por cima
Que ela deu,quando resolveu parar
De chorar por você.
Você não suporta que ela continue brilhando.
Talvez até muito mais que antes,
Não suporta seu novo amor,
Nem que a história de vocês tenha
Virado passado.
Não suporta ter sido esquecido,isso
Magoa teu ego,teu egoísmo.
Não admite perceber que o mundo
De ninguém gira em torno do seu umbigo.
Só o seu mesmo.
Isso é o que acontece com as pessoas
Que se acham boas demais para serem
Deixadas,acham que são inesquecíveis.
E deixa eu te dizer uma coisa?
Bem,elas não são.
Ah,sério que você agora decidiu se fechar?
Só porque se apaixonou por um
Carinha que não valia nada?
O amor foge de quem generaliza,
De Quem não entende que todo
Ser humano é único.
Eu sei,você sofreu um bocado, mas
é o preço que se apaga quando
Nos apaixonamos por uma idealização.
Abre esse peito,tem tanto amor ai,
E tanta gente que vale a pena ser amada
Ainda.
Basta você começar a diferenciar quem
Vale a pena,de quem não vale nada.
Se eu sofri? Ah moço,e como!
Chorei dias e noites,sentindo uma dor que não cabia no peito,
Era como se alguém arrancasse meu coração com as mãos
e sem direito a anestesia.
Chegava a ser insuportável tanta dor.
Mas eu cansei moço,sofrer demais cansa,sabia?
E foi quando eu percebi que ninguém vale tamanho
sofrimento,que me reergui.
Se passou? Não moço,ainda tenho vestígios e sinto
tonturas emocionais as vezes,mas agora é mais
suportável.
Decidi esconder aquela tristeza toda lá no fundo do meu
peito,até que um dia,sozinha,ela decida parar de doer.
É um amor sem medidas, descontrolado. Amor frenético de um coração que bate ao ritmo dos meus desejos. Amor de um coração com alma de poeta. Amor bobo e inocente de quem ama e não pede nada em troca. Amor onipresente, imprevisível e carregado dos mais diversos clichês.... Ah! Esses meus amores eternos e descomunais.... Não seria eu mesma se não fossem assim.
O comércio não se interessa muito por poesia, já que seus ingredientes não passam por qualquer tipo de processamento artificial. Seus recursos sempre se encontram em estado natural. Assim, o poeta é, acima de tudo, um extrativista.
Cotidiano
Minha luta é todo dia
Luto pelos meus sonhos
E por minha família
Meu sonho é conhecer o mundo
E fugir desse mundo imundo,
Mais sei que minha família
É meu porto seguro.
A vida é tão incerta
Quanto a meteorologia
Tudo que faço não me arrependo
transformo em poesia
Posso errar
Posso cair
posso até errar novamente
Mais vou me levantar,
Vivendo e aprendendo
E seguindo em frente.
Sem teto sem chão
Apenas um contrato
Amassado e rasurado
Sem autenticação.
01-09-2015
Tirei minhas conclusões
Sem saber das razões
Novos mares,novos ares
Destino incerto
Estudando,trabalhando
Me mantendo mais esperto.
Não sou santo,
Sou apenas um poeta
Não sou desconhecido
Sou apenas um velho amigo
Pode contar comigo
Estarei sempre contigo.
As vezes fico pensando
Só pensando na vida
E viajando na alegria.
Cada dia realizando meu sonho
Cada sonho vivendo intensamente
Agradeço a Deus por aprender com meus erros
e cada dia fazer diferente.
Prelúdio a Reconstrução
Notável é o desejo,
Indefinida sensação.
Profundamente almejo,
Mas encontrarei perfeição?
Achei-me isolado,
Porque aceitar tanto sofrimento.
Tudo para ser amado,
Que lastimoso sofrimento.
Ansioso e angustiado,
Momento desequilibrado.
Que ... só preciso ser amado.
A cada dia a felicidade reina no nascer do sol, e todo dia é dia de ver ele se pôr, a natureza é tão bela quanto o nosso amor.
A normalidade poda a vida! O verso conversado, o olhar escapado! A loucura nunca será em vão... Pois doente é aquele que morre são de não ter vivido tudo que sempre sonhou.
O que seria do eu sem você?
O que seria de mim sem te ver?
O que faria por você?
Penso a todo momento
Te invento se o tempo não ajuda
Te enlouqueço quando a tarde cai
Te enalteço com o vento
Te declaro meu sentimento
Te amo quando a vida passa
Sem você meu mundo não teria a menor graça.
TRANSCRIÇÃO
Toda a poesia acumulada na alma de André
há de ser expelida.
Ainda que ela seja inútil e nunca seja lida,
resta-lhe a esperança de que em uma folha de caderno
seus sentimentos se tornem eternos.
Tem urgência em escrever
- ainda que sem inspiração-
pois, tem medo da morte,
de enlouquecer ao ver o seu amor partir,
de que a saudade aperte e não suporte,
de que a tristeza leve, como em uma correnteza de lágrimas, as palavras que sussurrou aos ouvidos de Estela.
Nunca quis ser poeta.
Considera o fardo muito pesado para um funcionário público, burocrata e tão racional.
Se fosse em sua adolescência, embriagar-se com versos não lhe faria mal,
mas já tem seus trinta e poucos anos,
é considerado um cara sério...
Foi um descuido amar tanto!
E agora, justo nessa hora, pensa em escrever o que sente.
Pensa que se Estela não o compreendeu, o mundo o compreenderá.
Quer desabafar com alguém,
Quer chorar em forma de versos, como seus poetas e compositores favoritos sempre fizeram.
Alguém, alguém há de compreendê-lo!
Alguém há de lhe dar razão!
Quer morrer, mas não deseja que esse amor morra junto.
Não quer levar para o túmulo algo tão bonito.
Só lhe consola a ideia de que alguém chame de poesia o que escreve tão desorientado.
Está convicto de que todo poeta desiludido já nasce modernista.
Desconhece a métrica, a rima pouco importa...
Para ele todo desabafo é poesia.
Mas como já eram três horas da madrugada,
a poesia permaneceu na alma de André,
sem transcrição.
Adormeceu o poeta,
adormeceu a poesia.
Trocou a ideia de escrever pela ideia de sonhar.
Amanhã não se sabe se terá ânimo para recomeçar,
parece que está mais a fim de implorar que Estela volte
do que continuar com a tola ideia de torna-se poeta.
Estando longe de você
Vou lhe dizer triste verdade
Com outra estou acompanhado
Ela minha casa invade
Tive o azar maior do mundo
Pois fui lá pra Pernambuco
Pra morar com a Saudade.
Poeta, belo poeta
Que estranho a confusão
Tu erraste foi o estado
Ou erraste a região
Venha aqui pra Paraíba
Pois a Saudade mora ainda
Na rua do meu Coração.
Agora eu estou suspeitando
Do final dessa novela
Como pode estar aí
Se todo dia vejo ela
A Saudade tem irmã gêmea
E tu ficaste com a irmã dela.
Pode ser a irmã dela
Que de manhã hoje abracei
Agora que falas de irmã
Mais triste ainda eu fiquei
Porque se é gêmea dela
Com a mais feia fiquei.
Agora está tudo mais claro
Que na saudade não há nobreza
Ela é fria, feia e machuca
E o seu cheiro é de tristeza
É Só na cabeça de um poeta
Que a Saudade tem beleza.
Solitário durante a noite
Procurando algo pra cantar
Um motivo pra me alegrar
Uma situação que possa me motivar
Talvez não encontro nada pra me encantar
Mas ainda sim vou tentar
Ainda não sou um poeta
Muito menos um profeta
Mas quando tudo acabar
Eu sei que lá irei te encontrar!!!
