O Poeta e o Passarinho

Cerca de 25961 frases e pensamentos: O Poeta e o Passarinho

Ia me perder
No precipício do prazer,
Mas ia saber
Que tinha algo por fazer.

Afoguei meus vícios em lástimas,
O erro era meu.

Inserida por michelfm

Troco simplesmente tudo,
Por mais um suspiro seu,
Por mais um carinho seu,
Por mais um sorriso seu.

Inserida por michelfm

DÉCIMO SÉTIMO HEXÁSTICO


baila com a modernidade
sem consciência quaisquer
como um anjo desgarrado
sem qualquer virtude ou ética
de toda sorte miserável
todo sujeito pós-moderno

Inserida por joao_batista_do_lago

" Já estamos vivendo na eternidade.
E agora?"
E agora. Já passou outro momento
da eternidade.
Você está agora ; no passado? Ou no futuro?
O que Você está creando agora?
Então Você já sabe o seu futuro.

marcos fereS

Inserida por marcosviniciusfereS

DÉCIMO OITAVO HEXÁSTICO


homens de vidro… transparentes
andarilhos faltos… ocultos…
invisíveis todos... carentes…
estilhaçados na caverna
escravos de única pauta
que lhes oprimem e governam

Inserida por joao_batista_do_lago

DÉCIMO NONO HEXÁSTICO


transcende teu aqui e agora
conhecer faz-se necessário
muda de pele como a cobra
germina como nova espiga
nela todo milho é santo
onde todo verbo é vida

Inserida por joao_batista_do_lago

minhas piores lutas são contra o meu eu, contra minhas vontades, inclusive contra minha própria preguiça de ser melhor.

Inserida por Brunagm_

VIGÉSIMO HEXÁSTICO


todo desejo que me existe
cobre de possibilidades
toda vontade de potência
da natureza numinosa
que cria e recria criador
que me revela na ossatura

Inserida por joao_batista_do_lago

LABAREDAS


De João Batista do Lago


Minha poética ‒ chama eterna que arde! ‒
Movimento são de vívidas labaredas
Inquietas procuram todas as consciências
Seja nos casebres ou salões das nobrezas


É flecha mortífera que fere a destreza
Miserável luz de toda dominação
Capaz da subjugação sobre qualquer néscio
Incapaz de perceber sua escravidão


É bala de ouro matando a servidão
Do fiel encantado pelo vil discurso
Hóstia de fel ofertada como pão


Alimento de toda opressão miserável
Que mascara de toda vida o amargor
Encarcerando o ser na história de dor

Inserida por joao_batista_do_lago

O SAL DA MINHA VOZ

Não reconheceram
Minhas palavras como ouro
Ou trigo,
Mas escutem o que digo:
Amanhã se levantará
Um grito
Que tropeçando se arrastou
Por toda a vida
Dentro de mim.
Mesmo o silêncio
Das pedras
Vai murmurar
Escandalosas ideias
Que escondi.
Peço ao mar
Que com o seu sal
E alento
Empreste à voz das sereias
Os poemas
Feitos à minha Deusa.
As camas todas
Rabiscadas por mim
Com o sangue e o gozo
Da minha vida.
Não cicatrize nunca
A ferida.
Meu sangue escorrerá
Sempre pelo mundo
Nas revoluções camponesas.
Na prece
Nos quartinhos de bordéis.
Nos gabinetes
O açoite do meu grito
Vai prosperar.
O sal da minha voz
Tirará lágrimas
De olhos cálidos
E fará brotar o amor
No meio da guerra.
O sal da minha voz
Vai temperar a paz
Entre as Coreias
Esquecidas.

BREGUEDO

Inserida por breguedo

Sem Pecado

Edson Cerqueira Felix
04.05.2019
Soneto

Um amor não correspondido
Por mais que seja justo
Não tem o direito
De o requerer do outro

Mas um amor bem correspondido
Perfeitamente
Não precisa brigar
Por nada mais

Um corre atrás do outro
Sem correr
Seus passos andam juntos

E sua vida
Se cruza
Pela eternidade

Inserida por felixedsoncerqueira

DIAFANEIDADE


De João Batista do Lago


Essa vontade de potência rege a vida
Transmigrando almas para novas essências
Transgredindo toda a inútil moral servida
Nos banquetes de vetustas inconsciências


Essa moral enfatuada por certo é morte
Da sublime nobreza que sempre te reluz
Deseja enganar-te… quer ser litisconsorte
Oferecer-te a alcova que a tudo reduz


Foge de tão loucas e insensatas promessas
Jamais te deixará alcançar toda virtude
Roubará por certo o vigor da juventude


Corolário supremo de toda verdade
Que te premia a carne-vida desde o princípio
Alma pura retornarás se te cuidares

Inserida por joao_batista_do_lago

VIGÉSIMO PRIMEIRO HEXÁSTICO


soma do desconhecimento
alma política diabólica
anjo de guru pederasta
verme que se arrasta em palácios
“até quando, vulgo Catilina,
abusarás da consciência?”

Inserida por joao_batista_do_lago

VIGÉSIMO SEGUNDO HEXÁSTICO


o que importa a educação… o saber… a cultura?
vencedores desejam o subjugar da ideia
desejam degolar a nação sem paideia
formar a juventude sem qualquer arete
castrar a atitude da ética e da política
daí produzirão em toda nação a desvirtude

Inserida por joao_batista_do_lago

VIGÉSIMO TERCEIRO HEXÁSTICO


aprendi a fugir do externo
seara de todos meus infernos
hoje cada vez mais interno
vivo toda lucidez nobre
longe de pensamentos pobres
ilusão de ser auricobre

Inserida por joao_batista_do_lago

A poesia está nos olhos, na mente e no coração do leitor.

Inserida por poetamarcosfernandes

VIGÉSIMO QUARTO HEXÁSTICO


desejando minha passagem
para todo universal único
tento entender toda mensagem
não sou diverso do universo
tampouco o universo do eu
natureza do mesmo verso

Inserida por joao_batista_do_lago

VIGÉSIMO SEXTO HEXÁSTICO


procuras sempre só a beleza
buscas sê-la sua semelhança
sofres assim como criança
esquecestes que o uno é duplo
tem estética de duas faces
d’um lado bela d’outro feia

Inserida por joao_batista_do_lago

Magnólia

A clareira indicava a expedição,
Pegadas marcavam o local,
Dali em diante o solo era pagão,
Mas quem se importa com o amoral.

Aquilo era proibido,
Os lados se misturarem,
Quem o fizesse seria banido,
Esse era o princípio da lei.

Foi quando desbravei,
A última fileira de arbustos,
Enfronhado na clareira,
Grandes monumentos robustos.

Em um trono de pedra,
Algo mais vibrante que simples artefatos.

Magnólia, Magnólia.

O confronto das culturas,
O emblema da transição,
Esculpido nas alturas,
O monumento à adoração.

De nada mais serviria a simbologia,
Perto da última fêmea em extinção.

Pergaminhos contam que em um período,
Haviam muitas da espécie feminina,
Mas como não as preservaram,
Elas se foram para além das colinas.

Uma peça selvagem que não pode ser domada,
Se quiserdes cultivá-la, ela precisa ser amada.
O enigma é amá-la.
Magnólia revelada.

Magnólia, Magnólia.

Inserida por michelfm

A clareira indicava a expedição,
Pegadas marcavam o local,
Dali em diante o solo era pagão,
Mas quem se importa com o amoral.

Inserida por michelfm