O Poeta e a poesia

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SINA DE POETA


A noite já chegou
e eu aqui estou
na solitude do silêncio


abro a porta
fecho os olhos
tua imagem vem
em minha mente


sinto teu perfume
e tuas mãos
te abraço no vazio
tudo é mera ilusão


abro os olhos
olho o céu
chamo por ti em vão
tudo é escuridão


fecho a porta
procuro um papel
uma caneta
e cumpro minha sina…
esta sina de poeta.

Inserida por Tioanastaci0

Desejo

Quem me dera ter vivido poeta
Ter olhos que veem a emoção
Mãos pra cantar a canção certa
Fazendo poemas da inspiração

Ah, quem me dera!
Saber rimar frases de amor
Compor rimas com quimera
E na quimera lapidar a dor

Quem me dera, ah!
Ter a estrofe certa pra paixão
Na quadra ter a sublime forma
E doces versos para o coração

Ah! Sonhador de ser poético
E neste sonho muito quisera
E o pouco que faço é sintético
Ser poeta? Ah, quem me dera!

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Dia do Poeta

Um dia foi escolhido
20 de outubro
Uma data para lembrar
Daqueles que escrevem
O que o coração não sabe falar

Frases
Pensamentos
Reflexões
Rimas
Estrofes
Imaginação
Sentimento
Personagens
Vida
Numa poesia, cabe o que quiser
O que coração desejar

Poetas
No silêncio do quarto
Com um bloco de notas ou um caderno, tanto faz
O importante é levar a palavra
A quem o coração tocar

Poeta é o amante das palavras
Daquilo que escreve de verdade
Em cada linha escrita
Em cada rima feita
A poesia em forma de canção
Forma vai tomando

Poetas
Que nunca lhe falte
O coração puro
O amor sincero e mais profundo
As palavras que inspira
Para que em rimas
Transformem sentimento em poesia

Parabéns, poetas,
Que seu dia seja lembrado!
Seja comemorado!
Seja poesia
Em forma de vida!

Inserida por dulcesilencio

Tive medo de escrever.
Medo de não o saber;
Medo de não querer;
Medo do poeta não nascer;
Medo de que ele viesse a morrer.
Mas agora eu entendo, e ele não precisou nascer. Sempre esteve aqui, sempre a escrever.

Inserida por SouKais

Mujer
Flor de laranjeira
Olhos de coruja
Coração de mãe
Natureza divina
Poeta escurecida
É ela
Mulher

Inserida por izadora_ortega

JULGA (soneto)

Ah.... o poeta procura
A alma em cada verso
Rimar o olhar disperso
Num canto de ternura

Porém, tem senso averso
Também, na sua estrutura
E de tal jura, na sua leitura
Que faz do leitor submerso

E, de momento a momento
Que varia o sintoma diverso
Levando-o na ilusão ter fuga

E, é em vão só o sentimento:
Se é alegre ou se é perverso.
Pois, ao poeta não cabe julga!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
27/03/2020, 17’14” – Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

O POETA (soneto)

O poeta busca
Em cada verso
O senso diverso
E o estro rebusca

Porém, perverso
Na sua enfusca
D’Alma, sarrafusca
O destino imerso

De instante a instante
Muda do riso à mágoa
Se alegra e, entristece

Do segredo sussurrante:
Da terra, fogo, ar e água
Causa a toda a sua messe...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
29/03/2020, 19’40” – Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

AMOR DE POETA

De um lado, o sentimento, do outro lado
O fado, pelado, cru, desnudo de fantasia
O sonho no beiral do lampejo debruçado
Na alva, na lua, e no entardecer do dia

Se fala de afetos, lasso fica o seu agrado
É que a paixão o cega, e o pranto o guia
Nas sofrências que tatuam o seu passado
Cada verso dilacerado, senhora a poesia

Intenso. Emoção vaza em cada trova sua
Sem defesa, intacta, e de total entrega
Do silêncio, a ternura no estro profundo

Em frente as sensações, a tua alma nua
Onde a mais ingênua imaginação navega
O árduo amor, dos Poetas deste mundo!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
01/04/2020, 07’12” - Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Poeta suburbano!
referência do cotidiano!
Abrindo nossos olhos, fechados pela rotina e a convivência!
com colírio do amor, com sua arte e sua sapiência!

Inserida por MauricioBraga

⁠Confessionário da Mente

Terminado seu livro
Terminado um peso
O poeta decide descansar e sonhar
Mas a turbulência de seus pensamentos
Não o deixam fazê-lo
E então começa a pensar

Pensar em como tudo poderia ser melhor
Pensar em como o dia poderia ser melhor
E visualiza mais seus erros do que acertos
E decide cuspir para fora seus anseios e o que tem de pior
E decide levantar

E ele pega seu caderno azul
Junto de sua caneta azul
E vai á outro cômodo da casa
Escrever o que pensa
E ligando a luz da cozinha
Se encontra na cegueira da claridade
Então senta e solta a criatividade

Queria não ter me atrasado
Queria ter me esforçado
Queria não ter desperdiçado
Tempo & Dinheiro
Quão arruaceiro
Que desgraçado

Queria aprender mais
Queria procrastinar menos
Queria não ter
Meus meios tomados
Meio quebrados
Fazer o quê

Queria ser alguém útil
Queria ensinar
Queria não falar
O fútil, asneiras
Que besteiras

Queria amar & ser amado
Queria não ser chato
Queria não ser tão exagerado
Tão louco, estranho
Queria ter rimado

Queria tanta coisa na vida e no dia
Que nem sei se vale a pena
Ser normal e viver pra mim
Ou maluco beleza para o que faço

E talvez ser notado
Por ser diferente
Diferente de gente
Diferente de muito mais gente

Me sinto só
Me sinto um
E esqueço que vim do pó
Das estrelas além do meu mundo
Que dó

Esqueço que não sou o único
Esqueço que eu deveria agir
Ao invés de lamentar, e ajudar
Me dominar

E talvez eu tenha agido
Por desabafar, poetizar
Se é que sou profeta
Poesia é arte, não diário para desabafar

Mas uma dúvida ainda tenho
Impregnada na mente
Será esse poema arte
Ou baboseira adolescente?

Inserida por kaixtr

⁠A bailarina que pula tão pura
Observa com doçura
No poeta, sua candura
Ao escrever sua literatura.

Inserida por PaduaDias

⁠Hoje é Dia do Poeta, poeta sei que sou
Não porque escrevo poemas
Mas porque acredito no amor.

Há poesia nas palavras
Mas a poesia, em seu esplendor,
Está mesmo nas coisas pequenas
E naqueles que as dão valor.

Inserida por thaisfalleiros


O Poeta Voador
Dizem que a dor e o amor fazem o poeta.
Dois lados de uma mesma moeda,
que ora dá cara ora da coroa.
Fica a bipolaridade ora feliz ora triste... consistentemente insatisfeito.
Mas de quem é o problema? Do que ama ou do amado?
No fundo do que sofre, porque sonha voar mais alto com asas frágeis e cansadas.
Enquanto planeia no alto reza que a esperança não esmoreça,
que a nuvem sustente o palácio onde reside o seu espírito lutador...

⁠Dor existencial – 2
Aspirante a poeta, em versar sobre o ser
Oque sou, o que serei, para onde vou
Em ebulição com o devo e não devo fazer
Minhas origens, o passado, presente e futuro
Me encontro no meio da linha do tempo
Olho e vejo dois eus, o fui e o que sou
Mas entrementes um eu terceiro surgindo
O que serei, escolhas que afetarão a terceiros
Penso em minha nobre estirpe
Sigo seus passos, ou faço os meus
Começo a crepitar, pássaros em tumulto
Me atormentam e me questionam
Nessa bifurcação paralisei
Efêmeros eus, efêmero ser
Em consternação gritei
Serei eu a dona do meu viver!

Inserida por juliana_rossi

Outro poeta

O poeta sempre é outro
não esse que se propõe.
Não essa fissura aberta
no intermeio do verso,
não esse suposto vago.

O poeta é outro, sempre outro.

À parte da teogonia de Hesíodo,
só essa camada de fibras e folhas,
só um ser assim sem as premissas,
o poeta não é esse suposto e visto.

O poeta é outro, sempre novo.

É sempre esboço, tem de ser,
sempre garatuja que se mostra,
busca que se deixa exposta,
desencontro, aniquilamento.

O poeta não é todo sentimento,
às vezes ele é régua e compasso,
às vezes é aço, ferro e cimento,
pátio vazio, concreto em branco.

O poeta é outro, sempre torto.

Viés de caminho, voz de dentro,
oblíquo, adunco, gauche, penso.
A dissidência, a vida mundo, vida
poesia nos pedaços desse tempo.

Inserida por andre_merez

O poeta que socializa o verso, escreve pra todo mundo, alcança o professor e o operário. Faz versos como quem diz a todos, sem distinção, sem encastelamento, sem torre. Dissemina o verso, contamina a moça do caixa, o feirante, a balconista. Poesia não é só isso ou só aquilo, poesia é aquilo e isso junto.

Há poetas de comunicação e poetas de experimentalismos. Sou afinado e aprecio os do primeiro tipo. Não que os outros me desagradem, ou que eu tenha restrições em lê-los. Leio de tudo. Amo ler poesia.

Mas quando penso no poder que a poesia exerce em quem tenha habilidade de compreendê-la e se utilizar dela, penso igualmente em quem dela não se beneficie por ser demasiado hermética e reservada a uns poucos privilegiados.

Salvo a afirmação que brilhantemente Guimarães Rosa aponta "Antes o obscuro que o óbvio", há que se encontrar um equilíbrio. Um meio termo entre o que se dá sem nenhum desafio ao leitor e aquilo que se fecha tanto que o afasta.

Poesia tem que circular em muitos meios. Livre. Poesia, entre outras coisas, tem que comunicar.

Inserida por andre_merez

MELANCOLIA

Não há nada mais catastrófico que um poeta de alma partida, é catástrofe em cada estrofe de maneira decidida.

A alma do poeta é onde contém sua arte,
E a divisão dela pode ocasionar diversos dilemas morais, em diversos dilemas poéticos, em dilemas ecléticos.

Dividir a alma de um poeta é quase uma contravenção, um crime sem punição, sim, quase, pois se tal não fosse partida, jamais existiria no mundo mais doce poesia de amor.

O poema de amor nasce da dor de um poeta magoado, de um poeta machucado, de um poeta alcoólatra e melancólico e viciado, de um poeta que cheira a desespero.

A melancolia que devia ser sua amiga,
Desaparece deixando apenas a garrafa de vinho barato na mesa, dando espaço para o remorso, arrependimento e a tristeza profunda, amarga e fria.

Inserida por josielma_ramos

⁠Não sou poeta das horas vagas,
nem da brisa ou sol ardente,
a voz que em meu peito não cala
é a inspiração que chega num repente !

Inserida por neusamarilda

O desabafo do poeta

Sempre gostei de poemas, poesias e prosas, até que eu começasse a escrever as minhas próprias, de repente, tudo mudou, ganhei até um site de presente para publicação, onde não houvera uma só, pois nesse dia parei. 8 anos depois, e esses mesmos poemas, poesias e prosas vem até mim como um suspiro do meu coração, para lembrar do quão forte ele é capaz de bater, remetendo-se ao primeiro poema... E ao segundo, terceiro, quarto...todos aqueles que se perderam no tempo. Hoje, eu sou poesia, e isso me basta, cercado pela minha timidez, minha fidelidade às palavras, até pelo que chamo de dom, e sobretudo, o amor (e todas as suas traduções)

Inserida por RodrigoSevalho

31 de outubro,
DIA DO POETA VIRTUAL...
e nascimento do poeta maior Carlos Drummond de Andrade.
Saudações!

O VERBO POETA (soneto)

Sem metáforas, conjuga-se, o amor
Na oração tudo há, perfeito infinito
Varia nas flexões, e nunca restrito
Na alma, no olhar, soma esplendor

Das conjunções, és o verbo bonito
Nas ordenações, é a junção maior
Regulares e irregulares, num alvor
O poeta, então, grifa o seu escrito

Se a favor, ledices, também há dor
Do verbo amar, o poeta não é finito
Vai além da "sofrência", e do ardor

De qual verbo então é o poeta? Dito:
É o do sonhador. Pois neste condutor
Sabe cantar: quimeras com espírito...

Luciano Spagnol
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol