O Poema eu sei que Vou te Amar Inteiro
Ano novo é tudo novo
no sentimento da gente,
porém, preserve do antigo
o que lhe empurrou pra frente
junte tudo que prestou
misture com muito amor
e faça um mundo diferente.
Preserve os beijos, os cheiros,
os chamegos de amor,
as gargalhadas mais altas,
as piadas que contou,
e, se a tristeza apertar,
basta você se lembrar
dos sorrisos que arrancou.
O meu ou o seu caminho
não são muito diferentes,
tem espinho, pedra, buraco
pra mode atrasar a gente.
não desanime por nada,
pois até uma topada
empurra você pra frente!
Continue sendo forte
tenha fé no Criador,
fé também em você mesmo,
não tenha medo da dor
siga em frente a caminhada
saiba que a cruz mais pesada
o fí de Deus carregou.
Esquecer-te?
Esquecer-te? Se sonhar à noite e contemplar-te durante o dia;
Se toda a louca e profunda devoção que o coração do poeta dedicaria;
Se as preces ditas em teu favor ao poder que o Céu tem de proteger;
Se pensamentos alados a mil por hora que a ti vão ver;
Se devaneios te misturam ao que está por vir na minha vida...
Se isto chamas de esquecimento, tu, de fato, serás esquecida!
Esquecer-te? Que os pássaros da floresta esqueçam sua doce melodia;
Esquecer-te? Que o mar, sob a lua, esqueça das ondas a sincronia;
Que as flores sedentas se esqueçam de beber o orvalho refrescante;
Tu mesmo te esqueças de tua terra adorada, e seus montes deslumbrantes.
Esqueces cada rosto, velho conhecido, cada ocasião tão querida...
Quando estas coisas forem por ti abandonadas, tu serás esquecidas!
Guardas, se quiseres, tua paz virgem, sempre calma e despreocupada,
Não permita Deus que tua alma feliz por minha causa se veja desolada;
No entanto, enquanto essa alma é livre, ah! que a minha não saia a vagar.
E, sim, que alimente a fé humilde e a capacidade tolerante de amar;
Se estas, por anos resguardadas, no fim não me tiverem valia...
Então me esqueças; mas não acrediteis jamais que tu podes ser esquecida!
Nunca compreendi a luta senão como um meio de acabar com ela.
Nunca aceitei o rigor senão como meio para deixar de existir o rigor.
Tomei um caminho porque creio que esse caminho nos leva, a todos, a essa amabilidade duradoura.
Luto pela bondade ubíqua, extensa, inexaurível.
Meu coração é uma Rosa Negra
Muitos se assustam quando vê pela 1° vez
Preta, Assustadora, vingativa, espinhos q machucam
Ao mesmo tempo é uma rosa suave
Todos se encantam quando a conhecem melhor
Suave, doce, romântica, bela
Pra mim é a rosa mais bela
è negra para proteger das coisas ruins
Espinhos para esconder suas cicatrizes
Pétalas delicadas e aroma sedutor
Era branca, inocente...
A vida tornou negra...
Esse sou eu..
Filhos da Morte
"Tristes pés negros,
descalços e sujos,
pisam solitários
caminhos sem fim.
Chão machucado
pela dor das feridas abertas
em tanta pedra pisada.
Não há chegada
sem destino.
Ninguém espera seu regresso.
Nem horizonte...
Crianças tristes,
negras e descalças
em caminhos mortos
da vida.
Olhos cegos,
à procura de um oceano perdido,
Mar que divide fome,
sede e sonhos...
Órfãs de piedade.
Sem bagagem.
Mãos vazias.
Agasalhados nos trapos
do abandono...
Esperanças guardadas
no bolso rasgado
vão caindo pelo chão...
Um rastro de tristeza
que fica.
Nada deixam para trás!
Tristes pés descalços
de crianças negras,
sujas, famintas,
chorosas e mortas,
Vagando nos caminhos da vida..."
Vivemos,
Sem ter certezas,
Sabemos,
Da natureza,
E destruímos,
Suas belezas,
Assim caímos,
Na tristeza,
De viver no ego,
Prisioneiros,
Todos cegos,
Companheiros,
Do egoísmo,
De viver para nós,
Nesse heroísmo,
Nos encontramos a sós.
O meu desejo nesta noite,
É teu beijo e o aroma que exala do teu corpo;
O calor contagiante das suas mãos a me tocar,
O arrepio ao te sentir na minha nuca a respirar
Despertando os meus sentidos
Aguçando a libido enlouquecendo-me
Com sussurros delirantes no ouvido
Os beijos e abraços apertados,
Em meio aos nossos corpos já despidos e suados,
A tua mão passeia e desvenda cada parte do meu ser
Com um misto de mordidas e carícias puxões e levantadas,
Viramos petecas sendo atiradas contra uma parede e outra
Deste quarto mal decorado;
Em fim a cama e encontrada nos atiramos
Então você despe-me do salto e retira-me a lingerie com a boca
Deixando-me mais louca Me tortura com tal ato.
Cobrindo com beijos o meu corpo
Após me amarrar junto às grades da cama,
Contorcendo de excitação
Com você transformando
O meu corpo no seu parque de diversão
E nesse brinquedo deixa nos perder
Fazendo nossa fonte de prazer,
Gemidos se confundem a essa altura
A sua mão levanta a minha cintura
Libertando-me das grades ao me beijar...
Agora eu te mosto,
O quão eu solta posso,
Contigo entre os meus braços, te conduzo pelo quarto,
Levo-te pra mesa no canto te sento beijo, lombo te ama...
Minha linda, agora te faço,
Morrer de prazer em meus braços, Seu corpo se treme e gela... Tão bela
O teu líquido é o alimento que preciso teu perfume o aroma que aguça
e os teus braços o cobertor que aquece o meu corpo nu.
Agora tu dormes no meu ombro,
Como num encanto, mulher que enfeitiça,
Ao despertar com um sorriso de me beija, balançando a cabeça,
Há essa noite o prazer nos cercara,
E o seu sono será apenas pausas amenas
Essa noite seremos só eu e você e morremos várias vezes de amor e prazer...
Não sinto tua falta.
Não sinto a falta do teu cheiro
de perfume importado
que exportou de mim.
Não sinto falta
do teu erre puxado,
nem do teu beijo
gosto-de-dente
que morde coração-envenenado.
Não sinto tua falta.
NÃO SINTO.
Nem lembro de você.
Nem da tua respiração ofegante.
Não sinto falta.
Eu sinto ânsia.
Distância.
do teu signo-preto,
do teu silêncio-grito
Sinto ânsia.
E a provoco.
E enfio meus dez dedos
na garganta
pra ver se vomito teu ser
da minha alma.
Descobri o meu país
Subi a montanha
e no seu topo os anjos me cercaram
e me engrinaldaram a fronte
com as flores do céu.
Asas zumbiam
em harmonias fragílimas
e vozes de arcanjos louvavam a paz.
Derramaram sobre meu corpo
sete bálsamos purificadores
e fizeram-me beber
ambrosia e mel.
Banharam-me no rio da música
e eu saí ingênua
como o canto de uma criança.
E depois surgiram novos anjos
e não havia noite
e não havia dia.
E a ambrosia e o néctar
deslizavam com fartura celestial.
E novas canções se entoaram
sempre em louvor a Deus.
E não havia noite
e não havia dia.
E aos poucos cresceu dentro de mim
o desespero
e eu busquei em vão os olhos celestiais.
Eles nada diziam
e cantavam a paz.
E aos poucos uma nostalgia
me enlanguesceu
e eu era o arco distendido
sem a flecha
e eu buscava o ar
sem respirar.
Um anjo me interrogou: mais néctar?
Eu gritei: quero cheiro da terra!
E o anjo me perdoou
E eu cansei de ser perdoada,
eu queria sofrer.
E não havia noite e não havia...
Quebrei minhas asas,
desci a montanha
e vivi na Terra!
Homens amavam
e cansavam do amor.
Homens bebiam sangue
e descobriam
que não desejavam brigar
Entoavam-se cânticos místicos
onde só havia a insatisfação.
E depois homens morriam
e todos sabiam que era o fim.
Nem a terra,
nem o céu!
Fechei-me num quarto,
inventei outro Deus,
outro céu, outra terra
e outros homens.
Nota: Esse é um dos dois únicos poemas que foram publicados em vida por Clarice Lispector. O outro poema publicado em vida pela autora é A mágoa.
...MaisMães não deveriam ter pressa nem cabelo escovado. Não deveriam usar calças brancas ou sapatos com salto. Principalmente não deveriam ter medo de chuva nem relógios de pulso.
Qualquer tipo de relógio deveria ser banido do tipo mãe, já que pra elas estes deveriam ser itens supérfluos, dispensáveis, irresponsáveis.
Pois é uma irresponsabilidade contabilizar minutos de afobamento diante da eternidade que a infância representa.
Mães não deveriam ter sono e sua fome deveria ser somente de algodão doce, pipoca e quindim.
Mães deveriam ser somente pacientes_ com casacos difíceis de abotoar, bolsos cheios de tranqueiras, paradas repetitivas para recolher objetos enigmáticos pelo caminho, cadarços desamarrados e preguiça de tomar banho.
Mães não deveriam ter obrigações oficiais ou judiciais. Seu ofício deveria ser simplesmente adivinhação, mímica, teatro de fantoches e pintura a dedo. Pra elas não deveria ser necessário manicure, depilação ou baby liss. Seu sorriso deveria ser sempre uma risada barulhenta e sua voz, um convite à fantasia.
LEÃO
veio da savana reluzente como ouro, resiliente como a fênix; é leoa de coração valente. é morrer de amor e ressuscitar no próprio fogo da paixão. é ter alma ampliada revestida na própria imensidão persistindo sem medo no querer. quando nada vai bem, ninguém precisa saber: seu rugido é mais alto que a própria confusão. ela que aflora alegria, respira carisma e ousadia, veste a juba do ego para desfilar. é ter o prazer de experimentar a vida com luminosidade, ser atração principal e liderar com naturalidade. e apesar da vaidade, seu coração é excesso de eletricidade. personificação do amor romântico, se nada for recíproco, basta um sopro para apagar sua chama. sempre animada e entusiástica, sua amizade é suprassumo que inspira otimismo onde toca, marcando sua presença de forma determinada e poderosa. é ser hipérbole e viver à frente do próprio tempo e espaço. é ser sol e ter a expressão de majestade por possuir o coração mais nobre.
Precisamos lembrar do passado, das escolhas que fizemos que nos tornaram o que somos hoje;
Preciso lembrar do passado, das promessas feitas que ainda não foram cumpridas;
Precisamos lembrar do passado, das lições que a vida insiste em nos ensinar;
Precisamos lembrar do passado, das amizades que perdemos por falta de atenção;
Precisamos lembrar do passado, dos amores que ficaram para trás e não podem voltar;
Precisamos lembrar do passado, das pessoas que nos inspiram a todo momento;
Precisamos lembrar do passado, das canções que formam a trilha sonora da nossa vida;
Precisamos lembrar do passado, dos erros cometidos que deixaram cicatrizes eternas;
Precisamos lembrar do passado, dos livros lidos que nos preencheram de conhecimentos;
Precisamos lembrar do passado, de quem esteve ao nosso lado até aqui;
Precisamos lembrar do passado, dos sonhos criados mas ainda não alcançados;
Precisamos lembrar do passado, lembrar que para lá nunca devemos voltar
Corpo pulsante
Dois dias, uma noite, um sonho, vários desejos.
Uma manhã, um pensamento, uma sensação, vários sorrisos.
Um corpo pulsante, quente, trêmulo e aflito.
Uma ausência, uma sede, uma ânsia, um vazio.
A pele, um par lábios, uma língua, dez unhas (que anseiam ser garras).
Um instinto, a luxúria, delicada, suave, macia e selvagem.
A menina, a princesa, a mulher e aquele sorriso.
O açúcar
O branco açúcar que adoçará meu café
nesta manhã de Ipanema
não foi produzido por mim
nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.
Vejo-o puro
e afável ao paladar
como beijo de moça, água
na pele, flor
que se dissolve na boca. Mas este açúcar
não foi feito por mim.
Este açúcar veio
da mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira, dono da mercearia.
Este açúcar veio
de uma usina de açúcar em Pernambuco
ou no Estado do Rio
e tampouco o fez o dono da usina.
Este açúcar era cana
e veio dos canaviais extensos
que não nascem por acaso
no regaço do vale.
Em lugares distantes, onde não há hospital
nem escola,
homens que não sabem ler e morrem de fome
aos 27 anos
plantaram e colheram a cana
que viraria açúcar.
Em usinas escuras,
homens de vida amarga
e dura
produziram este açúcar
branco e puro
com que adoço meu café esta manhã em Ipanema.
TBT
Dizem que na quinta-feira
é dia de TBT:
hora de lembrança ter,
saudade pra ser certeira!
Mas eu acho isso besteira,
sempre penso no passado,
um lugar já visitado,
um alguém além do tempo,
um dia, um bom momento
no meu peito registrado.
MULHER
Vivo buscando
dos gestos, o equilíbrio.
Mas nem sempre sou fada,
as vezes sou fera.
Sou o bicho da seda,
e sou da seda, o bicho.
Eu sou mulher.
Sou mais o amor
O amor é insubstituível
Ele é calmo e impulsivo
Mas sempre indestrutível
O amor tem o poder de nos fazer acordar sorrindo e dormir chorando.
Ele é pranto e alegria, mesmice e magia.
Ele tem cor e sabor
Dor e alívio
Seja o que for: Sou mais o amor!
Pedro Veraszto
destino
me pergunto por que fiquei
tanto tempo com você.
se era medo de não haver
caminho algum depois de nós
ou se o futuro era apenas solitário demais
pra quem nunca soube ser sozinha.
Por lugares incríveis:
Por lugares incríveis
Aonde nunca estive,
Quero passar por lugares loucos,
Aonde foram poucos.
Quero ir para lugares magníficos,
Científicos, um ponto de paz.
Lugares felizes,
Aonde eu esteja bem,
Por lugares que me tranquilize.
por lugares, aonde o sol me aqueça,
O mar me fortaleça,
As ondas me cresça,
O vento me carrega,
E eu floresço.
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