O Poema eu sei que Vou te Amar Inteiro

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A solidão e eu

Eu e a solidão somos um
um poema de desilusão,
solitário, a solidão e eu
somos um...

Um parto no deserto,
um náufrago em mar aberto,
eu e a solidão somos um,
um natimorto, sem mar
nem porto, a solidão e eu
somos um...

A solidão e eu somos um,
um poema de desilusão,
passageiro solitário
no abismo do desespero
eu a solidão somos um...

Inserida por EvandoCarmo

O Maldizer do poema

Eu não posso dizer mais nada
Senão te considerar pessoa crescida
Tudo foi bonito, encarceraste-me
Então, escutas o que vou dizer
Por mais bonita que sejas
Decidi afugentar-te do meu coração
E da minha vida…!
Entendas, vai embora…
Levas a tua roupa e faças a tua mala
Nossa história foi mais perfeita, sim!
Mas hoje já não é mais perfeita…
Deixas-me buscar novas aventuras
Beijar novos lábios
Abraçar novos corpos
Sentir novos perfumes
Escutar novas declarações de amor
E substituir-te por um moça mais atrevida
Eu não quero mais saber de ti…
Aliás, nossa história chegou ao fim
Cansei de dormir ao teu lado
E fingir que ainda te amo
Escutar-te a chamar-me de amor
Não posso esconder isso
Que nasceu dentro do coração
Tu já não é aquele mulher
Que um dia escolhi para ser companheira
Já não encantas mais o meu coração
Desculpa dizer…
Mas agora tu apenas me incomodas
Sinto perfeitamente Sujo
Ao sentir os teus abraços
Ao sentir os teus lábios beijando-me
Ao sentir o teu corpo junto ao meu
Oh! Lércia…!
Se tu quiseres podes me odiar
Mas o meu coração está frio desse amor
Mesmo quando acordas de manhã
E diz-me “Até logo amor!”
E apenas respondo para evitar o silêncio
No fundo, já não és especial
Eu deixei de amar-te há bastante tempo
Não sinto mais nada contigo
Senão um nojo predefinido
Lércia, levantas e pares de choramingar
Pois, o frio que está dentro de mim
É irreversível …
Vai arranjar alguém ao teu nível
Ou arranjas por ai um Joaquim!!
E afogues as tuas mágoas…
Para ser sincero…
Não te vejo mais como mulher
Lércia… levantas e vás brilhar como flor
Para outros homens que te podem querer
Sai, vai fazer maquiagem por aí;
Vai, retocar o teu cabelo;
Vai trocar de vestido, encantes outro coração;
Para mim chega, chega...

Daniel Perato Furucuto
Massinga

Inserida por Furucuto

⁠Poema - Meu Coração é Alvinegro

A vida me fez santista
E eu fiz do Santos a minha vida
É o clube que admiro
Alvinegro da Vila Belmiro
O único a parar guerras
Com a melhor equipe da terra
Liderada pelo rei Pelé
Time de muita fé
Quem torce, sabe
Berço de craques
Entre vários Robinho e Neymar
És o leão do mar.

Campeão estadual
Campeão nacional
Campeão continental
Campeão mundial
Time de muitas conquistas
Sempre na lista
Dos maiores vencedores
Salve! os torcedores
Que apoiam toda vez
Todo lugar já teve
Te abandonar jamais
Te amarei cada vez mais.

Branco e preto
As cores que carrego no peito
Meu coração é alvinegro
Time de branco, time de preto
A sigla é SFC
Faço tudo por você
Na alegria ou na dor
É o meu primeiro amor
Não existe depois
Contra tudo e contra todos
Quando o assunto
É o maior brasileiro do mundo.

Inserida por 10uilton

⁠Poema - Desemprego

Desemprego
Cidadãos pobres e negros
Os mais atingidos
Eu ainda acredito
Em melhoria
Nos próximos dias
Mas tá cada vez mais difícil
Eles colocam a culpa na crise
O cara que é solteiro
Já é difícil viver sem dinheiro
Imagina o pai de família
E quem não tem moradia
Todos querem trabalhar
Mas quando vai procurar
Não passa no quesito idade e aparência
O jovem por não ter experiência
E quando consegue fazer faculdade
Dizem que já passou da idade.

Quem tem uma vida boa
É fácil julgar as outras pessoas
Já citei em poema anterior
É por falta de amor
E de compromisso dos políticos
Meus versos são críticos
100% realismo
E quem fala que é vitimismo
Não conhece a realidade
Por que não oferece oportunidades?
Pois viver de bico é complicado
Boletos atrasados
Tem que ser guerreiro
Para não se entregar pro desespero
Deus é quem guia
Em segundo a família
Que traz esperança
E o futuro das crianças.

Inserida por 10uilton

Um dia
Eu tentei escrever
Poesia
E quando o dia amanhecesse
ter em mãos um poema escrito
Um poema
Bonito, pra quem o lesse
Sem querer entrar no mérito
dia desses, eu queria
Escrever assim, do meu jeito
No pretérito imperfeito
ou no futuro do subjuntivo
Pra falar do Sol
ou do Céu encoberto,
Falar do futuro incerto
e das portas fechadas
ou, quiçá, falar das estrelas
que eu vejo na madrugada.
Eu deixei as janelas abertas
para vê-las
Iluminei meu quarto
à luz de velas
Brinquei com as sombras das mãos
nas paredes escuras
Pensei em todas as esperanças
Concretas e vãs
Que temos ou tivemos
Analisei cada uma
das conjecturas possíveis
Viajei pelas estrelas
e lugares
pra lá de inimagináveis
Adormeci, sonhei e acordei
e quando dei por mim
A vela se acabou,
o dia amanheceu
A noite chegou ao fim
e a inspiração
não tinha vindo
senão
Eu faria um poema lindo
e depois
eu o dedicaria
De mim
Para tudo mundo.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Mandaram eu escrever um poema
Cujo tema fosse a palavra problema
Por achar coisa difícil perguntei:
Como assim
O problema está no início
ou está no fim?
Está no Mundo ou em mim?
O problema pode estar atrás da porta
Só os mortos não tem problemas
Os fracos e os fortes os tem
E mesmo estando presente
Ele pode vir lá do passado
Num dedo quebrado,
Embarcou no bonde errado,
Recebeu um mal olhado.
Todos temos um problema
Que julgamos ser individual
e na verdade é coletivo
e afeta a toda a Humanidade
difícil saber qual é
às vezes
a gente toma o problema nos braços
e aperta contra o peito
com toda força
Por medo de perder
E ficar de coração vazio
Ainda bem que não pediram
Pra apontar a solução.

Inserida por edsonricardopaiva

Qual será o poema mais bonito
que já foi escrito?
Eu o vejo todo dia
Não é poema, é poesia
Recitado com o Verbo Divino
A primeira vez que o lí
Eu ainda era menino
E nem ao menos compreendia
tanta beleza que via
Quando olhava o Céu e as Estrelas
Havia comida à mesa
E borboletas e formigas
no quintal
E às vezes dentro de casa
E mesmo sem nunca tê-los visto
Eu sabia que existiam
As Florestas, O Mar e o Amor
O Amor de Deus
A me dar atenção
E a emprestar-me
a compreensão
e poder ver tudo isto
Era-me algo tão natural
Que um dia então
Eu quase que pensei
Que eu era mau
Ao descobrir
Que nem todo Mundo
Enxerga as coisas
Sempre igual.

Inserida por edsonricardopaiva

Hoje eu queria. Ah, como eu gostaria!
De escrever um poema
Que entrasse na ordem do dia
Palavras que a ninguém ofendesse
mas que porém, confundisse
e quando finalmente você visse
Achasse que é poesia
um poema que vencesse
concurso de fotografia
poema que te pedisse
pra aparecer qualquer dia
Que agradasse a Ana Júlia
A Patrícia e a tia Luzia
Que fosse tão interessante
a ponto de ficar exposto
na sala, na sua estante
botasse um sorriso em seu rosto
se a letra fosse miúda
você fosse procurar a lupa
e te fizesse ficar muda
ao perceber o meu pedido de desculpas
uma mensagem subliminar
neste poema tão vulgar
mas eu já sei que não vai ler
então eu vou ficar assim distante
sem um poema em sua estante
e um cantinho em seu coração.

Inserida por edsonricardopaiva

Eu queria escrever um poema simples
Que falasse um pouquinho só
De coisas que a gente, normalmente
Tem deixado sempre de lado
Eu queria dizer coisas
Que te fizessem perceber
Ou que talvez me acordassem
E fizessem olhar
Pro ar
Pro Mar
Olhar para o Céu
Parar de olhar somente
Para as coisas que definitivamente
Não valem
Por mais que, de repente
Me calem
E que mais tarde
Olhando direito
Não convencem
Muito menos
Impressionam
Pois, na verdade
Nada me impressiona tanto
Quanto os raios do Sol
A fugir por detrás das nuvens
Irradiando Luz prateada
Eu queria só saber
Por que é que não consigo
Te convencer
Por que é que você
Olha, ouve... diz que pensa
Faz cara de paisagem
Mas nunca, porém
Entende nada
Continua vivendo ensimesmada
Parada, julgando o que não viu
Chorando o que não sentiu e nem viveu
Por que é que eu não consigo
Num simples poema simples
Fazer-te entender
As coisas que digo?

Inserida por edsonricardopaiva

Eu
Procuro urgentemente
Um coração sincero
Pra guardar lá dentro este poema
Que escrevi na folha de papel
Da folha de papel
Eu fiz um avião
O vento veio e o carregou
Saiu em busca
De amor inteiro
E não de meio amor
Alguém que me faça sentir
Vontade de lembrar
Das coisas que falamos ontem
Alguém pra eu poder
Pensar o dia inteiro
Ser dono da saudade que ela sente
E a causa do sorriso em seus olhares
Procuro um coração que também voe
Eu busco urgentemente
A alma inteira e boa e verdadeira
Que queira de verdade
Ser a alma companheira
Dessa metade de alma
Que, feita de papel
Flutua ao léu
Pra andar de mãos dadas na rua
Escrever seu nome junto ao meu
Em algum lugar lá do céu
Pra nunca mais viver à toa
Procuro alguém
Que nada e nem ninguém
Jamais a separe de mim
Alguém que queira alguém assim
Desse jeito que escrevi
Pois o poema
O vento há tempos que o levou
Mas eu ainda estou aqui.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Poema de infância.

Uma folha de papel
Creio eu que era de pão
Nem chegava a ser folha inteira
Acho que meia folha não era
Creio eu que era quase meia
Era infância ainda
Talvez fosse um dia de verão
Creio eu que era primavera
Só me lembro que fazia uma tarde linda
Creio eu que depois choveu
Faz muito tempo aquele dia
E, se é que choveu
A chuva foi mais linda ainda
Era um tempo de paz, talvez
Não existe certeza de mais nada
Hoje eu penso que paz nunca houve
Então eu desenhei um peixe no papel
Me deixem chamá-lo assim, de peixe
Pode ser que fosse um golfinho
Pois não caberia uma baleia
Numa folha tão pequena, diminuta
Que não chegava nem a ser meia
Daquelas que, na alegria da infância
Se cata na ventania
E guarda pra sempre na alma
Com a calma dos anos passados
Mas agora eu compreendo
Que momentos bobos assim
São os que vão ficar eternizados
Uma tarde chuvosa
Num papel amassado
O mesmo sol, que hoje arde no céu
Mas compreenda
Que há tardes em que brilha diferente
O Sol, o céu, o golfinho, a felicidade
Na verdade essas coisas existem
Muito menos neste mundo em que vivemos
E muito mais
Aqui, no coração da gente.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

POEMA PARA O AMOR NA DOR.
Eu já viajei por estradas de vento e saudade como se cada curva fosse um corte na carne do tempo até descobrir que o amor espera à margem da estrada exangue e solitário.
Eu vi teus olhos como duas chamas bruxuleantes no crepúsculo do mundo e ouvi no silêncio teu nome mais profundo do que todas as vozes que se perderam na noite.
Cantaste a canção que não termina e a dor tornou-se verbo que pulsa como coração ferido de tanto amar a quem não volta.
O amor é esta estrada interminável onde cada batida de peito é um grito e cada lembrança é um corte que sangra luz e sombra.
Eu te amo como quem espera junto à beira do caminho sabendo que a alegria só existe porque a dor ensinou-me a reconhecer o valor de cada gota de vida.
Ainda que o mundo se acabe entre nós eu guardo teu nome no centro mais ardente do peito onde a dor é chama e o amor é chama mais forte ainda.
E assim eu canto até que o tempo se renda ao meu amor feito dor e a dor se renda ao meu canto feito amor.
Autor:Marcelo Caetano Monteiro .

Inserida por marcelo_monteiro_4

Se eu pudesse transformar
o meu poema em realidade
escolheria aquela parte
onde não existe realidade.

Inserida por JoniBaltar

⁠Um poema é um todo de uma parte inteira
como o eu do homem que no final das contas
é alguém feito das palavras de outro tantos...

Inserida por Leonardojjms

⁠Da América do Sul
eu sou o último
soldado da trincheira,
Poema de sete
assentamentos,
Letras de sete
indomáveis ventos
agitando o mar
para a memória
jamais se apagar.

A ironia orquestrada
a palavra descumprida,
não serão ultimatos,
porque o justo sempre
há de ser irrenunciável,
a história, a verdade
e os fatos jamais
serão apagados.

Neste oceânico
poemário altivo
como o vale
e de uma história
que envolve
uma questão
não honrada,
e uma injustiça
cometida no dia
primeiro que por
haverá sempre
de ser relembrada.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Eu sou o poema
da dupla fronteira
venezuelana e brasileira,
E de todos os povos
originários do continente.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Eu te cubro todo
com as poesias
das sete cores,
E trago para perto
o poema amarelo
com a fé que o nosso
amor vai dar certo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Das lágrimas da Mãe,
Do Mistério de Mani,
Do que chegou até a mesa
_eu fiz um poema.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Quando faltam respostas,
eu olhos para as estrelas,
Quando sobra a indiferença,
eu escrevo poemas,
Nenhum silêncio é sentença,
o quê mais vale nesta vida
é ouvir a percussão do Camboatá tocado solenemente pela ventania.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O verdejante Juvevê
acena como um poema
acariciado pelo vento,
Eu tenho pensado
em nós a todo momento.

Inserida por anna_flavia_schmitt