O Poema eu sei que Vou te Amar Inteiro
Eu não posso me deixar sofrer assim,
Mas o passado teima a ficar dentro de mim.
O passado passou e passando ainda passa
Como um corte profundo feito por navalha.
É culpa,
É saudade
É remorso,
É vontade!
Mas não sei se é amor!
IGOR IMPROTTA FIGUEREDO
O Teu Rosto
Eu não quero mais ver teu rosto
Ele sempre tem que voltar
Nesse barulho todo aqui dentro
Que teu silêncio faz
Será que é pedir demais
Te esquecer?
Teu rosto ficou em mim
É nele que minhas mãos querem estar
É nele que meus lábios querem encostar
Nesse calor sereno
E esse perfume feito chá de canela
Olhando nessa janela
Que é teu olhar ao meu.
Será pedir demais te beijar?
Que te esquecer te lembrando
A qual escondo o por dentro,
Estar difícil bem te amar
Porque por dentro eu morro
E o teu rosto permanece em mim.
O Teu Corpo
Eles vão me chamar de louco
Quando eu começar a gostar do calor lá de baixo
É que tua pele tem o perfume do pecado
Mesmo sabendo que é proibido,
É proibido imaginar que eu possa gostar
Do calor do castigo por te amar.
Eu prefiro o meu calor no teu frio
Mesmo sabendo que no teu corpo
Tem o pecado e a dor
Nesse macio frio quero todo dia estar
Quero tocar as sete arpas da lira
E como um lírio perfumado te beijar
Tenho que me conter
Que desejo teu corpo
Que desejo teu abraço ardente
E que não me conteria em apenas pegar
Em tua mão delicada sem te abraçar
Eu não quero mais te assustar
Talvez seja melhor viver sem te ver
Não dar mais para te ver e não ser ninguém.
Não ter um significado para alguém
É como morrer e não ter velório.
Morro quando tu viras as costas e vai embora
É porque sinto que se vai um pedaço de mim
Um pedaço de mal caminho
Um mal caminho mau andado
Que desejo com o desejo sem fim
É porque enfim te quero
E com toda ternura te venero
Mas te respeito confessando que nunca trilharei
Esse teu caminho ao meu
É que quero teu corpo ao meu.
@Cicerolaurindotextos
Vicissitude
Não precisa me dizer
Eu sinto
O calor que embaça
Sob céus vazios
Poluído
Espera aí...
Onde pensa que vai?
Sei que está confuso,
Mas por que não espera um pouco mais?
Não precisa repetir
Eu sei que tarde
A lua te suspendia
Sobre um rio
Sinto muito...
O que te levaria a tanto?
Tão longe assim?
Sozinho
Enfim.
►O Palhaço II
Olá, sou eu novamente
Formando em versos mais um pensamento
Pena que seja no lamento
Mas vejam, dou-lhes um presente.
Minha face mostra um sorriso
Animar os amigos, as amigas
É bom vê-los em alegrias
Amigos, amigas, teus sorrios preciso.
Vivo em prol de saídas
Me vejam como um psicólogo
É grátis, aproveitem logo
As tristezas serão destruídas.
Escrever é uma arte
Você só precisa da caneta
Irão dizer que é careta
Não se preocupe, faz parte.
Ontem escrevi versos
Me disseram que para isso não presto
Tudo bem, mas sou honesto
Mas, vejam em meus versos, gestos!
Cinema
(Victor Bhering Drummond)
Sim, eu vi a luz
Como o reflexo de um prisma
Ela invadiu a sala
Tocou minhas retinas
Como um toque de cura
Hipnotizou meus sentidos
Calou a plateia
E foi aos poucos projetando
Romance, drama, comédia
Aventura, ficção, ação
Semanalmente para
O roteiro real da vida de cada um
Que precisa de pausas eventuais
Para encontrar com ela,
A majestosa luz
Que projeta sonhos dos outros
Alimentados por nossa imaginação
Aquele projetor mágico
Transforma a cidade pequena
Num grande cenário de hollywood
Nem que seja por uns instantes
E leva Brigittes, Audreys, James, Leonardos, Elvys para quase sentarem-se ao lado
Do pobre cavalheiro abandonado
Ou beijar os lábios da dama
À espera de seu príncipe encantado
Ah! A luz! A luz do cinema
Me faz fazer poema
Como se ele tivesse o mesmo fôlego
De um roteiro.
Meus pobres atores
Não podem competir
Com essa luz poderosa
Da Mulher-Maravilha.
Vamos deixar que essa luz que me enfeitiça
Siga sua trilha
E inspire mais poetas encantados
Com seu furor que nos
Paralisa e atiça.
FÔLEGO
--Você ferrou meu coração
Foi o que ele disse
--Não! Eu o salvei
De corpos vazios
Peito sem saudade
Noites sem sonhos
O salvei da mesmice
Dos dias comuns
Da vida sem tempero
O salvei de ter sempre os pés no chão
De ter todas as respostas
De não fazer do sim ou não a única opção
Salvei seu coração de sua própria razão.
A boneca de porcelana
Quando eu era criança eu quebrei uma boneca de pano de cabeça de porcelana que pertencia a minha Vó. Compelido pela culpa e pelo medo a escondi na própria estante onde ela ficava de enfeite, entre outros trecos e troços lá guardados a escondi junto com seus próprios cacos.
Se passaram dias e a culpa em mim se estendia e eu me perguntava o porquê de eu não ter feito diferente, mas já era tarde, já o tinha feito, já tinha quebrado a boneca de minha vó.
Quando resolvi consertar o erro sem conserto, me fiz de espanto: A boneca não estava e nem mesmo seus cacos.
Mas onde será que estava a tal boneca? Jogada fora provavelmente... Ah... Minha culpa não passou, ela continuou a me ferir, veja bem, a boneca escafedeu, sumiu dali!
Os dias se passaram e a boneca apareceu!
Já não mais naquela mesma estante estava.
Minha avó tinha colado caco por caco, pintado novamente traço por traço!
Então lhe perguntei:
- Vovó, a boneca ainda prestava? Fui eu quem a quebrou vovó, me desculpe, estou muito triste por isso.
- Nem a sua tristeza meu filho e nem a culpa consertariam a boneca, apenas cola, muita paciência e amor. Ingredientes que você não possuía, só eu. Deveria ter me procurado e eu te ensinaria a consertar seu erro.
Escondemos o nosso erro, não buscamos resposta de Deus, o ignoramos completamente, esquecemos que quem nos ensina, que nos mostra como mudar o caminho, consertar os erros, refazer a nossa Historia é DEUS.
Busca resposta de Deus e os seus problemas podem ser resolvidos muito antes do que você esperava. Amém?
Por: Igor Improta Figueredo
Soneto de um Segredo
Eu tenho alguma coisa aqui guardada,
Mas não há verbo que a diga. (ainda)
Algumas palavras pela voz entoada
Solfejando canções de uma voz bendita.
Tem coisa que nem a poesia revela,
Coisa que até o diabo duvida e Deus não espera...
Tem coisa que se diz e outras que nem deveríamos pensar.
Algumas verdades até machucam o coração de quem para, para escutar.
Mais este efusivo verso para ela aqui dito,
É dotado de um segredo muito quisto e bonito.
Só um toque poético suspirado para o ar!
O segredo que aqui guardado,
Em meu peito entalado
Uma hora fugirá pela boca a ecoar!
Igor Improtta Figueredo
Amor,
O que é amor?
Em suas diversas formas, como dor
Eu queria saber o que significa
Uma emoção?
Uma reação!
Logo que devemos sentir
Ou expelir?
Eu nunca fui amado
Talvez porque não fui suficiente
Para que ser?
Se nem eu posso me ver!
A dor que me corrói
É simplesmente a mesma que me destrói
Como um vento
Vou com o tempo
E sempre que sou deixado para trás
Sem me questionar, me pergunto
O que significa amor?
Eu estava de olhos fechados
Concentrada e feliz
Por um segundo espiei
E não acreditei no que vi
Fechei os olhos novamente
Transbordei de alegria
Me perco nessa mania de querer
O impossível
Será irreversível?
Pois que se mantenha distante e invisível
O que eu não puder tocar.
E digo a quem fez a justiça, condenando meu amor por ti...
Por tua razão não fui julgado, eu confessei ter errado!
Só por ter amado e cravado seu pensamento com tanto amor assim!
Um pedaço de mim é seu
E um pedaço do ser sou eu
Que pensa assim saber
Por que se esqueceu
De momentos bons
De momentos ruins
De histórias boas
De amor sem fim
Um poema é mais que texto
É a alma ao se expressar
É pensar em um dueto
Só em ver o teu olhar
Estar ao seu lado é graça
Sua companhia é certa
De tela ao meu lado
Todo tempo que me restar
O céu estava rachado
E não era mais perfeito
Eu posso estar errado
Ou talvez,um insignificante pensamento
A natureza me engana
Suave e lento é o vento
Destruidora e maliciosa
Sente e aprove este evento
Estamos parados, mas não foi por querer,
Foi ao acaso que tudo parou
Será que eu posso realmente te esquecer???
Mas quando eu sofrer (caso eu sofra) não vai prestar,
Eu vou quebrar tudo e desligarei os monitores.
DESAJUSTADO SOCIAL
Eu rabisquei seu nome dentro de um coração
Num beco sujo da cidade
Mas me assustei e ocultei essa paixão
Num segredo com sete chaves
E de bem longe eu te vejo e explodo de emoção
Furtando meu mundo perfeito, assim como ladrão
Eu fico louco de desejo ,estranha sensação
De ver você,em meio a sombras geométricas
E eu me atirei sem rumo (e sem direção)
Numa fria chuva de Abril
E eu bem sei,até certo ponto"cê" tinha razão
Eu não me ajusto a sociedade
Um zé ninguém que sem trabalho vive num porão
Aos trinta e cinco de idade
Mas me conheço e me respeito com a mesma proporção
Do amor que eu sinto em meu peito e escrevo essa canção
E fecho os olhos quando canto em meio a multidão
Vejo você...naquela noite ela não estava não .
E eu me atirei sem rumo (e sem direção)
Numa fria chuva de Abril
Não existe algo que me pertença, nada que se ostenta
Só um punhado de poemas e meu violão
Também não sou do tipo de homem que pensa
Que possa valer a pena, uma mulher que se compra...
Até sonhei com a gente de mão dada no centrão
Vem da minha vida fazer parte
Mas acordei com a saliva fria num balcão
Foi tudo um simples disparate
O advento da poesia traz transformação
Com três acordes e a essência ensaio o meu refrão
E as luzes do palco da vida afastam a escuridão
Vejo você, num dia claro e lindo de verão
E não mais andei sem rumo (e sem direção)
Numa fria chuva de Abril.
Sertão
Há tantos rascunhos escritos
Que ao ler
Eu me pego a chorar.
O tempo passa tão rápido
E eu não sei explicar
A saudade do meu sertão
Que hoje veio me apertar
Maltrata meu coração
E faz os olhos derramar
Lágrimas de um paulista
Que ama o sertão do Ceará.
Alexandre C.
Poeta de Libra
2004
Construí uma Ilusão e coloquei-a na prateleira do meu quarto, todo dia eu acordo e olho para ela.
Deixe-me, é a Minha Ilusão, vai me dizer que você não construiu a sua?
E eu falo dela para todo mundo.
Se me ouvirem falar sobre ela não sintam inveja; construí ela aos 16 anos.
A realidade insiste em quebrá-la e eu já colei tantas vezes que já não há possibilidade de cola-la.
Deixe-me em paz, dona realidade; longe de você sou só eu e a minha Ilusão.
Linda, cuidadosa, amorosa e educada.
Poucos a viram, tenho medo de ser roubada, ela é uma joia dourada… rara, dessas que não existem mais, nunca… nunca mais.
Bardo
Viajante, eu te pergunto
“A tua paz a dúvida mina?
Não domina bem esse assunto?!”
Acompanhado pela calmaria da harpa
Parei unicamente para tirar uma farpa;
Bancando o tal bardo das culturas celtas
Garoto pardo andando em um carro celta
Tornando-se músico e poeta;
Compondo um clássico poema;
Viajando para além das fantasias
Me partem os mitos e as alegorias
Os recitados fazem parte das galerias;
Tais versos traduzidos de uma cantiga
Trago tal poesia de uma Europa antiga
Bem-vindo as novas poesias
Eu sou um contador de histórias
Apresentarei as verdadeiras lendas
Ele está presente, aquele negociante!
Num conto oral, e em cada vogal e consoante
Quem é você?
Eu sou aquele que sente medo
Sou aquele que possui sonho
Sou a realização do sonho
Daquela que um dia teve medo
Eu sou aquele que ama a vida
Que respira e pira.
Sou a inspiração que te inspira
Eu sou aquele que vive a vida
Eu sou o erro da equação
De dois corações que se amam
Eu fui fruto da paixão.
Hoje, os corações se partiram
Pois quem sou ainda não sei
Mas e você! Sabes quem é?
Alexandre C.
Poeta de Libra
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