O Copo Nao esta meio Cheio
Copo Sujo e Bar Qualquer
Um tempo
De
Se beber
Solitário
Num buteco
Lendo
Desinteressado
O jornal
De
Um dia
Qualquer
Seu
Precioso
Momento
De
Solidão
Imaturos por natureza,
um mundo às avessas,
galgando um pouco a cada dia.
Mas o copo nunca estará cheio,
só um pouquinho acima do meio.
A maturidade é uma eterna busca
nesse enleio.
Havia ele ficado tempo demais inerte na frente do copo vazio
Pensando nos corpos que usou para esquecer aquela com quem vivia
Muitas das quais nem lembra ou lembra pouco
Mas porque sofre por ela ?
A que desrespeitou tantas vezes
Que o diminui ...
E até humilhou
Ela era soberba e inrazoável
E mentia ...
Ah! Como mentia
Mas repetia para si mesmo:
" É a mulher da minha vida "
Não não era
A vida era maior que ela e melhor
Ela fez um poço no peito dele e extraiu toda a água
Ele agora estava seco,
Infértil
Era deserto
Estava tentado pelos demônios que ela deixou
Estava com sede de vida
E fome de sonhos
Ela estava longe da perfeição
O copo vazio chamava alguma fada verde ou algum ouro
Precisa ele regar seu terreno
E tentar fazer algo
Ele olhou para outros olhos famintos que acompanhavam seu desterro
E, assim, pensou:
Essa bebe , fuma e fala palavrões
Essa é perfeita
Saíram do bar juntos
Nunca mais os vi
Fiquei ali vendo o copo vazio na minha frente e pensando no meu florir
Quem sabe amanhã acordo na hora certa
Se o vinho realça as ilusões, deve ser por isso, que depois do segundo copo a sua imagem fica tão nítida no meu pensamento.
Quando teu ego te convencer de que fez muito em lavar um copo, olhe para o armário e certifique-se de questionar-se quem lavou todo o resto dos utensílios. Tudo o que você faz é importante, mas nada do que faça é o suficiente para te fazer melhor do que ninguém.
Copo de Vidro
Quando um copo de vidro é quebrado,
você pode tentar colar seus cacos.
Mas este copo se tornará frágil,
e ele quebrará de novo e de novo.
Não importa quantas vezes você cole,
serão caquinhos cada vez menores,
nunca será um todo novamente.
Serão apenas caquinhos desconexos,
que você tenta e tenta conectar.
Não importa o quanto você se apegou,
ele não será mais aquele copo.
Sendo assim, termine de quebrá-lo,
quebre em pedacinhos menores ainda.
O transforme em areia novamente,
e deixe-o ser levado pelo vento.
Sou as gotas de veneno no copo de vinho. Sou a lápide no monte verdejante e quedo. Das flores eu sou o espinhos. Sou o teu sonho triste e cheio de medo. Sou noite tenebrosa de lua cheia. Sou as tuas lembranças pálidas e vazias. Sou a solidão que à tua casa vagueia. Sou o vento que corta a noite fria. Sou anjo mudo de asas quebradas. Sou o teu tudo e o teu nada. Sou as palavras tristes das tuas poesías. Sou a sinfonia da morte e seus agouros. Sou a lentidão das horas que aflinge os teus dias. Sou aquele que te faz chorar e depois ri do teu choro. Sou o fio afiado da navalha que fere os teus vãos sentimentos. Sou a força invisível que rasga véus, mantos, mortalhas... Sou aquele que perfura as entranhas de teus secretos pensamentos. Sou aquela tua sensação estranha que faz o tempo ficar mais lento. Sou o sangue amargo e escuro que verte da garganta dos seres impuros. Sou a fonte dos desejos ardentes da donzela que finge ser santa. Sou aquele que faz você chorar desesperadamente em longas e exaustivas preces. Sou o mal que em tua alma cansada e aflita cresce... E cresce... Sou o terror que nas ruas floresce. Sou o amor que por falta de afeto fenece. Sou a vingança que em teu coração nunca envelhece. Sou o passado que você teme e não se esquece... Eu sou o longo e macabro pesadelo da noite que nunca amanhece!...
Sorria para a vida. Sorria a noite toda, mesmo que ao deitar tenha que colocar seu sorriso num copo com água, ainda que seus olhos não chorem com lágrimas de próteses, você ainda consiga sorrir para a vida. Sorrir para aqueles que pensam que você está na derrota. Apenas sorria. Não importa a situação, não importa a sua idade. Sorria.
"Seu lábios gelados como um copo de licor tocam meus lábios. Sinto a embriaguez da dor entorpecendo meus sentidos e me deito no chão gelado de mármore e fico olhando para seus movimentos de adeus e fico ali naquele chão gelado e solitário..."
Bebo um copo de água. A quantidade de água que uso para lavar este copo é maior do que a quantidade que bebi. Algo está errado.
O poeta que fez da cachaça sua inspiração
Tem em seu copo vazio a certeza de muitas memórias
Sejam elas tristonhas, alegres, inventadas ou verdadeiras
Mas acompanhadas sempre da Cachaça Nogueira
À medida que se esvazia o copo
E a franqueza toma conta da conversa sobre a mesa
Revela-se feridas do passado, seus medos e suas incertezas
E sobre a mesa já se foi assim, meia garrafa de Cachaça Nogueira
Não há pressa em ir embora
E junto aos novos e velhos amigos, ouvindo e compartilhando histórias
Percebe-se que de garrafa vazia e mesa cheia
É hora de pedir ao garçom: - Traz mais uma garrafa de Cachaça Nogueira!
E a cada letra cantada uma recordação que faz partir o coração
E logo o violão decide fazer parte da conversa
Ouvindo músicas de Fagner, Belchior e João Bandeira
Me fazendo tomar mais uma dose de Cachaça Nogueira.
E como o pedido final, um brinde ao nosso encontro
É hora da despedida, mas o meu pedido em meio a essa tristeza
É que nunca nos falte na mesa de bar: Amigos e Cachaça Nogueira.
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