Nuvens
E essas nuvens densas nem parecem fazer diferença pro sol que brilhava a pouco tempo, é que já se acostumou com o momento e até o som nem parou pra escutar, nem mesmo vai tentar lembrar, porque não tem motivo para isso, esqueceu o sorriso que costumava alegrar o dia, mas a noite chegou, nela muita coisa acontecia, em fim, deixa acontecer e ao amanhecer talvez algo faça algum sentido, volte a preocupar com as nuvens densas, talvez até vá chover e você se preocupe em se molhar ou então em se queimar com o sol brilhante lá no céu que cumpri seu papel, talvez consiga descobrir, qual é o seu aqui, em fim, talvez seja o começo, mas deixa a chuva passar, depois de se secar a história é outra, troque sua roupa, pois a alma está lavada, agora a jornada pode recomeçar de onde começou!
05/02/21
Numa noite caminhando pelos pesadelos, encontrei um sonho perdido, nele percorri pelas nuvens, deixei fluir minhas fantasias, e acreditei que sonhos podem ser reais,depende somente de você fazer acontecer, e o medo é apenas um detalhe a ser trabalhado.
Sempre haverá perguntas sem respostas, sempre haverá respostas que não são verdadeiras, sempre haverá mentiras dentro de uma verdade, e verdades em uma mentira
Acontece que nada é eterno, e o castelo desmorona, e você pode ficar em baixo dele se sufocar até morrer. Você pode olhar ele se desfazer, e apenas continuar ali parado esperando tempo passar, ou você pode agradecer por isto ter acontecido, e viver uma nova realidade, retirando das ruinas peças para sua reconstrucao e tudo pode ser real.
Neste momento de muitas perguntas e poucas respostas, muitas dúvidas e pouca solução ! Sinto-me assim totalmente segura, onde o medo tenta me impedir, e a coragem me empurra, e na sede de acertar descubro que erro, e me empolgo, porque sei que posso acertar, mas como fazer isto ?
Medo misturado com coragem, desconfiança misturado com confiança, vontade misturada com desanimo, e vou olhando o tempo passar e descobrindo que eu tenho muito mais coragem que posso imaginar, refletido sobre isto! E esta tristeza já passa se transforma em sorriso quando vejo meu sorriso sinto força, e dai...eu puxo freio e depois solto!!
Acredito em seguida desacredito, choro muito e dali a pouco estou dando risada, brinco e depois fico seria, penso muito, me cobro, dali a pouco relaxo, uma face de não seis, onde peço a Deus sabedoria e Pacienca comigo mesma, para que eu me descubra como ser humano que sou, que tenho direito de errar e acertar, saber e não saber, decidir ou não meu proprio caminho, na intenção de me descobrir, acreditar que tudo isto só poderá me tornar mais sabia, e mais paciente a cada dia !
“Pior do que estar dentro da cerca é não conseguir vislumbrar nada além dela, e achar que tudo é igual do outro lado…”
Com certeza existe muitas cercas em nossas vidas inclusive de arrame farpado, mas nada e nenhuma pode deter sua vontade de ir alem ….
Quando do nada nos acontece alguma coisa boa depois de tantas ruins... Uma sensação de que Deus está muito mais próximo da gente do que podíamos imaginar ! A certeza absoluta que o comando está sobre suas ordens!
E que nada nunca é acaso !
Momento de refletir ”"Porque de tantas coisas "
se é nas poucas que me satisfaço"
Iara Rosires
Ar Luna
A lua escura, mortiça, canhestra, refratando-se no céu gelado.
Desenhando as nuvens plúmbeas com a sua face marcada pelos cogumelos de areia. Eu queria imaginar a minha saudade pintando as nuvens mortas, auxiliado pelo disco lunar.
Antes podia sentir, no frio da noite, na nebulosidade que cobre o céu, a escuridão que vem do meu interior.
Era tudo tão simples.
Pés descalços,unhas por cortar,cabelos emaranhados e a cabeça nas nuvens.
Haviam sonhos nos quais acreditávamos e a penúmbra da noite,indicava aconchego,carinho de mãe e uma ótima noite de sono.
Sorríamos de situações improváveis e sequer cogitávamos preocupações de ordem financeira ou sentimental.
A professora,o colega de classe,primeiro amor,tudo era tão único e intenso!
Sonhamos com nosso futuro e acordamos nu'um pesadelo.
Só desejei crescer e todo prazer de viver diminuiu,enquanto as dores só aumentam.
Da janela da minha sala eu vejo...
Um montinho de nuvens passeando,
Bem devagar, quase parando.
Vejo a alegria dos passarinhos
Que ,de árvore em árvore, vão voando.
Pelas ruas vejo gente à beça,
Caminhando , cada um para o seu canto,
Sem ter lá muita pressa.
Da janela da minha sala eu vejo...
Gente de toda classe,
Vejo alunos e Professores,
Vejo operários e também doutores.
Vejo a Cidade quando adormece,
E vejo também quando ela amanhece.
Da janela da minha sala eu vejo...
Coisas que eu nem queria ver;
Uns perdendo a vida,
Outros sem ter o que comer.
Vejo tanta coisa errada,
Que até a Justiça parece estar calada.
Da janela da minha sala eu vejo...
Enfim, uma pontinha de esperança
Na mudança do velho, no sorriso da criança.
Vejo até a vida ser mais feliz,
Nas palavras daquele que sabe o que diz.
Do abraço amigo e apertado
De quem da vida é um eterno aprendiz.
seu sorriso é como um raio de sol que vai se infiltrando em meio as nuvens da minha vida e vai aquecendo meu coração até não sobrar mais tristeza,nem arrependimentos,pois ao te conhecer o gelo que cobria minha alma foi quebrado.
Canto de Acolhimento
Cantei para as nuvens no céu nublado.
O tempo sentiu a dor na minha voz.
O vento soprou suave e também entendeu.
As árvores choraram ao ouvir o meu canto.
Elas sentiram a minha dor.
Será que estavam com pena de mim?
Eu as olhava fixamente.
De repente veio a chuva
e os pássaros também cantaram.
Estava tudo tão calmo e frio.
A chuva se fez forte
e também se pôs a cantar.
O seu canto competiu com o meu.
Então, calei o meu canto
e apenas ouvi a chuva.
Ela não queria competir com o meu canto.
A chuva queria acolher o meu canto.
E mostrar-me que a minha dor era a sua dor.
Inspiro-me...
Nas manhans em brumas,
das tardes de sois carmesins,
por trás de nuvens brancas.
Olhos que me vêem,
e pedem amor,
na espectativa da paz,
esperada de esperanças.
Quiçá!
No profundo silêncio,
da morna noite misterosa.
Procuro-te:
em sua árdua ausência!
A meu marido (memória)
Alquimia
olhei o céu
escuro
coberto
de nuvens negras
desejei
transformá-lo
lembrei
de sua alquimia
que
me transformou
que transformou
o metal
enegrecido
da minha tristeza
em nobre
e puro
ouro de Amor
em minha Alma
eu
estava
embriagado
sempre
acontecia isso
essa
embriagues
de lembranças
era corriqueira
até te
reencontrar
nessas
lembranças
balancei-me
na velha rede
dos sonhos
um encanto
um encontro
um reencontro
até que, súbito
um nunca
dois nuncas...
adormeci ali
naquela noite
e mergulhei
em sonhos
de esperanças
dos quais
recuso-me
em acordar
onde um
amanhecer
não desminta
com uma
ressaca
de desilusões,
que não
um em vão
sentir
que insiste
em existir..
Eu aqui sentado na grama olhando os pássaros, o sol e o rio.
O sol me aquece.
As nuvens desenham o céu.
Ouço o rio suave fazendo o seu caminho.
O vento sopra no meu rosto refletindo toda minha existência.
Eu pego um punhado de terra, coloco meus pés descalço sobre o chão, sinto firmeza, o solo refrescante me causa aquele conforto.
Sinto o cheiro das árvores.
O cavalo relincha.
As formiga me picam.
Os pássaros voam.
E o sol se despede mais uma vez
abri a janela
eram 06:06 da manhã
estava nublado
mas o céu estava tão lindo
como se as nuvens estivessem com raiva
e elas só queriam chorar
~Luna
Somos feito nuvens!
Ora ali! ora aqui! ora acolá...
Até sermos engolidos pelo tempo.
Somos nuvens passageiras.
Sabe, que tal deitar-mos nestas nuvens?
Deixando o vento, morosamente, caminhar sobre o majestoso lençol de estrelas, assim seguindo ao horizonte. Podemos até mesmo pedir a lua que cante aquela insigne música novamente. Aquela, que nos lembra o gélido dia de inverno, onde as mãos era a primordial chama. Vou aproveitar e escrever mais um ingênuo poema, para colocar dentre seus gastados sapatos ao amanhecer. Dentro, deixarei a pena do mais venusto pássaro da região, porém, não sei se te fará voar como desejas. Mas não te inquiete, já estou conversando com meu anjo, para que empreste, mesmo que um pouco, suas asas para tí.
Tempestade
Formam-se nuvens escuras no céu.
Coelhos entram em suas tocas,
formigas vão para os formigueiros
e pássaros se aconchegam em seus ninhos.
Mas os cachorros,
inquietos e espertos,
já sabiam.
Primeiro trovão.
O bebê chora,
a menina se enrola no cobertor e
o menino se protege dos monstros.
Os pais?
Correm para tirar a roupa do varal.
A chuva começa.
Carrinhos de comida saem da praça,
pessoas perdem seus guarda-chuvas,
tombos na calçada um atrás do outro.
"Não ia chover só amanhã?"
"Acho que a precisão do tempo errou."
(novamente).
Acaba a luz.
Alunos comemoram,
programadores reclamam
e alguns ficam indiferentes?
"Onde estão as velas?"
As nuvens ficam brancas,
os trovões se acalmam,
para de chover,
a luz volta
e um arco-íris surge no céu.
A tempestade já passou.
(Que bom, porque a vela acabou).
No fundo do teu coração
Tira a sandália do medo.
Descalça todo o temor.
Apesar das nuvens escuras
A luz virá trazendo destemor.
Interpreta o tempo.
Não se constranja.
A vida é bela...
Tudo no fim se arranja.
Abre a fechadura emperrada.
Escancara as janelas
Deixa o sol entrar...
Dos cantos escondidos da sala tua vida bela hás de resgatar.
Derruba as paredes da incerteza.
Equilibra-te na linha do tempo.
Tira do fundo do mar a paz, a alegria e toda a sua beleza.
Equilibra-te a avança.
Dança a mais bela das danças.
Rodopia no salão.
Conforto encontrarás sempre no fundo do teu coração.
