Nuvens
O sol sempre estará lá
as nuvens
porém
sempre mudam
o rumo.
Portanto
seja sol
transmita luz
ao mundo
e não deixe
nuvens passageiras
te abalar.
Hoje elogiaram meu sorriso e eu não sem bem como deveria reagir, no começo fui nas nuvens, mas depois não sabia bem como me sentir, que dizer já ouvi diversas frases perfeitas, porém vindas com muita maldade e segundas intenções e isso é de se cortar o coração, infelizmente não é possível só se aproveitar um elogio no mundo de hoje. Eu amo de paixão o meu sorriso quer dizer é a ligação que tenho com a minha criança interior, com esse sorriso eu declaro a minha pureza, bondade, inocência e beleza interior e quer saber de uma coisa, eu acho meu sorriso, o sorriso mais lindo do mundo e não é questão de se achar ou algo do tipo é que eu realmente amo essa incrível parte de mim, que a cada dia mais vem trazendo diversas razões para que eu possar me sentir....
Duas nuvens no céu a espelhar
Os amantes na terra a se beijar
Entre as estrelas e o mar
As nuvens do céu a se afastar
Como os amantes na terra
Cada um no seu lugar
Sem coração no peito
Sem nenhum sonhar
O amor não foi feito para nuvens
Nem nuvens para beijar
E amantes não são eternos
Também não podem se amar
Tanto as nuvens como os amantes
Um dia podem se reencontrar
Que se olhem distantes, a admirar
Não será como antes nem o amar
Me deixa aqui
Em silêncio...
Olhando como um deus sobre as nuvens o seu tímido olhar
Os teus cabelos escondendo seu rosto tímido...
Só um pouco ...
Pois seus olhos falam
Me devora
Nos teus beijos ...
De olhos fechados me sente
Algumas vezes, em revolta, olha para cima e vê meus olhos...
Nossos olhos já se conhecem
Assim como nossos corpos
Você corre de mim
Senta e me espera ...
Segura minhas mãos e recupera o fôlego nos meus lábios
Estávamos no palco do mundo
Sendo atacados por olhos vorazes que nós queriam
Mas nós não queríamos saber deles ...
A luz da lua que tocava seu rosto suavemente
Não apagava o azul dos seus olhos nem meu reflexo dentro deles
E minhas mãos acariciam sua cabeça
Paramos e nós olhamos ...
Pelo momento de um instantes
Voltamos para nossas casa
Mas agora levo você dentro do meu coração
Olho a Lua através da taça quase vazia
Céu sem nuvens
Sem anjos
Escuro
Uma estrela se destaca ...
E nada mais ...
Degusto minha solidão
Como uma canção
Minha caneta cansada não escreve versos
As únicas letras vivas em mim
São as iniciais do seu nome ...
E com essas letras escrevo minha oração
Na qual peço, em pecado ,
Que chame meu nome
E que de joelho me venere
Santificado por seus lábios
Deixo esse mundo
Para viver nos seus sonhos
Me deixa aqui
Quieto...
Olhando como um deus sobre as nuvens
O ballet dos seu cabelos escondendo seu rosto tímido
E o bailar de suas mãos em corpo nu
Freneticamente, me aquece e sacia
Algumas vezes, em revolta, olha para cima e vê meus olhos
Queria tanto que seus lábios me tocassem...
Que você me devora-se
Como na noite em que estávamos no palco do mundo
Sendo atacados por olhos vorazes que nós queriam
E nem ligavamos para nada
A luz da lua que passava pela janela tocava seu rosto suavemente
E minhas mãos acariciam sua cabeça
Paramos e nós olhamos ...
Por instante
O suficiente para nosso amor
Invadir tudo
E nos fundir em uma só alma
ACREDITE.
Acredito que as nuvens negras de hoje serão as nuvens as brancas de amanhã. Na imensidão que olhos as nuvens escuras passando sobre mim sinalizando que depois das nuvens negras, nuvens brancas irão surgir. Mais tá sendo difícil olhar para o céu e ver uma nuvem branca da cor de véu.
Estava tudo calmo, até que avistei uma pantufa azul com nuvens brancas estampadas. Imediatamente olhei tudo que rodeava o meu quarto e que pudesse entrar em sintonia com essa pantufa. Estaria ela isolada da minha existência, ou algum motivo teria para me chamar tanta atenção? Comecei então a observar meu quarto, e notei que, assim como as cores daquela pantufa, meu lençol também é azul de bolinhas brancas. Olhei em seguida de forma mais abrangente o meu quarto, cenário onde passei os últimos momentos na infância e pré-adolescência, antes da partida para os insondáveis e misteriosos planos e objetivos profissionais. O local está exatamente como deixei. Abrindo a janela, esta que ainda é protagonista constante nos textos feitos durante as minhas férias, notei, nas montanhas, o mesmo verde de sempre. No ar, a mesma brisa que caracteriza o clima paradisíaco de Friburgo. Só o céu parece agora mais azul e com as nuvens mais brancas depois que parei para observar as pantufas. Ao lado da janela, o espelho de sempre; porém, o reflexo mudou. Percebo um corpo mais maduro pela idade, mas, mesmo assim, com o mesmo vigor de alma. E Isso me deixou mais ansioso, agora, para chegar até você. E vem daí a minha grande dúvida. Como tanta reflexão pode partir apenas da observação de uma simples pantufa azul com estampas de nuvens brancas? Tento sair então da redoma desse quarto e volto novamente à janela; e vem aí a incerteza de que nossos respectivos carmas se processem. E isso, por si só, já me faz vibrar, assim como acontecia nos tempos quando olhava minha infância nesse mesmo espelho, cheio de expectativas acerca do colégio. Então me pergunto: será que, por sentir essa sensação novamente, isso não merece uma continuidade? Por mais que eu pense a respeito, não encontro, por mim mesmo, o caminho para um esclarecimento, ainda que imperfeito, mas que traga um pouco de qualquer coisa. Dizem que a ânsia de exteriorizar o que sentimos por nós mesmos pode assustar as pessoas. Mas acho que não... Nada mais natural numa fase de adaptação de uma alma ainda em plano material. Nesse ponto divirjo de certos pensadores que afirmam que devemos ficar mais em paz com nossos pensamentos. Não concordo, repito. Estou certo de que uma reflexão sincera e vibrante é um pensamento em forma de prece e que pode atingir para o bem, de alguma forma, aquilo que nos inspira a refletir. Espero apenas deste mundo, que em breve possa encontrar respostas para estas dúvidas, decorrentes, certamente, de uma simples pantufa azul com nuvens brancas estampadas.
Me isolo nas noite sob as nuvens de pura solidão, vejo mortalhas se mover buscando meu viver, não me vejo inocente, porquê assim quiz eu ser indecente, me afastei de gente, vivo ou mortos não interfere no meu viver, os que de mim se aproxima são afanadores dos meus sonhos, vivo como mendigos, preciso por me tornar um sobrevivente desse mundo de ilusões, não me importo mais com o que devo fazer de minha vida, vida de torturas e dores, vou me calar diante de meu sofrer, porquê o choro só provocara riso nos que dizem coitado, aceitar meu sofrer me faz Filho do ódio, não do amor, por incrível que pareça sou fruto de um amor
LADO BOM
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Sob todas as nuvens eivadas de medos,
vou além do que julgo ter forças pra ir;
levo muitos segredos que a vida não abre
nem o vento me deixa intuir ou prever...
Apesar deste peso que às vezes me curva,
tenho sempre desculpas pra querer chegar
ao que nada permite saber o que é,
mas invisto no sonho com fé no depois...
Na manhã que vislumbro a cada dia findo,
ganho novo sentido para mais um dia
que se abre sorrindo e faz valer a pena...
Foi-me dado viver, faço disto meu dom;
lado bom de morrer quando a hora vier,
pois terei uma história pra deixar no tempo.
LITORAL
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Despertar, ver tudo azul,
conferir o mar sem nuvens,
horizonte já sem véu...
Uma ducha, o desjejum,
e sair pra mais um dia
de muito banho de céu...
Louvado seja aquele que faz brilhar o Sol, entre nuvens cristalinas, do vasto horizonte, ao belo crepúsculo e glorioso amanhecer...Meus Amados, eis que na "infância" da criatura humana, já se faziam presentes as soberanas leis, que hoje permanecem a dirigir os rumos das vossas existências. É através da inspiração, que "descortinamos" o véu do invisível, ouvimos a voz do silêncio "palpitante", captamos a energia dispersa nas "telas" do aclamado cosmos, e elucidamos as "questões" formuladas com o transcorrer do maravilhoso tempo...Assim fazemos arte! A arte no brilho e nos "olhos", no "desenho" que traduz a imagem e semelhança do Amor sublime, que alegre descansa, na beleza das cores...Na doce e suave canção, que movimenta o vento, suaviza o ar, e tranquiliza a grosseira voz dos "trovões"...Jesus nos convida à uma humilde arte: A arte do Amor em palavras, gestos e ações...Arte em ritmos, afetos e canções...
Sonhe, mais alto do que podem alcançar as estrelas. Pois ainda que as nuvens cubram todo o céu, mais vale sonhar que em algum lugar o sol ainda brilha.
Desafogando ideias
.
Existe uma grande biblioteca que as nuvens pode alcançar
e nela qualquer um pode entrar
Costumo ela frequentar
de todos os seus livros nenhum deixa a desejar
Uma vez fui procurar
a coruja mora por lá
.
Gostaria dela encontrar:
"Será que teria um livro a me indicar?"
Explorei todo o lugar
Mas nada vi, sei lá,
andei tanto que pensei nunca encontrar
Ficou tão tarde que fui embora de lá
.
Certa vez fui lá voltar,
ao menos os corredores apreciar
Passei por um jardim
estava apenas a caminhar
Até que uma brisa passou por mim
Em seguida ouvi alguém falar:
"Está a me procurar?!"
Senti um cheiro de alecrim
que envolveu o ambiente
.
A voz falou novamente:
"Como faço pra te chamar?!"
"Quem fala?", indaguei
Retomou: "Quem Fala, sabe ler?"
Para todos os lados olhei, mas nada vi
quieto fiquei
Continuou: "Gostaria de um livro?"
"Qual livro?!!", pergunto sem crivo.
.
"Um que vai lhe ajudar em todas as suas reflexões",
disse a voz me gerando interrogações
Como nada tinha a perder, respondi: "Sim, gostaria de ler, onde ele está?!"
"Você já sabe, mas parece que vou ter que te ajudar"
No meio do jardim abriu-se um portal
e do outro lado apareceu um grande quintal
.
A voz disse: "Seu livro está escrito Viver, você vai reconhecer"
Entrei então pra ver
E por lá, muitas flores,
senti delas diversos sabores
Avistei ao longe uma luz exuberante
que seguia na direção de uma fonte
Dentro dela estava o livro todo brilhante
peguei-o e sentei-me ao monte
.
Sua capa era da minha cor favorita
ao folhear, percebi que nenhuma palavra havia escrita
Com a velocidade de um coelho
notei que em cada folha tinha um espelho
Depois da última centena
vi uma em branco, esta era a derradeira
Presa nela, uma pena
como se fosse brincadeira
Impossível ser descrita
só sei de uma coisa, sua tinta é infinita
.
.
Entre a dança das nuvens, a lua salpicou como uma menina peralta brincando de esconde-esconde entre o sol e a terra encantando o mundo com seu tom avermelhado.
