Nuvens
Olhei para o céu e vi as estrelas a brilhar.
Nuvens de branco a escuridao a pintar
Uma estrela bem forte brilhava e olhava.
O som do silêncio que bem forte cantava.
As oportunidades são como nuvens, nunca passa uma igual e as vezes somem, mas sempre reaparecem acompanhadas de outras.
Em um piscar de olhos, teletransporto-me para um mundo lúdico e cor-de-rosa. As nuvens dançam em tons suaves, e os raios de sol acariciam minha pele. As flores exalam fragrâncias mágicas, e os riachos sussurram segredos antigos. Aqui, o tempo se estica como um arco-íris, e as preocupações desvanecem como fumaça. É essencial, às vezes, perder-me nesse refúgio de sonhos, onde a imaginação floresce e a esperança se renova.
Dentro do vidro, a alma se debate,
Entre nuvens e borboletas, busca escapar.
A vida é um voo, um sonho a alcançar,
Pressa os limites, mas sempre a se libertar.
As nuvens da minha dor dissolveram-se e bebi na luz. Com os meus pensamentos recobrados virei-me para examinar a face da minha médica. Girei os olhos e os fixei nela e vi que era a minha enfermeira, na casa de quem eu fora cuidado desde a minha juventude – a Filosofia.
Assim como as águas, que se deixam moldar pelas adversidades ao seu entorno, são as nuvens, que se deixam levar pelos ventos. Por vezes, sejamos como água ou nuvens, identificando as certas adversidades ou ventos ideais, para que juntos desenhemos quadros de infinitas possibilidades da nossa real beleza.
+Q Covardes
Nascido na terra, mas andando nas nuvens. Chegou ao limite, onde todos desejam estar. Passa a se incomodar com a leveza de ser, de existir. Sente-se sem chão, pois o peso de seu próprio corpo já não mais o incomoda. Começa a desequilibrar, onde o equilíbrio não se faz mais necessário e rodopiando, decide se lançar ao chão. Não é por desmerecer os céus, mas anjos também podem ser caídos.
Seus sentimentos te fazem chorar, deite sobre as nuvens e escute a lua cantar seus pensamentos, a música pode ser bela o suficiente para te fazer bem.
Caso você me perca de vista, olhe para o céu, estarei sentado nas nuvens colorindo as estrelas para que me encontre novamente.
A tristeza de pessoa para pessoa é como as nuvens no céu, caminham lentamente sem saber pra onde vão, seguem aquele fluxo do vento, cada uma com um tamanho diferente, mas todas com a capacidade de chorar.
Minha cabeça virou nuvens
E deixou-se se levar,
Pela tal brisa do vento
Me perdi, não sei me achar
Fui querer vomitar frases
Que não queriam pular,
Como andar no sol em chamas
Derreti o meu olhar.
Um poeta sem palavras,
Um passo a passo sem chão,
Um passarinho sem asas,
Uma estrela sem clarão,
É igual juntar pedrinhas
Desenhar com elas no ar,
As ondas ondas do mar, pulsantes,
Que só queriam voar.
Pra cuidar de ti, eu
Atravesso o horizonte de chinelo, se preciso vou voar
Entre as nuvens e as estrelas,
Vivo sol, vivo garoa, mas eu vou te encontrar.
E pra cuidar desse sorriso, eu viro um peixe,
Nado rio, montanhas e céu só pra te ver
Não adianta nem pensar, mesmo bastante,
Meu desejo mais brilhante é ter você.
Mesmo que esteja lá na lua, bem distante,
Eu não desisto de você,
Mesmo que esteja lá na lua, bem distante,
Eu só quero amar você.
E pra cuidar desse carinho, eu mudo o mapa,
Faço você morar bem na minha frente
E como um sonho inconsequente, eu pulo no teu corpo
Pra que eu possa, te abraçar como sempre quis.
Eu vou até a outro mundo atrás de livros,
Aprender todos os caminhos pra alcançar
Aquele olhar que me acalma e faz me imaginar,
Como em um filme, do teu lado ser feliz.
Mesmo que esteja lá na lua, bem distante,
Eu não desisto de você,
Mesmo que esteja lá na lua, bem distante,
Eu só quero amar você.
E se a flor do paraíso for a chave,
Buscarei daqui pra frente,
Não tem nada que me pare nesse mundo,
Velejar como um pirata, tenho em mente,
Buscar um lugar que existe nós.
Talvez num conto de princesa, na areia
Frente ao mar encontre a minha sereia,
Te beijar e te mostrar que é daqui pra frente
Não esqueça, ''Quero um lugar que existe nós''.
Mesmo que esteja lá na lua, bem distante,
Eu não desisto de você,
Mesmo que esteja lá na lua, bem distante,
Eu só quero amar você.
Sabe, que tal deitar-mos nestas nuvens?
Deixando o vento, morosamente, caminhar sobre o majestoso lençol de estrelas, assim seguindo ao horizonte. Podemos até mesmo pedir a lua que cante aquela insigne música novamente. Aquela, que nos lembra o gélido dia de inverno, onde as mãos era a primordial chama. Vou aproveitar e escrever mais um ingênuo poema, para colocar dentre seus gastados sapatos ao amanhecer. Dentro, deixarei a pena do mais venusto pássaro da região, porém, não sei se te fará voar como desejas. Mas não te inquiete, já estou conversando com meu anjo, para que empreste, mesmo que um pouco, suas asas para tí.
Ah, essa vida...
Que viaja como um carrossel,
Frente ao vento, sobre as nuvens,
Levando nosso coração ao horizonte,
Essa vida.
