Nunca Diga que Ama uma Pessoa

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Às vezes as pessoas que escrevem romances podem ser tão pedantes e centradas em si. Eu nunca fui fã dos livros. Nunca pediria um autógrafo para um autor. Eu sou um não-leitor muito orgulhoso.

A paz nunca habitará o barulho. Ela escolhe o silêncio para morar.

Nunca perder o controle.

Grande ênfase deve pôr a prudência em não perder o controle. Assim se portam os grandes homens, pois a magnitude dificilmente se abala. As paixões são os humores da alma, e qualquer excesso indispõe a prudência. Se a moléstia sai pela boca, sua reputação estará em perigo. Tendo completo domínio de si próprio na prosperidade como na adversidade, ninguém irá censurá-lo, mas admirá-lo.

Não ser bom demais

É o que acontece a quem nunca se zanga. Quem não sente nada não tem personalidade. Tal atitude não se deve só à insensibilidade, mas também a
incapacidade. Sentir intensamente, quando as circunstâncias o exigem, é um ato
de afirmação pessoal. Até os pássaros debocham dos espantalhos. Alternar o amargo com o doce revela bom gosto: a doçura sozinha é para crianças e tolos. Constitui um grande mal perde-se por ser tão insensível mesmo sendo bom.

“Mundos fantásticos que nunca vi, mesmo assim estão sempre comigo, dentro de minh’alma.”

“Nós todos juntos somos a finalidade do bem-estar e nunca o meio de cada um individualmente alcançar seus objetivos.”

“Quem diz que nunca errou, certamente não tentou coisas novas. Somente quando percebemos o erro é que decidimos o que fazer.”

olhos de jabuticaba

A gente nunca marcou de se encontrar.

Essa talvez seja a parte mais estranha da nossa história.

Porque toda vez que eu decido seguir em frente, a vida resolve colocar você no caminho de novo. Num bar qualquer. Na rua. Na festa que eu nem queria ir. Na fila de algum lugar. Sempre parece coincidência demais para ser coincidência e acaso demais para ser destino.

A gente se olha como quem já sabe exatamente o que vai acontecer.

Primeiro vem aquele sorriso tímido, quase educado. Depois uma conversa boba sobre a vida, sobre o trabalho, sobre o tempo que passou. Fingimos que somos duas pessoas que só têm assuntos em comum.

Mas nunca é só isso.

Existe um momento em que o resto do lugar começa a desaparecer. Eu paro de ouvir quem está falando do meu lado. Você também fica um pouco mais perto do que precisava. Ninguém comenta. Ninguém pergunta. Acontece.

E então vem o beijo.

Sempre o beijo.

Como se todos os meses que passamos longe um do outro fossem apagados em poucos segundos.

É engraçado como a gente sempre acredita que dessa vez vai ser diferente.

Você ri e diz que não faz sentido continuar nisso.

Eu concordo.

Você fala que essa foi a última vez.

Eu respondo que também acho.

A gente se despede convencido de que finalmente conseguiu.

E, por algum tempo, consegue mesmo.

Até a vida resolver brincar de novo.

Eu nunca entendi o que somos.

Não somos um casal.

Também nunca fomos apenas duas pessoas que ficaram algumas vezes.

A gente conhece versões um do outro que ninguém mais conheceu. Você sabe como eu fico quando estou ansioso. Eu sei quando seu sorriso é verdadeiro e quando ele só está tentando evitar uma conversa difícil.

Mesmo assim, nunca conseguimos morar na vida um do outro.

Só conseguimos fazer visitas.

Às vezes penso que nosso erro sempre foi acreditar que precisava existir um fim definitivo.

Como se um beijo pudesse encerrar tudo o que veio antes.

Como se fosse possível convencer o coração usando lógica.

“Essa foi a última vez.”

Quantas vezes a gente já disse isso?

Cinco?

Dez?

Vinte?

Eu perdi a conta.

O problema é que nunca foi sobre o beijo.

Era sobre aqueles cinco minutos antes dele.

Quando você me olhava do outro lado e eu já sabia que tinha perdido de novo.

Quando nós dois fingíamos conversar com outras pessoas enquanto esperávamos um dos dois criar coragem para atravessar a distância.

O beijo só confirmava uma decisão que já tinha sido tomada pelos nossos olhos muito antes.

Talvez um dia exista realmente uma última vez.

Talvez a gente se encontre de novo e finalmente consiga passar um pelo outro como dois desconhecidos.

Talvez um de nós esteja apaixonado por outra pessoa.

Talvez a vida, cansada de insistir, resolva nos deixar em paz.

Mas, se esse dia chegar, eu desconfio que nenhum de nós vai perceber.

Porque todas as outras últimas vezes também pareciam verdadeiras.

E, no fim, bastava um reencontro.

Um “quanto tempo”.

Um abraço que demorava um segundo além do normal.

E lá estávamos nós outra vez, prometendo que agora era sério.

Enquanto, no fundo, os dois já sabiam que a única promessa que nunca conseguimos cumprir foi justamente essa.

azul

Nunca entendi por que algumas pessoas têm cor.

Não a cor dos olhos ou da roupa. Aquelas a gente esquece.

Falo da cor que fica quando elas vão embora.

Você sempre foi azul.

Não um azul triste.

Era o azul do céu cinco minutos antes de escurecer, quando o dia ainda respira fundo antes de entregar a noite. O azul do mar quando o vento resolve descansar por alguns instantes. Um azul que nunca precisou chamar atenção para ser bonito.

Talvez seja por isso que eu sempre encontrava paz perto de você.

O curioso é que essa paz nunca foi silêncio.

Porque você também era um furacão.

Só que ninguém nunca fala sobre o centro dele.

Todo mundo lembra da força que arranca telhados, das árvores caídas, do caos. Mas existe um lugar no meio de toda aquela violência onde não venta. Onde tudo para por alguns minutos.

Era exatamente ali que eu me sentia.

Enquanto o resto do mundo parecia correr contra o relógio, você fazia o tempo perder a pressa.

As conversas aconteciam sem roteiro.

O café esfriava porque nenhum dos dois lembrava de beber.

As horas passavam como se alguém tivesse esquecido de fazê-las andar.

Era um furacão porque tudo mudava quando você chegava.

E era azul porque, estranhamente, nada parecia ameaçador.

Você bagunçava a ordem das coisas sem transformar aquilo em desastre.

Depois que você apareceu, comecei a reparar numa coisa estranha.

O mundo inteiro ficou um pouco azul.

O céu parecia maior.

As madrugadas deixaram de ser tão frias.

Até as músicas ganharam um espaço que antes não existia.

Era como se você tivesse mudado a temperatura das coisas sem tocar em nenhuma delas.

Eu nunca tive coragem de te contar isso.

Porque parecia exagero.

Como explicar para alguém que ela alterou a cor da sua memória?

Que existe um tom específico do fim da tarde que continua tendo o seu nome.

Que toda vez que vejo o oceano, penso naquele jeito tranquilo com que você olhava para o horizonte, como se soubesse de alguma coisa que eu ainda levaria anos para entender.

Talvez amar alguém seja exatamente isso.

Descobrir que as cores nunca pertenceram ao mundo.

Sempre pertenceram às pessoas.

Antes de você, azul era só uma palavra.

Depois de você, virou um lugar.

Um lugar para onde minha cabeça sempre volta quando precisa descansar.

E talvez essa seja a maior contradição que alguém possa carregar.

Você foi o único furacão em que eu desejei permanecer.

Porque, pela primeira vez, ser levado por alguma coisa não significava me perder.

Significava, finalmente, encontrar um lugar onde eu não precisava resistir.

Agora passo a vida inteira entrando em lugares bonitos que continuam não sendo você.

O céu ainda é azul.

O mar continua azul.

Mas nenhum deles consegue repetir a sensação de quando era você quem dava cor às coisas.

Descobri tarde demais que algumas pessoas não passam pela nossa vida.

Elas mudam a forma como enxergamos o mundo.

E, depois disso, nenhuma cor volta a ser apenas uma cor.

Talvez exista quem coleccione cartas. Eu colecciono silêncios que nunca tiveram coragem de pronunciar o meu nome

Não acredito em nada, pois nunca recebi nada de bom de ninguém, apenas desgosto. Se preciso de algo, só conto comigo mesma.

Nunca foi a intenção de te machucar
Mas você me machucou com palavras, atitudes e dias me ignorando quando eu gritava por socorro, e você apenas falava , para de fazer drama .
Tive que achar um modo de me desabafar e ali alguém me ouviu , isso me fez sentir em paz , enquanto que você so me fazia chorar, então não, eu não errei e sim so quis ser ouvida e abraçada. Então resolvi que isso bastava . Te disse faz oque você decidir pois eu não me importo mais . E isso foi o fim .

O estoicismo nunca me pareceu sobre ser forte. Sempre me pareceu sobre deixar morrer o que já não cabe. O ego resiste. A vida não. Ela tem gosto de instantes.

04/08/2026

Quem tem medo do povo esqueceu que é povo também... ou nunca se sentiu povo.

O humano nunca cabe inteiro dentro de um conceito... quando achamos que conseguimos explicá-lo, ele já transbordou, produziu outra pergunta e obrigou o próprio pensamento a se ampliar.

Há muito compreendi que o amor não se perde; apenas muda de morada. Nunca habitou em mim. Sempre passou diante da minha porta como um estranho educado, retirando o chapéu antes de continuar o caminho para outra vida

A saudade machuca
As lembranças me fazem querer voltar no tempo
mas ele não volta
nunca voltou.

Seja humilde em todos os momentos.
Estenda a mão a quem precisar, sempre que puder.
Nunca se esqueça de onde você veio. E seja sempre grato pelo que você conquistou.⁠


Domingos JS Souza.

Religiosamente falando, nunca foi pelo número de pessoas, música, choro, lamentações.
Sempre foi o merecimento individual. Sem a conduta certa, nem oração resolve.⁠

"Diante de líderes cruéis e multidões que os aplaudem, percebo que 'ser humano' nunca foi um contexto geral. É um título raro, disputado desde o início da existência, e que poucos realmente merecem carregar."