Nunca Diga que Ama uma Pessoa
Pensei hoje nos meus três filhos. Chorei ao lembrar do desejo, os três filhos. Esses que nunca tive. Com exceção de um que já se foi. E dos dois que não nasceram. Doeu não tê-los tido. Sinto saudade dos meus três filhos.
A dor nunca é universal, ela é sempre íntima.
Quando não habita em nós, torna-se invisível, e o invisível costuma ser julgado com leveza.
Por isso o ser humano erra quando mede a dor do outro com a própria régua: cada alma carrega um peso que só ela conhece.
A filosofia nos lembra que o outro não é extensão de mim, mas um mistério.
A psicanálise revela que muitas violências nascem da incapacidade de reconhecer a dor alheia — projetamos, negamos, minimizamos aquilo que não suportamos sentir em nós.
E a Bíblia nos adverte, com simplicidade e profundidade, que amar o próximo como a si mesmo não é sentimento, é responsabilidade.
Ferir o outro é, muitas vezes, ignorar que ele também sangra por dentro.
Quem carrega a dor sabe o seu tamanho; quem observa de fora só vê o silêncio.
Por isso, antes de agir, é preciso lembrar: o que faço ao outro pode se tornar a cruz que ele terá de carregar sozinho.
As palavras nunca são apenas sons; elas carregam o peso da intenção de quem as pronuncia e deixam marcas em quem as recebe. Talvez, se as pessoas compreendessem o poder de uma frase dita no calor da emoção, escolheriam o silêncio antes de transformar o respeito em ferida.
Dizer a alguém: "Cada dia quero mais distância de você" apenas porque essa pessoa não concorda com um erro que você defende revela mais sobre a intolerância do que sobre a verdade. Discordar faz parte das relações; humilhar é uma escolha.
Quem valoriza o diálogo não teme opiniões diferentes. Mas quem prefere o orgulho ao entendimento acaba afastando pessoas que apenas tiveram coragem de ser sinceras. No fim, as palavras passam, porém as cicatrizes que elas deixam podem permanecer por muito tempo.
A verdadeira sabedoria não está em vencer uma discussão, mas em preservar a dignidade do outro, mesmo quando pensamos diferente.
Cultivando minha primavera, para que nunca me faltem flores.
Quem sabe o amor que plantei e tenho regado também venha a florescer?
Sigo cuidando, mesmo quando não há sinais,
porque aprendi que nem toda raiz se revela de imediato.
Algumas crescem no escuro, em silêncio,
antes de ousarem tocar a luz.
E enquanto o tempo cumpre o seu papel,
eu não deixo de me florir.
Porque há beleza em quem permanece,
em quem cultiva,
em quem acredita
mesmo sem garantias.
Se for para florescer, que seja inteiro.
Se for para ficar, que seja com raízes.
E se não for…
ainda assim, minha primavera não se perde.
Como se devolve aquilo que nunca se recebeu?
Você sabe o que é não ter e, ainda assim, ter que ter para dar? É aprender a esconder a própria fome para repartir o pão. É guardar a dor na gaveta porque alguém precisa encontrar em você um abraço. É enxugar as lágrimas antes que elas caiam, porque há outras lágrimas esperando o seu ombro.
Há dias em que a vida parece nos cobrar exatamente aquilo que nunca nos ofereceu: um amor que nunca nos ensinaram, uma paciência que nunca tiveram conosco, um cuidado que um dia desejamos receber, mas que nunca chegou.
E, então, nasce a pergunta que atravessa a alma: como se devolve aquilo que nunca se recebeu?
Talvez a resposta seja dura. Não se devolve. Porque ninguém pode devolver o que nunca teve.
O que fazemos é diferente. Escolhemos construir. Escolhemos oferecer justamente aquilo que nos fez falta. Não porque transbordamos, mas porque conhecemos a dor da ausência. Quem já caminhou pelo frio sabe o valor de um cobertor. Quem já enfrentou o abandono compreende o peso de uma presença. Quem já implorou por amor aprende, mesmo entre cicatrizes, a semear aquilo que um dia esperou colher.
Mas até a terra mais fértil precisa de chuva.
E há momentos em que é preciso voltar para dentro de si. Habitar a própria casa. Abrir as janelas da alma, tocar as paredes que o tempo ergueu em silêncio e lembrar que também somos lugar de descanso. Porque quem vive oferecendo luz aos outros não pode esquecer de acender a própria.
Talvez seja esse o maior milagre: transformar a ausência em presença, a falta em cuidado e a dor em um amor que, embora nunca tenha sido recebido da forma esperada, escolheu existir.
No fim, talvez não se trate de devolver aquilo que nunca recebemos. Talvez se trate de impedir que a ausência determine quem nos tornaremos. Porque as maiores virtudes, muitas vezes, nascem justamente daquilo que mais nos faltou.
BEATRICE HALSE RUCHELL
17/08/26.
O nosso amor nunca foi desenhado em promessas jogadas ao vento ou em discursos ensaiados que perdem o sentido com o tempo. Nós aprendemos a conversar em uma linguagem própria [ nas nossas músicas amor rs], onde a tradução mais pura do que sentimos vive nas atitudes de nossos atos. É no cuidado silencioso, no abraço que abriga quando o mundo parece desabar, no entrelaçar das mãos quando o passo aperta e no olhar que ampara quando as palavras, por si só, não dariam conta. E eu escolho você. Escolho na calmaria e nos dias em que o riso é fácil, mas, acima de tudo, escolho você na tempestade. Porque quando as dificuldades tentam nublar o nosso caminho e o peso da rotina bate à porta, é a força do que construímos no silêncio das nossas ações que nos mantém de pé. Nós sabemos que a vida não é um roteiro livre de desafios, mas a beleza da nossa história está justamente na coragem de escolher a mesma pessoa, repetidas vezes, apesar de todas as incertezas. É a certeza de que os obstáculos, os dias ruins e as imperfeições nunca serão maiores do que a nossa vontade mútua de fazer dar certo. Cada tempestade que enfrentamos juntos apenas aprofunda as raízes do nosso porto seguro. Que continuemos assim,provando o nosso afeto na firmeza do dia a dia, cuidando um do outro nos detalhes mais simples. Porque, no fim das contas, se eu tivesse que passar por tudo de novo , com todas as lutas, tropeços e espinhos do caminho , eu ainda assim escolheria segurar a sua mão para caminhar ao seu lado.
_Enzo Ruchell_
não me importa quanto tempo vai levar.
Talvez o problema nunca tenha sido falta de amor.
Talvez tenha sido excesso de certeza.
Aquela certeza perigosa de quem acredita que algumas pessoas não precisam ser escolhidas todos os dias porque, de algum jeito, elas já escolheram ficar.
E foi assim que ele aprendeu uma das coisas mais caras sobre amar alguém, não basta sentir. É preciso perceber.
Perceber quando uma conversa está sendo adiada demais.
Quando um abraço deveria durar mais alguns segundos.
Quando alguém está tentando dizer alguma coisa sem encontrar coragem para usar as palavras.
Porque o amor raramente acaba como nos filmes.
Posso me basear no Diário de Uma Paixão, mas
Não existe sempre uma última frase, uma porta batendo ou uma despedida perfeita.
Às vezes ele vai ficando menor em detalhes tão insignificantes que ninguém percebe.
Uma mensagem que não foi respondida direito.
Um encontro que poderia ter acontecido.
Um "depois a gente conversa".
Um orgulho que parecia tão pequeno naquele momento.
E, quando você percebe, já está tentando lembrar em qual dessas pequenas coisas começou a perder alguém.
Ele demorou para entender isso.
Achava que amar era uma coisa grandiosa. Que precisava de declarações, planos impossíveis, promessas que coubessem em anos.
Mas descobriu que talvez o amor more justamente no contrário.
Em prestar atenção.
Em lembrar de uma coisa que a pessoa disse semanas atrás.
Em perguntar como foi o dia e realmente querer saber.
Em escolher ficar mais cinco minutos quando seria mais fácil ir embora.
Em olhar para alguém e pensar:
eu não quero descobrir o valor disso depois.
Talvez maturidade seja isso.
Não saber amar perfeitamente, porque ninguém sabe.
Mas aprender a reconhecer aquilo que não deveria ser tratado como garantido.
Porque existe uma diferença enorme entre ter alguém e continuar tendo alguém.
A primeira coisa pode acontecer por acaso.
A segunda exige presença.
E talvez seja por isso que algumas pessoas só entendam o tamanho de um amor quando já não podem mais alcançá-lo com a mesma facilidade.
Não porque eram ruins.
Não porque não sentiam.
Mas porque confundiram sentimento com permanência.
E permanência nunca foi promessa.
Naquela noite, ele não queria voltar no tempo.
Queria apenas ter tido os olhos que tinha agora quando ainda havia tempo.
E talvez essa seja a parte mais bonita de tudo:
nem todo arrependimento precisa terminar em tristeza.
Alguns servem como mapa.
Mostram onde erramos para que, quando a vida colocar outra pessoa diante de nós, não precisemos aprender a mesma lição duas vezes.
Porque talvez o amor não esteja procurando alguém que nunca erre.
Talvez esteja procurando alguém que, quando finalmente encontrar algo verdadeiro, tenha coragem de não deixar para amanhã aquilo que merece ser vivido hoje.
E talvez, no fim das contas, seja disso que aquela velha frase realmente fale.
Não sobre esperar alguém voltar.
Mas sobre perceber que, enquanto houver tempo, ainda existe uma escolha.
E algumas escolhas são simples:
olhar.
ficar.
dizer.
tentar.
amar.
Antes que o amor precise partir para finalmente ser compreendido.
Porque as vezes ainda não é tarde demais.
Só é preciso parar de agir como se fosse cedo demais.
Imortal é o amor
Nunca é demais
Sempre impressiona
Cabe em cada canto
Encanta
Ta na semente
Que gera
Toda especie de arvores de vidas
Seja na natureza ou geanologias
Amar contagia
Luz
Gratidão a Jesus!!!
Fonte inesgotável do amor!!!
Nunca desista dos seus sonhos, ainda que na busca por eles tenha um fracasso momentâneo, não se prostre, prossiga sem desistir, eis a grande diferença entre os que realizaram grandes feitos, a PERSISTÊNCIA.
Em vez de comprarmos para nossos filhos tudo o que nunca tivemos, deveríamos ensiná-los todas as coisas que nunca nos ensinaram.
No silêncio, a mente se enche de ecos, memórias e sentimentos. . .
. . no silêncio nunca houve tantas palavras . . .
Respire, expire e não pire! Apesar de ter ouvido isso tantas vezes, nunca tinha me dado conta da verdade que existe nisso.
As vezes nos deixamos contaminar facilmente por um problema, uma discussão, por uma discordância de opiniões e durante um dia todo, ou uma noite toda, continuamos remoendo o que passou.
Quando se deparar com uma situação assim, evite dizer qualquer coisa no calor do momento, em que nem seus pensamentos são ou estão racionais.
Silencie! O silêncio, as vezes, é a melhor forma de manter a paz interior e a sua sanidade.
Evite desgastes desnecessários, ofensas, discussões. Entre duas ou mais pessoas, há sempre uma que deverá tentar manter-se equilibrada e, no meu caso, eu prefiro sempre que seja eu.
Sabem porque? É que esperar equilíbrio de outra pessoa é bastante arriscado e pode não acontece. Eu não tenho o domínio do outro, mas tenho o domínio sobre mim e minhas palavras.
Deixar prazeres momentâneos pela espera de algo duradouro e verdadeiro, NUNCA será perda de tempo - é preparo para viver O MELHOR.
Você pode copiar minhas ideias
Você pode roubar minhas iniciativas
Mas você nunca tenha minha capacidade criativa
Aprendi ao longo da vida que teremos poucos amigos, um que nunca te deixará nem te abandonará em hipótese alguma que ae chama:Jesus os demais são meros conhecidos ou simplesmente companhias.
O mal não pode vencer o bem. O bandido não pode vencer o mocinho, assim como Tom nunca pode derrotar Jerry. Ao olhar ao redor, vemos, ouvimos e sentimos uma desesperança que tenta nos confinar — mas este é o momento de reagir e jamais aceitar.
