Nunca Diga que Ama uma Pessoa

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Eu reparo muito em como as pessoas tratam aquelas de quem não dependem de nada. Uma boa pessoa trata todo mundo bem; já aquela pessoa que se acha superior aos outros trata muito bem quem pode lhe dar favores ou coisas, mas não trata bem quem não tem nada a oferecer. As pessoas ficam focadas em coisas como 'ah, ele me tratou tão bem' ou 'ele disse isso'. Quando você pergunta 'mas como ele tratou o mais humilde?', a resposta costuma ser 'não sei', como se isso fosse irrelevante. Mas isso é extremamente relevante, porque o caráter de uma pessoa não se mede pelo que ela tem na carteira, mas pela forma como ela escolhe tratar os outros.

⁠⁠O que uma pessoa precisa, pode ser bem diferente de outra, mas aquela deitadinha depois do almoço todas merecem.

O valor de uma pessoa mede-se pela coragem com que levanta todos os dias para construir o seu futuro, sem nunca precisar de derrubar os outros para subir.

⁠"Uma pessoa esperta sabe o que dizer.
Uma pessoa sábia compreende se deve ou não dizer."

Sonhei que dizia que ia comprar dois carros e mostrava a imagem desses dois carros á uma pessoa que não lembro. Eu estava totalmente feliz e confiante no sonho.




Julho de 2023

Tem gente que diz que o caráter de uma pessoa se revela nas grandes decisões da vida. Eu, particularmente, acho que se revela mesmo é no beijo. Porque ali não tem discurso bonito, não tem filtro do Instagram, não tem tempo de ensaiar frase inteligente. É só você, o outro e aquele momento meio ridículo, meio mágico, onde dois seres humanos resolvem encostar boca com boca como se isso fosse a coisa mais natural do mundo. E é. Ou deveria ser.

Agora me explica, com toda a calma do universo, como é que alguém consegue beijar de olho aberto. Não é nem uma questão de julgamento, é quase um fenômeno científico que eu gostaria de estudar. Porque pra mim, beijo de olho aberto tem uma energia de auditor fiscal emocional. A pessoa não está ali vivendo, ela está conferindo. Tipo assim, deixa eu ver se tá bom mesmo, deixa eu analisar o desempenho, deixa eu checar se isso aqui vale o investimento. E pronto, o romance virou planilha.

Eu imagino a cena e já me dá um leve desconforto. Você ali, entregue, achando que está vivendo um momento digno de trilha sonora, e do outro lado a criatura te encarando como se estivesse avaliando um produto na prateleira. Falta só puxar o celular e dar uma nota. Três estrelas, poderia ser mais envolvente, textura interessante, retorno duvidoso. Obrigada, próximo.

E não me venha com esse papo de que é curiosidade. Curiosidade a gente mata vendo série, stalkeando ex, abrindo geladeira de madrugada sem fome. No beijo, curiosidade demais vira suspeita. Porque quem está presente de verdade fecha os olhos não por obrigação, mas porque o mundo ali fora simplesmente perde a graça. É quase um desligar automático. Tipo quando você encontra um lugar confortável e nem percebe que relaxou.

Beijar de olho fechado é um voto silencioso de confiança. É tipo dizer, por alguns segundos eu não preciso ver nada, porque sentir já é suficiente. Agora, beijar de olho aberto... não sei, tem um quê de gente que não larga o controle remoto nem quando o filme já acabou. Sempre esperando algo melhor, sempre pronto pra trocar de canal.

Mas também, sendo bem honesta comigo mesma, talvez eu esteja exagerando. Talvez não seja falsidade, talvez seja só gente que ainda não aprendeu a se perder. Porque se tem uma coisa que assusta hoje em dia é justamente isso, se permitir viver algo sem supervisão, sem análise, sem garantia. Fechar os olhos virou quase um ato de coragem. E tem gente que ainda não chegou lá.

Só que eu, do alto da minha teimosia emocional e um leve drama que me acompanha desde sempre, continuo achando que quem beija de olho aberto não está completamente ali. E se não está ali, já começou errado. Porque beijo bom não é o que você vê, é o que você sente quando esquece até de existir por alguns segundos.

E se for pra viver algo pela metade, eu prefiro nem começar. Agora me diz, você também desconfia ou eu já tô criando teoria demais por causa de um beijo?

Uma ponte instável.
Uma tempestade.
Uma subida impossível.
Um abismo.
Uma pessoa que você gostaria que estivesse ali para ajudá-la.
E, finalmente, alguém percebendo que você estava no lugar errado e dizendo, sem precisar de muitas palavras:
"Está tudo bem."

Talvez crescer seja exatamente isso: conseguir olhar para uma pessoa que um dia significou o mundo e perceber que ela continua sendo apenas uma parte da paisagem da nossa história.
Não precisamos odiar.
Não precisamos esquecer.
Não precisamos voltar.
Podemos simplesmente reconhecer:
"Eu amei você naquela época. Mas hoje eu também amo a pessoa que me tornei."

A crença religiosa de uma pessoa é fortemente influenciada pelo ambiente em que ela nasce.
E essa constatação é filosoficamente desconfortável.
Porque, se alguém acredita que recebeu a única verdade absoluta simplesmente porque nasceu dentro daquela tradição, deveria fazer uma pergunta bastante incômoda:
“Se eu tivesse nascido do outro lado do planeta, dentro de outra família, eu estaria igualmente convencida de que a religião que considero verdadeira hoje é verdadeira?”
Talvez sim.
Talvez não.
E nós simplesmente não temos como fazer esse experimento com a própria vida.

Diferença entre religião e comportamento moral.
Uma pessoa pode frequentar uma igreja todos os dias e continuar sendo cruel.
Pode conhecer centenas de versículos e tratar mal a própria família.
Pode falar sobre amor ao próximo e maltratar animais.
Pode levantar as mãos durante o culto e humilhar alguém na segunda-feira.
Pode falar sobre perdão e viver alimentando rancor.
E isso não é uma crítica exclusiva ao cristianismo. É um problema humano.
Porque pertencer a uma instituição não transforma automaticamente o caráter de ninguém.
Conhecer uma doutrina não significa incorporá-la.
Saber falar sobre bondade não torna alguém bondoso.
E frequentar um templo não impede ninguém de ser um péssimo ser humano quando sai dele.
Talvez por isso exista uma pergunta muito mais interessante do que:
“Qual religião você segue?”
Eu perguntaria:
“Como você trata aqueles que não podem lhe oferecer absolutamente nada em troca?”
Como você trata um animal indefeso?
Como trata alguém mais pobre?
Como trata alguém que discorda de você?
Como trata uma pessoa que não pode lhe beneficiar?
Como trata seu companheiro quando ninguém está olhando?
Como reage quando possui poder sobre alguém mais vulnerável?
Essas perguntas revelam muito mais sobre caráter do que uma fotografia dentro de um templo.

Deixar uma instituição religiosa não significa necessariamente abandonar Deus.
Uma pessoa pode abandonar uma comunidade porque se sentiu julgada, excluída ou ferida e continuar cultivando sua espiritualidade.
Da mesma forma, uma pessoa pode frequentar uma igreja e não possuir uma relação interior profunda com aquilo que professa.
A instituição e a fé não são necessariamente a mesma coisa.
Você pode acreditar em Deus sem querer pertencer a uma denominação.
Pode orar em casa.
Pode conversar com Deus enquanto está sozinha.
Pode ler a Bíblia sem transformar uma instituição em autoridade absoluta sobre sua consciência.
Pode inclusive discordar de determinadas interpretações religiosas e continuar considerando Jesus uma figura espiritualmente importante.
Isso existe.
E não é necessário fingir certeza onde você possui dúvida.

Não, uma pessoa não ganha acesso privilegiado ao coração de outra só porque frequenta um templo!

Você pode pensar:
“Eu não quero frequentar uma igreja.”
Isso é uma escolha.
Outra pessoa pode pensar:
“Eu encontro minha espiritualidade justamente na comunidade da igreja.”
Também é uma escolha.

Se uma pessoa acredita que Deus conhece o coração humano, deveria ser justamente a primeira a reconhecer que não pode ocupar o lugar de Deus e declarar o que existe ou não existe dentro do coração de outra pessoa.

Se uma pessoa usa a religião para controlar filhos, humilhar pessoas, impor casamentos, atacar animais ou julgar constantemente quem está ao redor, então existe uma pergunta que não precisa nem ser respondida por ninguém:
O que importa mais, parecer religiosa ou aprender a tratar os outros com dignidade?
Essa pergunta vale para qualquer pessoa, inclusive para nós.

⁠Eu sou uma pessoa muito ansiosa. A ansiedade quase me mata — eu disse quase!


Eu vivo uma hora em um minuto, um mês em um dia, um ano em um mês e uma vida em um ano.


Mas, pera aí… a vida não deveria ser assim?

Seja sempre uma boa pessoa, as pessoas não irão te agradecer, mas a vida sim.🍁

“O verdadeiro legado de uma pessoa não se mede pelo título que carrega nem pelo currículo que exibe. Ele se revela nas marcas invisíveis que deixa nas mentes e nos corações daqueles que cruzam seu caminho.
Ser inesquecível não é sobre ser admirado, mas sobre ser sentido. É sobre transformar o ambiente com ideias, gestos e valores que sobrevivem ao tempo.
Que o teu legado seja feito de consciência, empatia e coragem — porque o impacto intelectual mais duradouro é aquele que desperta outros a pensarem melhor sobre o mundo.”

"BLINDO-ME meus 5.4.O brilho de uma pessoa em PAZ, PRODUTIVA e CHEIA DE SONHOS incomoda mais do que qualquer bem material."


━By Coelhinha

⁠Algumas vezes um poema é uma pessoa.