Nove Noites de Bernardo Carvalho
Noites Agoniantes Que Não Me Deixam Dormir, Sonhos Encantados Criados Desenhados Por Mim Olhos Expressivos Sorriso Sem Fim. Primeiro Abraço que Nunca Saio De Mim. Que Faso Deste Amor Devorador Que Me Deixa Asim.
Há dias que é noite toda
Há dias em que
o sol teima em não aparecer
as lágrimas, a escorrer....
A dor... está lá só pra lembrar
que a felicidade brinca de se esconder.
Mas... sua vida tem de continuar...
E você, magoado, enganado, desesperançado,
sabe que não há saída
àquele dia que teima em ser noite tem de se acostumar... simplesmente aceitar,
nem adianta não querer acordar.
Sua vida não pode parar!
No cair da tarde
A terra quente
Se esfria lentamente
Noites de verão
Que preguiçosamente vem
O negro tomando conta
Do imenso vermelhão
Um gostoso silêncio
Repousa no meu sertão
Mas que não pode emudecer
Meu pobre coração
Que anseia e deseja
Muito te ver.
SE EU SOUBESSE.
Se eu soubesse
que ia ficar tanto
tempo longe de ti
não haveria coração quebrado.
Se eu soubesse
que a dor da saudade
iria me pegar
não haveria lágrimas a rolar.
Se eu soubesse
que não iria mais
te sentir por tantos
dias e noites,não haveria
tanto vazio.
Mas tenho que superar
tenho que aceitar
para que tudo
oque houve de bom voltar.
Há noites que são imensas como um eterno inverno
feitas de montanhas mudas e ventos cortantes.
Noites de sonho ou realidade carregadas de volúpia
vestiu-me de amor e despiu-me de saudade.
Desapareceu escurecendo os sonhos
que trazem lembranças, nas asas velozes.
Há noites que tornaram-se pequenas torturas
lutam de esperanças entre nuvens, aurora vencida.
O canto do pássaro à janela, cansado do silêncio já vencido...
sentimentos apalpados ao toque dos sonhos adormecidos.
Aquecido pelas notas musicais, nos ponteiros do relógio,
bebo o doce o amargo da agonia para esquecer.
A sombra dos teus olhos, tento esquecer a realidade...
Cega de lembranças, adormeço e sonho noites melhores.
Há noites em que perco o sono
Noites que são dolorosas
E choro em desespero
A noite já vai muito longa
E as lágrimas e a chuva
Molham o vidro das janelas
Vagueio pela casa, assalto o frigorífico.
Ninguém me vê, estão todos a dormir.
Eu vou contando as horas, os minutos
Fico a ouvir os barulhos da noite.
Olho para a minha amiga lua à espera do sono!!
Dias e noites dizendo pra mim mesma que vai ficar tudo bem,
mas todo mundo sabe que o meu bem está onde você estiver.
Eu vi também.
O jázigo dos pobres
Melancolia e saudade
Ai, a dor dos pobres homens
Ai, lá se vai minha mocidade.
Trechos curtos de longo alcance
Refletidos na luz do luar
Sereno pranto vi de relance
Também vi o amor acabar.
Sorrisos arregaçados também vi
Nas noites chuvosas vi também
Regai-me fruto de meu colibri
Jorrai meu sangue na escuridão!
Almas cansadas também atendi
Almas confusas atendi também
Ajudai o próximo como ajuda a ti
Sangrai bem pouco na imensidão!
Minha voz agora me falha
Minha visão me falha também
Erros tolos cometi na farra
Assustado, disse amém.
Já chorei por quem amava
E por quem eu odiava também
Inimigos que me odiavam,
Assustado, amava eles também.
Não me julgues por amar
Não me julgues se errei
Só me julgue se puderes
Me amar, como te amei.
Não me pinte como um santo,
Não me pinte como um rei,
Mas também não sou diabo
Sou humano e morrerei.
Noite de luar esplêndida....
como uma estrela no oriente
guiando os nossos passos na terra
proporcionamos alegria com a alegria dos outros
satisfação dos desejos mágicos de sentimentos
o prazer das coisas materiais, muitas vezes
damo-nos ao egoísmo e a uma escravidão....
frustração espontânea imposta traz-nos insatisfação
sem expectativa de ver uma noite de luar esplêndida.!!
Tenho passado boa parte dos meus dias acinzentados e noites enluaradas a refletir sobre a mentira.
Não chego a conclusão que preencha minha insônia cada dia mais constante.
Cuidado comigo,
não sou de fazer amigos.
Cuidado, não sou normal...
sou um doente mental.
Vivo em crise,
sei... a vida não tem reprise...
não vivo bem, vivo mal
sou do meu corpo refém.
Um morto vivo
pelo desconhecido sigo
riscando os dias e as noites
vivo uma vida infernal...
surreal...
mal bem real!!
odeio
os devaneios de mim
mesma...
me trair em atitudes,
me cegar,
fingir
não ser,
tolerar,
questões,
indagações....
odeio
noites mal dormidas,
as vezes
mal
vividas,
ver tremer a mão na
fotografia,
questionar o inquestionável,
ser amável,
dócil...
agressiva,
passiva...
odeio
olhar pra mim mesma,
me decifrar,
configurar,
o pensar imaturo,
o sonhar
inseguro...
o pensamento
impuro;
quem
fui....
quem serei....
eis-me
aqui.
Eu sou Deus antes da medicina
Antes de tudo, Eu já existia
Eu sou dono das noites de choro
E também das manhãs de alegria
Nas noites invernosas.
Da úmida calçada molhada,
Tirando o cai no poço.
Uma eterna namorada,
No cair das águas frígidas,
De minha singela morada.
Em noites extremamente frias e de solidão, acendo a lareira, apago a luz e bebo vinho com meus outros eus.
Eles me divertem bem mais do que pessoas que querem me apenas paparicar.
“Numa sociedade onde a mentira sempre conquista seu holofote, a verdade caminha em noites escuras entre ruas e becos e sua sobrevivência dependerá da sua própria perseverança.”
Meus erros não definem quem sou. Até as noites mais escuras escondem bons sonhos.
Livro Sinto Muito, Meu Amor.
